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Exmo. Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez
Exmos. Senhores Directores
Apesar de me ter dirigido a si na qualidade de Presidente da FederaçãoPortuguesa de Xadrez (FPX) por três ocasiões, durante os passados mesesde Novembro, no Aeroporto e, por escrito, em Dezembro de 2008, apropósito do que se passou em
Dresden
, durante as Olimpíadas de Xadrez,lastimo que apenas quase 4 meses depois lhe tivesse sido possívelencontrar disponibilidade para me responder. Anoto, com tristeza, este factoindesmentível.Dir-me-á que em 14 de Janeiro me havia respondido. É certo, mas,reconhecerá que essa carta, mais do que uma resposta às questões pormim levantadas, é, sobretudo, um gesto de indignação, por ter entendidoque o assunto veio para a praça pública, através de blogues. Teria,provavelmente, preferido que o assunto ficasse confinado às paredes daFederação. Considero, por isso, com naturalidade, que essa carta não é umaresposta de coisa alguma, para sermos claros.Não lhe devo qualquer explicação, mas esclareçamos, de imediato, e de vez,uma coisa. Não tenho, como nunca tive, nada a ver com blogues. Nuncaantes de 2009 fui leitora de qualquer blogue, desconhecendo, em absoluto,a existência de todos eles.Por isso,
as cartas que escrevi não foram, em qualquer circunstância,enviadas nem por mim nem por nenhuma das jogadoras paraqualquer blogue para publicação ou simples informação. Nuncacometeríamos a indignidade de enviar antecipadamente paraoutrem o que lhe era a si destinado, na sua qualidade de Presidenteda FPX. Que isto fique claro
.Quando me dirigi a si, e sublinho, sempre na qualidade de Presidente daFederação Portuguesa de Xadrez, visto ser uma competição que diz respeitoa todo o país, entendi dar igualmente conhecimento à
família do xadrez 
,através dos seus representantes, tendo por isso, enviado os
email 
s comcópia às associações distritais de xadrez.Mas as cartas que enviei à FPX não eram, como nunca foram abertas e osenhor Presidente sabe e tem de condições para o saber.Não obstante, se eu entendesse o contrário, tenho o direito de o fazer ouserá que a FPX também já toma posições como a Maria Armanda Plácido,que mandou calar toda a Delegação em
Dresden
. Estamos num país livre.
 
 
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O Presidente da FPX encontra-se incomodado por ter tomado conhecimentode informações, notícias e acontecimentos, primeiro através dos blogues.Não fosse a situação demasiado séria e dar-me-ia vontade de rir.Falemos verdade. Segundo afirmou, o Presidente da FPX tomouconhecimento das notícias de
Dresden
, através de dois
email 
s enviados pormim e publicados no dia 5 de Janeiro de 2009, no blogue Casa do Xadrez.Mas esses
email 
s, foram-lhe enviados a si, na sua qualidade de Presidenteda FPX, para os
email 
s oficiais da FPX, nos dias 12 e 31 de Dezembro de2008.Já antes, em 27 de Novembro, o havia alertado no Aeroporto para o facto.De 27 de Novembro a 12 de Dezembro, o senhor Presidente não teveinteresse nem curiosidade em conhecer o que eu sabia sobre o que se haviapassado nas Olimpíadas de
Dresden
nem com a saúde da Ariana Pintor, mas,nem por isso deixou de navegar pelos blogues.Acresce referir ser lamentável que o Presidente da FPX vá primeiro aosblogues e não leia os
email 
s que lhe são enviados.É, por isso, de lamentar que o senhor Presidente, nesta data, não se tivessepreocupado com o que se passou em
Dresden
com a selecção olímpicafeminina, mas apenas em consultar blogues, quando os assuntos abordadoslhe foram remetidos para os
email 
