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http://angrad.org.br/novidades/estudantes_e_universidades_pedem_r evisao_de_avaliacao_de_ensino/1496/ 
Estudantes
 
e
 
universidades
 
pedem
 
revisão
 
de
 
avaliação
 
de
 
ensino
 
04/12/2008 12:15
Deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), autor do requerimento.
Estudantes e mantenedoras de universidades pediram a reformulação dos novos instrumentos de avaliação eíndices usados pelo Ministério da Educação no ensino superior desde setembro. O assunto foi debatido emaudiência pública da Comissão de Educação, que discutiu o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral deCursos (IGC), recentemente criados pelo MEC.Houve críticas, por exemplo, à suposta supervalorização que os novos critérios dão aos programas de pós-graduação em detrimento da graduação e ao número de doutores no corpo de docentes das instituições. Apresidente da UNE, Lúcia Stumpf, pediu aperfeiçoamentos no IGC e sugeriu que o Exame Nacional de Desempenhodos Estudantes (Enade) tenha menor peso no CPC."O IGC é visto por nós com grande preocupação. Simplesmente somar a nota do Conceito Preliminar de Curso coma nota da Capes e dividir pelo número de alunos não responde às expectativas que os estudantes têm de umaavaliação verdadeira das instituições de ensino superior. Já o Conceito Preliminar de Curso tem 70% de seu pesosobre o Enade. Então, a maior parte da avaliação continua recaindo sobre os estudantes".Lúcia lamentou que a votação do projeto de reforma universitária (PL 7200/06) não avance na Câmara, pois, em suaopinião, a avaliação precisa ser discutida no contexto de uma reforma universitária mais ampla. "Ao mesmo tempoem que responderemos para quê a avaliação deve servir, vamos estar respondendo o que esperamos dasuniversidades brasileiras".Mantenedoras de universidadesO diretor jurídico do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado deSão Paulo (Semesp), José R
 
oberto Covac, disse ser a favor das avaliações, mas também sugeriuaperfeiçoamentos. Ele lembrou que foi discutida a possibilidade de dar maior controle à divulgação dos resultados,inclusive com a oportunidade de defesa das instituições, "não tornando esse conceito preliminar (CPC) comodefinitivo".Ele também ressaltou que os problemas de motivação do aluno em relação ao Enade acabam prejudicando asinstituições. "O aluno pode não fazer a prova, tirar zero e o grande prejudicado é a instituição. Há que se criar critérioque envolva o aluno no compromisso de realizar o Enade". Porém, Reynaldo Fernandes, do Inep, salientou que hojeapenas 2,5% dos estudantes entregam a prova em branco ou nula, principalmente nas instituições públicas.Autor do requerimento que deu origem à audiência pública, o deputado Lobbe Neto (PSDB-SP) disse concordar comos novos mecanismos de avaliação do ensino superior usados pelo MEC, mas também defendeu aperfeiçoamentos.Ele citou o exemplo da polêmica em relação ao número de doutores. "A lei não exige que haja doutores nos cursos,
 
enquanto a avaliação privilegia o número de doutores. E não é só porque é doutor que o professor vai conduzir bema aula. Precisamos aperfeiçoar essa metodologia das avaliações".
 
