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“ADOÇÃO” - Irene Espíndola, Artista Plástica
Comissão da Mulher AdvogadaOAB - Subseção de Santa Maria
 
Ordem dos Advogados do BrasilSeccional do Rio Grande do SulSubseção de Santa MariaDiretoria:Conselheiros Subseccional:Comissão da Mulher Advogada:
Presidente:Vice Presidente:Secretaria Geral:Secretaria Geral Adjunta:Tesoureiro:
Ricardo Munarski Jobim José Fernando Lutz CoelhoDirce Marques da Rocha TrevisanSilvia Terezinha Carollo BortoluzziAlessandro Oliveira RamosAlexandre Jaenisch MartiniGuilherme Crivellaro BeckerSandra Noemi Mendonça DirkTiago Fernandez RobinsonNoemy Cezar Bastos AramburúSandra Maria RebelatoMaria Francisca Moreira da Costa Juliana Turchiello CallegaroFernanda TonettoDirce Marques da Rocha TrevisanSilvia Terezinha Carollo BortoluzziSandra Noemi Mendonça DirkLuciana Dalla LanaMarciele Berger BernardesVanessa Bevilacqua JobimSoila Arminda Mazzini Monte BlancoFatima Beatriz Werner FerreiraAndré Soriano CaetanoAntônio Carlos FilippeAroldo Fagundes da SilvaEduardo de Assis Brasil Rocha
 Tiragem:Distribuição GratuitaProjeto Gráfico e Impressão: Ano:
1.500 exemplaresGráfica e Editora Santa Maria Ltda.Av. Angelo Bolson, 535 - 3225.29972008
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Introdução
“Existe um número inimaginável de criançasdesamparadas aguardando que alguém as queira.Só que elas não são, em sua maioria, bebêsrecém nascidos, completamente saudáveis ou decabelos cacheados, olhos claros, etc. ocrianças. O processo de adoção em muito seassemelha a uma gravidez. Também demora umtempo, e apesar de todos os cuidados, corre-seo risco de existirem problemas de saúde,comportamento, etc. Quando nasce um bebê, afamília toda precisa de um tempo de adaptação ànova situação. Isso não é diferente na adoção;portanto, se alguém resolve adotar uma criança,não deve ter medo de enfrentar esses problemas,porque filho natural também não é garantia defelicidade plena. Histórias de filhos-problemanão são privilégio de pais adotantes. Filhosnaturais também fazem manha, desobedecem,envolvem-se com drogas, são rebeldes, ingratos.A adoção transforma a vida de uma criança, e oadotante deve se compenetrar da granderesponsabilidade que está assumindo e que essasituação é para sempre”. Com esta Cartilha, aComissão da Mulher Advogada da OAB/SM,Subseção de Santa Maria, tem como principalobjetivo, tentar derrubar mitos e esclarecer cadaum dos passos para a adoção, estimulando aguarda, adoção e tutela, como alternativas ainstitucionalização de crianças e adolescentesabandonados. O tema da adoção é tão sério eimportante que, com o passar do tempo, asociedade se mobilizou, se organizou, formoumovimentos de apoio à adoção nos diversosEstados, e a partir daí, muitas medidas foramtomadas para dar ao assunto o destaque que elemerece. No Brasil, pela Lei nº 10.447, de2002, foi instituído o dia 25 de maio, como"Dia Nacional da Adoção".
 
Era uma vez....Era uma vez uma criança que morava numa cidade cheia de gente, com muitascasas, parques e escolas. Ela, porém, não morava em uma casa como as outras criançasque conhecia, que tinham pai, mãe, avós, tios, primos e irmãos, com quem podia brincar,conversar e até mesmo brigar. Ela não. Ela tinha ficado ali, junto com outros meninos emeninas que, como aquela criança, não conviviam com suas famílias.Mas isto não fazia muita diferença para ela, porque tudo já tinha acontecido hámuito tempo, e nada poderia mudar o que já ocorrera. Importava-lhe como seria dali emdiante... Desejava ter pais, irmãos, uma família, assim como as crianças que via passeandono parque, cruzando as ruas de mãos dadas com seus avós, em direção à escola, aoônibus, às lojas. Afinal, lhe diziam, todos têm direito a uma família, direito a ser amado,respeitado, cuidado e preparado para vida; direito à nome e sobrenome, história familiare social; direito a um lar que lhes possibilite crescer e se desenvolver, onde se possaaprender sobre os enigmas da vida, os valores da cidadania e a se tornar homem oumulher, assim como aqueles que os precederam, pais, avós, professores, pessoasimportantes na vida de cada um.Ela sabia também que assim como desejava ter pais, havia muitos adultos quedesejavam ter filhos. Que eram capazes de acolhê-los e amá-los, inserindo-os em suashistórias de vida. Pessoas que entendiam que a filiação se estabelece pelas palavras, poisé somente isso que torna alguém filho de outro: “Eu sou teu pai, eu sou tua mãe e tu ésmeu filho!” Palavras que criam uma nova vida e muitas outras histórias ...A ADOÇÃO é o mecanismo legal que possibilita que esta história se tornerealidade para milhares de crianças e adolescentes, assim como para homens e mulheres.A ADOÇÃO possibilita que novos laços de filiação possam ser estabelecidos a partirde escolhas desejadas, conscientes, livres e responsáveis.Por isso, a importância de conhecermos a realidade de milhares de criançasbrasileiras, que estão à espera de uma família. Para isso, vários desafios são impostos:para vencê-los, precisamos saber que a adoção é, antes de tudo, um gesto legal econsciente de amor.
Dra. Fabiana Arenhart LattuadaJuíza de Direito da 2ª Vara Judicial da Comarca de Torres / RS
Apresentação
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