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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
Associações, e FPX e agora ?
Carta à FPX sobre as Olimpíadas de Dresden
«Caros Dirigentes da FPX,Escrevemos esta carta para relatar algumas situações que se passaram naúltima Olimpíada em Dresden e que pensamos que devem tomar conhecimento. Antes de partirmos para Dresden em Novembro, já nos tinhamos pronunciado desfavoravelmente à escolha da nossa capitã de equipa, lugar que foi preenchido pela Maria Armanda Plácido. Infelizmente, episódios queocorreram durante a Olimpíada vieram reforçar esta opinião. A Maria Armanda Plácido pode ter desempenhado as funções de representante daFPX no Congresso da FIDE mas não desempenhou as funções de capitã deequipa, pois não fez um acompanhamento próximo das suas jogadoras.Infelizmente, uma das jogadoras da equipa feminina, a Ariana Pintor, sentiu-se mal no 2º dia, facto que foi presenciado pelas colegas de equipa, aMargarida Coimbra e a Ana Baptista. Em conversa com a D. Rosa MariaDurão, a Margarida e a Ana referiram que a Ariana não estava bem, e a D.Rosa Maria prontificou-se a ajudar no que fosse preciso. A partir deste momento, a Ariana passou a pedir auxílio à D. Rosa Mariasempre que se sentiu pior, tendo pedido em algumas ocasiões que estivesse presente durante as partidas para se fosse preciso alguma coisa. A D. Rosa
 
 
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Maria ajudou a Ariana sempre que foi preciso, inclusive acompanhou-a aomédico da Olimpíada por três vezes e ao hospital no último dia, também nacompanhia da Margarida e da Ana.Por tudo isto, e por também ter estado presente em inúmeras vezes em quefoi preciso apoio moral e logístico, e por ter partilhado muitos bonsmomentos em Dresden com a nossa equipa, estamos muito agradecidas àD. Rosa Maria pela sua generosidade e disponibilidade.No entanto, nunca a D. Rosa Maria expressou vontade de se tornar nossacapitã de equipa, apesar de ter sido ela a acompanhar a nossa equipa comose fosse tal. Também não tinhamos uma amizade anterior com a D. RosaMaria, éramos apenas conhecidas de alguns torneios.Infelizmente, a Maria Armanda Plácido interessou-se pouco pelas jogadoras,não tendo convivido com elas e procurado saber as suas condições físicas e psicológicas, bem como fornecer todo o apoio moral e logístico que seespera de uma capitã de equipa (já para não falar do apoio técnico xadrezístico que seria esperado de um capitão, mas que aqui não seaplicaria). Nós (Ariana, Margarida e Ana), costumávamos andar juntas, por vezes acompanhadas da D. Rosa Maria e a Maria Armanda alega que nós"fugimos" da sua presença em variadas ocasiões (eléctrico, sala de jantar),no entanto isto nunca aconteceu. O que aconteceu foi um distanciamentonatural após termos presenciado0 alguns episódios que não foram do nossoagrado, contudo nunca rejeitámos qualquer tentativa de aproximação danossa capitã de equipa, estas tentativas não chegaram a acontecer.Os episódios que nos desagradaram ocorreram logo nos primeiros dias. Nodia de chegada, como referiu a D. Rosa Maria na carta que endereçou à FPX,a Maria Armanda ordenou aos restantes membros da comitiva que nãofalassem sobre o assunto da reclamação do António Fernandesrelativamente à constituição da equipa masculina. Se muitos de nós já nãoestavam de acordo com a presença da Maria Armanda na comitiva, estaatitude não favoreceu de todo as relações da Maria Armanda com os jogadores e com a D. Rosa Maria e o MI Joaquim Durão.No dia seguinte, logo de manhã, enquanto a Maria Armanda falava connoscosobre alguns assuntos da equipa feminina, a D. Rosa Maria aproximou-se edisse-lhe que precisava de esclarecer alguns assuntos. Após isto a Maria Armanda tomou uma atitude incompreensível, na nossa opinião, pois disseque não falaria com a D. Rosa Maria. Depois de a D. Rosa Maria insistir queconversassem, a Maria Armanda pegou nos seus papéis para se ir embora,mas antes de sair disse à D. Rosa Maria que ela ali "não era ninguém" eainda a insultou com expressões como "vá à merda" e "fuck you". Nãoconsideramos que este seja um comportamento digno de alguém querepresenta um país numa Olimpíada como chefe de delegação. Para além daóbvia ofensa à D. Rosa Maria, ainda revelou falta de respeito para connosco(equipa feminina) que estávamos a presenciar a situação. Naturalmentedepois deste incidente as nossas relações com a Maria Armanda ficaramfrias, mas também nunca houve interesse da Maria Armanda em reverter asituação.Quando começou o Congresso da FIDE houve ainda maior distanciamento pois a nossa capitã deixou de estar presente durante os jogos e houve duasocasiões em que a Ana necessitou da capitã por problemas de arbitragem ea Maria Armanda não estava presente para ajudar.
