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Robert Ambelain - Kaballah prática

Robert Ambelain - Kaballah prática

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04/08/2014

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A Kabala Prática
Introdução ao estudo da Kabala mística e prática,e a operatividade de suas Tradições e seus Símbolos, visando a Teurgia
Robert Ambelain"Toda a Sabedoria vem de Deus, o Soberano Senhor ". (Eclesiastes, I,1)
ÍNDIC E
I. - ELEMENTOS DOUTRINÁRIOS.........................................................................................................................................1P R E F Á C I O ...........................................................................................................................................................................1I - ORÍGENS E DEFINIÇÃO DA KABALA...........................................................................................................................4I I - OS ELEMENTOS METAFíSICOS...............................................................................................................................20  I I I - AS "EXISTÊNCIAS" DIVINAS.................................................................................................................................31  IV. - A "QULIPHAH"...............................................................................................................................................................47  II. - ELEMENTOS OPERATIVOS..........................................................................................................................................55  I . - A TEURGIA......................................................................................................................................................................55  II. - APLICAÇÕES.....................................................................................................................................................................60  III. - AS FORÇAS ENERGÉTICAS....................................................................................................................................82  IV. - AS OPERAÇÕES............................................................................................................................................................93  V - O SHEMAMPHORASH................................................................................................................................................122 
I. - ELEMENTOS DOUTRINÁRIOS 
"Existe na Alma um Prinpio Superior à Natureza exterior. Atras deste Princípio, poderemos ultrapassar o Cosmos e os sistemas de nosso Universo. Quando a Alma se elevaaté as Essências Superiores à sua, ela abandona esse Cosmos ao qual estátemporariamente ligada. E por um magnetismo misterioso, ela é atraída para um planoSuperior com o qual ela se mistura e se identifica..." "A Teurgia nos une tão estreitamente a Potência Divina se engendrando por si mesma, elanos une tão estreitamente a todas as ações criadoras dos Deuses conforme as capacidadesde cada um, que a Alma, após ter cumprido os Ritos Sagrados e fortalecido em sua ações esuas inteligências, se encontra finalmente situada no próprio Deus Criador..." 
[Jâmblico:
Dos Mistérios,
V, VI, VII]
"Quem quer que opere somente pela Religião, sem o concurso das outras virtude
s[1],
éabsorvido e consumido pela Divindade, e não poderá viver por muito tempo. E quem quer quese aproxime sem estar purificado, atrairá sobre si a condenação e será entregue ao Espíritodo Mal..." 
[H. Cornélius Agrippa:
 A Filosofia Oculta,
Vols. III, IV][1]Virtude = do latim VIRTUS = força, influência
P R E F Á C I O "Toda Sabedoria vem de Deus, o soberano senhor".(Ecl.I,1)
Parece que a Kabala sempre se dedicou a não ser outra coisa que a manifestação do próprio
mistério! 
1
 
Com efeito, nenhuma doutrina foi ou é ainda tão desconhecida do grande público. Na IdadeMédia, no Renascimento, assim como em nossos dias, as tolices as mais espantosas, ascondenações as mais injustificáveis, circulam a seu respeito [1].Para certo padre jesuíta do século XVII, " A Kabala não é mais que um grimório de feitiçaria,que tem por autor um feiticeiro famoso, chamado
Kabale...
", para outro, é "um tratado de Magia, análogo,porém superior em inverosimilhança ao famoso grimório judeu chamado Talmud...". Comoobserva com humor P. Vulliaud em sua obra sobre Kabala, é "pretender que a música sejasuperior ao pistão!"Pois bem, em nossos dias, ainda é assim... Durante os cinco anos em que os homens doGoverno de Vichy exerceram seu fanatismo de outrora, os livros e manuscritos sobre Kabalativeram a honra de partilhar, com os que tratavam sobre Iluminismo e Maçonaria , a atividadee o interesse de nossos oficiais de bibliotecas privadas...Em outro domínio, já era a mesma coisa, para a maior parte dos eruditos alemães de nossoépoca, especialistas nessa questão, não parece haver outra coisa na Kabala, que a arte detirar anagramas místicos do texto oficial do Pentateuco, enriquecendo assim a lista, já longa,dos "Nomes Divinos".Em realidade, a Kabala é a "Via Inictica" tradicional do Ocidente criso. Comorecomendava o Swami Sidesvarananda, o método puramente asiático não é feito para oeuropeu. E, a despeito dessas aparências sedutoras, e salvo raras exceções, ele não podeconduzir a não ser a um impasse. A Kabala, repousa sobre a tradição exotérica judeu-cristã. Ela constitui-se em uma metafísicae uma filosofia, das quais emana uma mística, sendo esta acionada e regida por uma asceseparticular, compondo a Teurgia ou Kabala Prática, esta por sua vez, se divide em duas partes. A primeira constitui uma espécie de yoga ocidental, é o aspecto interior dessa prática. Asegunda é a forma ritual cerimonial. É o aspecto exterior.Sendo o homem um microcosmo, toda a ascese lhe permite alcançar certos níveis deconsciência, inacessíveis normalmente, equivaleria pois, à uma "realização iniciática"incontestável.[1]- A palavra vem do hebreu Cabalah, significando "tradição". A Kabala prática é pois para a Kabala Mística o que a realização é para a elaboração. Seesta última familiariza o estudante com este
conjunto
metafísico formidável que ela constitui, ésó intelectualmente. A Kabala prática lançará o Adepto sobre a "Via
 
