/  4
 
INFORMATIVO
Sumário
ATOS DO JUDICIÁRIO
w
STJ: Processo Judicial Eletrônico – Regulamentação.....................................................217
w
TRF 2ª R.: Juizados Especiais – Uniformização de Jurisprudência das Turmas Recursais......................215
LEMBRETE
w
Empresário individual – Considerações..................215
DOUTRINAS
w
Pensão alimentícia: o terço salarial contra asfamílias fundadas no amor – 
Mário GonçalvesJúnior
.....................................................................214
w
O juiz e a prova no processo penal, sob o foco daLei 11.690, de 10 de junho de 2008 – 
Ivan Lira deCarvalho
................................................................212
w
Recuperação de empresas do setor educacional – 
Thiago Graça Couto
...............................................207
ESTUDO DE CASOS
w
Policial – Empresa Privada – Vínculoempregatício ..........................................................205
w
Trote universitário ..................................................203
NOTICIÁRIO
Destaques da semana
.......................................202
w
Aviso prévio indenizado: não incide contribui-ção previdenciária
w
Carteira de trabalho: empresa é condenada porextravio
w
Cobrança de dívida: empresa terá que indenizarpor agressão
w
Decisão Suprema: Ministério Público tem poderde investigação
w
Importação de pneus usados: AGU pede proce-dência da ação
w
Novas súmulas: STJ aprova enunciados 371 e372
w
Súmulas 373 e 374: STJ aprova novos enuncia-dos
w
Valor:honoráriosdevemserequitativosemrela-ção à causa
Projetos de lei
...................................................200
w
Atuação de defensor público em inventários,partilhas, separações e divórcios é aprovada naCCJ
w
Isenção de IPI sobre carro usado por pessoa comdeficiência ou taxista pode ser prorrogada até2014
w
Projetoqueexigedivulgaçãodosdadosdelicita-ções na Internet é aprovado na CCJ
w
Projeto reduz lista de pessoas que têm direito àprisão especial e combate o crime do colarinhobranco
w
Recibos: prazo para guarda de documentos po-derá ser de 2 anos
Concursos públicos
...........................................199
w
DECEADEPARTAMENTODECONTROLEDOESPAÇOAÉREO:
cnicodedefesareaecon-trole de tráfego aéreo (Jurídica)
w
DEFENSORIA PÚBLICA-AL:
Defensor Público
w
MINISTÉRIO PÚBLICO-RJ:
Promotor de Justiça
w
MINISTÉRIOPÚBLICO-RN:
PromotordeJustiçaSubstituto
w
POLÍCIA CIVIL-RS:
Delegado de Polícia
w
TJ-PA:
AnalistaJudiciário/OficialdeJustiçaAva-liador
w
TRT-MG:
Juiz Substituto
www.coad.com.br
FECHAMENTO: 13/03/2009 – EXPEDIÇÃO: 15/03/2009 – ANO 29 – 2009 – PÁGINAS: 218/199 – FASCÍCULO SEMANAL Nº 11
ÚLTIMODIÁRIO13/03/2009
 
