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05/22/2013

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-
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
Processo TC nº 04311/11
Ementa: Administração Direta Municipal. Município deCaaporã. Prestação de Contas do Prefeito Sr. João Batista Soares. Exercício 2010. Emissão de Parecer contrário à aprovação das contas. Através de Acórdãoem separado, julga-se irregular as contas de gestão doChefe Executivo, na condição de ordenador de despesas,declara-se o atendimento parcial às exigências da LRF,imputa-se débito ao gestor por despesas nãocomprovadas. Aplica-se multa ao gestor. Determinações. Recomendações.
PARECER PPL TC 066/2013
 RELATÓRIO
Cuidam os presentes autos da prestação de contas do Prefeito Municipal de
Caaporã
,relativa ao exercício de 2010, sob a responsabilidade do Sr. João Batista Soares.O município sob análise possui população estimada de 20.362 habitantes e IDH
0,617
,ocupando no cenário nacional a posição 4.361 e no estadual a posição
54º
.O relato a seguir extrai os principais aspectos apontados pela Unidade Técnica destaCorte e tem por base a documentação encartada nos autos e informações contidas nos relatórios técnicosinicial e de análise de defesa, às páginas 209/231, 3222/3255, dos quais evidenciam-se:
1
 
Quanto à Gestão Geral:
1.
 
A
Lei Orçamentária Anual (LOA)
nº 576, de 02/12/2009 estimou a receita e fixou a despesaem
R$ 36.309.058,65
1
,
bem como autorizou a abertura
créditos adicionais suplementares
novalor de
R$ 18.154.529,33
, equivalentes a 50% da despesa fixada na LOA.2.
 
Foram abertos créditos adicionais
suplementares
no valor de R$ 11.549.560,53 cujas fontes derecursos indicadas, foram provenientes de superávit financeiro do exercício anterior e anulação dedotações; e os
especiais
2
foram no valor de R$ 21.470,00.
1
Na previsão da Receita foi deduzido o valor de R$ 3.492.348, 35 para formação do FUNDEB.
2
Os créditos especiais foram abertos sem autorização legislativa (pag. 210);
 
-
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
Processo TC nº 04311/11
3.
 
A Receita Orçamentária Arrecadada
3
 
subtraindo-se a parcela para formação do FUNDEB atingiuo montante de R$ 31.753.847,44, desta feita, correspondeu a
87,45%
da previsão. Já a DespesaOrçamentária Realizada totalizou R$ 31.765.439,22.4.
 
Sobre os
balanços
e
dívida
municipal foi observado:4.1 O
balanço orçamentário
apresentou défici
t
equivalente a 0,04%
 
da receitaorçamentária arrecadada (R$ 11.591,78), sem considerar as despesas não contabilizadas noexercício;4.2 O
balanço financeiro
apresenta saldo para o exercício seguinte do poder executivo -administração direta – no valor de
R$ 1.010.899,94,
distribuídos em Bancos (98,40%) eCaixa (1,60%);4.3 O
balanço patrimonial
consolidado apresenta déficit financeiro da AdministraçãoDireta do Poder Executivo no valor de
R$ 3.201.776,72;
 4.4 A
Dívida Fundada
importou em
R$ 14.950.569,61,
correspondentes a 50,72 % dareceita corrente líquida (pag. 178). Já a
Dívida Flutuante
registra o saldo para o exercícioseguinte no valor de R$ 4.238.916,72 (fls.179).5.
 
A remuneração dos agentes políticos apresentou-se dentro da legalidade.6.
 
As despesas realizadas com obras públicas (elemento de despesa 51) totalizam
R$ 1.449.490,03
4
 
os quais representaram 4,56
%
da Despesa Orçamentária do Município e a 5,17% da DespesaOrçamentária do Poder Executivo. Informa-se que a análise das obras está tramitando emprocesso apartado (Processo TC 10.089/11).7.
 
Os Repasses ao Poder Legislativo representaram
7,01%
das receitas de impostos e transferênciasdo exercício anterior, atendendo a legislação.8.
 
Não há registro de
denúncias
para o exercício em análise.9.
 
