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Discurso sobre o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor´s

Discurso sobre o rebaixamento da nota do Brasil pela Standard & Poor´s

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Plenário do Senado, junho de 2013
Plenário do Senado, junho de 2013

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Published by: Aloysio Nunes Ferreira on Jun 10, 2013
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05/14/2014

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SENADO FEDERAL
 
SF
- 201
SECRETARIA-GERAL DA MESA
 
SECRETARIA DE TAQUIGRAFIA
 
D:\USERS\moherdau\Downloads\10-06 Analise econimia pos Standard e Poors.doc 10/06/1319:22
 
O SR. ALOYSIO NUNES FERREIRA
(Bloco/PSDB
 –
SP)
 –
Sr.Presidente...
O SR. PRESIDENTE
(Ruben Figueiró. Bloco/PSDB
 –
MS)
 –
Perdoe-me, Senador. Houve uma falha de minha parte. O orador, agora, é o Senador Mozarildo Cavalcanti, a menos que ele ceda a vez a V. Exª.Senador Mozarildo Cavalcanti, V. Exª cede a vez ao Senador Aloysio?
O SR. MOZARILDO CAVALCANTI
(Bloco/PTB
 –
RR.
Fora domicrofone.
)
 –
S. Exª pode falar antes de mim.
O SR. PRESIDENTE
(Ruben Figueiró. Bloco/PSDB
 –
MS)
 –
Perdoe-me V. Exª pelo lapso.Com a palavra, o Senador Aloysio Nunes.
O SR. ALOYSIO NUNES FERREIRA
(Bloco/PSDB
 –
SP. Pronuncia oseguinte discurso.)
 –
Sr. Presidente, Srs. Senadores, meu caro Senador Mozarildo,se V. Exª quiser... Agradeço imensamente a gentileza de V. Exª e apenas estou mepermitindo aceitá-la porque transcorre agora uma audiência pública na Comissão deConstituição e Justiça, que debate tema a respeito do qual tenho uma iniciativaparlamentar: a maioridade penal. Eu estava na Comissão e para lá devo voltar imediatamente. Agradeço-lhe imensamente. V. Exª é o cavalheiro que todos nósadmiramos. É sempre muito gentil e generoso com seus colegas.Sr. Presidente, Srs. Senadores, na semana passada, uma dessasagências de classificação de risco norte-americanas, muito importante e conhecida,cujas notas são levadas altamente em conta pelos investidores e pelos governos
 –
 
a Agência Standard & Poor’s –
, rebaixou, ou colocou numa linha de rebaixamento,a economia brasileira. O Brasil passa a ser considerado lugar onde os investidorespoderão ter receio de receber de volta o investimento e a aplicação dos recursosaqui feitos. Isso significa o aumento do Risco Brasil, melhor dizendo, levando emconta três fatores basicamente: crescimento econômico muito baixo, pífio; inflaçãoalta, preocupantemente alta; e contas públicas descontroladas. Esses três fatoreslevaram essa agência a elevar 
 –
considerar mais elevado do que no passado
 –
oRisco Brasil.E nesta segunda-feira, Sr. Presidente, melhor dizendo, nesse fim desemana, o jornal
Folha de S.Paulo
publica pesquisa realizada pelo Instituto ligado aeste grupo editorial, o
Datafolha
, em que mostra queda abrupta da popularidade daPresidente Dilma Rousseff, na mesma proporção da avaliação do seu Governo etambém uma diminuição, digamos assim, das expectativas de sua reeleição.Embora continue alta, a taxa daqueles que se declaram dispostos avotar pela recondução da Presidente Dilma para mais um mandato presidencialdiminuiu de três meses para cá. Ao mesmo tempo, aumenta a intenção de voto emcandidato declaradamente de oposição, o Senador Aécio Neves, que preside hoje oPSDB e que se apresentará como candidato nas convenções do ano que vem, epermanece bastante alto o índice de intenção de voto na ex-Senadora Marina Silva,tudo indicando que, com a eventual e cada vez mais provável candidatura doGovernador de Pernambuco, nós teremos segundo turno.Céu de brigadeiro na economia, céu de brigadeiro na política. É o quedizem, embora eu não concorde com esta transposição imediata dos dados daeconomia para os dados da política. Eu até acredito que é o contrário: se tivermos
 
