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Sbado, 18 de abril de 2009
OPINIÃO
Atos e Fatos
Jornal
TENDINITE DE CALCÂNEO (“CALCANHAR”)
Uma questão de confiança...
Era uma vez um lenhador. Acordava às seis da manhã e trabalhava o diainteiro cortando lenha, e parava tarde da noite. Cansado. O lenhador tinha umfilho de poucos meses e uma raposa. A raposa, amiga, era tratada como bichode estimação. Tinha a confiança total e irrestrita do lenhador.Pois é. Dia após dia, lá ia o lenhador cortar árvores e deixava a raposa amigacuidando de seu filho. E noite após noite, ao retornar para casa, a raposa ficavafeliz e sorridente com sua chegada. Mas, há mais personagens nesta história.Eles. Os vizinhos do lenhador. E, eles, os vizinhos do lenhador alertavam que araposa era um bicho, um animal selvagem e, portanto, não era confiável. Afir-mavam que quando ela sentisse fome, comeria a criança. Mais cedo ou tarde,a raposa comeria a criança.O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, dizia que isso era umatremenda duma grande bobagem. A raposa era sua amiga, era de confiança,e jamais faria isso. Mas, os pentelhos dos vizinhos insistiam. “Lenhador, abraos olhos! A raposa vai comer seu filho.” “Quando sentir fome, vai comer seufilho.”Um dia, que já era tarde da noite, o lenhador muito exausto do trabalhoe muito cansado dos repetidos comentários, ao chegar em casa, viu a raposasorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada...O lenhador suou frio. Não pensou duas vezes. Acertou o machado na cabe-ça da raposa...Ao entrar no quarto, desesperado, encontrou seu filho no berço, dormindotranqüilamente, e ao lado do berço, uma cobra morta...O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.&&&Pois é. A moral? Se você confia em alguém, não importa o que os outrospensem ou digam a respeito. Siga sempre teu caminho e não se deixe influen-ciar e, principalmente, nunca tome decisões precipitadas.&&&
Um abraço para meu amigo Fernandinho Teloeken.
O trabalho conjunto faz parte da história da humanidade, onde as pessoas agregaram forças paraexplorar, realizar e conquistar seus objetivos; mas a sociedade contemporânea, contraditoriamente,privilegia o individual. As empresas e instituições seguem ávidas na busca do “um por todos e todospor um” para o seu cotidiano, pois na ponta se materializam os resultados. Louva-se o trabalho emequipe, mas premia-se com base no desempenho individual.Aquilo que os membros de uma equipe pensam, sentem e fazem sinalizam o caminho para o su-cesso de uma empreitada. A maneira como o grupo se comporta sugere maneiras eficazes de compor,treinar e liderar. Não basta reunir pessoas e dizer a elas que devem trabalhar em grupo. Equipes efi-cientes devem ser planejadas e reunir indivíduos com conhecimentos e habilidades específicas.Diversas aptidões podem ser aprendidas, mas nas áreas de liderança e gerenciamento de equipesfaltam experiências de ensino a nível médio ou universitário, acontecendo na pós-graduação, voltadamais para a transmissão do conhecimento factual que para o desenvolvimento de competências. Nosdiversos níveis de ensino, os professores incluem atividades grupais, nas quais os alunos treinam habi-lidades coletivas, mas o foco avaliativo é na produção do relatório, com pouca atenção em orientar anatureza e a eficácia do processo.Desenvolver habilidades em equipes requer interações cara a cara, numa época em que as solu-ções são buscadas à distância. A alta rotatividade de colaboradores dificulta o aprendizado e o alcancede metas, já que os conhecimentos são perdidos com o remanejamento prejudicando uma das atribui-ções mais importantes que a equipe tem para oferecer: a produção intelectual.A eficiência do conjunto é moldada pela forma como os indivíduos realizam os seus deveres. As-sim, a tarefa é que determina a estrutura da equipe. Em certos casos, a pessoa pode agir de formaindependente por longos períodos, checando e consultando ocasionalmente seus pares. Em outros,exige um alto grau de interação dos integrantes. A tarefa estabelece ainda o foco principal das ativi-dades. A empreitada é fundamental para entender a dinâmica e o desempenho do grupo e defineas exigências mínimas para o conjunto de recursos disponíveis na equipe – conhecimento, aptidões,habilidades e outras características como personalidade, valores.Porém, nem sempre é preciso grupos de trabalho. Ao buscar a totalidade na colaboraçãoas empresas reestruturam as tarefas para se tornarem responsabilidade coletiva, mesmo quando po-deriam ser facilmente realizadas por um único indivíduo. Resultado: Mais que ajudar, o esforço grupalacaba atrapalhando, gerando perda de tempo.O trabalho em equipe é mais visível nos grandes triunfos ou nas grandes tragédias. Ironicamente,o que mais importa nessas ocasiões é a quem conceder o prêmio ou atribuir a culpa, respectivamente.Para o resultado acontecer é preciso domínio das ferramentas, a compreensão da tarefa, dasmetas, das exigências de desempenho e dos problemas que vão encontrar pela frente. Uma partedeste conhecimento é comum e outra, know how especializado de alguns. Identificar e utilizar comeficiência os atributos individuais de forma coordenada é característica das equipes bem sucedidas.Sempre existirão os “folgados”, que no vácuo das habilidades não-específicas, apóiam-se no esforçoalheio provocando discórdia. Este tipo de comportamento pode ser limitado com a exigência de que ascontribuições de todos sejam claras e definidas.O sucesso exige um delicado equilíbrio entre satisfazer as metas da equipe e as dos indivíduos quefazem parte dela.
