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Ano XIX • nº 14 • 2º semestre 2006
 Movimento socialque alimenta 3.500crianças chega aaldeias indígenase inspira projetosem outros Estados
Padre Luiz Facchini, idealizadordas Cozinhas Comunitárias
 
EDITORIAL
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SEMESTRE 2006
 A Cidade da
Solidariedade
I
dealizador de um projeto quealimenta perto de 3.500 criançaspor dia, em zonas pobres, o padreLuiz Facchini acalenta o sonho detransformar Joinville na “cidade dasolidariedade”, como afirma emreportagem publicada nesta RevistaDöhler. Diversas iniciativas em cursosugerem que, devagar, o sonho vai setornando realidade. É o caso dasCozinhas Comunitárias – que acabamde chegar a aldeias indígenas e,graças à adesão espontânea dedezenas de voluntários, debelaram oschamados “focos de fome” nos quatrocantos do município. Também é plenode solidariedade o verdadeiro mutirãoque vem se formando para combateroutra doença social: a violência contraa mulher. Órgãos públicos e entidadesde variadas origens constituem, hoje,uma teia de proteção a essasmulheres que, além de lhes dar abrigonas horas mais críticas, as estimula anão aceitar passivamente a violênciadoméstica, como se fosse parte dosrelacionamentos conjugais. Essemovimento, que coloca objetivoscoletivos acima de eventuaisdiferenças de visão, conta com outroauxílio significativo – um inéditotrabalho desencadeado pelauniversidade para levantar dadosprecisos sobre a violência contra amulher, a partir do qual se garante oembasamento necessário paraidentificar as raízes do problema. Aomenos se deu o primeiro passo.
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UMA CHARGE
PAULO SÉRGIO 
UNS & OUTROS
UM SUCESSO
Festival de música instrumental em Joinville?Teve gente que encarou a idéia com ceticismo,quatro anos atrás, às vésperas de nascer oJoinville Jazz Festival. “Não foram poucos osque tentaram nos demover”, conta Carlos Adauto Vieira, um dos idealizadores desseevento que, na versão 2006, mostrou que veio para ficar. Estiveram por aqui feras como WagnerTiso, Naná Vasconcelos e Egberto Gismonti, talvez a grande estrela até agora – junto com HermetoPaschoal, na estréia. “A vinda de Gismonti demonstrou o respeito alcançado pelo festival. Ele seapresenta quase que exclusivamente na Europa e nos EUA. Seu espetáculo foi um dos raros noBrasil”, sublinha Vieira. Neste ano, o público somou 1.500 pessoas no teatro e 3 mil nos palcosalternativos. “Pelo nível da programação e pela organização impecável, o festival se firmou comoum dos mais respeitados eventos de música instrumental do Brasil”, orgulha-se o presidente doinstituto criado para cuidar dessa iniciativa. Em 2007, adianta o advogado, o projeto é trazer“alguma atração de renome internacional”. Os fãs ficam na torcida.
LEIA REPORTAGEM NA PÁGINA 4
Mestre Gismonti foi a estrela do festival neste ano
UM SORRISO
Écélebre a história do jornalista americanoNorman Cousin, que se curou de uma doença gravegraças... ao riso. Apesar do diagnóstico ruim, eledecidiu que queria viver – e se “alimentar de bom-humor”, proibindo até que qualquer amigo o visitasse se não tivesse uma piada para contar. Hoje,os médicos reconhecem que alto astral faz bem àsaúde, especialmente do coração. E não são raros oscasos em que personalidade e simpatia vencembarreiras. Explica-se:“Nos momentos de dificuldade,é necessário buscar, no baú da vida, todas asinformações positivas e deixar de pensar em coisastristes”, ensina a psicóloga Vivien Köning. É o quefaz o técnico em edificações Sérgio da Cunha. Famoso na vizinhança pelas gargalhadas e por suaconstante alegria de viver, ele garante que esse jeitão ajuda a abrir portas. “Levar a vida comalegria torna tudo mais fácil, num mundo em que temos que dar muito de nós, para superar tantosobstáculos”, defende, antes de confessar uma de suas maiores predileções: assistir às videocassetadas, ao lado da esposa Tânia.
