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17/04/09 18:40O Popular - Organização Jaime CâmaraPágina 1 de 2http://www.opopular.com.br/
Goiânia, 17 de abril de 2009
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Dirigentes da área cultural comentam declaraçõesda presidente da Agepel
A entrevista que a presidente da Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico(Agepel), Linda Monteiro, concedeu ao POPULAR na edição de ontemrepercutiu entre entidades que representam setores culturais no Estado. Emsuas declarações, Linda teceu críticas a segmentos culturais, dizendo quehá muita desorganização na área e que um sentimento de competiçãoimpera no setor, o que acaba prejudicando a todos.Danilo Alencar, recém-empossado presidente da Federação de Teatro deGoiás (Feteg), afirmou que um diálogo entre as entidades e o poder público, de fato, fez falta nos últimos tempos. “As portas até poderiam estar abertas para um diálogo, mas alguém se esqueceu de bater nelas, de umlado ou de outro.”Em sua opinião, a realização do Fórum Goiano de Cultura, que terminou naquarta-feira, já é uma sinalização para um outro momento nesta relação. “AFeteg reafirma sua postura de estar totalmente aberta ao diálogo. Jáprocuramos o Conselho Estadual de Cultura nesse sentido e esperamosque haja uma maior aproximação entre as entidades e o poder público.”Ele lamenta apenas que uma iniciativa como o fórum tenha ocorrido apenasum ano e meio antes do término do atual governo. “Mas nunca é tarde parafazer algo nessa direção. Havia um isolamento mútuo e o problema aindanão havia sido devidamente atiçado para que fosse debatido. Isso agoraocorreu, o que é bom.”
Desorganização
Beto Leão, presidente da seção goiana da Associação Brasileira deDocumentaristas (ABD-GO), discorda das críticas de Linda Monteiro emrelação à desorganização das entidades culturais, o que prejudicaria ummelhor aproveitamento da Lei Goyazes, de incentivo à cultura, por parte dosartistas. “Acho interessante isso, já que nossos projetos sempre sãoaprovados pelo Ministério daCultura e nunca aprovadosna Lei Goyazes”, rebateele. “Acho que só a Agepel acha que somos desorganizados, algo que as instâncias federais não acham.”Sobre a competição entre áreas culturais, Beto afirma que é preciso levaem conta as especificidades de cada uma delas. “O audiovisual é maiscaro, mas também tem uma disseminação maior fora do Estado, por exemplo.” Para ele, a Lei Goyazes deveria mudar para auxiliar mais quemde fato produz cultura no Estado e não, em suas palavras, “departamentosde marketing de empresas”.Edival Lourenço, presidente da União Brasileira de Escritores – SeçãoGoiás (UBE-GO), concorda com algumas avaliações de Linda Monteiro,como quando ela afirma que as entidades, muitas vezes, pensam apenasna própria área que representam e não se preocupam com uma políticacultural mais ampla. “Isso é verdade”, reconhece ele. Mas discorda deoutras críticas. “O fato é que a política do Estado para a literatura é umzero à esquerda”, dispara.
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