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Jornal da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT 
 Ano VI - N 
o
24 - Abril de 2009
     I     M     P     R     E      S      S      O
AERUS
 
AGU, Varig e Instituto constroem acordo sobre ação no STF
Pág. 3
ENTREVISTA
 
Os efeitos da crise nas negociações salariais
Pág. 8
 
ExpEdiEntE
O jornal CONEXÃO é uma publicação da
Fentac/CUT - Federação Nacional dosTrabalhadores em Aviação Civil da CUT
Av. Franklin Roosevelt, 194/702Cep 20021-120 - Rio de Janeiro - RJFone: (21) 2232.9385 - info@fentac.org.br
Presidente:
Celso Klafke
Diretor de Comunicação:
Francisco Lemos
Edição, projeto gráfco e redação:
Virya Comunicação
- www.virya.netFone: (21) 4062-9991 / (11) 4062.9991info@virya.net / Jorn. Resp.: MTB 1136Foto da capa: Marco Cavalcanti/Ag. O Globo
Edição nalizada em
11/04/2009
Tiragem: 11 mil exemplares
Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos
Rua Santo Antônio, 10 - Guarulhos - SPCep 07110-150 - Fone: (11) 6408.3039e-mail: sindigru@terra.com.br
Sindicato dos Aeroviários de Pernambuco
Rua Cruzeiro do Forte, 640 - Recife - PE
Cep 51030-620 - Fone: (81) 3341.4745e-mail: sindaero@hotmail.com
Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre
R. Augusto Severo, 82 - Porto Alegre - RSCep 90240-480 - Fone: (51) 3343.4302e-mail: info@aeroviarios.org.brwww.aeroviarios.org.br
Sindicato Nacional dos Aeronautas
Av. Franklin Roosevelt, 194 - salas 802-805Centro - Rio de Janeiro - RJ - Cep 20021-120Fone: (21) 2532.1163 - e-mail: aeronautas@aeronautas.org.br / www.aeronautas.org.br
Sindicato Nacional dos Aeroportuários
Av. Antônio Souza, 18 - Guarulhos - SP
Cep 07013-090 - Fone: (11) 6440.6622e-mail: sina@sina.org.br / www.sina.org.br
Sindicato Nacional dos Aeroviários
Av. Churchill, 97 - 4º andar - Rio de Janeiro - RJCep 20020-050 - Fone: (21) 2220.2016e-mail: sede@sna.com.br / www.sna.org.br
Os textos editoriais e os artigos são de inteira responsabilidade da direção desta entidade.
Abril de 2009
22
EditORiALOpiniÃO
Meos
spread 
, masemregos e saláros
 Demorou, mas o governo brasileiroacabou fazendo mais um de seusdeveres de casa: declarou – com ações – que o Brasil não pode continuar comum spread bancário tão alto. Ao menosnão em um banco do Estado. A ação foi a demissão do presidente do Bancodo Brasil (BB), Antônio Francisco de Lima Neto, no dia 8 de abril. O recado poderia servir a todos os bancos.Spread é a diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursose o juro que ele cobra dos clientes. Em2008, segundo a Folha de São Paulo,os brasileiros gastaram com o spread 2,5 vezes o orçamento do governodestinado à Saúde. O BB se comportoucomo um banco privado, aplicandoaltas taxas de spread, em busca delucratividade. O presidente Lula jáhavia pedido mudanças às quatroinstituições: BB, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Bancodo Nordeste. Não foi ouvido. Então, Lima Neto, do BB, foi demitido.“Combatemos dirigentes de bancos públicos que se comportam comodirigentes de bancos privados”, dissea ministra Dilma Rousseff. Foi mais
