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TRIAC
O triac, tal como o tirístor, é um componente usado para o controlo de potência.O triac é um tirístor de AC também designado por díodo controlado de silício bidireccional.
O tirístor conduz a corrente só num sentido. Para regulara corrente alternada numa carga, com dispositivossemicondutores de potência, é necessário o uso de doistirístores, logicamente montados em paralelo e emoposição. Para realização destes dois dispositivos num sócriou-se o triac.Mediante um só triac é possível o controlo de onda completa, com o que se obtém notáveisvantagens sobre o emprego de tirístores. Entre as vantagens que o triac oferece sobredois tirístores podemos citar:
Utilização de um só componente e, portanto, um só dissipador.
Circuitos de disparo mais simples.Estas duas vantagens traduzem-se logicamente numa redução do preço do equipamento enuma maior fiabilidade.No entanto, a corrente necessária a aplicar à gate do triac para conduzir é superior 2 a 4vezes à que é necessária aplicar à gate de um tirístor.
Funcionamento
A comutação do estado de bloqueio ao estado de condução do triac podeser conseguido tanto com o terminal MT1 positivo em relação a MT2,como na situação inversa e com impulsos positivos ou negativos na gate(G).Os triacs comuns precisam apenas de alguns miliamperes de corrente nagate para disparar, controlando correntes que podem chegar a centenasde ampéres.Para manter o triac no estado de condução, uma vez suprimido o sinal de disparo na gate, énecessário que a corrente que atravessa o componente seja superior à corrente demanutenção indicada pelo fabricante (I
H
).
Constituição
O triac é constituído por material semicondutor (silício) e tem dois terminais principaisMT1 (ou T1) e MT2 (ou T2) e um terminal de gate (G).
Aspecto exterior
As séries TIC (da Texas) e MCR (da Motorola) são as mais comuns.
Lucínio Preza de Araújohttp://www.prof2000.pt/users/lpa
MT1MT2GMT1MT2GMT1MT2G
 
Curva característica de um triac
Vamos em primeiro lugar suporque não há tensão aplicada nagate.Se formos elevando a tensãoentre MT1 e MT2 verifica-se aexisncia de uma pequenacorrente de fuga. Porém secontinuarmos a aumentar atensão, atinge-se um valor (V
RO
)em que se dá a ruptura. O triacpassa do estado de não condução(estado de alta impedânciainterna) para um estado decondução (baixa impedânciainterna). A tensão interna caiimediatamente e o triac passa atrabalhar na zona rectilínea(caractestica de condão).Aqui a pequenas variações detensão, correspondem grandesvariações de corrente. O triacmantém-se no estado decondão até que a correnteatravés dos terminais principais MT1 e MT2 caia a um valor inferior ao da corrente mínimade manutenção (I
H
) indicada pelo fabricante. Quando tal acontece o triac regressa aoestado de não condução e alta impedância.Se invertermos a tensão nos terminais do triac e procedermos da maneira descrita,trabalharemos no 3º quadrante, mas com uma característica inteiramente simétrica. Tudose processará de forma idêntica, inverteu-se a tensão, inverteu-se a corrente e nada mais.
NOTA
: A tensão alternada do circuito em que o triac trabalha deve ter um valor de picoinferior a V
RO
.
Características técnicas
V
DRM
 Tensão máxima repetitiva em estado de não condução.I
TRMS
Corrente eficaz máxima em condução.I
GT 
Corrente máxima de disparo na gate.V
GT 
Tensão máxima de disparo na gate.V
TM
Queda de tensão máxima em condução.I
H
Corrente de manutenção.I
TSM
Corrente máxima transitória.
Lucínio Preza de Araújohttp://www.prof2000.pt/users/lpa
VV
of 00

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