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Sindicalismo Rural Brasileiro nos Anos 1990: os aposentados em cena

Sindicalismo Rural Brasileiro nos Anos 1990: os aposentados em cena

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Sindicalismo Rural Brasileiro nos Anos 1990: os aposentados em cena - Rômulo Soares Barbosa
Sindicalismo Rural Brasileiro nos Anos 1990: os aposentados em cena - Rômulo Soares Barbosa

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XI CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA1 a 5 de setembro de 2003, UNICAMP, Campinas, SP.
 
GT - 11: Movimentos Sociais Rurais em Múltiplas Dimensões5
a
Sessão: Formas de Organização e Representação de Trabalhadores
Sindicalismo Rural Brasileiro nos Anos 1990: os aposentados em cena
Rômulo Soares Barbosa
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1
Sociólogo, Doutorando em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pelo CPDA/UFRRJ.Professor da Universidade Estadual de Montes Claros/MG-UNIMONTES; e-mail:romulob@unimontes.br 
 
 2
O presente artigo aborda questões relativas aos efeitos da previdência social rural para omovimento sindical de trabalhadores rurais-MSTR, onde os aposentados e pensionistas, através dacontribuição como associados aos STRs, figuram como protagonistas. Esse processo desenha umquadro de sustentação financeira para o MSTR, oposto à crise financeira vivenciada no final dosanos 1980 e início dos anos 1990, produzindo questões e dilemas para o sindicalismo rural. Asreflexões aqui desenvolvidas originam-se da dissertação de mestrado do autor 
2
.
A Previdência Social Rural
 
O marco histórico inicial da previdência social no Brasil é o ano de 1923 com a “Lei EloiChaves” que p
ermitiu a criação da Caixa de Aposentadorias e Pensões, que contemplava categoriasde trabalhadores vinculadas ao setor público. Entretanto, já em 1919 a criação da Lei de Acidentesde Trabalho acenava para a mudanças, ulteriormente ocorridas na ação Estatal frente à problemáticada proteção social.A partir de então os setores mais organizados da sociedade começam a demandar a expansãoda política de proteção social. Já no início dos anos 1930, as Caixas de Aposentadorias e Pensões setransformam em Institutos e têm-se a inclusão de setores públicos como bancários, industriários ecomerciários.Em 1960 se cria legislação única aos Institutos de Aposentadorias e Pensões. SegundoCoradini(1988), já nos anos 1960, quando da instituição do Estatuto do Trabalhador Rural, é previsto a expansão de direitos sociais aos trabalhadores rurais, entretanto a previdência social nãofoi regulamentada.Em 1971 foi criado o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural-FUNRURAL, comsucessivas ampliações de direitos desde amparo previdenciário para trabalhadores rurais com maisde 70 anos, em 1974, até auxílio reclusão e auxílio doença, em 1977. Em 1974, para centralizar aadministração da política previdenciária, foi criado o Ministério da Previdência e AssistênciaSocial-MPAS. Em 1977 foi criado o Instituto Nacional de Previdência Social-INPS, queincorporou, extinguindo, o FUNRURAL.A partir da Constituição de 1988, através das leis 8.212 e 8.213, foi possível alteraçõesimportantes na estrutura da Previdência Social Rural, desembocando na universalização dos benefícios para idosos e inválidos de ambos os sexos, com a fixação do piso de um salário mínimo,e com idade mínima de aposentadoria fixada em 55 anos para mulheres e 60 anos para homens.
2
BARBOSA, Rômulo Soares.
Universalização da Previdência Social Rural: efeitos para a agricultura familiar e o sindicalismo rural 
. Rio de Janeiro: CPDA/UFRRJ, 2002. (Dissertação de Mestrado)
 
 3
O artigo 194, § 8
o
, da Constituição de 1988, permitiu a inclusão do setor informal rural, na
medida em que contempla: “produtor, parceiro, meeiro e o arrendatário rurais, o garimpeiro e o
 pescador artesanal, bem como respectivos cônjuges que exerçam suas atividades em regime deeconom
ia familiar sem empregados permanentes”. A universalização da previdência social rural foi
 prevista na constituição de 1988 e regulamentada em 1992. Trata-se na verdade, da extensão dosdireitos previdenciários aos agricultores em regime de economia familiar sem empregados permanentes, aos pescadores e garimpeiros artesanais. Nesse regime especial de previdência, ocandidato à beneficiário não precisa ter contribuído ao sistema previdenciário, como ocorre com asdemais categorias de trabalho. O requisito básico é que ele se enquadre nas categorias acimadescritas.
Efeitos para a Sustentação Financeira do MSTR 
 No final dos anos 1980 e, sobretudo, no início dos anos 1990 a questão da sustentaçãofinanceira dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais-STR aparec
ia como uma “crise” que merecia
atenção especial. Nesse período, como já vimos anteriormente, o cenário era de mudanças noquadro institucional e de políticas voltadas para o setor agropecuário, orientados pelas concepçõesdenominadas neoliberais, o que provocou sensíveis alterações no papel do Estado na condução da política agrícola.Além disso, os serviços de saúde prestados pelos sindicatos eram os mais importantesoferecidos pela instituição, na opinião de seus associados, conforme pesquisa PNAD no ano de1988. Nessa pesquisa, os serviços odontológicos eram tidos como os mais importantes para 59%dos seus associados, seguido pelos serviços médicos para 56%. (PNAD-88, apud Ricci, 1999:83)A Contribuição Sindical, mantida pela Constituição de 1988, revelava-se, nesse período,imprescindível para a maioria dos STRS. Conforme Medeiros(s/d), poucos sindicatos podiam abrir mão dela e se financiarem através da contribuição voluntária dos seus associados. Além disso, talContrib uição, era vista pelos setores progressistas do MSTR, sobretudo, os de orientaçãoCutista
3
, como geradora de sindicatos e lideranças comprometidos com estruturas burocratizadas ecom a reprodução do aparelho sindical e por conseqüência dos seus postos remunerados. No 5
o
Congresso da Contag, em 1991, a orientação aos STR era superar a crise financeira
 priorizando
a adoção de mecanismos de captação de recursos e do implemento de política
 financeira própria”
(Contag, 1991:42). Também indicava a necessidade da ampliação e
3
Significa aqui, os STRs que tinham como referência político-sindical as orientações da CUT-Central Única dosTrabalhadores.

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