s institucional da FPX e seu pessoal.Se houve “fugas de informação”, e é o senhor que o insinua, há que apurá-las e terá a ver com os seus destinatários – o Presidente, os membros daDirecção, o Presidente do Conselho Fiscal ou o Presidente da Mesa daAssembleia Geral da FPX ou com as Associações que receberam cópia paraconhecimento. Compete-lhe, a si, se se encontra, por qualquer formamelindrado com a situação, solicitar a abertura de um inquérito paraaveriguar de onde partiu a fuga de informações e acalmar a sua inquietação.A acreditar nas suas palavras, a Chefe de Delegação
«assume que lhe foramcriados obstáculos»
. Mas, que obstáculos são esses que nunca sãoconcretizados nem descritos?Não interferi em nada, nem na viagem, nem no hotel, nem em parte alguma.Nem falei com a Chefe de Delegação da FPX.Quais são os obstáculos que criei? O senhor Presidente da FPX tem aobrigação moral, ética e desportiva de me dizer quais são, uma vez que citao “relatório” da Chefe de Delegação. Mas, um excerto já constava da cartade 13 de Dezembro da Maria Armanda Plácido, onde se podia ler que
«Ela não foi uma acompanhante, foi uma pessoa que se intrometeuem todos os assuntos da delegação e criou as situações de que seconsidera agora vítima.»
 
 
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Mas, nem uma carta do Presidente ou da Chefe de Delegação e então(ainda?) Vice-Presidente da Direcção da FPX concretiza o que quer que seja.Deixando no ar apenas insinuações e acusações.Os problemas surgiram logo, quando, no dia da chegada, a Chefe deDelegação pretendeu mandar calar os membros da comitiva portuguesa,pretendendo impedir que o “assunto António Fernandes” fosse abordado.Todos se revoltaram e ninguém fez caso.No dia seguinte, a Capitã de Equipa da selecção olímpica feminina, ofendeu-me, pessoalmente a mim, na presença de toda a selecção feminina, no átriodo hotel onde se encontravam outras pessoas. Resultado: desde entãodeixámo-nos de falar e o meu marido, Capitão de Equipa da selecçãoolímpica masculina, deixou de falar à Chefe de Delegação da FPX,ignorando-a por completo.Quem causou o quê, senhor Presidente da FPX?Ao contrário do que possa supor, não fui a única pessoa a ser violentada nasua dignidade pessoal. Pergunte à jogadora da selecção olímpica e campeãnacional feminina, Ana Baptista, que se encontrava desestabilizada por tersido insultada pela sua companheira e Capitã de Equipa e Chefe deDelegação, que seria suposto estar ali para apoiar as jogadoras. Mas, tinhaque abrir a boca e insultar.Que dignidade, senhor Presidente. E investida em cargo oficial em nome dePortugal. Um exemplo a não seguir. Uma denúncia a efectuar: ao IDP.Pessoalmente, nunca me intrometi na vida pessoal das jogadoras ou deMaria Armanda Plácido nem da FIDE, não obstante ser visita assídua amuitas das Olimpíadas de Xadrez.Dispenso-me, aqui, de invocar a amizade que desfruto junto do Presidente emembros da FIDE. Nesse contexto as organizações atribuem-meacreditação VIP com acesso a todos os locais, incluindo a sala privada daFIDE, onde se reúnem organizadores, presidente e membros da FIDE ecampeões do mundo. É claro que tudo isto se deve ao respeito econsideração que merece o meu marido – o MI Joaquim Durão ex-vice-presidente da FIDE – e afortunadamente extensível a mim.O que se passou com a Ariana e a Ana foi por demais evidente da falta quefez a Capitã de Equipa.Perguntaram-me a mim, mais do que uma vez, se as jogadoras não tinhamcapitã de equipa. Querem saber quem foi? Foram os árbitros. Por duasvezes a Ana Baptista teve problemas de arbitragem e a Capitã de Equipaesteve ausente. Ariana sentiu-se mal e a Capitã de Equipa esteve ausente.
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