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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
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a
Quinzena de Abril de 2009Ano XXIX - No. 1061 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual
RELIGIÃO
Monsenhor HarveyFonseca
RELIGIÃO Pag 26
O Rev. Donald Mor-gan irá substituir oRev. Tony Mancusocomo pároco da Ig-reja Nacional Por-tuguesa das CincoChagas em San Joséa partir de 1 de Jul-ho. O Padre Mor-gan é actualmente oVigário Paroquial naIgreja de Saint Simon em Los Altos.
Donald Morgan novoPároco das Cinco Chagas
portuguesetribune@sbcglobal.net • www.portuguesetribune.com • www.tribunaportuguesa.com
Antes um País que atravesse crises e as vença, do que uma dita-dura caquéctica, hipócrita e odiada. Viva Portugal Livre!
O Rev. Harvey Fon-seca foi ordenadoPadre em 1992. É pá-roco de St. Jude Tha-ddeus Catholic Chur-ch em Livingstondesde 1995 e recen-temente foi “honored by Pope BenedictXVI for “his faithfuldedicated work andministry for the good of God’s people.”” An-teriormente trabalhou nas paróquias de Tula-re, Merced e Hanford. Parabéns.
25 de Abril
 forever & eve
AntónioMenezes
Presidente do Grupo SATA
Grândola, vila morenaTerra da fraternidadeO povo é quem mais ordenaDentro de ti, ó cidadeDentro de ti, ó cidadeO povo é quem mais ordenaTerra da fraternidadeGrândola, vila morenaEm cada esquina um amigoEm cada rosto igualdadeGrândola, vila morenaTerra da fraternidadeTerra da fraternidadeGrândola, vila morenaEm cada rosto igualdadeO povo é quem mais ordenaÀ sombra duma azinheiraQue já não sabia a idadeJurei ter por companheiraGrândola a tua vontadeGrândola a tua vontadeJurei ter por companheiraÀ sombra duma azinheiraQue já não sabia a idade
josé afonso
35 Anos de Liberdade
Salgueiro Maia, o mais puro Capitão de Abril (de braços aber-tos) tenta convencer as tropas governamentais a evitarem umbanho de sangue, já que a VITÓRIA era certa.
“... não obstante sermos uma empresa do Governo dosAçores, temos que ter uma performance económica positiva, para garantir a nossa existência. Assim, os
 preços praticados reectem os custos da operação, tão
somente. As nossas aeronaves não fazem voo direc-to, por limitações de “range”, o que implica paragenstécnicas e pernoitas das tripulações fora da base. Estescustos são muito importantes, bem como é o combustí-vel, claro está. Sobre este último factor, estamos a tra- balhar com base nos mercados forward para o Verão2009, altura em que voaremos. O preço do combustívelhoje, no Inverno, não será necessáriamente igual ao preço que pagaremos neste próximo Verão, como seconstata da comparação dos preços “spot” e “forward”.O que importa realçar é que a SATA procura apenascobrir os custos operacionais da rota!
Leia a entrevista na página 16.
 
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15 de Abril de 2009
SEGUNDA PÁGINA
Year XXIX, Number 1061, April 15, 2009
 
Cantar num coro é lindo..
O
Bispo de San José actuou rápidamente nacolocação do novo pároco da Igreja das Cin-co Chagas, uma importante paróquia da suaDiocese. Se fosse à espera de recomendaçõesda nossa comunidade, os resultados iriam demorar. Ascoisas tem de ser feitas com rapidez, ponderação e re-conhecer que a Igreja é universal e a língua deve ser omenor atropelo à religião.
Ao mudar de canal tive sorte outro dia, pois vi o nal de
uma Conferência da Igreja dos Mormons. A Conferên-cia acabou com o Coro do Tabernáculo daquela Igreja(cerca de 300 pessoas) a cantarem. Que lindo. Fez-noslembrar as canções religiosas já tanto ou quanto antigasda maioria dos nossos coros, que já não condizem coma Igreja do Século XXI. O Domingo deve ser um diade alegria, a Missa deve ser algo que nos contagia e oCoro deve ser o transporte das nossas alegrias para oCéu. É isso? Acho que não. Neste aspecto temos muitoque aprender com outras cristandades. E o tempo está afugir. Na Costa Leste as Igrejas Católicas estão a fechar todas os meses. Cabe aos católicos daqui saber o quequerem! E rápidamente...Leiam por favor o objectivo da Festa de Santo Antão deStevinson. Está no anuncio da sua festa na página 20.Leiam-no com atenção, copiem-no e partilhem-no com
outras organizações. Se o zerem sentir-se-ão bem.