4. Diversamente do sistema inquisitivo (ou inquisitorial), noqualojuizacumulaasfunçõesdeinvestigação,deacusaçãoe, às vezes, até mesmo da defesa do acusado.5. TEIXEIRA, Sálvio de Figueiredo.
Código de ProcessoCivil Anotado.
6ª ed. São Paulo: Saraiva, 1996, p. 98)6. PRADO, Geraldo.
Sistema Acusatório
– 
A ConformidadeConstitucional das Leis Processuais Penais
. 3ª ed. Rio deJaneiro:
Lumen Juris
, 2005, pp.136 a 137.7. GRINOVER,AdaPellegrini.Ainiciativadojuiznoproces-so penal acusatório. Revista Brasileira de Ciências Crimi-nais, nº 27, p. 71-79, jul. set. 1999, p. 73.8. GRINOVER, Ada Pellegrini.
op. cit 
.9. JARDIM, Afrânio Silva.
Direito Processual Penal.
11ª ed.Rio de Janeiro: Forense, 2003. p. 190.10. OincisoIVteveasuaredaçãoalteradapelaLei11.690/2008e o inciso VII foi acrescentado pela referida lei.11. Por não servir somente para “introduzir” o Código Civil,esse diploma deveria ser chamado “Lei de Introdução aoSistemaJurídicoLegisladodoBrasil”,tamanhaaamplitudedo seu espectro.12. BANDEIRA, Marcos Antonio Santos. Os poderes instrutó-riosdojuiznoprocessopenal:juizespectadoroujuizprota-gonista?. Disponível na Internet:
http://www.amab.com.br/ amab2006/artigos.php?fazer=det&cod=147.
Acesso em1º set. 2008.13. PORTO,MárioMoacyr.EstéticadoDireito.
 RCD
 –RevistadoCursodeDireitodaUniversidadeFederaldoRioGrandedo Norte, v.1, nº 1. Natal: EDUFRN – Editora da UFRN,1996. p. 19.14. ob. cit., p. 19.15. ECO, Umberto.
O nome da rosa
. 42
 ª
imp. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1989. p. 159 e 160.16. MALATESTA, Nicola Framarino dei.
A lógica das pro-vas em matéria criminal 
. vol. I. São Paulo: Saraiva, 1960, p. 22.17. ob. cit., p.26.
Thiago Graça Couto
Advogado Associado da Covac Sociedade de Advogados – Pós-Graduando em DireitProcessual Civil pela PUC-Rio e em Direitda Tecnologia da Informação pela FGV-Rio – mantenedor e desenvolvedor de Advocacia e Tecnologia/Advtecno.com.
RECUPERAÇÃO DE EMPRESASDO SETOR EDUCACIONAL
Considerações Iniciais
A recuperação judicial, extrajudicial e a falência sãoreguladas pela Lei nº 11.101, de 9 de Fevereiro de 2005,sendo aplicável ao empresário e à sociedade empresária.Empresário é pessoa física em pleno gozo de suacapacidade civil e sem impedimento legal, que com habi-tualidadeevisandoolucro,produze/oupromoveacircula-ção de bens ou serviços. Por sociedade empresária, enten-de-se pessoa jurídica, formada por contrato, com fins derealizar atividade com este mesmo propósito.Evidentemente, não estão inclusas no conceito desociedade empresária e, consequentemente, não fazem jusàrecuperaçãodeempresas,asassociõesefundações,eisque as mesmas constituem organizações sem fins econô-micos.Por disposição expressa, também estão excluídas doregime jurídico da Lei 11.101/2005 a empresa pública,sociedade deeconomia mista, instituição financeira públi-ca ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidadede previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, socie-dade de capitalização e outras entidades legalmente equi- paradas às anteriores. Não existe qualquer óbice de que sociedades queatuem no setor educacional façam uso dos mecanismos previstos pela Lei 11.101/2005, notadamente da recupera-ção judicial, desde que tenham escopo empresário.Parafinsilustrativos,cabedestacarasituaçãoenfren-tada pelo Colégio Isaac Newton, de Cuiabá.
1
Em8deJulhode2008,areferidainstituãoteveseu pedido de recuperação deferido pelo juízo estadual. Equi-vocadamente,foidivulgadopelamídialocalqueoColégioestaria fechando as portas, em uma nítida confusão entre oinstitutodarecuperaçãojudicialedafalência,cujadiferen-ciação será feita com maiores detalhes nos itens abaixo.
Da Recuperação Judicial
Existem duas formas de prevenção da falência desociedades empresárias. De um lado, temos a recuperação judiciale,deoutro,aextrajudicialcomposterioreeventualhomologação na justiça.A recuperação judicial propriamente dita tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econô-mico-financeira do devedor, a fim de permitir a manuten-ção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores edos interesses dos credores, promovendo, assim, a preser-
INFORMATIVO 207ADV FASCÍCULO SEMANAL 11/2009 COAD
 
