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NOTA INFORMATIVACandidatura de Artur Penedos à Câmara Municipal de Paredes
PS VOTOU CONTRA DOCUMENTOS DE PRESTAÇÃO DE CONTAS
“NÃO HÁ FIABILIDADE NAS CONTAS DE PAREDES”
Artur Penedos, candidato do PS nas próximas autárquicas a Paredes e actual membro da AssembleiaMunicipal local foi a voz que discutiu os documentos de prestação de contas em sede daquele órgão,que decorreu recentemente.O assessor de José Sócrates justificou o voto contra da sua bancada considerando que “não háfiabilidade nas contas de Paredes”, pois “não reflectem com transparência e rigor a situaçãofinanceira do Município, não respeitam o Orçamento que foi aprovado e não dão aos cidadãos agarantia de que os recursos usados vão maximizar o seu bem-estar e a competitividade de Paredes”.
 
Diz, ainda, que o Orçamento de 2008, da responsabilidade da maioria do PSD “não foi um documentode rigor” e que politicamente “não foi sério”, pois “inscreveu uma longa série de investimentos que oexecutivo sabia bem que não ia executar, porque não tinha financiamento para eles”.
Os documentos de prestação de contas do Município de Paredes estiveram em discussão no órgão daAssembleia Municipal, no passado sábado.O candidato à Câmara de Paredes nas próximas autárquicas, pelo Partido Socialista, Artur Penedos, eactual membro da Assembleia Municipal paredense interveio na sessão, em representação do gruposocialista, onde teve oportunidade de analisar os gastos efectuados, o seu impacto no Município e navida dos cidadãos e de justificar o voto contra dos socialistas nos documentos de prestação de contas deParedes, relativos a 2008.Artur Penedos direccionou a primeira crítica aos documentos de prestação de contas de 2008sustentada na “Certificação Legal das Contas”, tendo em conta que o Revisor Oficial de Contas (ROC)levantou questões na forma de reservas e de ênfases.De acordo com o socialista, o ROC levanta Reserva, declarando não estar em condições de emitiropinião devidamente fundamentada sobre as rubricas de Imobilizado do Balanço na sua plenitude, bemcomo sobre os seus efeitos nas amortizações e nos subsídios para investimentos, pois é a únicapossibilidade que tem para se defender de eventuais problemas futuros. Avalizou, ainda, que o ROCsustenta uma Ênfase, dado que há bens do Imobilizado já inventariados e contabilizados, mas ainda nãoregistados na Conservatória do Registo Predial, continuando em curso o processo da sua inventariação elegalização. Realçou, que também neste caso, o ROC não está disponível para assumir responsabilidadesfuturas.Confrontado com “Contas com Reservas e Ênfases”, o candidato do PS à autarquia de Paredes concluique “NÃO HÁ FIABILIDADE NAS CONTAS DE PAREDES”.
 
 
Para Artur Penedos “esta conclusão, por mais que custe, inquina todas as discussões sobre a prestaçãode contas”.O também Assessor do Primeiro-Ministro garantiu que em termos de execução orçamental, a Câmarade Paredes gastou, em 2008, mais de 45 milhões euros, dos quais, mais de 25 milhões em DespesasCorrentes, sendo que que só as despesas com Pessoal representam cerca de um quarto (25%) do totalda despesa.Registe-se, disse, que só no cumprimento da Lei de Finanças Locais, a Câmara de Paredes recebeu doGoverno 14,7 milhões de euros, em 2008 e no total dos organismos públicos, arrecadou cerca de 20milhões de euros. Note-se que do lado da despesa, o que marcou o exercício de 2008, na opinião dosocialista foi o crescimento dos encargos com o Pessoal da Câmara em 10%, que já ultrapassam já os 11milhões de euros anuais.Artur Penedos afirma que o Orçamento de 2008, da responsabilidade da maioria do PSD “não foi umdocumento de rigor” e que politicamente “não foi sério”, pois “inscreveu uma longa série deinvestimentos que o executivo sabia bem que não ia executar, porque não tinha financiamento paraeles”.Afiançou que o PS considera os Orçamentos da Câmara de Paredes “perfeitamente irrealistas” econcretizou que “é notório que todos os documentos tiveram por base um volume de transferências deCapital, em relação às quais não havia possibilidade de se saber se iriam ser recebidas ou não”. “É aengenharia financeira a que nos habituaram e na qual nunca acreditamos”, atestou.Na linha daquilo que caracterizou de “irrealismo do executivo”, destacou a execução das DespesasCorrentes, que atingiu os 84%, tendo o investimento ficado pelos 47%. Segundo Artur Penedos, “maisdo que uma em cada duas obras previstas ficou-se pelo papel”.Apontou que no mapa de controlo orçamental da despesa, “a única rubrica da despesa que apresentouuma execução a 100% foi a dos recursos aos empréstimos bancários”, tendo reforçado que oinvestimento “ficou abaixo de metade do que foi orçamentado”.Artur Penedos apontou como “chocante” o nível de execução dos investimentos nas áreas da Educação(não chegou a 20%), sendo este valor “bem elucidativo das prioridades da Câmara e do que esteExecutivo está a deixar por fazer, pois em 2008 os Centros Escolares ficaram a zero; da Acção Social (nãoultrapassou os 4,7%); da Cultura (não ultrapassa os 43%, estando executados 22% do financiamentoglobal); da Indústria e Energia (não ultrapassa os 32%, ficando a zero os acessos às zonas industriais deGandra e Serrinha, o melhoramento da iluminação pública, etc) e do Turismo, que ficou“completamente a zero”.Neste sentido, a execução do Plano Plurianual de Investimentos, de acordo com os dados revelados, vê-se bem que o valor investido na Saúde é zero, na Educação não ultrapassa 2,2% do total, na Indústria e
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