 Na nossa edição de 1 de Abril houve coisas que deramnas vistas. Não fui eu que escolhi o mês de Abril para
dar alarde a estas “ideias”. Está-se a tornar dicil inven
-tar coisas novas. O mundo esta cheio de petas todos osdias e criar uma de raíz dá muito trabalho. Mesmo assimvaleu bem a pena. Não valeu? jose avila
EDITORIAL
J
á há milhares de anosque os grandes ge-nerais sabiam que amelhor táctica, quan-do as coisas não estavam acorrer bem, era parar, re-cuar, reagrupar e discutir anova estratégia até à vito-
ria nal. Milhares de anos
depois, a nossa amiga eestimada Luso-AmericanEducation Foundation ain-da não aprendeu estas tác-ticas militares, que hoje,no nosso mundo em crise,se usam a todos os níveis.Como eu gostaria de nãoescrever o que vou escre-ver, mas a minha amizadee apreço pela Luso-Ameri-can Education Foundationfaz-me ter de dizer o que penso, em prol de futurasmelhorias na concepçãodas conferências.Para que é que serve fazer uma conferência se nin-guém lá vai?Quem são ou deveriam ser os “clientes” destas confe-rências?Esta é a primeira perguntaque a LAEF deve fazer a si propria.O grande problema dasConferências é que sãomuitas das vezes subsidia-das por entidades longe danossa realidade, e quemsubsidia não pede contas.Se alguém pedisse contase resultados dos ultimosanos à Luso AmericanEducation Foundation, ascoisas já poderiam ter mu-dado. E porquê?Porque simplesmente osresultados positivos nãoexistem. Estes encontrostêm atraído pouca gen-te, muito menos aquelesque deveriam atrair. Umaconferência que revolve àvolta de meia duzia de pes-soas, de mais de sessentaanos, e muitas delas estãolá porque são amigos dosamigos, não cumpre os ob- jectivos de quem, por amor à comunidade, se atreve a preparar uma agenda detrabalhos, que dá tanto tra- balho, quer tenha sucesso,quer não tenha.O que está em causa éque é preciso, necessárioe urgente, estudar a novaestratégia para as futurasconferências.Quando fui responsável pela Noites Tauromáqui-cas cancelei uma porquesó tinha 260 pessoas. E porquê? Porque eu nãofaço festas taurinas paratanta pouca gente.E sinto mais pena que estascoisas aconteçam porquequem tem estado à frente,são pessoas sabedoras, que perdem horas e horas dasua vida familiar a prepa-rá-las, mas de uma vez por todas tem de compreender que não podem continuar,sem ter um momento de
reexão e pensar nos da
-dos e resultado obtidos nasútimas conferências.Fiquei espantado quandoouvi dizer que a próximaConferência iria ser rea-lizada em Berkeley. EmBerkeley? As conferênciasem Berkeley tem sido umfracasso total, como é queé possivel voltar-se ao lu-gar do crime?Com tantas Universidadese mesmo Hoteis em redor de San José, onde temosmilhares de portugueses,e que é preciso conquis-tar a sua presença, como éque vamos para Berkeley?Para termos 5 pessoas aouvir uma palestra? Nem sequer os alunos de português assistem à con-ferência. E mais. É penavermos que mais de 95% das pessoas que vão ao jantar inaugural da confe-rência não participam nasconferências. Dos 7 Exe-cutivos da LAEF só doisassistiram à mesma. Dos16 membros do Board of Directors, só 4 vieram àconferência. Dos 14 mem- bros do Advisory Board só3 foram a Turlock.O que é que me dizem aisto? Compreendo que al-guns possam estar ocupa-dos com outras manifes-tações culturais, mas pelomenos metade dessa gentedeveria ter ido em soli-dariedade com o ManuelBettencourt e a sua equi- pa. E não só não participa-ram este ano, como nem o
zeram o ano passado.
O produto vende-se ondeexistem clientes. Está pro-vado, mais que provado,que ninguém gosta de ir a Berkeley, que por sinalé um lugar extraordinário para mim, mas por razõesque eu não entendo, nãochama ninguém.Para 2009 convidaram oex-Presidente da Republi-ca Portuguesa, Mario So-ares, para vir falar dos 100anos da implementação daRepublica em Portugal.Deixo à consideração detodos o valor ou a oportu-nidade desta conferência.A pergunta é esta - quemé que queremos que oiçaessa palestra?Os jovens ou os “velhos”que já conhecem esta his-tória de trás para a frente?É preciso é ter coragem de parar, recuar e reagrupar, porque só aqueles que tema vontade de o fazer terãosucesso.Estaremos sempre aqui para ajudar a mudar de pa-radigma.jose avila
PS - leiam com atençãoo artigo do Nelson Ponta-Garça na pág. 4.
