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INTRODUÇÃOA sociedade moderna assiste a um progresso tecnológico jamais imaginado, queultrapassa as previsões dos mais perspicazes futurólogos.O extraordinário progresso técnico-científico, principalmente na área médico- biológica, e o avao econômico-social, não o suficientes para deter no homemcontemporâneo uma certa angústia, que o afasta de si, do outro e da auto-realização.Deve-se isto à massificação da informação, através dos meios de comunicação e dainformática, que por sua vez traz como corolário, uma "desagregação de certos valores quede alguma forma vinham conduzindo a maioria das pessoas e grupos humanos nos seus posicionamentos morais básicos.Esta crise, em fins do século XX, é o reflexo da conturbação moral, em que homemadota uma posição relativista em torno da vida; os juízos de valores e as normas éticas sãoconsideradas meramente uma questão de preferência de cada um, sem qualquer validadeobjetiva.É objeto deste trabalho realizar a distinção entre os vocábulos Ética e Moral; autoreshá que usam os termos indistintamente, enquanto que para outros, considera-se Moral comotradução latina de Ética.Percebe-se que historicamente há diferenças; procuramos, deste modo, analisar adiferença que existe entre os temas.
 
DA ÉTICA E DA MORALMuitos sabem, ou pelos menos intuem o que seja Ética; todavia, explicá-la é tarefadifícil. Além do mais, tentar defini-la seria nos privar de toda a amplitude de seusignificado que pode ainda advir, fruto do desenvolvimento do pensamento humano.Etimologicamente, o termo ética deriva do grego ethos que significa modo de ser,caráter.Designa a reflexão filosófica sobre a moralidade, isto é, sobre as regras e os códigosmorais que norteiam a conduta humana. Sua finalidade é esclarecer e sistematizar as basesdo fato moral e determinar as diretrizes e os princípios abstratos da moral. Neste caso, a ética é uma criação consciente e reflexiva de um filósofo sobre amoralidade, que é, por sua vez, criação espontânea e inconsciente de um grupo.Pode ser entendida como uma reflexão sobre os costumes ou sobre as açõeshumanas em suas diversas manifestações, nas mais diversas áreas.Também,pode ser ela tida como a existência pautada nos costumes consideradoscorretos, ou seja, aquele que se adequar aos padrões vigentes de comportamento numaclasse social, de determinada sociedade e que caso não seja seguido, é passível de coaçãoao cumprimento por meio de punição.Em suma, temos a ética como estudo das ações e dos costumes humanos ou aanálise da própria vida considerada virtuosa.Pode ser considerada ainda como a parte da filosofia que tem como objeto o dever-ser no domínio da ação humana. Distingue-se da ontologia cujo objeto é o ser das coisas.Propõe-se, portanto, a desvendar não aquilo que o homem de fato é, mas aquilo queele "deve fazer" de sua vida. Seu campo é o do juízo de valor e não o do juízo de realidade,ou da existência. Estuda as normas e regras de conduta estabelecidas pelo homem emsociedade, procurando identificar sua natureza, origem, fundamentação racional.Em alguns casos, conclui por formular um conjunto de normas a serem seguidas;em outros, limita-se a refletir sobre os problemas implícitos nas normas que de fato foramestabelecidas.As noções decorrentes de ações advindas de uma ou mais opções entre o bom e omau, ou entre o bem e o mal, relacionam-se com algo a mais: o desejo que todos têm de
 
serem felizes, afastando a angústia, a dor; daí, ficamos satisfeitos conosco mesmos erecebendo a aceitação geral.Para que exista a conduta ética, é necessário que o agente seja consciente, quer dizer, que possua capacidade de discernir entre o bem e o mal (cabe observar agora que agir eticamente é ter condutas de acordo com o bem.Todavia, definir o conteúdo desse bem é problema à parte, pois é uma concepçãoque se transforma pelos tempos).A consciência moral possui a capacidade de discernir entre um e outro e avaliar, julgando o valor das condutas e agir conforme os padrões morais.Por isso, é responsável pelas suas ações e emoções, tornando-se responsáveltambém pelas suas conseqüências.Os valores podem se entendidos como padrões sociais ou princípios aceitos emantidos por pessoas, pela sociedade, dentre outros.Assim, cada um adquire uma percepção individual do que lhe é de valor; possuem pesos diferenciados, de modo que, quando comparados, se tornam mais ou menos valiosos.Tornam-se, sob determinado enfoque, subjetivos, uma vez que dependerão do modode existência de cada pessoa, de suas convicções filosóficas, experiências vividas ou até, decrenças religiosas.Do que foi dito, as pessoas, a sociedade, as classes, cada qual têm seus valores, quedevem ser considerados em qualquer situação.A consciência se manifesta na capacidade de decidir diante de possibilidadesvariadas, decorrentes de alguma ação que será realizada.No processo de escolha das condutas, avalia-se os meios em relação aos fins, pesa-se o que será necessário para realizá-las, quais ações a fazer, e que conseqüências esperar.Assim, para poder deliberar, realizar constantemente as escolhas, é condição básica aliberdade.Para isso, não se pode estar alienado, ou seja, destituído de si, privado por outros, preso aos instintos e às paixões. 
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