Fontes:Revista Você SA-maio-2005 – Líderes Anônimos .Artigo “Um por todos e todos por um” - Por Steve W. J. Kozlowski e Daniel R. IlgenPara revista Mente&Cérebro – Especial O novo líder e a ciência do sucesso em equipe-nr. 177.
Liderança – o trabalho em equipe
A tendinite de calcâneo é uma combi-nação de alterações degenerativas e/ ou in-flamatórias devidas a uso excessivo, envol-vendo o tendão. As considerações anatômi-cas desempenham importante papel, pois otendão pode sofrer atrito quanto se enrolaao redor do calcâneo. Isso também ocorrecom mais freqüência quando existe restriçãoassociada na amplitude do movimento nasarticulações subtalar ou do tornozelo. Alte-rações inflamatórias agudas podem ocorrerno próprio tendão ou no paratendão que oenvolve. A inflamação do paratendão podeser visível à inspeção nas laterais do tendão.O inicio relaciona-se com o uso exces-sivo do tendão e, portanto, o paciente deveser questionado quanto ao tipo de superfíciea qual isso ocorre. O histórico do pacientenormalmente inclui correr sobre superfíciesduras ou a mudança recente de correr sobresuperfícies moles para duras ou no campo para pistas. Também devemos questiona-loquanto ao tipo de calçado usado, pois os sa- patos modernos não têm saltos adequados.Na maioria das vezes o paciente é umhomem ativo, jovem ou de meia idade, quetem dor relacionada com o tendão de calcâ-neo, que piora com atividades. Se continu-ar a correr, a dor torna-se muito intensa e pode piorar até mesmo ao andar. O pacien-te queixa-se de que o tendão parece rígido, principalmente quando se levanta da cama.No exame, o tendão pode parecer espessado,edematoso e dolorido, e é possível produzirdor e crepitação com movimentos do tendão.O tratamento consiste em:* Repouso – A tendinite, em geral, temtal intensidade que a interrupção das ativi-dades de forte impacto ou esportivas é es-sencial. Entretanto, se a tendinite for leve, pode ser suficiente diminuir a quantidade deesforço.Deve-se usar um calço no sapato paraelevar o calcanhar e diminuir o esforço so-bre o tendão. Um acessório ortótico podeser usado no calçado se houver qualquer de-formidade da parte posterior do pé.* Prescrição de agentes antiinflamatóriose injeções de corticosteróides.* Fisioterapia. O ultra-som sobre otendão inflamado é uma parte importantedo tratamento. Pode ser usado em conjuntocom gelo ou diatermia com ondas curtas. Amassagem profunda pode ser utilizada de- pois que a dor diminuiu. A mobilização e oalongamento do tendão em toda a amplitudeda flexão dorsal e flexão plantar do torno-zelo devem ser parte do tratamento, assimcomo os movimentos mediais e laterais dotornozelo.* Pós- Tratamento – Em todos os pacien-tes o retorno à atividade deve ser gradual,de modo que a súbita carga normalmenteaplicada durante o treinamento seja evitada.O paciente é aconselhado primeiro a cami-nhar, depois a correr devagar, de modo quedistância e velocidade da corrida aumentemgradualmente e o tendão se alongue.* Cirurgia – Nos pacientes que não res- pondem a esse esquema ou que sofrem cri-ses repetidas de tendinite, ou apresentam a possibilidade de espessamento crônico do paratendão, degeneração do núcleo centralou ruptura parcial do tendão, pode haver ne-cessidade de cirurgia.
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