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Chartier - A beira da falésia

Chartier - A beira da falésia

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Chartier, Roger. “Introdução”; História intelectual e história das mentalidades; O mundocomo representação.
 À beira da falésia. A história entre certezas e inquietudes.
PortoAlegre: UFRGS, 2002, 277p.- Relações entre discurso e práticas sociais, tentação de apagar as diferenças entre as duas.- Tempo de incertezas, questionamentos e dispersão historiográfica.- Retorno aos arquivos, mas não para “re-copiar o real”, pois o historiador atribui umsentido inédito as palavras dos documentos. Re-introduzir as existências e singularidadesno discurso histórico. Além disso, preocupa a questão das relações entre as categoriasmanipuladas pelos atores e as noções empregadas pela análise. “Por longo tempo, a rupturaentre ambas pareceu a própria condição de discurso científico sobre o mundo social” (p. 9).- “Os historiadores tomaram consciência de que as categorias que manejavam tinham elas próprias uma história e que a história social era necessariamente a história das razões e dosusos destas”.- A concepção fixa e unívoca de atividade profissional não dá conta das relações detrajetórias que definem as identidades.- Desafio da história social: articulação entre as percepções, representações, racionalidadedos atores e a identificação das interdependências desconhecidas que informam suasestratégias.- Superar a oposição clássica: subjetividade individual e determinações (ou objetividade)coletivas. Nesse sentido, o uso de noções de Nobert Elias como “configuração” e “habitussocial”, articulação entre as propriedades sociais objetivas e sua interiorização, quecomanda os pensamentos e ações.- Conflitos e negociações para o reconhecimento das identidades (p. 10).- Noção de representação (três registros de realidade): representações coletivas, queincorporam nos indivíduos as divisões do mundo social e organizam os esquemas de percepção (classificação, julgamento e ações); exibição e estilização das identidades;delegação a representantes da coerência e da estabilização das identidades.- História das relações simbólicas de força: êxito ou fracasso do trabalho dos grupos sobresi mesmos e os outros, para transformar as propriedades objetivas que são comuns aos seusmembros em uma pertença percebida, mostrada e reconhecida. Dominação simbólica na
 
qual os dominados aceitam ou rejeitam as identidades impostas que visam assegurar ou perpetuar seu assujeitamento.- Interesse renovado pelo texto (p. 12). Documentos estudados em si mesmos, em suaorganização discursiva e material, suas condições de produção e suas utilizaçõesestratégicas. A construção dos sentidos de um texto depende das estratégias de escritura eedição, mas também da possibilidade e das imposições próprias a cada da uma das formasmateriais que sustentam os discursos , e das competências, das práticas e das expectativasde cada uma das comunidades de leitores (p. 13). Dimensão reflexiva da representação:dispositivo material apresenta-se como representando algo.- Os historiadores sabem que também produzem textos, no gênero da narrativa (fazer agir os personagens, temporalidade e causalidade). Sobre o pretenso abandono da narrativa: oshistoriadores, assim como os outros, nem sempre fazem o que pensam fazer. Por que ahistória ignorou sua pertença ao gênero da narrativa? Regimes de historicidade que postulavam uma correspondência / coincidência direta entre o passado e sua representação,os discursos históricos (p. 14)- Recusa das posições “pós-modernistas”: a história é comandada por uma intenção e por um princípio de verdade, que o passado é uma realidade exterior ao discurso e que seuconhecimento pode ser controlado (p. 15).- Relação recíproca entre sujeito conhecedor e objeto exterior, “as percepções do mundodos atores tem alguma correspondência com esse mundo e onde critérios, mesmo que sejamhistoricamente construídos, podem ser estabelecidos para distinguir entre afirmaçõesadmissíveis e as que não são”.- Paul Ricoeur: “realismo crítico do conhecimento histórico”, inscrão do sujeitohistoriador e do objeto histórico no mesmo campo temporal. É primeiramente comoherdeiros que os historiadores se colocam em relação ao passado, o passado se perpetua no presente e o afeta (p. 16).- Problema acerca dos critérios de validade explicativa do conhecimento histórico, as regrase operações da disciplina são necessárias, mas não suficientes (p. 17).
 
- Dificuldades de definição da História Intelectual. Recobre o conjunto das formas de pensamento, sem tem um objeto definido
a priori
.- Lutas interdisciplinares próprias a cada campo de forças intelectuais, cujo objetivo é uma posição de hegemonia, que é primeiramente hegemonia do léxico (p. 25).- 1ª geração dos Annales (Febvre): questionamento das categorias tradicionais e a relaçãodas idéias com o contexto. Noção de “aparelhagem mental”: as categorias não são nemuniversais nem redutíveis as do presente, dependem dos instrumentos materiais econceituais, não há progresso contínuo e necessário (p. 30). O historiador, assim como oetnólogo, deve resgatar as representações do passado em sua irredutível especificidade.- Diferença em relação à definição de Panofsky para “hábitos mentais”, como conjunto deesquemas inconscientes e princípios de pensamentos que dão unidade as maneiras de pensar, além das formas de inculcação ou “forças formadoras de hábitos” (p. 32).- Os Annales contribuíram para deslocar o questionamento da história intelectual,compreender não mais as audácias do pensamento, mas os limites do concebível, através deuma história das representações coletivas, das aparelhagens e das categorias intelectuaisdisponíveis e compartilhadas de uma época (p. 33). Febvre realiza, com suas biografiasintelectuais, verdadeira história social, situando seus heróis como testemunhas e produtosde imposições sócias, abrindo caminho para a história das mentalidades.- História das mentalidades: tendo como objeto nem as idéias nem os fundamentossocioeconômicos da sociedade; mais praticada do que teorizada.- Definição de mentalidade: o que os homens de uma época tem em comum, nível cotidianoe automático, revelador do conteúdo impessoal do pensamento, inteligência e sentimento(coletivo e inconsciente). Relacionada as noções de psicologia histórica.- Com o objeto o coletivo, automático e repetitivo pode e deve se fazer contável, daí anecessidade de séries para a história da psicologia coletiva. A história cultural dos anos1960 retoma, para transpor, a história socioeconômica das décadas anteriores (p. 37).- Questões surgidas: uso das fontes (novas e tradicionais), a hierarquização e articulaçãodas durações (tempo curto, conjuntura e longa duração), relações entre os grupos sociais eos níveis culturais (p. 38).- Fundamentos metodológicos da história das mentalidades: novas questões e objetos próprios à investigação etnológica; diferenciações sociais pensadas a partir do cultural (não

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