• Embed Doc
  • Readcast
  • Collections
  • CommentGo Back
Download
 
 Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009
É a bomba: Cartas polémicas que envolvem asultimas Olimpíadas em Dresden!
.
Durante a tarde recebi o seguinte email-bomba:« Olá a todos,Sinto-me na obrigação de divulgar estas cartas que envolvem a selecçãofeminina nas ultimas olimpíadas realizadas em Dresden!Como podem comprovar o Xadrez Nacional anda neste estado e como jogadores e dirigentes temos que tentar dar a volta por cima!Para alem disso poderão dar a vossa opinião para este e-mail...Aqui vão as cartas, e por favor leiam-nas... »--- x ---D. Rosa Maria Durão escreveu,Exmos. Senhores,Em anexo envio-vos um documento onde relato alguns factos ocorridos naOlimpíada de Dresden que considero muito graves e ultrajantes, quer para obom nome de Portugal como para a minha dignidade e para o respeito quemerecem todos os presentes na Olimpíada. Os actos presenciados e aquirelatados são tanto mais graves quanto foram praticados no exercício defunções de representação nacional para as quais foi nomeada a vice-presidente da FPX, Maria Armanda Plácido, pelo senhor Presidente e pelaDirecção da FPX. Dado que os actos foram praticados em público e afectamdirecta ou indirectamente a comunidade do xadrez português e o país, nãoconsidero estas revelações privadas.Envio-vos a vós, dirigentes nacionais e distritais para que tomem as medidasque considerarem adequadas.Com os melhores cumprimentos,Rosa Maria Durão
 
 --- x ---Exmº senhor presidente da Federação Portuguesa de XadrezExmºs senhores directores da Federação Portuguesa de XadrezExmº senhor presidente do Conselho Fiscal da Federação Portuguesa deXadrezExmº senhor presidente da Mesa da Assembleia Geral da FederaçãoPortuguesa de XadrezC/cAssociações Distritais de XadrezAssociação Portuguesa de Mestres de XadrezMaria Armanda PlácidoExmo. senhor António Bravo,Como lhe disse à nossa chegada ao aeroporto de Lisboa escrevo-lhe a cartasobre os incidentes muito graves que ocorreram em Dresden.Logo no dia da chegada fomos jantar a uma pizzaria, no hotel onde ficámosalojados. Estava-se a falar sobre as posições tomadas pelo AntónioFernandes sobre o processo de convocação para esta Olimpíada quando aMaria Armanda interveio dizendo com prepotência: "eu, como chefe dadelegação, não autorizo que se fale sobre esse tema". Os demais presentes,todos os outros elementos da delegação, revoltaram-se respondendo quetinham o direito de conversarem sobre os temas que entendessem tendomesmo um dos presentes classificado a intervenção como um acto decensura.No dia seguinte, após o pequeno-almoço, estávamos preparados, o meumarido e eu, que o acompanhava, a fim de nos dirigirmos para a reunião decapitães que se realizava na Câmara Municipal, quando a Maria Armandapediu para esperarmos 3 ou 4 minutos enquanto ela ia buscar um casaco.Depois de uma espera de 15 minutos, sem justificação, fomos embora paranão chegarmos atrasados acompanhados do presidente da Federação daGuatemala. Chegados à Câmara Municipal, perante a sala cheia fomossentar-nos na 1ª fila, nuns lugares que se pensava que estavam reservados,em frente ao GM espanhol e capitão da equipa feminina sueca, Juan Bellon.Cerca de 20 minutos a meia hora depois chegou a Maria Armanda que sedirigiu ao meu marido ironizando por não terem esperado por ela e dizendoque tinha chegado a tempo e que só não tinha ficado na 1ª fila. Pelocontrário, a reunião de capitães já tinha começado há cerca de meia hora.Finda a reunião voltamos para o hotel separadamente. Ao chegarmos aohotel tentei uma acção pacificadora explicando, à Maria Armanda, o sucedidoe por que razão tivemos que partir sem esperarmos mais.Afinal, os alemães são conhecidos pela sua organização e pontualidade, enão ficava bem chegar atrasado à reunião de capitães. A Maria Armandaestava reunida com os restantes elementos da equipa feminina e, no fim dareunião, dirigi-me a ela e disse-lhe que tinha que falar com ela para explicaro sucedido ao que a Maria Armanda respondeu dizendo que não falavacomigo. Retorqui que tinha mesmo que explicar o sucedido. A Maria
 
