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O Perispírito e suas modelaçõesLuiz Gonzaga PinheiroPáginas 153 até 160
CAPITULO 41O PERISPÍRITO FRENTE ÀS MORTES PREMATURAS
Na problemática do aborto imagina-te ansiado pelo ingresso em determinadaoficina, de cujo sario e experiência necessitas para efeito deaperfeiçoamento e promoção. Alcançando-a pelo concurso de mãos amigas,alimentas a melhor esperaa. Em tudo, votos de paz e renovaçãoaguardando o futuro. Entretanto, ainda nesta hipótese, observas-te emprofundo abatimento, incapaz de comandar a própria situação. Assemelhas-teao enfermo exausto, sem recursos para te garantires e sem palavra que teexprima, suplicando em silêncio a compaixão e a bondade daqueles aos quaisa sabedoria te confiou a necessidade por algum tempo e a quem prometesreconhecimento e veneração. Mentalizado semelhante painel, reflete nodesapontamento e na dor que te tomariam de assalto se te vissesinesperadamente debaixo de fria e descaridosa expulsão, a pancadas deinstrumentos cortantes ou a jatos de venenosos agentes químicos. Nessascircunstâncias, que sentimentos te caracterizariam a reação?Mensagem de Emmanuel - Psicografia de Chico Xavier 
O PERISPÍRITO FRENTE ÀS MORTES PREMATURAS
1.A GESTAÇÃO COMO MODELAGEM
Quando o perispírito é danificado severamente, compromete o Espírito emrias encarnões, sempre dolorosas, quando o frustradas, pelaimpossibilidade da coexistência pacífica com o físico, de vez que a fôrmadefeituosa não é capaz de produzir uma forma harmoniosa.Tal acontece com o suicida, que desejando anular-se evadindo-se dodesespero de que é tomado, atira-se sobre os trilhos dos trens, lança-seedifício abaixo, retalhase à navalha, ingere ácido e demais gêneros dantescosde superlativa dor. Seu perispírito igualmente macerado, marcado comamputações profundas, sob a ação mental que cristalizou o instante agônico,permanece neste estado anos seguidos, necessitando às vezes, de váriasencarnações para que haja uma remodelagem ou reestruturação celular.Esse Espírito ao encarnar, devido às suas vibrações danosas, pode levar amãe ao desencarne, intoxicando-lhe o corpo, culminando em tragédia em queambos padecem. Tal acontecimento portanto, é de prévia programação noplano espiritual, onde Esritos comprometidos com a lei, aceitam amaternidade nessas condições, resgatando antigas promissórias, cujo débitoaguardava na contabilidade divina o instante da quitação.Muitos desses suicidas necessitam de algumas existências momentâneas nacarne, sobretudo para o contato sico, ocaso em que ocorre umarearrumação nas moléculas perispirituais por força da formação do novo corpo,que funciona qual agente modelador, refazendo estruturas antes trituradas ouretalhadas, sendo esta a causa de muitas mortes prematuras.
 
Apesar de no momento da concepção ligar-se uma rma perispiritualdeformada ao óvulo fecundado, ela vai se revestindo com a matéria orgânica,tomando uma forma humana, forçando as deformações ajustas correções, noque melhora o aspecto anatômico-fisiológico do conjunto, a cada tentativa deencarnação. Braços atrofiados, pernas ressequidas, cabeça desproporcional...Com as tentativas seguintes, conseguese a forma adequada. No mais, com oesquecimento promovido pela redução perispiritual, volta a supremacia doinstinto de sobrevivência, dos automatismos já conquistados pelo Espírito, quesão fatores condicionantes secundários a forçar uma modelação segundo asdeterminações harmoniosas da natureza.