Direta",
e se então elesabe
triunfar 
sobre o
"Dragão do Umbral
, ele ganhará um tempo considerável sobre aqueleque pratica somente a "Via Interior 
, pois ele terá estabelecido um contato psíquico íntimocom os planos Superiores. "A verdadeira Filosofia, nos diz Sir Bulwer Lytton, procura antescompreender do que
 
negar..."[1], e os amantes das leituras kabalísticas e de teses querecuam diante da aplicação de sua doutrina favorita são inconsequêntes que deliberadamentese privam do fruto de seus esforços. Escutemos primeiro o conselho do sábio Jâmblico[2]:"Existe na Alma um Princípio Superior à Natureza exterior. Por esse Princípio, podemosultrapassar a ordem e os sistemas deste mundo, e participar da vida imortal e da energia daEssências Celestes. Quando a Alma se eleva por caminhos da Natureza superiores a sua, elaabandona o Ordem a qual está temporariamente ligada, e, por um magnetismo religioso, éatraída para um plano Superior com o qual se mistura e se identifica...".O hermetista Van Helmont nos diz mais ou menos a mesma coisa: "Uma força oculta,adormecida pela queda, está latente no Homem. Ela pode ser desperta pela Graça Divina, oupela arte da Kabala..."[3].Para dizer a verdade, é necessário já estar familiarizado com a Kabala didática [metafísica,teodicéia, etc...] antes de se entregar as terríveis operações da Kabala prática. Quando oestudante da Alta Ciência tiver familiarizado seu espírito com as obras de Felipe de Aquino,Reuchlin, Pico de la Mirandola, Rosenroth, Molitor, então como disse o Dr. Marc Haven: "Seele é chamado a Vida Espiritual, essas páginas se tornarão luminosas. Mas ele se entregará
2
 
em vão a esses estudo se não acostumar seu cérebro as formas hebraicas, lido e assimiladoas obras preparatórias que citamos, e habituado sua alma a via mística
..
.".O objetivo da Arte é pois,
 praticamente
, por o Adepto em ligação psíquica com os planosSuperiores e as Inteligências que residem. Além disso, de agir altruisticamente eocultamente sobre seus semelhantes, para a melhoria dos interesses superiores daColetividade humana. A Ciência em questão [a Teurgia], repousa sobre a manipulação dos conhecimentos daKabala Mística, sobre suas aplicações. Seus métodos principais são as
Cerimônias,
e as
Invocações,
principalmente dos
Nomes Divinos
apropriados, verdadeiras "palavras de poder"sem as quais nenhuma vida oculta iria animar pantáculos e invocações.E se não tentamos justificar o aspecto "mágico" da Kabala prática é porque nos recusamoslhe dar esse caráter. As cerimônias da Alta Ciência são cerimônias
Religiosas
, de um caráter extremamente puro, com a forma de culto, assim como aquelas das grandes religiões oficiais.O Kabalista que queima seu incenso diante do Pantáculo onde flameja o Divino Tetragramanão é um ser diferente do padre católico em adoração diante do ostensório ou do lama, dianteda imagem da deidade protetora. Seu estado de alma é aquele de todos os místicos, e eletem o direito ao mesmo respeito que tem o monge de Solesme ou S. Wandrilo. Pois, nos dizainda Marc Haven, é o destino e a gloriosa característica das doutrinas místicas de ser inacessível à multidão e impenetrável aos sábios, toda a incursão em seu domínio, todadissecação, toda explicação, nada atinge de sua realidade. Historiadores e críticospermanecem na porta de entrada, examinando os relevos que a encobrem, raspando o solodiante dessa porta fechada. E quando eles se retiram, acreditando ter explorado, descrito, esuficientemente profanado o santuário, o Templo inviolado guarda para os Filhos do Amor seumágico perfume e seus profundos segredos, tão puros quanto antes dessa vã incursão quenão poderão ser suas..."[1].[1]-
Zanoni,
Pg. 135.[2] - Jâmblico,
Dos Mistérios,
VII - 7.[3] - J.B Van Helmont,
Hortus Medicinae,
Leyde, 1667.Resta um problema... . Devemos entregar estas páginas ao público?O fato que nenhuma fogueira, nenhuma tortura justifica mais o silêncio dos Adeptos de antessobre os
"Arcanos da Iniquidade" 
, e sobretudo aquele que
toda obra teúrgica é impossível derealizar sem o conhecimento dos dois pólos postos em jogo
: o
Divino,
sobre o qual nosapoiamos, e o
Demoníaco
, contra o qual obramos, decidimos entregar a chave essencial dosistema. É assim que a
 Árvore de Morte
é tão detalhada como a
 Árvore de Vida
, e pelaprimeira vez são desvelados, os "Nomes Demoníacos", as "Imagens Mágicas", dos Sefirothnegros.Mas nesse caso,
nós adjuramos
o estudante de Alta Ciência não ser imprudente. Há noUniverso "Forças" destrutoras e maléficas que não se põem em movimento nem se dirigemimpunemente, e por trás dos "diabos" e dos "demônios" da lenda, se dissimulam "correntes"
energéticas e conscientes
, que são em potência, para o homem, o que este é para o inseto.Nós também pisamos imprudentemente e insuficientemente preparados os dois Caminhos. Equase deixamos nossa vida nas trevas daquele da esquerda... Adjuramos pois mais uma vezao estudante que nos lê para ter cuidado.Uma vertigem assalta os semi profanos debruçados sobre o Abismo. E o resultado é sempreo mesmo, ele tem dois nomes:
Neurastenia
e
Suicídio...
"Aqueles que tiverem possuído o Divino Conhecimento, brilharão como todo o brilho doscéus, nos diz o Zohar. Mas aqueles que o tiverem ensinado aos homens, segundo oscaminhos da Justiça, brilharão como estrelas por toda a Eternidade... ".Possamos, com o auxílio dos
Instrutores Divinos
, ter seguido esses Caminhos de Equidade, enão carregar responsabilidades involuntárias!Falta justificar a forma da obra.
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