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Revolução na internet
Notícia publicada na edição de 07/04/2009 do Jornal Cruzeirodo Sul, na página 3 do caderno A.
 Na web, a velocidade de transmissão de dados é fator condicionante para tudo o que é publicado. O aspecto visual dos sites sempre esteve a reboque da funcionalidade
 A utilização da banda larga por uma parcela crescente da população deverá acelerar as mudanças emcurso na internet, fazendo com que os portais jornalísticos e de entretenimento se aproximem cada vez maisdo formato televisivo, mas com diferenciais importantes em relação à TV, como interatividade, ofertailimitada de atrações, ausência de comerciais e fim da grade de programação, que impõe horários para otelespectador assistir a seus programas favoritos.Na web, a velocidade de transmissão de dados é fator condicionante para tudo o que é publicado. Oaspecto visual dos sites sempre esteve a reboque da funcionalidade. Em tempos de acesso discado,penduricalhos dispensáveis (entenda-se: arquivos de imagens) eram excluídos em favor de uma navegação
mais rápida. Isso explica por que os sites começaram baseados em textos (os elementos mais “leves” pa
ratransmissão) e, à medida em que a capacidade dos micros e dos modems se ampliava, migraramgradualmente para interfaces mais agradáveis, com fotos, música e animações.Essa evolução se intensificou com a expansão das redes de banda larga por telefone, cabo, rádio esatélite, permitindo que os sites passassem, finalmente, a tocar música e exibir vídeos, sem grandestranstornos para os usuários. Um arquivo de vídeo, mesmo comprimido (e, portanto, com baixa qualidade deimagem e som) atinge facilmente muitos Megabytes, tornando-se praticamente inviável para computadoresplugados em redes com pequena capacidade de transmissão. Redes de alta velocidade, no entanto, permitemque vídeos sejam vistos praticamente em tempo real.O vídeo é a grande mania da internet, e veio para ficar. O YouTube, site que se tornou uma febremundial ao permitir que os internautas publiquem vídeos produzidos por eles mesmos, é acessadodiariamente cerca de 30 milhões de vezes.Essa possibilidade vem sendo explorada com sucesso pelos principais portais de jornalismo, quecomeçaram a oferecer noticiário em vídeo, além dos tradicionais textos e galerias de fotos. Reportagens,entrevistas e outros conteúdos audiovisuais podem ser vistos no UOL, Terra, IG, Estadão e G1, para citarapenas os grandes portais da web no Brasil.
 A busca de uma comunicação mais completa com os leitores “on
-
line” está presente também no
Cruzeiro do Sul, que começou a publicar vídeos em seu portal nos últimos meses, em caráter aindaexperimental, com excelente receptividade entre os internautas (um exemplo recente é o vídeo-memória doCruzeirão, que pode ser visto em http://www.cruzeirodosul.inf.br/cruzeirao/historia).  Ainda levará um bom tempo para que os computadores pessoais estejam em toda parte, como ocorrecom a TV. Mas, considerando-se que os PCs atingiram patamares de preço mais acessíveis somente em anosrecentes (ainda assim, mais caros que aparelhos de TV) e que a internet comercial tem apenas 14 anos deexistência, a utilização da web pelos brasileiros já pode ser considerada excepcional.Pesquisa recente revelou que 25% dos lares brasileiros contam com computador, enquanto 18% têmacesso à internet. O uso de banda larga, hoje restrito a 10 milhões de conexões em todo o país, poderá setornar um padrão em pouco tempo, com a decisão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deliberar e regulamentar o uso das redes de transmissão de energia elétrica para a conexão de internet em alta v 
elocidade. Além de barata, a conexão “via tomada” será duas vezes mais rápida que as melhores conexões
atuais, e estará disponível em toda casa ligada à rede (cerca de 97% da população). A popularização dos micros e da banda larga deverá modificar a forma de pensar, fazer e utilizar ainternet. Essencialmente, mudará a própria expectativa do internauta em relação à web. É, literalmente, umarevolução dentro da revolução. E está apenas começando.
 
 Anatel aprova banda larga pela rede elétrica
 
Notícia publicada na edição de 08/04/2009 do JornalCruzeiro do Sul, na página 4 do caderno C
O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou as regras de uso da redeelétrica para acesso à internet em alta velocidade (banda larga). A relatora do assunto, conselheira EmíliaRibeiro, disse que a medida vai estimular a competição no mercado e incentivar a expansão dos serviços paratodo o País.Estamos fazendo a universalização de uma outra forma. Vamos alcançar a inclusão digital e social naspontas, disse Emília. Segundo a conselheira, o regulamento entra em vigor hoje. A partir daí, a Anatel jápoderá conceder licenças para prestar os serviços às empresas interessadas.Para iniciar a operação, na opinião da Emília, as empresas deverão aguardar a definição de regras pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cuja proposta ainda está em consulta pública e só seráconcluída no dia 31 de maio.Tecnicamente, as redes das distribuidoras de energia elétrica estão prontas para prestar esse serviço.Seria necessário fazer algumas adaptações de baixo custo, como instalar roteadores nos postes paradirecionar a transmissão de dados. O cliente, por sua vez, precisaria ter um modem, na casa ou no escritório,parecido com os aparelhos que as empresas de telefonia ou de TV a cabo usam para fornecer acesso àinternet. A velocidade de conexão desse tipo de tecnologia já começa com 20 megabits por segundo (Mbps), bemacima da capacidade dos serviços oferecidos hoje, que em geral vão até 10 Mbps. A vantagem da rede elétrica sobre outras redes é a cobertura, já que ela alcança 97% da população brasileira. Hoje, apenas 5 milhões de pessoas ainda não têm acesso à energia elétrica no Brasil. Pelo
programa do governo „Luz para Todos, esse déficit deverá ser zer
ado até o fim do próximo ano.Como as distribuidoras de energia estão proibidas por lei de prestar outros serviços além dofornecimento de eletricidade, elas terão de criar empresas específicas de telecomunicações para oferecerinternet de banda larga. A Aneel pretende exigir que a receita adicional das distribuidoras com o aluguel dosfios seja usada para baixar tarifas de energia.
União
O conselho diretor da Anatel aprovou também a inclusão de uma cláusula nos contratos de concessãoda telefonia fixa para deixar claro que a infraestrutura de banda larga, conhecida como backhaul, é um bemque tem que retornar à União no fim da concessão, em 2025. A polêmica surgiu em novembro do ano passado, quando a Justiça Federal concedeu liminar à Associação Brasileira de Defesa do Consumidor Pro Teste, suspendendo a troca das metas de universalizaçãodas concessionárias de telefonia pela criação de uma infraestrutura nacional de banda larga.Essa mudança foi feita em abril do ano passado por meio de um aditivo ao contrato de concessão. Écom base nessa rede de banda larga que o governo e as concessionárias assinaram, também em abril, umacordo para levar internet em alta velocidade a 55 mil escolas pública urbanas até fim de 2010. A advogada da Pro Teste, Flávia Lefévre, argumentou, na época, que a troca de metas permitiu que asempresas investissem recursos da universalização em benefício privado, já que o aditivo não garantia a voltadas redes de banda larga à União.O governo e a Anatel recorreram, sem sucesso, ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, emBrasília, para tentar cassar a liminar. O TRF, no entanto, manteve a decisão de primeira instância porentender que é fundamental garantir a reversibilidade do backhaul à União. Segundo a Anatel, a mudançanão tem de ser submetida à consulta pública porque já constava da proposta de aditivo contratual que foicolocada em consulta pública pela Anatel no ano passado e que acabou sendo retirada do texto definitivo.
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