Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
32Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Saber Historico Em Sala de Aula

Saber Historico Em Sala de Aula

Ratings: (0)|Views: 4,952 |Likes:
Published by janioguga

More info:

Published by: janioguga on Apr 20, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/20/2013

pdf

text

original

 
O livro
O saber histórico na sala de aula
(2
a
ed. São Paulo, Contexto,1998) apresenta análises e propostas de autores conceituados que pretendemcontribuir para a necessária reflexão dos professores e pesquisadores sobrereformulação das políticas públicas de educação e da disciplina de História naúltima década que envolvem a redefinição dos conteúdos e dos métodos deensino. Estes ensaios procuram, dentro de suas especificidades, identificar parte dessa problemática – reforma curricular – e apontam para possibilidadesde modificação do fazer histórico na sala de aula na educão sicabrasileira.A maioria dos artigos selecionados, organizados e publicados pelapesquisadora na área de história do ensino Circe Maria Fernandes Bittencourt,da Universidade de São Paulo, foi apresentada em forma de comunicações noII Seminário Perspectivas do Ensino de História promovido pela Faculdade deEducação da USP, com o suporte do Núcleo Regional da ANPUH de SãoPaulo, realizado em fevereiro de 1996[i]. Devemos ressaltar que estes foramselecionados dentre uma quantidade vasta e rica de outras prodõesdebatidas neste seminário[ii].De acordo com a organizadora, a seleção dos trabalhos feita foi feita apartir da sua relação com duas temáticas básicas que nortearam o evento:propostas curriculares e linguagens no ensino de história. Na sua leitura, “aprodução historiográfica e a produção histórica escolar interligam-se em textosdistribdos nas duas partes desta colenea. A primeira parte trata dapermanência da disciplina no currículo e sobre sua relevância na formaçãopolítica e cultural das novas gerações. A temática da segunda parte refere-seàs necessidades e dificuldades na utilização de diferentes recursos no ensino,considerando-se as linguagens escritas e iconografias do livro didático, daliteratura, dos objetos, do cinema, da televisão” (p. 08).Sem almejar ser um guia prescritivo para professores do que se deveensinar na sala de aula, este livro apresenta-se com importante instrumento deapoio para estes profissionais na criação de suas propostas de atividades paraa disciplina no ensino fundamental e médio. A linguagem dos ensaios é bemclara e objetiva, o que colabora em muito na compreensão das idéias esugestões lançadas pelos autores.O saber histórico na sala de aula dá continuidade e aprofunda umadiscussão muita intensa que remonta aos anos 1970 e 1980 no Brasil sobre anecessidade de uma revisão nas práticas, métodos e conteúdos da históriaensinada. Neste período percebemos uma maior abertura para questõesligadas à educação no país, especialmente após o fim da ditadura militar instaurada desde 1964. Se percorrermos as estantes e prateleiras de livrarias ebibliotecas, poderemos nos deparar com uma expressiva produção de livros eartigos em revistas especializadas sobre o assunto. O próprio livro em questãonos oferece exemplos na suas referências bibliográficas sobre esta produçãocom quem dialoga, contrapõe-se, complementa, polemiza, concorda emdiversos aspectos.
 
Muitas das informações presentes neste livro ajudaram na leitura ecompreensão dos Parâmetros Curriculares Nacionais para a educação básicalançados pelo Ministério da Educação a partir de 1997. Até porque o referidolivro constitui referência significativa, junto com outras obras, para os autoresda referida proposta curricular [iii].A primeira parte - Propostas Curriculares - é formada por quatro artigosque se deterão sobre temáticas como currículos, cidadania, políticas públicas,formação de professores e cotidiano da sala de aula. Temáticas fundamentaispara compreender as reformas curriculares desenvolvidas pelo governofederal, de Estados e municípios nas últimas duas décadas no Brasil.O primeiro artigo – “Capitalismo e cidadania nas atuais propostascurriculares de História”, de autoria de Circe Bittencourt, com base na análisede diferentes propostas curriculares elaboradas no país entre 1990 e 1995, tema finalidade de perceber o alcance das mudanças e continuidade do saber histórico escolar contido nesta documentação oficial (currículo ideal) oriunda dopoder educacional e nas possíveis articulações com o chamado currículo real,vivenciado por professores e alunos na sala de aula. Para nortear seu texto, aautora destaca dois conceitos fundamentais para entender os currículoselaborados neste período: capitalismo e cidadania.Na primeira parte, a autora traz um breve histórico e caracterizaçãodas propostas curriculares analisados, articulado com as transformaçõespolíticas, sociais e culturais vividas pela sociedade brasileira neste momento.Para Bittencourt, as propostas “caracterizam-se como um conjunto bastanteheterogêneo de textos, com acentuadas diversidades na forma como aspropostas foram elaboradas e apresentadas aos leitores, no elenco dosconteúdos selecionados e nos métodos de ensino sugeridos” (p. 15).Na diversidade das propostas analisadas, dois aspectos se destacaram aoolhar da autora: os objetivos são semelhantes e, igualmente, possuem críticascomuns quanto ao que denominam de ensino tradicional de História,notadamente quanto às noções de tempo histórico baseadas em referenciaisconsiderados oriundos do positivismo. No que concerne aos objetivos doensino de história nas propostas curriculares, Bittencourt percebe, na segundaparte do artigo, uma mudaa nos paradigmas que pensam a idéia deidentidade nacional e cidadania no Brasil. Aliás, conceitos como identidade ediferença parecem ocupar maior destaque no corpo dos referidos textos,principalmente numa era de cultura globalizada e modificações no estatutopolítico, econômico, social e cultural que edificavam o Estado-nação.Ao propor a formação do “cidadão crítico” como principal meta doensino de História as propostas retomam presente nos currículos escolaresdesde 1950, ou seja, no período pós-guerra. A inovação, segundo a autora, naspropostas dos anos 1990 está na ênfase atual ao papel da História ensinadapara a compreensão do “sentir-se sujeito histórico” e em sua contribuição para“formação de um cidadão crítico”. Devemos ter em mente que a preocupaçãocom a formação deste novo conceito de sujeito histórico, no caso do Brasil,
 
