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Artigo - Agricultura Familiar e Piscicultura Em MS

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A agricultura familiar e a piscicultura como instrumento degeração de renda na pequena propriedade em Mato Grosso do Sul.
porAngelo Mateus Prochmann
1
 
RESUMO
Este artigo tem por objetivo analisar a contribuição da piscicultura na pequena propriedadeem Mato Grosso do Sul, baseado no melhoramento do espaço rural da agricultura familiar. Paratanto, busca-se caracterizar a forma de organização e da produção do pequeno produtor e avaliar aimportância da piscicultura como alternativa econômica à geração de emprego e renda.
ABSTRACT
This article has for objective to analyze the contribution of the fish farming in the smallproperty, based on the improvement of the rural space of the family agriculture. For so much, it islooked for to characterize the organization form and of the production of the small producer.
PALAVRAS-CHAVE
Agricultura Familiar; Renda; Piscicultura;
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Mestre em Agronegócios pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Graduado em Ciências Econômicas eespecialista em Desenvolvimento Regional e Competitividade. Atualmente é Economista da Prefeitura Municipal deCampo Grande.
 
2
1. Introdução
Nas últimas décadas, a agricultura familiar no Brasil vem sendo objeto de estudo e de amplodebate. Muitas teorias discutem o lugar da produção familiar no modo de produção capitalista
2
.Umas colocam ser complementar a organização do trabalho em bases familiares no capitalismo, jáoutras destacam que a unidade de produção familiar não tem os fundamentos do capitalismo(propriedade dissociada do produtor e trabalho assalariado), por isso não há ligação das formas deprodução.As unidades de produção familiar geralmente são classificadas em função de sua vinculaçãocom o fator terra (tamanho das propriedades), o destino final da produção e principalmente a maiorou menor utilização de força-de-trabalho no processo produtivo. As unidades de produção familiarmais próximas às empresas modernas são aquelas que utilizam pouca força-de-trabalho familiar,sem diversificação da produção e destinam sua produção para o mercado, e aquelas unidades deprodução tipicamente familiares são as que produzem para o consumo próprio, muito diversificadase que utilizam a força-de-trabalho familiar intensivamente.O debate sobre os conceitos e a importância relativa da agricultura familiar é intenso,produzindo inúmeras interpretações e concepções, oriundas das diferentes entidades representativasdos pequenos agricultores, dos intelectuais que estudam a área rural e dos técnicos governamentaisencarregados de elaborar as políticas para o setor rural brasileiro.O relatório da FAO/INCRA (INCRA, 1996), faz a distinção da agricultura de modelopatronal e o modelo de agricultura familiar, cujas características são as seguintes:Tabela 1 - Agricultura de modelo patronal e familiar
Modelo Patronal Modelo FamiliarCompleta separação entre gestão e trabalho Trabalho e gestão intimamente relacionadosOrganização centralizada Direção do processo produtivo asseguradadiretamente pelo agricultor e sua famíliaÊnfase na especialização Ênfase na diversificaçãoÊnfase em práticas agrícolas padronizáveis Ênfase na durabilidade dos recursos e na qualidadede vidaTrabalho assalariado predominante Trabalho assalariado complementarTecnologias dirigidas à eliminação de decisões “deterreno” e “de momentoDecisões imediatas, adequadas ao alto grau deimprevisibilidade no processo produtivo
Fonte: INCRA. Diretrizes de Política Agrária e Desenvolvimento Sustentável. Brasília: 1996.
2
A agricultura familiar já foi objeto de críticas e análises de autores clássicos como Marx, Lênim, Kautsky, Chayanov,entre outros. No Brasil, o debate atual acerca da agricultura familiar cresceu a partir dos anos 60 e 70, mas somente nadécada de 90 que surgem estudos e tipologias que aprofundam a análise da questão no país, fazendo surgir diversosautores, como José Eli da Veiga, José Graziano da Silva e Ricardo Abramovay.
 
3Como se pode observar na tabela acima, é visível a importância dada ao fator mão-de-obrana definição da agricultura familiar. Dessa distinção entre agricultura patronal e agricultura familiarelaborada pela FAO/INCRA surgem diversas críticas acerca da metodologia adotada, que pode ounão subestimar um modelo ou outro de produção, que não cabem aqui serem analisadas. Entretanto,é importante observar a colaboração desse estudo por reconhecer a existência de diferentesagricultores em território brasileiro e mais, assumir institucional e politicamente a existência daagricultura familiar.A agricultura familiar também pode ser denominada como consolidada, em transição eperiférica. O relatório da FAO/INCRA (INCRA, 2000a, p.1), classifica três tipos diferentes deagricultura familiar. São eles:
a)
 
os produtores familiares capitalizados (consolidada), que puderam acumular algumcapital em maquinário e terra e que dispõem de mais recursos para a produção; estesprodutores dispõem, em geral, de uma renda agrícola confortável, que os mantémrelativamente afastados do risco de descapitalização e de eliminação do processoprodutivo;
b)
 
alguns podem, até, transformar-se progressivamente em produtores patronais (emtransição), na medida em que aumentam a área de sua propriedade ou que introduzemsistemas de produção que exigem mão-de-obra assalariada; os produtores familiares emcapitalização, cujo nível de renda pode, em situações favoráveis, permitir algumaacumulação de capital; mas esta renda não garante nem segurança nem sustentabilidadepara as unidades produtivas. Desta forma, enquanto parte dos produtores nesta categoriapoderá eventualmente complementar a implantação de sistemas mais capitalizados e quegeram níveis mais elevados de renda, outros podem, em condições adversas, seguir adireção inversa da descapitalização;
c)
 
os produtores familiares em descapitalização (periférica), cujo nível de renda éinsuficiente para assegurar a reprodução da unidade de produção e permanência dafamília; encontram-se nesta última categoria produtores tradicionais em descapitalizaçãoreal e produtores que recorrem a rendas externas para sobreviver (trabalho assalariadotemporário, atividades complementares permanentes, trabalho urbano de alguns membrosda família, aposentadorias, etc.).A agricultura familiar consolidada é constituída por unidades de produção familiarintegradas ao mercado consumidor e com acesso a inovações tecnológicas e a políticas públicas. Aagricultura familiar de transição é constituída por unidades de produção familiar com acesso apenasparcial aos circuitos da inovação tecnológica e ao mercado, sem acesso à maioria das políticas eprogramas governamentais, mas não estão consolidadas como empresas, mas possuindo amplo

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