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quinta-feira, 17 de Abril de 2008
O J o r n a l d a s B o a s N o t í c i a s
O futuro é qualquer coisa que todos alcançamos ao ritmode sessenta minutos por hora, quem quer que sejamos e oque quer que seja que façamos
C. S. Lewis
Editorial d’O Jornal das Boas Notícias de 17 de Abril de 2002 .................... 1
Boas notícias ................................................................................................................. 1
A mensagem número 1000 ....................................................................................... 2
Alteracoes a lei do divorcio, novidades no Povo e "Divorcio abre nova guerra"............................................................................................................ 3
O último dever ............................................................................................................. 3
Cristianismo é mais do que um conjunto de proibições ................................... 3
O célebre relatório Kissinger e a política internacional maltusiana ................ 8
Só nos vêem a nós ....................................................................................................... 9
Editorial d’O Jornal das Boas Notí-cias de 17 de Abril de 2002
Pedro Aguiar Pinto
Hoje, faz um ano que a mailing listPovo, começou a residir nos gruposYahoo. No artigo “O Povo faz um anohoje” conto como tudo começouesperando que este seja um esclare-cimento capaz para muitos leitoresque se colocam esta pergunta.Ao longo deste ano tentei um equilí-brio difícil entre manter o Povo des-perto para aquilo que se passa à nos-sa volta e evitar ser aborrecido pelovolume de mensagens enviadas.Sobretudo, a quem aborreci, peçodesculpa.Para mim, este ano foi uma experiên-cia cheia de humanidade, por maisparadoxal que possa parecer, sob aforma de mensagens electrónicasaparentemente impessoais. Aquiloque começou como um grupo deamigos (identificáveis e conhecidos)foi-se alargando para amigos de ami-gos, de amigos...O que há de comum entre os mem-bros deste grupo?Espero que, em maior ou menor grau,um interesse, uma curiosidade, umainterrogação que nos leva a olhar, aconsiderar, a preocupar-nos comaquilo que acontece à nossa voltamas não merece a atenção dos meiosde comunicação social mais “usados”,ou então, fica soterrado no meiodaquilo que é considerado com inte-resse de “notícia”. Esta preocupaçãoindividual de juízo justo sobre o quese passa à nossa volta, resistindo àtendência geral de criação de umamentalidade dominante, sendo cons-trutora da individualidade pessoal é,ao mesmo tempo e paradoxalmente,constitutiva de um Povo.Por isso, o nome do grupo.Escolhido, com a casualidade de umaescolha individual, tem-se vindo arevelar quase profético. Sou teste-munha comovida de cumplicidades everdadeiras amizades que, neste ano,se foram solidificandopor causa do Povo. Semverdadeiramente terprocurado e sem meaperceber realmente doque foi acontecendo, oPovo une “amigos” desdeo Canadá, a Timor, pas-sando pelo Cairo. Exem-plificativa desta cumpli-cidade nascente é ahistória-testemunho deuma amiga que é publicada na página13.Agradeço a todos a fidelidade depermanecerem e peço compreensão eajuda para uma tarefa que foi acon-tecendo; sem linha editorial, masolhando em direcção ao ideal dehumanidade que responde à exigênciade significado que habita em cada umde nós.
Boas notícias
João César das Neves
In: DN, 2001.01.01
A primeira grande novidade do milé-nio foi o aparecimento do
GoodNews.
O diário apresentou-se com o propósi-to de "dar apenas e sempre boasnotícias", declarando olhar a actuali-dade do ponto de vista positivo econstrutivo, sublinhando o virtuoso, oamável, o heróico, o bom. "No pano-rama mediático actual", dizia o seuprimeiro editorial (publicado noutrojornal, por tratar de más notícias),"domina o chocante, o trágico, odramático, o mau. Quando algo correbem deixa, por isso mesmo, de sernotícia. Só os desastres e guerras sãoreferidos. A bondade e a paz apenasaparecem quando falham. Todos osjornais, mesmo os mais clássicos, sãodominados por esta visão perversa.Em vez do provérbio
no news is good news
(se não há notícias é boa notí-cia), a prática passou a ser
good newsis no news
."A nova linha editorial foi muito con-testada pelos intelectuais como"romântica, idealista, delicodoce".Mas o jornal recusava ficções ou dis-torções imaginativas. Publicava averdade e apenas a verdade. Só que apublicava com atenção ao positivo enão ao negativo. O facto ficou prova-do quando se deu a derrocada doarranha-céus na cidade. As agências,jornais e televisões enchiam-se comsangue, lágrimas e acusações. O
GoodNews
referia o surpreendentenúmero de sobreviventes num desas-tre daquela dimensão e louvava otrabalho dos bombeiros e hospitais dazona. Notava a sorte de o prédio tercaído a meio da manhã, quando esta-va bastante vazio, e para as traseirasdesertas, em vez de derrocar na ave-nida, em hora de ponta. E relatava ofeito de um rapazinho, que saltara dosegundo andar com a irmã bebé aocolo, acto que ficara esquecido nosoutros jornais. A sua circulaçãoaumentou em flecha.O sucesso fez crescer as críticas.Alguns afirmaram que o
GoodNews
era uma nova versão dos tradicionais"jornais da situação". De facto, oGoverno louvou-o por "finalmentealguém dar atenção ao muito de bomque há no país", enquanto a oposiçãoo acusava de "simplismo, seguidismoe ingenuidade". Mas a pouco e poucocomeçou a notar-se que a actividadepolítica estava quase ausente doperiódico. Considerava a maior partedesse debate irrelevante e inconse-quente, e muitas das alegadas "boasnotícias" do Governo mostravam-se
Queridos amigos:O Povo fez hoje 7 anos.Como se conta no Editorial de 2002, foi no dia 17 de Abril de 2001 que oPovo se estreou com morada na Web. Desde então, quase sempre este diatem sido comemorado com uma edição do Jornal das Boas Notícias. O artigo
Boas Notícias
esteve na origem deste Jornal que, por sinal, começou antes doPovo. Toda a história do Povo é contada no artigo
A mensagem n.º 1000
.Recentemente, no seguimento da intenção original que criou o Povo, o Povopassou também a residir num blog:http://o-povo.blogspot.com/. É o queconta a mensagem enviada ao Povo em 30 de Março passado e que foipromovida a artigo com o título:
Alterações a lei do divorcio, novidades no Povo e "Divórcio abre nova guerra"
. Esta última modalidade tem-se mostra-do muito útil e participada, particularmente no acompanhamento da visita doPapa Bento XVI aos EUA que está a decorrer.É uma feliz coincidência que a viagem do Papa, o seu aniversário e oaniversário da sua eleição (que se celebrará depois de amanhã) aconteçamtodos por esta altura. Por isso, a entrevista que a imprensa alemã fez aoPapa Bento XVI nas vésperas da sua primeira visita à Alemanha, pareceu-mepoder ajudar a conhecê-lo e a amá-lo melhor.Finalmente, chamo a atenção para o artigo
Só nos vêem a nós
, um dosartigos mais inspirados do Prof. João César das Neves e que me ajuda sempreque o leio, porque percebo melhor como uma Igreja que “não podiafuncionar, funciona porque não estamos sós”.Parabéns ao Povo!Pedro Aguiar Pinto
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