As
despesas condicionadas
ou legalmente limitadas comportaram-se da seguinte forma:9.1 Despesas com
Pessoal
representando
70,47%
da Receita Corrente Líquida
5
, superandoo limite (60%) estabelecido no art. 19 da LRF;9.2 Aplicação de
28,90%
da receita de impostos e transferência na
Manutenção eDesenvolvimento do Ensino
(MDE), portanto, foram atendidas as disposições do art. 212da Constituição Federal;9.3 Os gastos com Ações e Serviços Públicos de
Saúde
atingiram o percentual de
13,45%
 da receita de impostos e transferências, portanto ocorreu desatendimento do estabelecidono art. 77, inciso III, § 1º do ADCT.9.4 Destinação de
69,34%
dos recursos do
FUNDEB
na remuneração e valorização dosprofissionais do Magistério, satisfazendo, desse modo, a exigência do art. 7º da Lei9.424/96;9.5. O Município transferiu para o FUNDEB a importância de R$ 3.526.016,75, tendorecebido deste fundo a importância de R$ 7.925.892,35, resultando em superávit para omunicípio no valor de R$ 4.399.875,60;
3
Memória de cálculo da Receita Arrecadada, incluindo o FUNDEB:Receita Corrente R$ 34.585.772,25Receita de Capital R$ 694.091,94
4
De acordo com o Relatório Inicial da Inspeção das Obras, foram aplicados recursos de diversas fontes (próprios,estaduais e federais – Processo TC 10.089/11.
5
Despesa com pessoal do Poder Executivo: 67,31%. Poder Legislativo: 3,16%.
 
-
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
Processo TC nº 04311/11
 2
 
 Irregularidades remanescentes
, após análise de defesa:
 
Quanto às disposições da LRF:
a)
 
Déficit orçamentário do Poder Executivo de R$ 4.306.878,21 (14,19% da ReceitaOrçamentária destinada ao Poder Executivo) (item 4.1.1);
 b)
 
Gastos com pessoal, correspondendo a 70,47% da RCL, em relação ao limite(60%) estabelecido no art. 19, da LRF (item 8.1.2);
 c)
 
Gastos com pessoal, correspondendo a 67,31% da RCL, em relação ao limite(54%) estabelecido no art. 20, da LRF, e não indicação de medidas em virtude daultrapassagem de que trata o art. 55 da LRF (item 8.1.2).
 Quanto aos demais aspectos examinados e relatados:a)
 
Apresentação da Prestação de Contas em desacordo com a RN TC 03/10, à vistado não encaminhamento de Relação dos Precatórios em 31/12 (item 1);
b)
 
Déficit financeiro do Poder Executivo de R$ 7.506.192,33, considerando dívidasda administração indireta e despesas não contabilizadas no exercício (item 4.3);
c)
 
Despesas não licitadas – R$ 1.160.672,37 (item 5.1);
d)
 
Aplicação de recursos próprios nas ações e serviços públicos de saúde de
13,45%
da receita de impostos e transferências, não atendendo ao mínimoexigido constitucionalmente (item 7.2);
e)
 
Execução dos serviços de coleta de lixo sem o controle e sem o atesto (item9.1);
f)
 
Eventos da folha de pagamento não contabilizados: vantagens de R$ 146.270,81e descontos de R$ 140.458,79 (item 9.2);
g)
 
Despesa não comprovada com folha de pagamento – R$ 43.122,03 (item 9.3);
h)
 
Não adoção do controle de combustíveis, peças e serviços determinado pela RNTC 05/2005 (item 9.4.1);
i)
 
Retenções dos servidores não repassadas em favor de bancos/financeiras e deplanos de saúde – R$ 909.489,59 (item 9.5);
 j)
 
Não funcionamento do sistema de controle interno (item 9.7);
k)
 
Repasse de R$ 347.980,00 para Associação de Proteção à Maternidade eAssistência à Infância de Caaporã, em função de convênio para prestação deserviços médicos gratuitos, com prestação de contas incompleta (item 9.8);
l)
 
Repasse de R$ 30.029,67 para a Associação de Proteção à Maternidade eAssistência à Infância de Caaporã de responsabilidade da Secretaria Estadual deSaúde do Estado da Paraíba (item 9.8);
m)
 
Não elaboração do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos(PMGIRS) (prazo até 02/agosto/2012 – Lei Nacional 12.305/2010) (item 9.9);
n)
 
Controle patrimonial/tombamento desatualizado (item 9.10);
o)
 
Inexistência de controle de precatórios (item 9.11);
p)
 
Não pagamento de dívida com a CAGEPA (item 9.12);
q)
 
Pagamento de despesas sem cumprimento da fase da liquidação (item 9.13);
r)
 
Encargos patronais previdenciários em favor do IPSEC (regime próprio) nãocontabilizados (estimativa de R$ 1.417.985,71) (itens 8.1.2 e 11.1.1);
s)
 
Retenção de servidores em favor do IPSEC não contabilizada (R$ 37.000,27)(item 11.1.3);
t)
 
Acúmulo de retenção de servidores em favor do IPSEC não repassado (R$

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