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Contando.Silabas

Contando.Silabas

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Published by Fernanda Nakamura

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08/05/2013

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Os programas de Português A e B para o ensino secundári
2
l'tam, como conteúdos a trabalhar no âmbito da leitura de tex~ l'I~-co, aspectos relacionados com a estrutura fonológica d l' o Ir~-como "ritmo" ( a mgua, taIs. asp.ecto,que engloba, entre outros, a acentua ão emedIdas de verso, IStoe, mero de sílabas) "rima" "1' ~""assonância"
s- r
d . d " a lteraçao e. d F : ao Ista os am a nos mesmos programas no don~o. o unlCl~namentoda Língua, os seguintes conteúdo; dos quai~var~,osse re aCIOnamcom o reconhecimento da estrutura ;ilábica:FonéticaSons da Líng' . . ..ua. vogaIs, SemIvogaIs,consoantesCla.ssIficaçãodos sons: surdos e sonoros' oral e nasa13ArtIculação: vocálica, consonântica 'FonologiaProsódia' ent - .
(O
oaçao, pausa, rItmo, acento (de palavra e de frase)" pp.
50 e 113)
~:im, será claro que o professor de POrtuguêsdeve ter 
à
sua disPOSI~~Odum,~~escriçã.osuficientemente abrangente da forma com~a UnI a e SIa a funcIOnana sua língua. Os capítulos se uintes re-~ender.nfornecer essa descrição e mostrar de que formago trab!Iho.e tr~mf de reconhe~imento e de descrição desta unidade linguís-tlca e re evante nos dIferentes graus de ensino.
3.
A unidade linguística
sílaba
 Nesta secção, forneceremos informações sobre o modo como oslinguistas identificam e descrevem a unidade
sflaba.
Esta unidadegramatical é tratada quando trabalhamos sobre aspectos relativos aoconhecimento fonológico que temos de uma língua, conhecimentoesseque se encontra integrado na estrutura mais alargada que cons-titui o nosso conhecimento linguístico.
3.1.
O conhecimento fonológico
Quando produzimos enunciados de fala, podemos seleccionadeterminados formatos fonéticos que lhes conferem uma identi-dade específica. A título exemplificativo, se um falante produzir a palavra
mafarrico
em Português europeu, asvogais representadas naortografia através do grafema <a> serão produzidas como
[B]
([mBrn'
Riku]4); se, porém, o mesmo falante quiser simular a produ-ção de um falante do Português do Brasil,o som seleccionado paracorresponder ao mesmo grafema <a> será [a] ([mafa'Riku]). Nestecaso, o falante utiliza formatos fonéticos distintos para a palavra
mafarrico
porque sabe que o sistema vocálico do Português europeue o do Português do Brasil apresentam comportamentos distintos.Esta capacidade que os falantes têm de manipular os formatos foné-ticos dos seus enunciados decorre do seu conhecimento fonológico;cabe
à
Fonologia a tarefa da descrição dessa parte do conhecimentogramatical.
2
Toma.
c
A" mdos"aqUIpor relerência a versão de 1997 conhecida como "pJusta os . 'rogramas
3
No Programa de P
A
B 'fi" Ortugues ,espeCI Ica-se que a classificação dos fl .quanto ao modo e ao POnto de articulação" (p. 113).sons e elta
4
A listagem de símbolos do Alfabeto Fonético Internacional usados para a trans-crição fonética do Português encontra-se na Nota Prévia.
 