Armanda dirigiu-se-me nos termos "você aqui não é ninguém" e ainda meofendeu com os termos "vai para a merda" expressão que utilizou mais doque uma vez. Respondi-lhe com a expressão "você acaba de ratificar a ideiaque tinha da sua pessoa". A atitude desordeira da senhora Maria Armanda,imprópria de quem foi a Dresdenrepresentar o país com as funções de elemento da selecção, capitã daequipa feminina e delegada ao congresso da Federação Internacional,continuou ao perguntar-me "quer que lhe diga em inglês?". E dirigiu-se-mecom a expressão "fuck you". Ainda lhe disse que podia dizê-lo também emespanhol. A Maria Armanda voltou a repetir a expressão "vai para a merda"e virou as costas e foi-se embora com o marido perante a observação detoda a selecção feminina. Uma atitudeque reputo de profundamente ofensiva, insultuosa, e de um profundo baixonível. Estas expressões foram proferidas no átrio do hotel perante váriaspessoas sendo, também, um desrespeito pelos elementos da selecçãonacional feminina. Uma atitude própria de quem não tem o mínimo perfilpara ocupar as funções que lhe foram entregues, nem para representar opaís nem para estar simplesmente em ambientes e ocasiões deste nível.Descrevi o sucedido ao meu marido o que motivou, desde logo, um corte derelações com a Maria Armanda. Refiro, para atestar a minha credibilidade ea confiança e respeito com que sou tratada pelas organizações do xadrezinternacional, reconheço que em parte devido aos cargos desempenhadospelo meu marido, o MI Joaquim Durão, que o Director da Olimpíada meentregou um cartão de livre trânsito, a pedido de alguns membros da FIDEque me permitiu transitar pela sala onde se realizavam as partidas e que sópodia ser cruzada com autorização. Esta autorização foi muito benéfica poispermitiu-me prestar o auxílio, que se veio a mostrar indispensável, à equipafeminina perante a quase total ausência da capitã da equipa.Saliento ainda mais um caso de total desrespeito por Portugal que foi aintrodução do marido no recinto de jogo com um cartão, que é pessoal eintransmissível, que pertencia a um xadrezista da selecção absoluta e queera suplente nesse dia. Esta atitude poderia ter trazido consequências muitograves para toda a comitiva caso tivesse sido descoberta conhecendo-secomo são os métodos e disciplina alemãs. Não denunciei este caso porrespeito a Portugal. Afinal eles não olham aos meios para atingirem os fins.Uma das xadrezistas da selecção adoeceu logo no 2º dia da Olimpíada tendoeu tirado informações, junto da organização da prova, sobre um médico.Numa situação em que era imperativo utilizar a 5ª jogadora seleccionada,esta não se mostrou disponível para jogar uma única partida o que fez comque Portugal alinhasse, em todas as partidas com uma xadrezista eminferioridade por motivos de saúde. Ao longo da prova foi assistida por ummédico por 3 vezes e teve que dirigir-se uma vez ao hospital onde fezanálises e recebeu tratamento. A capitã da equipa, a senhora MariaArmanda Plácido, ignorou a xadrezista e nunca acompanhou a sua situação.A atitude e comportamento da Maria Armanda foram de atropelo completodas suas funções e das mais elementares regras de humanidade.Em algumas ocasiões escusou-se a estar com a equipa alegando reuniões doCongresso da FIDE, que decorria em paralelo com a Olimpíada. Eu tenho oprograma do Congresso que comprova que só havia sobreposição dehorários em duas jornadas.
of 00

Leave a Comment

You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...
You must be to leave a comment.
Submit
Characters: ...