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Humanizar a Terra

Humanizar a Terra

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Published by Andrea Medina

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05/16/2013

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A meditação
1. Aqui se conta como se converte o sem-sentido da vidaem sentido e plenitude.2. Aqui há alegria, amor ao corpo, à natureza, àhumanidade e ao espírito.3. Aqui renega-se os sacrifícios, o sentimento de culpa e asameaças do além!4. Aqui não se opõe o terreno ao eterno.5. Aqui fala-se da revelação interior, à qual chega todoaquele que cuidadosamente medita em humilde busca.
 
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Disposição para compreender 
1. Sei como te sentes porque posso experimentar o teuestado, mas tu não sabes como se experimenta o quedigo. Por conseguinte, se te falo com desinteresse daquiloque faz feliz e livre o ser humano, vale a pena que tentescompreender.
 
2. Não penses que vais compreender discutindo comigo.Se crês que contrariando isto o teu entendimento seaclara, podes fazê-lo, mas não é esse o caminho quecorresponde neste caso.3. Se me perguntas qual é a atitude que convém, dir-te-eique é a de meditar em profundidade e sem pressa no quete explico aqui.4. Se replicas que tens coisas mais urgentes com que teocupares, responderei que, sendo o teu desejo dormir oumorrer, não farei nada para me opôr.5. Não argumentes tão-pouco que te desagrada o meumodo de apresentar as coisas, porque isso não dizes dacasca quando te agrada o fruto.6. Exponho do modo que me parece conveniente, nãodaquele que seria desejável para quem aspira a coisasafastadas da verdade interior.
 
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O sem-sentido
Em muitos dias descobri este grande paradoxo: aquelesque levaram o fracasso no seu coração puderam iluminar o último triunfo; aqueles que se sentiram triunfadores,ficaram no caminho como vegetais de vida difusa eapagada. Em muitos dias cheguei eu à luz, vindo das maisobscuras escuridões, guiado não por ensinamentos, mas por meditação.Eis o que disse a mim mesmo no primeiro dia:
1. Não há sentido na vida se tudo termina coma morte.2. Toda a justificação das acções, sejam estasdesprezíveis ou excelentes, é sempre umnovo sonho que deixa o vazio pela frente.3. Deus não é algo certo.4. A fé é tão variável como a razão e o sonho.5. "O que se deve fazer" pode-se discutir natotalidade, e não há argumento definitivo emapoio das explicações.6. "A responsabilidade" de quem secompromete com algo, não é maior do que aresponsabilidade daquele que não secompromete.7. Movo-me segundo os meus interesses eisto não me converte em cobarde, nem tão-pouco em herói.
 
8. "Os meus interesses" não justificam nemdesacreditam nada.9. "As minhas razões" não são melhores nempiores do que as razões de outros.10. A crueldade horroriza-me, mas não por isso é em si mesma pior ou melhor que abondade.11. O dito hoje, por mim ou por outros, nãovale amanhã.12. Morrer não é melhor que viver ou não ter nascido, mas também não é pior.13. Descobri, não por ensinamento, mas simpor experiência e meditação, que não hásentido na vida se tudo termina com a morte.
 
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A dependência
O dia segundo:
1. Tudo o que faço, sinto e penso nãodepende de mim.2. Sou variável e dependo da acção do meio.Quando quero mudar o meio ou o meu "eu", éo meio que me muda. Então procuro a cidadeou a natureza, a redenção social ou uma novaluta que justifique a minha existência... Emcada um desses casos, o meio leva-me adecidir por uma ou por outra atitude. Dessamaneira, os meus interesses e o meio aqui medeixam.3. Digo, então, que não importa o quê ouquem decide. Digo nessas ocasiões que tenhoque viver, já que estou em situação de viver.Digo tudo isto, mas não há nada que o justifique. Posso decidir-me, vacilar oupermanecer. De qualquer maneira, uma coisaé melhor que outra provisoriamente, mas nãohá "melhor" nem "pior" em definitivo.4. Se alguém me diz que aquele que nãocome morre, responder-lhe-ei que assim é,com efeito, e que é obrigado a comer aguilhoado pelas suas necessidades, mas nãoacrescentarei a isso que a sua luta por comer  justifica a sua existência. Também não direique isso seja mau. Direi, com simplicidadeque se trata de um facto individual oucolectivamente necessário para asubsistência, mas sem sentido no momentoem que se perde a última batalha.

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