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Luz "errada" ofusca maratona astronômica
Cidades do Chile e da Espanha combatem poluição luminosa, que impedeobservação do céu e desperdiça energia elétricaLuz que "vaza" em excesso para o espaço é principal inimigo de jornada de cemhoras de observação que marca Ano da Astronomia
Quando astrônomos profissionais e amadores do mundo inteiro se juntarem a partir deamanhã para a maior maratona de observação dos céus já feita, as 100 Horas de Astronomia,enfrentarão um inimigo comum: o céu das grandes cidades do mundo, como São Paulo, quepermite ver apenas a Lua e um punhado de estrelas mais brilhantes.Por causa da poluição luminosa, os cenários urbanos estão longe do ideal para observações.No deserto do Chile, por exemplo, é possível contar a olho nu mais de 5.000 estrelas.Transformar o panorama do céu, segundo os pesquisadores inconformados com o grandedesperdício de luz, não melhora apenas o lado da astronomia. Faz bem ao bolso também.
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