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Aromaterapia e suas aplicações

Aromaterapia e suas aplicações

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CADERNOS • Centro Universitário S. Camilo, São Paulo, v. 11, n. 4, p. 57-68, out./dez. 2005
57
 Aromaterapia e suas aplicações
 Aromatherapy and its applications
RESUMO
O termo aromaterapia foi introduzido por René Maurice Gatefossé na década de 1920 eteve seu desenvolvimento posteriormente por seus seguidores. Esta terapia se vale dospoderes dos óleos essenciais para predispor à prevenção, à cura e ao equilíbrio psicos-somático. A ação dos componentes dos óleos essenciais pode se dar por contato com apele: penetração e conseqüente alcance da corrente sangüínea, ou por estimulação dosistema nervoso central pelo processo de transdução. Pode-se, portanto, dizer que sãotrês os sistemas fundamentais para se processar a aromaterapia: circulatório, límbico eolfativo. As propriedades e indicações dos óleos essenciais são extremamente numero-sas, e para assegurar o sucesso da terapia, é necessário o acompanhamento por profis-sional especialista e habilitado, já que hoje a tendência é a prescrição cada vez maisindividualizada e adequada para cada pessoa, pois a aromaterapia visa, além de curarestados patológicos, promover e restaurar o equilíbrio mental e psicológico.
DESCRITORES
 Aromaterapia tendências; Equilíbrio psicossomático; Aromaterapia óleos essenciais
 ABSTRACT
The term aromatherapy was introduced by 
René Maurice Gattefossé 
around 1920 and hasbeen developed subsequently by his followers. This therapy uses the power of essentialoils to predispose illnesses prevention and cure and the psychosomatic balance. Theaction of essential oil compounds can happen by contact with the skin: penetration andconsequent reach of the blood chain, or by stimulation of the Central Nervous Systemthrough transduction. Therefore, we can say that there are three fundamental systemsinvolved in the procedure of aromatherapy: circulatory, limbic and olfactory. There areplenty properties and indications of essential oils, and to ensure the success of thetherapy it is necessary to have the assistance of a specialist and qualified professional,since nowadays the tendency is the individual prescription, suitable for each person,because aromatherapy, besides curing illnesses, must promote and restore the mentaland psychological equilibrium.
KEYWORDS
 Aromatherapy trends; Phychosomatic balance; Aromatherapy essential oils
 Patrícia Andrei* Aparecida Peres Del Comune**
* Farmacêutica da empresa Naturelle, graduada pelo CentroUniversitário São Camilo.** Docente do Cursode Farmácia do CentroUniversitário São Camilo.
 ARTIGO DE REVISÃO/R
EVIEW 
A
RTICLE
Farmácia
07_Aromaterapia.p65 30.03.2006, 10:1257
 
58
CADERNOS
Centro Universit
á
rio S. Camilo, S
ã
o Paulo, v. 11, n. 4, p. 57-68, out./dez. 2005
INTRODU
ÇÃ
O
O termo aromaterapia foi introduzido porRen
é
Maurice de Gatefoss
é
, qu
í
mico franc
ê
s, ecome
ç
ou a ser difundido em 1964. Aromatera-pia
é
a arte e a ci
ê
ncia de usar
ó
leos de plantasem tratamento dos desequil
í
brios, atrav
é
s dosaromas.
É
considerada medicina natural, alter-nativa, preventiva e tamb
é
m curativa.
A aromaterapia vale-se dos poderes de cura do mundo das plantas, mas em vez de usar toda a planta ou parte dela, somente o 
ó 
leo arom 
á 
tico 
é 
empregado. Essa subst 
â 
ncia arom 
á 
tica poderosa 
é 
encontrada em pequenas gl 
â 
ndulas localizadas tanto nas partes mais externas quanto nas partes mais centrais das ra 
í 
zes, caule, folhas, flores ou frutos de uma  planta.
(Price, 1999).Os principais m
é
todos usados em aromate-rapia s
ã
o: a inala
çã
o, o banho arom
á
tico e aaplica
çã
o.
Os aromas constituem o nosso contato mais 
í 
ntimo com a natureza e t 
ê 
m o poder de nos  predispor ao sono, ao repouso, ao estado de alerta,
à 
criatividade,
à 
irritabilidade e 
à 
cria- 
çã 
o, dentre outros, pois o olfato 
é 
o mais antigo e talvez o mais desconhecido dentre os sentidos desenvolvidos pelo homem.