está muito influenciado pelas experiências desagradáveis vividas durante osanos de exceção (1964 e 1984) e também pelas inovações historiográficaslaadas pela historiografia francesa e britânica com novos problemas,abordagens e temáticas. Embora abra espaço para a defesa da cidadaniacomo meta dos objetivos da disciplina, Bittencourt nota que “a explicitação doconceito de cidadão que aparece nos conteúdos é limitada à cidadania política,à formação do eleitor dentro das concepções democráticas do modelo liberal”(p. 21-2). A cidadania social, que abarca conceitos de igualdades, de justiça, dediferenças, de lutas e conquistas, de compromissos e de rupturas tem sidopouco explorada e explicitada pela maioria das propostas analisadas. Nestesentido, a autora sugere que se enfatize e amplie o conceito de cidadania nointerior das propostas curriculares de História.Na última parte do artigo, a autora identifica que as propostas trazem,em sua maioria, uma crítica de noções homogêneas do tempo histórico,determinadas pelo eurocentrismo e sua lógica de periodização fundada nosujeito histórico Estado-nação. E, nessa perspectiva, propõem-se a trabalhar com as diferentes temporalidades e diferentes sujeitos. Contudo, há em muitasdelas, mesmo as que propõem uma história com eixos-teticos, umaperiodização alicerçada e organizada pelo capitalismo.Dessa maneira, “a queso que decorre desta constatação é, eno, averificação de como o capitalismo tem se transformado em objeto de estudo noensino de História. E, a análise desse processo de produção do conhecimentohistórico escolar é significativo para revelar as clivagens entre os objetivos e aseleção de conteúdos propostos” (p. 23).Ao apresentar o tempo capitalismo como referencial para o estudo dahistória, Bittencourt alerta para a necessidade de articulação problematizadoraentre o tempo vivido por alunos e professores e tempo histórico. Ao considerar como pressuposto a afirmação de que toda história é história contemporânea,“a cultura capitalista vivenciada por alunos e professores torna-senecessariamente o referencial constante para se estabelecer a relaçãopresente-passado-presente. Ora, esta relação só se estabelece por intermédioda compreensão do conceito de duração em seus variados ritmos” (p. 26).Amparada nesta leitura atenta das propostas curriculares, Bittencourtlança uma série de apontamentos que poderemos encontrar ecos na própriaestrutura e seleção temática dos PCNs de História. Talvez seja esta a razão dodemorar-se sobre o comentário deste artigo[iv].No segundo artigo, “Currículo de História e políticas públicas”, KátiaAbud, da Faculdade de Educação da USP, elabora uma história da disciplinano Brasil desde os primórdios do Império, passando pela os vários momentosdo regime republicano (Primeira República, Era Vargas, Ditadura Militar entreoutros), até as recentes discussões sobre as reformas curriculares realizadas apartir de 1980. Neste passeio pela história da História ensinada no país, areferida autora traz-nos observações sobre debates e polêmicas envolvendo aconstrução dos currículos desta disciplina envolvendo intelectuais, políticos,

Activity (32)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
André de Sá liked this
Gisa Figueiredo liked this
Carlos da Silva liked this
Rafael Barreiro liked this
Wilton Lins liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->