um passo do governo, com frmeza,
em prol da economia nacional, dosempregos, do afastamento da crise.Mais ainda são necessárias outrasações para superarmos os efeitos dacrise, como uma política diferenciada para os setores mais afetados, subordinada ao fortalecimento domercado interno, e contrapartidas sociais, com garantia de empregoe renda. Os trabalhadores do setor aéreo e de todos os outros setores daeconomia clamam por isso. Boa leitura!
Vi a cena há pouco tempo, na televisão:na favela, um negro sai correndo, de calçãorasgado, chinelo de dedo, morro abaixo.O helicóptero da polícia sobrevoa, e dohelicóptero partem tiros. Era uma caça, foiabatido.
São esses os tracantes? Negros decalção rasgado e chinelos de dedo? Gentemiseravelmente vestida?Ora, esses são os soldados do tráco,talvez até escravos do tráco. As armas
utilizadas são caras, fabricadas no exterior econtrabandeadas para cá.
Os verdadeiros tracantes, os que sãodonos de jatinhos, os que dominam osesquemas de remessa da droga, os que
corrompem policiais, esses não estão nosmorros ou nas favelas.
Essa gente – esses milionários do tráco – é atingida quando há investigações das Varasde Lavagem de Dinheiro. É a partir de lá quese identica a movimentação de quantias
 bilionárias de dinheiro sendo lavado emdiversos países.Primeiro foi a UBS (União de Bancos
Suíços) que foi obrigada a abrir o sigilo
 bancário de alguns de seus “correntistas”.
Agora foi o Deutsche Bank alemão que se viuobrigado a indenizar porque estava ajudando
a lavar dinheiro da corrupção de Paulo Maluf.Segundo o promotor de Justiça responsável
Quem são os verdadeiros tracantes?
 Por Luis Antonio Castagna Maia* 
 pelo caso, Maluf teria desviado 93 milhões
de reais da Prefeitura de São Paulo. Ou seja,há um evidente conluio de grandes bancos
internacionais que sobrevivem exatamentedisso, das “aplicações” da bandidagem de
colarinho branco. São sua clientela “vip” einvocam o sigilo bancário para proteger umdinheiro sabidamente vindo do crime e dacorrupção.
As varas de lavagem de dinheiro é que têm
conseguido, a partir do trabalho da PolíciaFederal e do Ministério Público, localizar os
verdadeiros donos do tráco, os verdadeiros
 bandidos. E, não raro, as campanhas
nanciadas com esse dinheiro ilícito.Daí a cautela com que se deve observar a cada notícia contrária à existência dessas
varas, a cada denuncia de abuso. O abuso
 pode existir, e é provável que exista, e deve
ser coibido. Coibir o abuso, no entanto, não
signica garantir a permanente invalidação
das provas colhidas legalmente contra oscriminosos.
*Advogado previdenciário, assessor dos sindicatos cutistas e da Fentac/CUT nas ações emdefesa dos participantesdo Aerus, e editor do blog http://www.castagnamaia.com.br/blog/ 
Cátia Cilene/Ag. Virya
   V  a   l   t  e  r   C  a  m  p  a  n  a   t  o   /   A   B  r
Manifestantes protestam contra a ajuda dos governos aos bancos, durante reunião do G20, em São Paulo, em novembro de 2008
 