(Corazza, 2002). As subst
â
ncias odor
í
feras desprendem par-t
í
culas que s
ã
o carregadas pelo ar, e estimulamas c
é
lulas nervosas olfativas; tal est
í
mulo
é
sufi-ciente para desencadear outras rea
çõ
es, entreelas a ativa
çã
o do sistema l
í
mbico, ou seja, da
á
rea cerebral respons
á
 vel pela olfa
çã
o, mem
ó
riae emo
çã
o. Desta forma, t
ê
m-se os processos decura da aromaterapia.H
á
uma variedade de fatores que ajudam adeterminar a efic
á
cia do tratamento aromater
á
-pico. Dentre elas est
ã
o: a qualidade dos
ó
leosessenciais, os m
é
todos de aplica
çã
o, o conheci-mento do aromaterapeuta, e as diversas precau-
çõ
es a serem tomadas.Dentre a diversa gama de
ó
leos essenciais,podemos citar: alecrim, artem
í
sia, baunilha, berga-mota, camomila-dos-alem
ã
es, canela, citronela,eucalipto, gengibre, ger
â
nio, hortel
ã
, lavanda,patchuli, tea-tree e ylangue-ylangue, cada um comsuas respectivas caracter
í
sticas e propriedades.
TRAJET
Ó
RIA METODOL
Ó
GICA 
 As plantas e seus componentes v
ê
m sendousados desde antes de Cristo (a.C.) pelos ho-mens, com objetivos religiosos, medicinais e deincremento da beleza.No per
í
odo Paleol
í
tico (10000 a.C), a des-coberta de utens
í
lios trabalhados em lascas depedra r
ú
stica proporcionaram a possibilidade daforma de vida em tribos (e n
ã
o mais n
ô
mades),o que p
ô
de trazer maior conhecimento sobre anatureza. J
á
no per
í
odo Neol
í
tico (4000 a.C.), o ho-mem da tribo cultivava plantas e aprendeu aextrair os
ó
leos graxos vegetais atrav
é
s de pres-s
ã
o aplicada por meio de pedras. J
á
eram co-nhecidos os n
í
 veis de toxicidade de algumasplantas, que passaram a ser usadas com muitacautela. A hist
ó
ria da terap
ê
utica come
ç
a, provavel-mente, por Mitridates, no s
é
culo II a.C., sendoele considerado o primeiro farmacologista expe-rimental. Em meados do s
é
culo passado, foi en-contrado em Luxor, no Egito, o Papiro de
É
bers,de 1550 a.C., no qual estavam registradas 700drogas diferentes, inclusive extratos de plantas.Nos rituais que envolviam fogueiras, mui-tas vezes os homens queimavam plantas arom
á
-ticas e descobriam que sua fuma
ç
a provocavaora sonol
ê
ncia, ora revigoramento, e outras sen-sa
çõ
es, evidenciando desta forma algumas desuas propriedades curativas. Observando os efei-tos da
fuma
ç
a
sobre a mente, a humanidadepassou a atribuir poder
à
mesma. A palavra perfume tem sua origem no latim
per fumum
, que quer dizer
atrav
é
s da fuma-
ç
a
. Os perfumes eram usados em rituais paraagradar as divindades.Foi encontrado no Iraque, em 1975, porarque
ó
logos, o esqueleto humano de seis milanos de Shanidar IV (l
í
der religioso de grandeconhecimento bot
â
nico), ao lado de dep
ó
sitos
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CADERNOS
Centro Universit
á
rio S. Camilo, S
ã
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59
de p
ó
len, jacintos e ervas. Acredita-se ter sidoeste o primeiro ritual que teria utilizado plantas,flores e aromas.Os eg
í
pcios queimavam ol
í
bano ao nascerdo sol, em homenagem ao deus R 
á
(do sol), emirra ao chegar a noite. Embalsamavam os cor-pos com mirra pura mo
í
da, canela e ess
ê
nciasdiversas.Era comum na medicina eg
í
pcia o uso demirra como antiinflamat
ó
rio e o tratamento defraturas
ó
sseas com misturas de plantas e
ó
leos.Entre 2551 e 28 a.C., foram datados os pri-meiros registros sobre o uso das ervas na medi-cina, ap
ó
s o desenvolvimento da t
é
cnica de fa-brica
çã
o do papiro.