A variação nos formatos fonéticos das produções de fala podesurgir na sequência de diferentes velocidades de fala ou de diferen-tes estilos discursivos individuais
5.
Por exemplo, a palavra
descrever 
 pode ser produzida por um falante A como [dij1cri'ver], com pre-sença de todas as vogais, e por um falante
B
como [dj1c'ver], comapagamento das duas primeiras vogais. No entanto, um formatofonético do tipo *[deS'kriver]6 para a palavra
descrever 
será conside-rado como agramatical pelos falantes do POrtuguês. É a Fonologiaque define o que está na base da gramaticalidade das duas primei-ras produções ([dij1cri'ver] e [dj1cr'ver]) e da agramaticalidade daúltima (*[deS'kriver]). As duas primeiras respeitam os princípios defuncionamento
fonológico
do sistema; a última apresenta violaçõesao funcionamento regular do sistema, que correspondem (i) a umaatribuição inadequada do acento (o acento
foi
movido da sílaba
ver 
 para a sílaba
cre)
e
(ii)
a uma inadequação da qualidade das vogaisàs posições tónicas ou átonas que ocupam (em sílaba tónica, o
[i]
dasílaba
cre
passaria a se
[e];
em sílaba átona, os [e] das sílabas
des
e
ver 
passariam a ser 
[i]).
Quando assumimos uma atitude normativa, que nos leva a afir-mar que o formato fonético de determinada palavra é correcto ou
incorrecto,
é uma vez mais o conhecimento fonológico que condi-ciona esse julgamento. Por exemplo, a produção da palavra
número
com o formato ['numiru] é aceite por todos os falantes como gra-matical.No entanto, é frequente a produção desta palavra como['numl?ru], com alteração da qualidade da penúltima vogal.Esteúltimo formato é normalmente associado a níveis socio-culturaisespecíficos e pode
surgir 
nas produções de crianças em fase de aqui-sição do sistema
fonológico
da língua. Nestes casos, é frequente osfalantes corrigirem o falante que
produziu
a palavra da forma con-siderada agramatical, com base no conhecimento que têm sobre ofuncionamento fonológico do sistema
linguístico
em causa (ima-
1
ma mãe corrigindo o seu filho através de um' e se porexemp o, u [' .
]f')
Emgm - " d do ti o
"Não é 
['numl?ru]
que se diz, ~
numlru, .enunCIa o , p tarefa da Fonologia consiste
( 1 )
em descrever ocasohsd~ste tlP~.'naguístico que leva os falantes a exercerem juízo~ decon eCImento
1
'd d
f '-
1
da sua língua e (ii) em definIr o
1
obre os enunCIa os e ala 'dva or s . . oduzirem formatos fonéticos conSI era-que leva alg~ns. sUjeItos a pr dos agramhatl~aIs.
c
nológico descrito na Fonologia, é, assim, a
O
con eCImento ro, " d
'c
ções' ' constitui o reservatono e Inrorma
 pa~cel~~:!.::~~~oq~~s enunciados,peloqueaoexplicitaião
~~sr~onteúdos gramaticais de natureza fO,n?lógica em contexto ec-tivo torna lacunar o tratamento da gramatlca.
3.2. O
lugar da laba no conhecimento fonogico , ' balho que o conhecimento fonologIcoAssumimos, neste tra , ,.
J
atureza seU mental_
de
unidades gramatzcazs ae n
ó"-
inclui o tratamento d
'dades uramaticais de nature-
os sons da fala ou segmentos - e e
um
ó"
'" '1
ba o acento ou a entoaçao.
 za prosodzca,
taIs como a SIa, d' d
ia é um contínuo nico.Sabemos que um enuncIa. o e aConsidere-se o seguinte enunCiado:
5
Sobre este assunto, consulte-se Arnaral (I998)
Estudo sobre Quedas Vocdlicas e Desestruturações Sildbicas no Português de Lisboa,
Dissertação de Mestrado.Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa,
6
O asterisco antes do
exemplo
significa
agramatical,
(1) AI. .
T . -
a Ana Lúcia Este livro não relata a nossa vida! A arza Joao e 'bmilénio a escrever este texto sobre.szla as ecomeçara,,! este no~o da m a tare+a. Esperam vzvamenteeso muzto entuszasma s co
j~.
conseguir transmitir aos leitores esseentuszasmo.
. - d m formato fotico possível para este enun-A transcao e uciado é:
(2) Transcriçãofonética possível do enunciado em
(1)
I'
I'// I'
U'BWi l?'ml? lusJl?[eSti}ivr~ ~BW.~i'latl? l?~~::.~I~~i~:l?e~~~ 1~l?jStusobri 'sill?bl?~kuml sarl?'::.
e S t ~
no:u ~ d
S J 
l? tl?'rdl? // S'perBw vin'mehi S'tBWmUJtu etuzll?3m~, l?, ,_ 
'I
si'gir trB3mi'tir aW3 ll?JtOfiZeSl etuzI a3mu]. "d nciado de fala, e possIvel No entanto, ao observarmos ca a ~nu, parcelas de informa-segmentá-io, ou seja, encontrar no seu Intenor 
 