A nova gestão doSindicato dos Aeroviáriosde Guarulhos tomou posse
no dia 13 de dezembrode 2008. Em apenas dois
meses, conquistou 513 novos sócios. O
Sindicato está de espírito renovado e com
maior unidade. Além disso, foi ampliado o
número de empresas cujos funcionários estão
representados na chapa. A festa da posse foi
realizada na sede campestre, em Santa Isabel.
Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos de cara nova
 
O novo presidente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos,Orisson Melo, fala durante a posse, no dia 13 de dezembro
Abril de 2009
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Rumo ao 7º Cogresso
A Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Transporte
(CNTT/CUT) realiza, de 16 a
19 de abril, seu 7º Congresso
 Nacional. O evento reunirá cerca de 150
sindicatos do ramo. Juntas, as entidadesrepresentam, aproximadamente, um milhão de
trabalhadores. No Congresso, será denida a
 pauta de lutas para o próximo período e eleita
a nova gestão da CNTT.
MOViMEntO
A edição do Fórum Social Mundial 2009, em Belém do Pará, entre os dias 27 de janeiro e1º de fevereiro, reuniu 142 países, 5808 organizações e 113 mil participantes. Mais de 2300
atividades foram realizadas, dentre painéis, debates, seminários, atividades culturais, marchas eespaços abertos para a interação direta entre os participantes do evento na região amazônica.
A convergência de movimentos e organizações da sociedade civil saiu fortalecida ao nal,
 promovendo novas alianças para enfrentar as crises mundiais. Representantes dos sindicatos
que compõe a Fentac/CUT participaram do FSM e das atividades promovidas pela CUT ao
longo do evento.
ix FSM reúe 113 ml essoas em Belém
Henrique Lessa/APNHenrique Lessa/APN
Mulheres na luta
Mais de cinco mil pessoas participaram,no dia 8 de março, do evento internacional promovido pela Coordenadora de CentraisSindicais do Cone Sul (CCSCS), na fronteiraLivramento-Rivera, para marcar o DiaInternacional das Mulheres.
A luta por igualdade de oportunidades
e salários, soberania alimentar e combate
à violência contra a mulher marcaram a
atividade. O evento contou com o apoio
da CUT, que integra a CCSCS, e reuniumanifestantes do Brasil, Uruguai, Argentinae Paraguai. A direção do Sindicato dosAeroviários de Porto Alegre participou da
atividade
(foto)
.
Expo Center Norte - São Paulo - SP
TEMÁRIO:
• Conjuntura Internacional e Nacional• Balanço do Mandato • Estratégia • Estatuto • Eleição daDireção Executiva Nacional e Conselho Fiscal
Para dar conta das despesas, sindicatos, federações econfederações dispõe de três fontes de recursos: o impostosindical, a contribuição assistencial e as mensalidades dosassociados.O imposto sindical, conforme rege a legislação, édescontado de todos os trabalhadores, uma vez por ano, eequivale a um dia de trabalho. Ele foi criado em 1966. Dosrecursos arrecadados, 60% são destinados aos sindicatos,15% às federações, 5% às confederações, e 20% a umaconta especial administrada pelo governo. A Fentac/CUTe os sindicatos cutistas do setor aéreo são contrários aoimposto, por seu caráter compulsório, e defendem a criação
de um mecanismo de nanciamento espontâneo, como
a contribuição negocial. A CUT tem lutado para alterar alegislação nesse sentido. Todavia, enquanto essa propostanão for contemplada e uma forma mais justa de arrecadaçãonão for estabelecida, nossas entidades e os sindicatos sériosdo país usarão os recursos para potencializar a luta dostrabalhadores.Já a contribuição assistencial, que também é descontadade todos, é fruto de uma decisão tomada e referendadade forma democrática em assembléia de trabalhadores,ano a ano. Seus recursos destinam-se ao ressarcimentodas despesas com as campanhas salariais. O percentualdescontado também é decidido pelos trabalhadores. A
contribuição é justa, porque todos se beneciam com os
resultados das campanhas, e tem o apoio da Federação.A terceira fonte de recursos vem das mensalidades pagaspelos associados dos sindicatos, que dão conta das despesascom folha de pagamento, investimentos em infraestrutura,assessoria técnica e assistência prestada pelas entidades.É essencial que todos tenham ciência e consciência
sobre essas fontes de recurso, scalizem sua entidade
sindical e valorizem suas ações e lutas. Do contrário, serãomanipulados por oportunistas que, para obter privilégios nasempresas, enfraquecem a unidade dos trabalhadores.
Impoo indial
versus
contribuição assistencial: que ligado!
Divulgação/Sindicato
of 00

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