O CAVALEIRO DA DINAMARCA
DE SOPHIA DE MELLO BREYNER
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inseridos na obra
Histórias da Terra e do Mar
, que, aliás, é tambémuma das obras indicadas pelo programa de Português do 8º anounificado. A atestar o fascínio que o mar exerce na escritora, refiram-se, por exemplo, dois pequenos poemas: o primeiro, constituído porum dístico, intitula-se
Inscrição
e foi extraído do
Livro Sexto
; osegundo, formado por uma quadra, intitula-se
Mar
e foi retirado dacolectânea
Poesia I
.
INSCRIÇÃOQuando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar. MAR De todos os cantos do mundo Amo com um amor mais forte e mais profundo Aquela praia extasiada e nua,Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.
Detenhamo-nos agora no conto
O Cavaleiro da Dinamarca.
Facilmente se constata
que, também neste conto, a vida e a obraandam de mãos dadas. Com efeito, a ascendência dinamarquesa, porparte do pai, o gosto pelas viagens, a sedução pela beleza das coisas edos lugares e o profundo sentimento religioso estão nele bem patentes.O professor deverá iniciar o estudo do conto, começando porpedir aos alunos que observem atentamente o livro
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e que façam olevantamento dos elementos paratextuais constantes na capa e contra-capa e, de seguida, que infiram sobre o título e sobre a ilustração.Assim sendo, o aluno deverá ser levado a constatar que a simplesleitura do título transmite informações relativas a duas das categoriasda narrativa: diz-nos que uma das personagens é um Cavaleiro, dando-nos informações sobre ela, mais concretamente sobre a suanacionalidade, Dinamarquesa. Somos, assim, pelo título, levados aconcluir que este Cavaleiro será o protagonista da acção, pois dá otítulo ao próprio conto, o que atesta a sua relevância, e que aDinamarca será, provavelmente, o ou um dos espaços físicos onde sedesenrola a acção do conto. A finalizar a exploração do título, e demodo a estimular a criatividade dos alunos, poder-se-á pedir-lhes queimaginem possibilidades narrativas sugeridas pelo título.
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Para a elaboração deste trabalho utilizou-se a 48ª edição da editoraFigueirinhas, 1997.
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