vação da empresa, sua função social e o estímulo à ativi-dade econômica. Pra fins de comparação, a falência, deforma diversa, promove o afastamento do devedor de suasatividades, visando a preservação e otimização da utiliza-ção produtiva dos bens, ativos e recursos produtivos daempresa.Como fins de possibilitar o efetivo reerguimentofinanceiro da empresa, a recuperação judicial preaadoção de diversas medidas comuns ao procedimento defalência, tais como a verificação e habilitação de credores,constituição de administrador judicial, instalação facul-tativa de comitê de credores e realização de assem- bleias-gerais.Além dos já informados requisitos, poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedi-do,exearegularmentesuasatividadesmaisde2(dois)anos e que atenda aos seguintes ditames, cumulativa-mente:“a) Não ser falido e, se o foi, estejam declaradasextintas, por sentença transitada em julgado, as responsa- bilidades daí decorrentes; b) o ter, menos de 5 (cinco) anos, obtidoconcessão de recuperação judicial;c)Não ter, hámenos de8(oito)anos, obtido conces-são de recuperação judicial com base no plano especial para microempresa e empresa de pequeno porte;d)otersidocondenadoouoter,comoadminis-trador ou sócio controlador, pessoa condenada por qual-quer dos crimes previstos na Lei 11.101/2005.”O pedido de recuperação judicial é feito mediante petição inicial e, atendidas às exigências legais, implicarána suspensão do curso da prescrição e de todas as ações eexecuçõesemfacedodevedor,comasseguintesressalvas:“a) Terá prosseguimento no juízo no qual estiver se processando a ação que demandar quantia ilíquida; b) A suspensão das ações e execuções, incluindo asdemandas trabalhistas, em nenhuma hipótese excederá o prazo improrrogável de 180 dias;c)Asexecuçõesdenaturezafiscalnãosãosuspensas pelo deferimento da recuperação, ressalvada a concessãode parcelamentos.
2”
Asuspensãodasaçõeseexecuçõesédeterminadanadecisão que defere o processamento da recuperação, e não pode exceder 180 dias. Desta feita, ao redigir o plano derecuperação,odevedordevepreverque,apósesseperíodo, poderá voltar a sofrer demandas judiciais pelos credores.Todososcréditosexistentesnadatadopedido,aindaque não vencidos estão sujeitos à recuperação. A referidaLei contempla em seu artigo 50,
3
exemplos de instrumen-tosfinanceirosquesãousualmenteempregadosnasupera-ção de crises em empresas.Arecuperaçãodeempresaséinstitutodirecionadoàsempresas viáveis, mas vivenciando períodos financeirosturbulentos. O exame de viabilidade a ser feito pelo Judi-ciárioparaodeferimentodarecuperaçãojudicial,selastreiaemquesitostaiscomoaimportânciasocialdaorganização,volume do ativo e passivo, idade da empresa, mão de obraempregada e porte econômico.Por tratar-se de um procedimento judicial e, conse-quentemente, público, o ingresso do pedido de recupera-çãodeveserrigorosamenteplanejadoeestudado,deformaa ser verificado se esta é realmente a melhor saída para aempresa.
Da Recuperação Extrajudicial
A recuperação extrajudicial se inicia com negocia-ções diretas entre a empresa em dificuldades e seus credo-res, sem a participação de um juiz, que poderá, posterior-mente, homologar o plano aprovado. A ela estão sujeitastodos os credores, excetos os titulares de crédito tributárioe trabalhista.A distinção entre a forma judicial e extrajudicial derecuperação está na ausência de intervenção judicialdurante as negociações sobre o plano e na menor formali-dade de forma geral da modalidade extrajudicial.Importante salientar, que esta forma de recuperaçãonão acarreta suspensão de direitos, ações ou execuções,nemaimpossibilidadedopedidodedecretaçãodefalência pelos credores não sujeitos ao plano.Existem duas hipóteses de homologação judicial do plano de recuperação extrajudicial, que chamaremos deunânime e não unânime.O artigo 162 da Lei 11.1101/2005 cuida da homolo-gação de plano unânime, ou seja, aquele onde houveadesão de todos os credores cujos créditos são alvo doacordo. Neste caso, tendo em vista a firma de todos os afeta-dos pelo plano, a homologação judicial não é condição para os obrigar, sendo, portanto, desnecessária. Os únicosmotivos para homologar-se um plano unânime seria a suamaior solenização e a possibilidade de alienação por hasta judicial de filiais ou unidades produtivas isoladas.
4
 Nocasodeplanoderecuperaçãonãounânime,espe-cificamente em situações onde a empresa conseguiu obter a adesão, não da integralidade, mas de parte significativados credores alcançados pelo plano, poderá o mesmo ser homologado judicialmente desde que conste assinatura de3/5 de todos os créditos de cada espécie abrangidos pelotermo. Com esta homologação, a recuperação tambémvinculará os credores minoritários.Desta feita, conclui-se que a previsão legal da recu- peração extrajudicial, nada mais é do que um estímulo desoluções de mercado para a readequação financeira deempresas em dificuldades. Tal procedimento constitui,sem dúvidas, a modalidade menos traumática para que aorganização se recupere e continue em funcionamento.
INFORMATIVO 206ADV FASCÍCULO SEMANAL 11/2009 COAD

Share & Embed

More from this user

Add a Comment

Characters: ...