Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da ComunicaçãoXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação da Região Sudeste – Juiz de Fora – MG2
1. Do verbal ao infográfico1.1. A predominância do texto escrito
No início do século XIX, as primeiras publicações editoriais brasileirasprivilegiavam o texto escrito na transmissão das informações, principalmente pelaslimitações tecnológicas da época. A primeira revista lançada no Brasil, por exemplo,surgida em 1812, em Salvador, na Bahia, chamava-se As Variedades ou Ensaios daLiteratura e propunha-se a publicar:
“Discursos sobre costumes e virtudes morais e sociais, algumas novelas deescolhido gosto e moral, extratos de história antiga e moderna, nacional ouestrangeira, resumo de viagens, pedaços de autores clássicos portugueses – querem prosa, quer em verso – cuja leitura tenda a formar gosto e pureza nalinguagem, algumas anedotas e artigos que tenham relação com estudoscientíficos propriamente ditos e que possam habilitar os leitores a fazer-lhessentir a importância de novas descobertas filosóficas.” (SCALZO, 2004, p. 27)
Isso significa que, em suas raízes, a mídia revista dedicava espaço e focalizavaseu interesse no texto escrito, assemelhando-se, muitas vezes, aos livros. “Como todasas outras de sua época, Variedades também tinha cara e jeito de livro” (SCALZO, 2004,p. 27), indicando a predominância do texto verbal naquelas revistas.A partir de 1812, surgiram outras publicações: O Patriota (1813), que contavacom colaboradores da elite intelectual do período e propunha-se a divulgar autores etemas da terra; Anais Fluminenses de Ciências, Artes e Literatura (1822), que começoua ampliar os horizontes, trazendo matérias que abarcavam vários campos doconhecimento humano; O Propagador das Ciências Médicas (1827), primeira revistabrasileira especializada; Espelho Diamantino (1827), primeira revista feminina, entreoutras. No entanto, todas tinham vida curta e sofriam com a falta de assinantes erecursos, sendo publicadas poucas vezes e com baixíssimas tiragens
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.O lançamento, em 1837, de Museu Universal, mudou a referência das revistas:
“Refletindo a experiência das Exposições Universais européias que dominam oséculo XIX, com textos leves e acessíveis, a publicação foi feita para umaparcela da população recém-alfabetizada, a quem se queria oferecer cultura eentretenimento. Além dessas inovações, a revista trazia ilustrações.” (SCALZO,2004, p. 28)
Com essa fórmula copiada dos magazines europeus e o avanço das técnicas deimpressão, o jornalismo em revistas brasileiro começou a atingir mais leitores e se
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Tiragem: número de exemplares impressos de uma publicação editorial.
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Olá Cristiane li o início da sua dissertação e achei-a muito interessante. gostaria de lê-la na íntegra, tem condições de você me enviá-la por email? d_n_s@bol.com.br, Obrigada, Denise Alves