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Faculdades
 
cobram
 
acima
 
do
 
que
 
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lei
 
permite
 
por
 
emissão
 
de
 
diplomas
 
Universidades e faculdades particulares paulistas descumprem lei estadual que limita a cobrançapara emissão de diplomas a cerca de R$ 70. O valor exigido do formando chega a R$ 300 emalgumas instituições. Quase 1 milhão de alunos cursam o ensino superior privado em São Paulo.Sem o diploma, o recém-formado não pode se registrar como profissional no Ministério doTrabalho ou ingressar em pós-graduação; o documento também é uma exigência em concursospúblicos.A lei está em vigor desde fevereiro. Algumas instituições alegam que o sistema de ensinosuperior no País é regido pelo governo federal e por isso não precisam cumprir determinaçõesestaduais. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, informou que o aluno "tem direito aodiploma, gratuitamente, porque ele é conseqüência do próprio curso". Diz ainda que apenas asinstituições com status de faculdade - que precisam recorrer a universidades para registro dosdiplomas - podem cobrar pelo documento, mas "o valor não deve ser maior que o custo".No Estado, muitas delas registram os diplomas na Universidade de São Paulo (USP), que passoua cobrar neste ano R$ 90 pelo serviço. Segundo a reitoria, há 18 funcionários que trabalham noregistro de diplomas, checando dados e créditos dos estudantes e faculdades. Em 2005, foramcerca de 40 mil documentos, fora os emitidos para alunos da USP, que são gratuitos. O deputadoestadual Donisete Braga (PT), autor da lei, diz que quando o texto foi finalizado, em 2001, ovalor era próximo de R$ 70. Mesmo assim, as instituições ultrapassam o preço cobrado pelaUSP.O formando de Jornalismo Rômulo Augusto Orlandini, de 22 anos, não sabia da existência da leie pagou R$ 145 neste ano para a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)por um diploma simples, em papel. "Eu precisava do documento para me registrar no Ministérioe arrumar um emprego como jornalista", diz. "Agora, quero meu dinheiro de volta." A PUC-Campinas alega que a lei estadual não se aplica à instituição, ligada ao sistema federal.O mesmo informou o Centro Universitário FIEO (UniFieo), que cobra R$ 250 pelo diploma."Nunca atrasei um mês de mensalidade e agora não posso ter o diploma porque não tenho comopagar", diz a motorista Marilda Lessa, cuja filha se formou em Letras na instituição. O valor dodiploma da Universidade Mackenzie é de R$ 120. Segundo a instituição, ele é feito em pele decarneiro e tem impressão especial. O ex-aluno Marcos, que não quis dar seu sobrenome, seformou em Administração na instituição e desistiu de pedir seu documento quando soube do
 
valor. "Não sei como farei para começar um MBA", diz. O Mackenzie informou que passou acobrar o valor estipulado em lei para quem não quiser o diploma especial. Mas o aluno terá defazer o pedido do documento convencional por escrito e pagar também pelo histórico escolar."Eles nos ensinam a cumprir a lei e depois nos pedem para esquecer tudo o que aprendemos", dizo formando da Faculdade de Direito de São Bernardo Thiago Pellegrini Valverde, de 25 anos.Ao requisitar seu diploma em março, foi informado de que deveria pagar R$ 360, o que equivalea 80% da mensalidade do curso. O documento seria confeccionado em pele de carneiro e era aúnica opção oferecida. Valverde entrou com uma ação contra a faculdade, mas perdeu, porque aJustiça entendeu que ele não tinha direito ao limite de valor porque havia se formado antes davigência da lei. A instituição informou que só os que se formaram até 2006 continuarão sendoobrigados a comprar o diploma em pele de carneiro.O MEC e a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Maíra Feltrin,recomendam que os estudantes exijam o cumprimento da lei na Justiça. A interpretação dos juízes pode ser diferente. "Se as instituições prestam serviços em São Paulo precisam seguir asleis estaduais", diz. A Fundação de Defesa e Proteção do Consumidor (Procon) informou que asinstituições podem ser chamadas a comparecer a audiências na entidade, caso haja reclamação dealunos.Há seis meses, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) ingressouno Supremo Tribunal Federal com uma ação de inconstitucionalidade contra a lei, que ainda nãofoi julgada. "Ela fere a autonomia universitária", diz José Roberto Covac, consultor jurídico dosindicato paulista (Semesp).
(O Estado de S. Paulo)
 
 
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Semesp
 
pedirá
 
ao
 
MEC
 
reabertura
 
do
 
prazo
 
de
 
adesão
 
ao
 
Prouni
 
O Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior noEstado de São Paulo) solicitou uma audiência com o ministro da Educação, Tarso Genro, naquarta-feira. O objetivo é expor as razões para a dilação do prazo para adesão das instituições deensino superior ao Prouni (Programa Universidade Para Todos).Pela regulamentação atual do Programa, o encaminhamento das propostas de adesão das IES(instituições de ensino superior) deveria ter sido feito, via internet, até sexta-feira (29), ou, pelocorreio, até hoje (1º) as entidades filantrópicas podem aderir até o dia 5 de novembro. Até aúltima quinta-feira, de acordo com o MEC (Ministério da Educação), cerca de 700 entidadeshaviam preenchido o cadastro de adesão.

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