ção a que chamamos unidades linguísticas. No caso específico dainformação de natureza fonológica, que tipo de unidades é possívelidentificar?As parcelas menos extensas que identificamos num enunciado defala são os
segmentos
ou sons da fala, os quais se encontram na baseda hierarquia que define a organização das unidades fonológicas.O exemplo em
(2)
transcreve um enunciado no qual foram produ-zidas cerca de duas centenas de segmentos. Estes segmentos organi-zam-se em unidades de um nível hierárquico superior, as
sílabas.
Observe-se a identificação de segmentos (delimitados por parêntesesrectos) e de sílabas (delimitadas por caixas) no enunciado apresen-tado em (3):
(3) Identificação de sílabas e de segmentos
l[e][J]II[t][i]1 1[l][i]ll[v][r][u]1 [n][B][w]
I[R][
i]1 l[l][a]ll[t][~]1
[ 0 J
I[n][:)]11[s][ ~]II[v][i]1
l[d][~]1
(5) Identificação do grupo entoacional
[eSti 'livru niíw RÍ'lat~ ~ n:)s~ 'vid~] .Em suma, na arquitectura do co~hecimento fon~lógico, as ~~~~dades prosódicas estão acima das umdades segmentaiS
i
 N~~ ~I de re resentação estratificada do conhecimento ono OglCO:as:rias u~idades fonológicas podem ser hierarquizadas da segulllteforma:
(6) Hierarquização das unidades fonológicas
Enunciado
\
Grupo Entoacional
\
Grupo Acentual
\
Palavra
I
Sílaba
I
Segmento No caso es ecífico da sílaba, assume-se que, esta é ~onstituí.da 'por .d d de 1m nível gramatical inferior: as sl1abas sao constltUldasum a es r ados de forma não aleatória. O modo como os;;:~:~::n~~s~::a~fzam dentro das sílabas faz com que reco~he-amos uma determinada sequência segment.al como ~ma pa avraç 'I d de um dado sistema linguístlco. ConSidere-se, po possive entro 'l'b' .exemplo, a seguinte palavra monosSi a ica.
(7) parst 
 No processo de identificação de unidades fonológicas nos enun-ciados de fala, verificamos ainda que as sílabas se organizam dentrodas
palavras.
As palavras, por sua vez, agrupam-se em função dedeterminadas proeminências acentuais, constituindo os
grupos acen-tuais.
Um grupo acentual é uma sequência coesa de palavras com oacento mais forte situado na sílaba tónica mais
à
direita. A títuloexemplificativo, a sequência de palavras
este novo milénio,
apresen-tada em (1), constitui um grupo acentual, sendo o acento mais forteo que recai sobre a sílaba
lé 
da palavra
milénio.
Em (4) retomamoso exemplo apresentado em (3) e segmentamo-Io em palavras (deli-mitadas por parênteses rectos) e em grupos acentuais (delimitados por caixas):
(4) Identificação de palavras e de grupos acentuais
l[eSti] ['livru] 1l[nBW][Ri'larn]1
I [ ~ ]
[n:)s~]['vid~
] 1
Finalmente, os grupos acentuais sucedem-se no enunciado,organizando-se em curvas melódicas, que constituem os
gruposentoacionais
(o exemplo em (4) constitui um único grupo entoacio-nal, delimitado, em (5), por parênteses rectos):
.fi - d conhecimento fonogico e de7Existem rias propostas de estratl I.caçao o . - ue a ui apresenta-designação das uni.dades .qu~ o constl:~em:: °t~~:~lça~a;:~:plific~dade unida-mos tem cornoÚniCOobJectlvo.p~rmltlr a I endes fonológicas de naturezas distintas.

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