 
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SECRETARIA DE TAQUIGRAFIA
 
D:\USERS\moherdau\Downloads\10-06 Analise econimia pos Standard e Poors.doc 10/06/1319:22
 boa política, teremos boa economia. Mas é lugar comum, é cediço nas análises,nas projeções políticas que, quando há uma situação econômica de prosperidade,de afluência, as pesquisas tendem a favorecer quem está no governo.Evidentemente, é óbvio
 –
todos dizem, e eu concordo
 –
, a pesquisa éuma fotografia do momento. Mas, Sr. Presidente, a fotografia deste momentomostra algo que é muito grave para as ambições de quem está no poder e sesubmeterá a uma reeleição. Há aumento do pessimismo, aumento do número depessoas que acreditam que as coisas não estão indo bem, que a inflação vaiaumentar, que o desemprego vai aumentar, o que se reflete no grau maior dedesconfiança em relação à capacidade do Governo de dar conta do recado.Como os dados transitam da Standard & Poor´s para as pesquisaseleitorais? Esses dados transitam basicamente pela inflação. A mesma pesquisamostra que aqueles setores da população brasileira que têm um nível de rendamais baixo são os que, portanto, mais sentem a corrosão que a inflação provoca nopoder de compra dos seus salários, e é exatamente essa fração da populaçãobrasileira que mais se afasta da reeleição da Presidente Dilma.Mas não é só a inflação. Há outros fatores que se congregam paracriar um quadro de dificuldades para os brasileiros e também para o Governo,fatores noticiados pela imprensa, das mais diferentes formas, frequentando onoticiário de televisão, com mais poder de convencimento do que qualquer programa eleitoral, programa partidário, por mais genial que seja o marqueteiro.Esses dados que são transmitidos, essas informações que são ao cidadãotelespectador vão criando essa desconfiança de que talvez seja a hora de mudar degoverno.É a inflação em alta, como já me referi, são as notícias recorrentessobre o estado de petição de miséria da nossa infraestrutura, sobre os casosemblemáticos da Transnordestina, do canal de transposição das águas do Rio SãoFrancisco; sobre os atrasos das obras do PAC, sobre o superfaturamento das obrasda Copa, dos excessos da Petrobras. Tudo isso frequenta o noticiário dos jornaissob as mais diferentes formas. A deterioração da situação das nossas contasexternas, seja na balança de pagamentos, seja na balança comercial, na balançade transações correntes. O que se vê é que o Brasil vai ficando para trás, que asexportações não dão conta de fornecer divisas para cobrir os nossos dispêndioscom as importações. Vai-se abrindo um fosso, que deve ser coberto por investimentos diretos ou por capital especulativo. A alta de juros traz capitais, mas castiga o povo, aumenta a inflação;as importações não crescem, porque padecemos de crônica falta decompetitividade na nossa economia; a valorização do nosso real contribuiigualmente para a perda de competitividade; a nossa indústria vem sendodesmontada sistematicamente
 –
paciente e sistematicamente, metódica esistematicamente
 –
por um partido cuja força hegemônica é o Partido dosTrabalhadores, originário do movimento sindical do capitalismo industrial brasileiro. As contas internas são obscuras. A nossa contabilidade não éconfiável, ninguém mais acredita nas previsões do Ministro Mantega
 –
previsõesessas que alicerçam, inclusive, uma Lei de Diretrizes Orçamentárias que embuteuma expectativa de crescimento do PIB de 4,5%, que não vai se verificar.
 
 
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D:\USERS\moherdau\Downloads\10-06 Analise econimia pos Standard e Poors.doc 10/06/1319:22
 Há dificuldade de se produzir superávit que permita pagar os juros danossa dívida interna; essa perspectiva de produzir superávits primários é cada vezmais desmentida e, finalmente, abandonada pelo próprio Governo como meta a ser perseguida pela política econômica; a taxa de investimentos no Brasil continuamuito, mas muito aquém do necessário para promover desenvolvimentosustentável.Enfim, Sr. Presidente, é um conjunto de fatos e fatores, que vãochegando ao conhecimento da opinião pública e contribuindo para criar a sensaçãode que é preciso mudar, de que este Governo está esgotado
 –
esgotado na suacapacidade de mudança e na sua capacidade de implementação de políticascoerentes. É um Governo incapaz de sair das políticas de curto prazo, que nãoresolve os problemas do crescimento e que acaba por acumular uma herançamuito, muito negativa, que será recebida pelo próximo governo.Eu não sei o que será do Brasil se a Presidente Dilma for encarregadapelo eleitorado de ser a executora do seu próprio testamento. Somente no que dizrespeito às contas públicas, estamos vendo se acumular um passivo, empurradopara 2015, que por si só constituirá uma bola de ferro presa aos pés do futuroPresidente ou da própria Presidente Dilma, se for reeleita.Refiro-me aos empréstimos do Tesouro ao BNDES. Todos sabemcomo é que acontecem esses empréstimos. O Tesouro capta no mercado e,quando há uma taxa de juros superior àquela que é cobrada pelo banco, adiferença entre esse recurso, que é repassado do Tesouro para o BNDES, para obanco de fomento, essa diferença entre a taxa de juro da captação e a taxa de jurocobrada pelo banco é coberta pelo Tesouro.Somente no ano passado, isso representou, Sr. Presidente, US$12bilhões. Estima-se que, em 2015, essa soma vai chegar a US$50 bilhões. Por que2015? Porque, percebendo que não vai conseguir saudar essa diferença nos anosde 2013/2014, o Governo, mediante uma portaria do Ministério da Fazenda, jogoutudo para 2015.Os números que mostram o comprometimento do Tesouro com essetipo de operação são assustadores. Em 2009, as operações financeiras do BNDESsuscetíveis a esse tipo de operação, chamadas de equalização de juros, eram de44 bilhões. Neste ano, nós já estamos em R$320 bilhões, sem que se saibaexatamente qual é o resultado disso. A política de escolher algumas grandes empresas para seremcampeãs mundiais ou campeãs nacionais não deu nenhum resultado apreciável,até agora, para a população brasileira ou mesmo para o desempenho em geral danossa economia. Nenhum.É o fascínio que o PT tem pelo grande capital e que se expressanessa forma de presente, sem que haja a menor avaliação do resultado disso. Assim como não há a menor avaliação do resultado das desonerações financeiras,das desonerações tributárias, das desonerações de folha que são concedidas amancheias segundo pressões políticas localizadas, mas que vão contribuindo paracriar uma situação fiscal extremamente preocupante no nosso País.Este ano se espera que essas desonerações atinjam o volume deR$70 bilhões. Como é que vai se fechar essa conta não se sabe. O Governoinventa simulacros para mascarar a realidade, como a utilização de recursos do

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