 
 
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Posteriormente, já perto do fim do torneio, a Maria Armanda voltou a ter uma atitude ofensiva incompreensível, desta vez com a Ana.Quando à 9ª jornada a Ana se inteirou de que tinha completado uma norma para Mestre Internacional Feminina através da Ariana, ela informou a Maria Armanda de que seria necessário confirmar se podia continuar a jogar semcomprometer a norma. Também referiu que, caso pudesse comprometer anorma, não quereria jogar as duas últimas jornadas, por forma a garantir este resultado. A Maria Armanda apenas concordou com esta situação apósalguma insistência das jogadoras.No dia seguinte de manhã, a Ana foi ter com a Maria Armanda paraconfirmar a situação da sua norma. Verificaram junto da organização que a Ana poderia continuar a jogar que a sua norma não ficaria comprometida. Ainda assim, a Ana desabafou com a Maria Armanda que estava "um poucocansada", no entanto a Maria Armanda informou a Ana de que se nósconseguíssemos um lugar no primeiro terço da tabela, teríamos acesso aoestatuto de alta competição. A Ana respondeu "Por acaso já tenho [direitoao estatuto de alta competição], mas vou jogar pela equipa." (A Ana poderávir a ter o estatuto de alta competição devido ao 3º lugar obtido noMontenegro, no Campeonato Europeu de sub-18 Feminino de semi rápidas.) Aparentemente a Maria Armanda só ouviu que a Ana disse "Por acaso játenho [direito ao estatuto]" e insistiu com isto, levando a crer que a Anateria uma atitude de indiferença perante a restante equipa, coisa que nós,colegas de equipa, sabemos bem que não é verdade. Quando a Ana tentouesclarecer a situação com a Maria Armanda, dizendo-lhe que não tinhaouvido bem a frase e captado o sentido correcto, a Maria Armanda recusou-se a acreditar, chamando-lhe de "mentirosa" e dirigindo-se a outras jogadoras da equipa que presenciaram a discussão, a Margarida e a Ariana,tentando criar discórdia, dizendo "Agora acreditem em quem quiserem." Por todos estes motivos gostariamos que a FPX reflectisse sobre a actuaçãoda Maria Armanda Plácido enquanto capitã de equipa da selecção feminina, eque mostrasse mais respeito sobre a nossa participação em provasinternacionais no futuro, seleccionando capitães que estejam à altura docargo. Atenciosamente, Ana Baptista Ariana Pintor Margarida Coimbra»
 . Publicada por ElToreroBombero em 16:39
Etiquetas
: 2008, Ana Baptista, Ariana Pintor, Carta, Dresden, Dresden 2008,Feminina, FPX, Margarida Coimbra, Olimpiadas, Selecção Nacional de Xadrez
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