Na tumba do fara
ó
Quef 
é
n, guardada pelaesfinge de Giz
é
, eram realizadas oferendas de- vocionais de incenso e ol
í
bano
. J
á
na tumba deTutancamon (1550-1295 a.C.) foram encontra-dos
ó
leos arom
á
ticos de cedro, coentro, mirra,ol
í
bano e zimbro (Corazza, 2002). A rainha da 18
º
dinastia (1550-1295 a.C.),Hatshepsut, utilizava mirra para massagear eperfumar suas pernas. Mas foi apenas no reina-do dos Rams
é
s (800-700 a.C.) que o cuidadocom a apar
ê
ncia chega ao auge, devido ao cos-tume dos eg
í
pcios perfumarem a
á
gua do ba-nho com ervas arom
á
ticas, com predomin
â
nciade ol
í
bano.Na perfumaria sedutora, foi Cle
ó
patra (69-30 a.C.) que se destacou, com o perfume cypri-num, feito com
ó
leo essencial das flores dehenna, a
ç
afr
ã
o, menta e zimbro.Segundo Kaly (1963), foram poucos os po- vos que se esmeraram na elabora
çã
o e utiliza-
çã
o dos perfumes.Os gregos relacionavam os aromas aosdeuses do Olimpo. Tinham, assim como os eg
í
p-cios, o h
á
bito de ungir os mortos, queimar in-censo, e perfumar a si mesmos para que suabeleza pudesse ser notada. Confeccionavamguirlandas de rosas para amenizar os sintomasda enxaqueca.Na Ilha de Creta, utilizavam-se ervas aro-m
á
ticas como o a
ç
afr
ã
o, o pinheiro-de-creta e ocipreste como antiss
é
pticos.No or
á
culo de Delfos, as sacerdotisas quei-mavam mirra e incenso e maceravam flores.Nas olimp
í
adas, a recompensa do vence-dor era uma coroa de louro arom
á
tico.Foi Ibn Sina, conhecido como Avicena (980-1037), quem criou o processo de destila
çã
o,extraindo o
ó
leo essencial de rosas e elaboroua
á
gua-de-rosas, feita com Rosa centifolia, naEuropa das Cruzadas. As mulheres dos har
é
ns perfumavam o h
á
litoe o corpo com banhos e lo
çõ
es de feno-grego.Na Idade M
é
dia, invadida pela peste, osaromas eram de extrema import
â
ncia, pois acre-ditava-se que contaminavam o ar purificado; ao visitar doentes, os m
é
dicos queimavam ervasarom
á
ticas. J
á
no s
é
culo XVIII, foi Hahnemannque
reafirmou a import
â
ncia das plantas, dasflores e dos aromas
(Kaly, 1963).Os farmac
ê
uticos Cadeac, Meunir, Gaffi,Cajola e Chamberland, foram de extrema impor-t
â
ncia ao estudo dos perfumes, e Ren
é
MauriceGatefoss
é
foi o primeiro a falar de aromaterapia,em 1928.Na Fran
ç
a feudal, sementes e demais com-postos arom
á
ticos derivados da violeta, lavandae flor de laranjeira eram vendidos para seremusados como prote
çã
o contra as pragas.Com a decad
ê
ncia dos feudos e o surgi-mento do com
é
rcio urbano, teve in
í
cio a fabri-ca
çã
o de perfumes, de modo organizado. Aprimeira descri
çã
o aut
ê
ntica e detalhada sobre
ó
leos essenciais foi feita apenas no s
é
culo XIII,por Arnold Villanova de Bachuone, relacionan-do terebintina, alecrim e s
á
lvia. Logo ap
ó
s, v
á
-rios outros
ó
leos essenciais foram destilados,dentre eles os de arruda, canela e s
â
ndalo.
Caminhando aos dias atuais 
Por volta do ano de 1200, o perfumista
é
reconhecido como profissional, pelo rei Felipe Augusto II, que concedeu licen
ç
a
à
abertura delocais para a comercializa
çã
o de ess
ê
ncias. Sur-gem ent
ã
o as primeiras escolas para aprendizese oficiais de supervis
ã
o em trabalhos de prensa-gem, macera
çã
o e formula
çã
o combinada paracomposi
çõ
es olfativas.Em 1370 foi criada a
 Á
gua de Toalete [
Eau de toillete 
], feita de
ó
leos essenciais combinadosem
á
lcool, para Isabele, a rainha da Hungria.No s
é
culo XIV, foram feitos recipientes deouro ou prata, que enfeitavam o pesco
ç
o ou acintura, os
 pommanders 
, que continham umafragr
â
ncia
à
base de resinas e
ó
leos essenciais,com a finalidade de proteger seu usu
á
rio depestes e doen
ç
as.Com a descoberta da Am
é
rica, em 1492,muitas plantas at
é
ent
ã
o desconhecidas chega-ram
à
Europa.Entre 1560 e 1580, o padre Jos
é
de Anchie-ta denomina a hortel
ã
-pimenta de
erva boa
,pois era usada pelos
í
ndios contra indigest
ã
o epara amenizar nevralgias, reumatismo e doen-
ç
as nervosas.
07_Aromaterapia.p65 30.03.2006, 10:1259

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