De bem com a vida: Sérgio e Tânia não poupambom-humor para lidar melhor com o dia-a-dia
 
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SEMESTRE 2006
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NESTA REVISTA
VOCÊ VAI LER 
Endereço:
Rua Arno Waldemar Döhler, 145,
¤
(47) 3441-1666
Produção:
Mercado de Comunicação
¤
(47) 3455-1395
Jornalista responsável:
Guilherme Diefenthaeler
(reg. prof. 6207/RS)
Textos:
Ana Ribas Diefenthaeler, Guilherme Diefenthaeler e DaisyTrombetta Velho
E-mail:
contato@mercadodecomunicacao.com.br
Fotografia:
Peninha Machado, banco de imagens e assessoriasde imprensa
Ilustrações:
Paulo Sérgio
Projeto gráfico e diagramação:
Marcelo Duarte
Fotolito:
Arte&Texto
Impressão:
Optagraf
Tiragem:
24 mil exemplaresFILIADA À ABERJE
    R    E    V    I    S    T    A 
SEM MEDO DA PLATÉIA4QUANDO O MASCOTEÉ BOM PARA A SUA SAÚDE7MUTIRÃO PELA PAZ EM CASA14É DIA DE COSTELADA18SAI O LIVRO DO PRÊMIO20
“  A  eisa é uma iniiaiamuioboa e a qualidade doabalho é eelene.” 
 L, 
     w     w     w .      d     o      h      l     e     r .     c     o     m .      b     r      /     r     e     v      i     s      t     a      d     o      h      l     e     r      1      4
Por que vocêescolheu o MercadoMunicipal?
Juntei a gastronomia – umprazer – com meu gostopelo local, um dos maiscarentes em termos deproposta cultural para acidade. Joinville nãomerece isso. Em qualquerlugar, o mercadomunicipal é umaporta para acultura dagastronomia, doartesanato, das etnias.Infelizmente, falta muito para o de Joinvillechegar lá. É um espaço diversificado, quetem fontes de alimento, como pescados, verduras, utensílios, artesanatos, vinhos,grãos. Tem uma praça legal, para feiras.Tem parque infantil, estacionamento, e ficanuma região central com tudo para virarum grande centro gastronômico.
O que falta para isso?
 Apoio dos órgãos competentes. O mercadoé turismo, é cultura. O ideal seria quetodos esses órgãos se juntassem para umarevitalização. A última reforma, acho quefoi em 1982. Isso daria mais visibilidade junto à população. O pessoal tem vontadede melhorar, mas precisa juntar adisposição do Poder Público e o interesseda comunidade em freqüentar, conhecer,cultivar as raízes.
 As pessoas nãoestranham que vocêsirva um cardápiosofisticado bem aolado de uma peixaria?
Sim. É uma coisa cultural.Mas ganhamos adeptossemanalmente. Nosso elocom a peixaria é muitolegal. Essa divisão deespaços proporciona umfluxo de peixes frescos e deépoca. Vantagem para nóse, principalmente, para osclientes. Muita gente nãose dá conta, mas estar junto à peixaria proporciona o prazer decomer produtos frescos e,conseqüentemente, mais saudáveis esaborosos.
Qual é a gastronomia típica deJoinville, o seu prato tradicional?
Muita gente acha que é o marreco comrepolho roxo. Isso não é característico deJoinville, vem da culinária germânica doSul. Tem a ver com a nossa cultura, masJoinville não é mais “alemã”. Há pessoasde todas as raças aqui. Se fosse eleger umprato típico, diria que é o caranguejo. Éum dos únicos que atraem gente de fora.Provavelmente, um restauranteespecializado em caranguejo não pegarianoutro lugar. É mais fácil ensinar quemnasceu com o pé no mangue, com mutucasrodeando as pernas.
UM PAPO
com Therence Mir, gourmet e proprietário da Mercearia Sofia, umrestaurante diferenciado que fica no Mercado Municipal de Joinville.
Leia a entrevista completa no site www.dohler.com.br/revistadohler14
O pão de cada dia
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 “ Pa ra be n i zo-o s  pe la  i n ic ia t i va de  i nc l u i r  u me s paço  pa ra a á rea c u l t u ra l, co m a  p u b l icaçãoda  re po r tage m  so b re a s  ba nda s de  Jo i n v i l le
( e d i ç ã o 1 3 )
.  Pa ra  i n fo r mação,  so mo s  u ma ba nda  ue  ve m  se ndo a po n tada  pe la  m íd iaco mo  u m do s  me l ho re s  t ra ba l ho s i nde pe nde n te s do  S u l do  pa í s. ”
Ronaldo Santiago, ocalista da banda aians
Gos taria de dar os  para béns pe la re por tagem Join vi l le  pisano ace lerador ’ 
(edição 1 3 )
, uea borda a  T A C. O con teúdo icouó timo! ” 
Augu u,aA - egaAumiv a ataee.A.
“ o ona da maéia sobe o po jeo  A 4, do qualenho o oulho de se uma das aionisas, aabeimoida a le esa eisa. o iníc io,despeensiosamene. A o abo da ig ésima páina,peebi que  já inha lido a eisa oda, não apenasolheado. oi quando me lembei do alo eal einaluláel de uma boa publiaç ão empesaial.onalisa que sou,onumaz í ia às banalidades eeos insossos ia de ea aumulados naspubliaç ões empesaiais, onsideo-me one seuapaa dize: podem e que o abalho de oês ale apena.” 
 ,  li   ç ã  
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