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Deus na Visao Espirita - Gerson Simões

Deus na Visao Espirita - Gerson Simões

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06/30/2010

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ENTREVISTA CONCEDIDA POR GERSON SIMÕESMONTEIRO A MARCOS LEITE, ASSESSOR DEIMPRENSA DA RÁDIO RIO DE JANEIRO
Tema: Deus na Visão Espírita
MARCOS LEITE (ML) –
Eu gostaria, inicialmente, que você falassepara os ouvintes da Rádio Rio de Janeiro sobre Deus na Visão Espírita.
GERSON (G) –
Falar da figura de Deus constitui sempre uma tarefamuito difícil, embora agradável, tendo em vista a distância que, em todosos aspectos, separa os homens, criaturas finitas e imperfeitas, daincomensurável grandeza e perfeição do Criador. Por isso, escreveu comacerto o professor Milton O'Reiily de Souza: “Deus, a idéia mais alta dopensamento humano, é simples, como motivo de crença e adoração e setorna complexo como motivo de conhecimento e explicação”. Assim, Deusmelhor se sente do que se entende. É como disse Léon Denis: "Há coisasque de tão profundas só se sentem, não se descrevem".
ML
– A idéia de Deus, ao que vejo, varia muito, de acordo com aevolução espiritual de cada criatura. É isso?
G
Sim, essa circunstância foi exposta com muita beleza eprofundidade pelo professor Rubens Romanelli, da seguinte forma:"Viviam num edifício de sete andares, moradores cujos olhos jamaistinham contemplado a luz do sol, a não ser atras das vidraçasdiversamente coloridas de cada pavimento. Encerrados nos limites de seupequeno mundo, cada qual fazia uma idéia diferente quanto à cor da luzsolar. Os moradores do primeiro pavimento diziam que era vermelha,porque vermelhos eram os vidros através dos quais se habituaram a vê-la. Os do segundo pavimento diziam, por sua vez, que era alaranjada,porque alaranjados eram os vidros pelos quais ela diariamente se filtrava.Os do terceiro diziam, pela mesma razão, que era amarela. Os do quartodiziam que era verde. Os do quinto, azul. Os do sexto, anil e os do sétimodiziam que a luz solar era violeta.Certo dia, porém, um morador mais inteligente e indagador resolveusair do edifício, e surpreendido com a luz do sol, que lá no alto sedecompunha na policromia do arcoris, compreendeu logo que cadamorador havia apreendido somente uma parcela da verdade. Tudo sepassava exatamente como se cada um deles, em seu próprio pavimento,tivesse a vio limitada a uma faixa apenas, dentre as sete faixasluminosas do espectro solar. A luz do sol era realmente da cor sob quecada qual a tinha visto, mas era também muito mais do que isso: era asíntese das sete cores. Assim como cada morador via o sol, assim tambémcada criatura humana vê Deus. Situado em diferentes faixas de evolução,cada um o verá sob um aspecto diferente, segundo a coloração do seuentendimento. Chegará, no entanto, um dia em que a criatura
 