 
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COLABORAÇÃO
Tribuna da Saudade
Ferreira Moreno
E
screvendo p’ró “Di-ário Insular” (28/Ju-lho/2001), Rui Messiasanotou que “a primeirareferência documental sobre afreguesia da Feteira encontra-sedatada de 1413. Um portulano re-
alizado por um mercador oren
-tino situa os ilhéus das cabras, ou pedras toscas, que se encontramdiante da Feteira. Algumas déca-das mais tarde, o rei D. Manuel Ivai doar os ilhéus ao morgado e provedor Pires do Canto. Segundo se lêno Dicionário Enciclopédico dasFreguesias, Fernão de Hutra terávivido desterrado durante seteanos nesse local”.Carreiro da Costa (Etnologia dosAçores, Volume I, pgs. 17-18, Ed.1989), apontou que, na Terceira,“os ilhéus mais importantes sãoos chamados das Cabras, situa-dos a sudeste de Angra em frenteda freguesia do Porto Judeu. Osilhéus das Cabras são em núme-ro de dois. O maior, a nascente,tem cerca de 150 metros de alturae possui, além de várias furnas,uma grande câmara vulcânica praticável p’ra pequenas em- barcações. A área total dos doisilhéus é de cerca de 22 hectarese o canal que os separa, bastante profundo, é de perto de 200 me-tros de largura.A razão do nome, Ferreira Deu-sdado foi buscá-la à remota de-signação de Insula Capraria que,
anal, é atribuída à ilha de S. Mi
-guel, versão que, por consequên-cia, tem muito de fantasia. Gas- par Frutuoso refere-se a eles, masnão lhes dá qualquer designação.Donde se conclui que o topónimoterá talvez a sua origem no fac-to de ali porem cabras a pastar,tanto mais que existe num delesuma enorme cisterna de água sa-lobra”. No que diz respeito à histórialendária de Fernão de Hutra, queacabou os dias da sua vida des-terrado nos ilhéus das Cabras, eque Ferreira Deusdado descreveuno seu livro publicado em 1907ao título “Quadros Açóricos”, eisuma narrativa abreviada...Aparentemente, Fernão de Hutrafoi um leviano moço faialenseque se apaixonara por uma freira,e tencionando raptá-la fez pactocom o diabo. Mas foi mal suce-dido e forçado a sair da cidadeda Horta com destino a Angra,continuando na vadiagem e ena-
morando-se com uma das lhas
do alcaide-mor. Este, p’ra evitar trágico desenlace, foi ter com ocunhado que era proprietáriodos ilhéus das Cabras, e ambosconseguiram prender o boémioHutra, transportando-o seguida-mente p’rós ilhéus.O desgraçado, doido de raiva, ali permaneceu durante sete anos esempre em pacto com o diabo,até que uma noite sentiu-se arre- pendido e morreu depois de ter sido absolvido e ungido por umfradinho, que misteriosamentelhe aparecera.Facto curioso: nas imediações dosIlhéus das Cabras encontram-seuns penhascos chamados preci-samente ilhéus dos Fradinhos!Outra curiosidade: discorrendoàcerca da ilha das Flores, Fran-cisco Ferreira Drumond assina-lou que “além da pequena baixadenominada a Fraga tinha estaum pequeno ilhéu pegado a terrachamado das Cabras, porque láandam estes animais e ovelhas pastando, mas não é de grande proveito”. (Apontamentos, pg.424, Ed. 1990).E agora umas ligeiras conside-rações à memória do autor de“Quadros Açóricos”, que Vitori-
no Nemésio apelidou “uma nís
-sima aguarela com valiosíssimasnotas de reconstituição históricadebuxadas à margem”.O dr. Manuel António FerreiraDeusdado nasceu em 1860 emRio Frio, freguesia do concelho,comarca e distrito de Bragança.Em 1901 foi colocado profes-sor do Liceu Nacional d’Angrado Heroísmo, tendo falecidoem 1918. (Joaquim Moniz de Sá
Corte-Real e Amaral, Biograas
& Outros Escritos, Edição 1989).
Deixou uma vasta bibliograa deobras cientícas e literárias.
As transcrições das lendas crono-
grácas (Quadros Açóricos), pu
- blicadas originalmente na revistaangrense “A Semana” sob o crip-tónimo “Cavaleiro de Miranda”,foram traduzidas em castelhano por Jimenes Blasco com o títu-lo “Leyendas de las islas de losAzores”. Numa informação de Nemésio,(Estrela d’Alva, 28 de Outubro de1916), Deusdado era casado comuma senhora bondosa e ilustradae das melhores famílias do
arquipélago. Não tiveram lhos,
mas acolheram no seu lar comoseus, três sobrinhos órfãos.Alegadamente, o apelido Deusda-do derivou dum antepassado quetinha por costume usar a expres-
são “Deus-dará” a m de animar 
os soldados que comandava noBrasil. Por mercê de D. João IV,os descendentes obtiveram o di-reito de usar brasão de armas e acélebre frase passou a fazer partedo nome da família, posterior-mente transformado no apelidoDeusdado.
À Volta dos Ilhéus das Cabras
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