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J. A. DAL COL
PROPOSTA DE REFORMA AGRÁRIA PARA O BRASIL
PROJETO VIDA NOVA NO CAMPO
ÍNDICEINTRODUÇÃOOs problemas do atual modeloA agricultura familiar OBJETIVOS GERAISOBJETIVOS PRIORITÁRIOSFixação no campo com qualidade de vidaCriação de novos empregosAumento das exportações e do turismoAssistência técnica plenaNovos padrões educacionais.Reuniões sociais, esportes e lazer REDEFINIÇÕES FUNDAMENTAIS
 
Novo conceito de “sem terras”Inscrições, seleção e treinamento de candidatosNovo modelo de apoio financeiro e de posse da terraESTUDOS PRELIMINARES NECESSÁRIOSDisponibilização de terras para assentamentosDefinição dos tipos de agrovilasDefinição do formato e porte das agrovilasDEMARCAÇÃO DAS AGROVILASCritérios básicosNúcleo centralGlebas familiaresINFRA-ESTRUTURA E OBRAS INICIAISEstradas externas e malha viária internaÁgua potável e de irrigaçãoEnergia elétricaAproveitamento de madeirasSerraria e marcenariaEquipamentos e veículos necessáriosA OCUPAÇÃO DAS AGROVILASCONSTRUÇÃO DAS EDIFICAÇÕES
 
Características das edificaçõesDivisão do trabalhoAs edificações comunitáriasAs edificações residenciaisO mobiliário residencialOS PRÉ-REQUISITOS DO ESQUEMA PRODUTIVOIntroduçãoA importância da assistência técnicaA importância da preparação da terraA importância das sementes e insumosO INÍCIO DAS ATIVIDADES PRODUTIVASAS AGROINDÚSTRIASO ECO E O AGROTURISMOCONCLUSÕESINTRODUÇÃO"Se as cidades perecerem e os campos forem preservados, ascidades renascerão; mas se os campos forem destruídos, ascidades e tudo o mais desaparecerão para sempre."
Abraham Lincoln.
 
Como a grande maioria dos brasileiros e brasileiras, acreditamos que o nosso paísnecessita de profundas mudanças em suas instituições. Também acreditamos que oBrasil, o gigante adormecido, tem um grande destino a ser cumprido perante o mundo e,por isso, deve dar o exemplo de justiça, de igualdade e de fraternidade, em consonânciacom a síntese da missão de Jesus: a paternidade divina e a irmandade dos sereshumanos.O Brasil tem, no seu imenso potencial agrícola, o grande diferencial em relação aosdemais países do globo. Ele é imbatível nessa questão, tanto do ponto de vista deprodutividade por hectare, como de extensão territorial, clima, topografia e hidrografia. Osucesso do agronegócio, os crescentes níveis de produção e seu peso nas exportações,tem demonstrado o caminho a ser seguido para transformar o nosso país no celeiro domundo.Esta proposta apresenta uma visão integrada e sistêmica de um novo modelo dereforma agrária que envolve uma grande mudança, um salto de qualidade e um novomodo de vida no campo, além de contribuir para diminuir o ritmo de crescimento doscentros urbanos e até, para a sua desconcentração.Apesar de requerer mais investimentos que o modelo atual, ele é viável e, ao longodo tempo, os assentamentos terão seus custos reduzidos pois, em sua essência, o novomodelo é autofinanciado, como veremos ao longo do seu detalhamento. Antes, éconveniente relatar alguns problemas do atual modelo de reforma agria e daagricultura familiar, sua irmã gêmea.
Os problemas do atual modelo
Compete ao Ministério do Desenvolvimento Agrio e ao seu subordinado, oInstituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, a iniciativa e o comandodesse processo. Infelizmente, ele não está sob controle governamental. Apesar dechocante, essa é a realidade. Basta acompanhar os noticrios para descobrir osverdadeiros gestores do atual modelo agrio. Eles eso sempre na ofensiva,pressionando um governo que está sempre na defensiva, à mercê das ações do MST ede suas dissidências.Eles acampam às margens de rodovias, saqueiam cargas invadem propriedadesprivada, independente de serem produtivas ou improdutivas sem se preocuparem comos prejuízos causados. Também saqueiam as áreas invadidas, queimam ou danificamquinas e equipamentos, dentre outras barbaridades privativas de ndalos oucriminosos. Sempre ficam impunes.Às vezes, seus líderes são presos sem, contudo, alterar os rumos ou esvaziar omovimento. Pelo contrário, o MST e seus dissidentes ficam mais audaciosos em suasações e mais radicais em seus pontos-de-vista com relação à reforma agrária e aosproprietários de terras. Com um conjunto de procedimentos incomuns, pressionam ogoverno para desapropriar áreas a serem ocupadas por seus filiados, ou arrebanhadosno campo ou na periferia dos centros urbanos.
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