transcenderá os augustos limites do seu mundo e compreenderá Deus emsua essência, na síntese de seus atributos".
ML
– Quer dizer, então, que os homens sempre se abstiveram deestudar a figura de Deus por não poderem entendê-lo?
G
Sim. Isso o impediu, absolutamente, que os grandespensadores de todos os tempos, os maiores filósofos e estudiosos noscampos da cosmologia e da metafísica, tivessem dedicado sua inteligênciae seu tempo à pesquisa e ao entendimento da figura do Criador de todasas coisas e seres do Universo, este tomado no sentido amplo. Criaram atéuma ciência para isso: a TEODICÉIA.Dois assuntos principais foram objeto do exame desses estudiosos:a) a existência de Deus, e b) a essência de Deus.DEUS EXISTE? O grande filósofo da França, Descartes, baseia-se nochamado argumento ontológico, para afirmar que sim: eu tenho idéia deum ser, de um ente perfeito; este ente perfeito tem que existir, porque senão existisse faltar-lhe-ia a perfeição da existência e então não seriaperfeito. É o argumento pela evidência.Outro vulto novel do pensamento frans foi Voltaire. Seuraciocínio é prático, ao afirmar: "O Universo me espanta e não possoimaginar que este relógio exista e não tenha relojoeiro". Assim, diante darealidade do Universo, é forçoso reconhecer que ele foi feito por alguém.Se esse alguém não foi o homem, só pode ter sido Deus, mas este nosconcede sempre o benefício da dúvida, não é mesmo?Deve-se, porém, ao famoso S. Tomaz de Aquino, autor da nãomenos famosa Summa Theológica, a prova da existência de Deus maisconvincente, baseada nos
argumentos metafísicos 
.
ML
Antes de citá-los, Gerson, você poderia dizer por que sãochamados metafísicos?
G
Metafísica quer dizer: estudo das ciências não físicas, e fazparte da Filosofia, cujo objeto é o estudo das causas primeiras ouprimárias, das causas supremas. Dessas causas uma é a maior, Deus.Argumentos metafísicos são assim sutis, transcendentes.
ML
Vonos dizia que Tomaz de Aquino, uma das maioresinteligências que o Mundo já conheceu, provou a existência de Deus pelosargumentos metafísicos. Quais são eles?
G
Tomaz de Aquino nos diz que a existência de Deus pode serprovada por cinco vias, que são a do movimento, da causalidade, dosseres contingentes, dos graus de perfeição dos seres e da ordem domundo. Esses argumentos assim se sintetizam: 1 – Se no mundo existemovimento ou mudança, que caracteriza o vir-a-ser, deve existir ummotor primeiro que não seja movido por nenhum outro, pois se tudo fossemovido, teríamos o efeito sem causa; 2 – Há uma causa absolutamenteprimeira, transcendente às causas em geral; assim, se existem as causas
 
segundas, deve existir a causa primeira, porque as causas segundas sãoefeitos.
ML
– Lembramos aqui que os Espíritos definiram Deus como aCausa primária de todas as coisas.
G
– Exatamente. Causa primária ou primeira. Mas vamos aos outrosargumentos: 3 - Existem seres contingentes, que o possuem em simesmos a razão de sua existência, que são mas poderiam não ser; seexistem seres contingentes, deve existir um ser necessário; 4 - Nascoisas existem vários graus de perfeição, referentes à beleza, à bondade,à inteligência, à verdade; então deve haver um ser infinitamente perfeito,porque o relativo exige o absoluto; 5 - Prova pela ordem do mundo, pelaorganização complexa do Universo, pelo governo das coisas, tudo devido auma inteligência ordenadora, superior, absoluta, necessária.
ML
Estamos vendo que somente com sofismas e manifestaincredulidade se podenegar a exisncia de Deus. Do outro lado,estamos vendo que o Espiritismo se estrutura em conceitos filosóficos dosmais elevados. Com relação a Deus, que prova nos oferece o Espiritismoquanto à sua existência?
G
Voviu, Marcos, que as provas citadas o repugnam àinteligência mais lúcida e mais lógica e o Espiritismo nada lhes tem a opor.Quanto à exisncia de Deus, se o houvesse motivos outros paraadmiti-la, este seria bastante, conforme está na Questão 4 de “O Livro dosEspíritos”: “Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?” Resposta: "Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito semcausa. Procurai a Causa de tudo que não é obra do homem e a vossarazão responderá". E Kardec acrescenta: "O universo existe, logo temuma causa". Por isso, repetimos: Deus é a causa primária de todas ascoisas.
ML
– Parece que Meimei tem uma página que bem ilustra esseassunto...
G
É verdade. uma gina simples, mas interessante, deMeimei, na obra "Idéias e Ilustrações", psicografada por Chico Xavier,capítulo 47, que vem a calhar. Ela conta que um velho árabe analfabetoorava com tanto fervor e com tanto carinho cada noite, que, certa vez, orico chefe da grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou:- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quandose nem ao menos sabes ler?O crente fiel respondeu:- Grande senhor, conheço a existência de nosso Pai Celeste pelossinais DELE.- Como assim? Indagou o chefe, admirado.O servo humilde explicou-se:- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, comoreconhece quem a escreveu?

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