2.O ABORTO
Qualquer que seja o método utilizado para provocar o aborto, este atinge operispírito do reencarnante. É comum chegarem aos hospitais do planoespiritual crianças com suas feições perispirituais totalmente deformadas.Retalhadas, queimadas, esquartejadas, pois as amputações profundas nofísico, desde que o Espírito as assista e com elas se envolva entrando na faixada revolta, vingança ou similares, provocam igualmente amputações noperispírito.Observamos tais crianças alojadas em espécies de berçários, com seus corposapresentando as características do método abortivo pelo qual passaram.Notamos em particular, uma criança de cerca de seis meses, apresentandocicatrizes profundas, sob algo, à semelhança de uma incubadora, dotada decanos transparentes onde se via uma substância azulada que recaía sobre seucorpo. O efeito dessa substância, espécie de luz, era provocar a união nasaberturas epidérmicas, que se mostravam delicadas a princípio, qual tênuepelícula, mas aos poucos se adensavam e suas modelações normalizando otecido cutâneo. A criança reagia e chorava incomodada, qual se sentisse doresprofundas. Explicou-me o dico (instrutor) que a atendia, que aquelasubstância luminosa era um misto do fluido universal com fluido vital, unido aoutro tipo de fluido de natureza superior.No mesmo hospital, em outra ala, em uma escie de UTI, criaasdeformadas jaziam em profundos sangramentos, colocadas dentro derecipientes, qual se fossem réplicas de um corpo infantil, talhadas em fôrmaspara remodelagem dos seus perispíritos. Muitas delas eram apenas restos quenão chegavam a separar-se totalmente, devido a leve película que os unia. Aaparência contudo, era de haverem sido retalhadas ou esquartejadas. Essespedaços eram colocados na referida fôrma, que funcionando qual útero artificialpromovia uma gestação complementar, onde a médio prazo, fazia surgir a pele,os vasos sangüíneos, as unhas e demais óros. É como se um outroperispírito estivesse sendo formado em substituão ao antigo outroradeformado. A mente do Espírito (explica o instrutor) em nada interfere noprocesso modelador, de vez que se encontra em estado semelhante ao comaprovocado, para que a sua atuação mental traumatizada ou quiçá cristalizadanão interfira negativamente na modelagem.
 
Ainda em outra ala, observamos uma criança que se fazia acompanhar por uma sombra de adulto, que a ela se ligava. Esta criança (comentou o instrutor)por ocasião do esquecimento, não perdeu totalmente a consciência. Houveuma redução perispiritual sem a perda total da realidade, o que esprovocando grande confusão mental no Espírito que ora age como criança eora procede como adulto.— Mas por que ele não passou por um esquecimento total?— Ele já desconfiava que seria rejeitado. Sentia-se inseguro e ficou em guarda,na defensiva contra algum gesto agressivo da e. Isso dificultou oesquecimento deixando certas lembranças vivas. Poder-se-ia até dizer que oseu instinto, no setor que zela pela sobrevivência, ficou em alerta, ciente deque adentraria terrenos perigosos ou porto inseguro.A luta entre eles (filho e mãe) já vem de longe, e esta foi mais umaoportunidade perdida no difícil capítulo da reconciliação. Ele deverá passar por um novo processo de esquecimento; total desta vez, para que a sombra que oacompanha (seu corpo mental) igualmente seja reduzida, iniciando ocrescimento normal como as crianças encarnadas na Terra o fazem.— Por que Deus permitiu o reencarne se já sabia antecipadamente queocorreria o aborto?— Deus não tolhe o livre-arbítrio dos Espíritos. Ele sabia que Hitler, Stalin e umsem número de criminosos matariam miles de pessoas. Como aaprendizagem no presente estágio se faz mais sob os impositivos da dor quepelas diretrizes do amor, cada um colhe o que semeia e aprende como lheconvém. Todavia, casos há em que o BASTA divino acaba com as querelas einsubordinações aparentemente sem limites. Se Deus não tivesse em mãos asrédeas do universo, nenhuma certeza teríamos de ver concretizados nossosprojetos de paz e nossos sonhos de felicidade.
3.DESENCARNE NO PERÍODO DE GESTAÇÃO
Em outro contato com o plano espiritual, observamos uma mulher gestantecom várias perfurações a faca. O médico espiritual, Dr. Albert, procedeu aoparto. Através de exame superficial, notamos que as perfurações atingiram acriança, retirada à maneira cesariana e colocada em grande tubo de ensaio.Ela apresentava um braço ressequido no qual destacava-se grande cicatriz.Voltando o olhar para a mãe, notei que seu braço fora decepado, e por apresentar-se cicatrizado à altura da lesão concluí que tal acidente não foramotivado pela arma que a vitimara. Disse o dico: se ele chegasse areencarnar, todos diriam tratar-se de um problema hereditário. Mas não é.Esses dois Espíritos comprometeram-se em encarnações passadas, quando seenvolveram em relação culposa com eventos que provocaram vasta cota desofrimentos a seus irmãos, no que lesaram seus perispíritos. A criança deverácrescer normalmente, e quando atingir a idade de entender a razão de suadeformidade, passará por uma cirurgia reparadora. Deverá saber que aquelaleo é uma conseqüência de seus atos indignos no passado. A mãeigualmente sofrerá cirurgia restaurando suas perfurações.
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