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Os Bandeirantes, de Mendes Leal

Os Bandeirantes, de Mendes Leal

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MENDES LEAL, José da Silva (1867) — Os bandeirantes. Porto: Typ. do Commercio.
MENDES LEAL, José da Silva (1867) — Os bandeirantes. Porto: Typ. do Commercio.

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Published by: Maria do Rosário Monteiro on Jun 17, 2013
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CHRONICAS
DO
ULTRAMAR
POR
JOSÉ
llA
SIL\.,\
11ENDES
I.EAL
I
OS
BANDEIRANTES
PRil\IEIRO
YOLL~IE
PORTO:
Typo;:;raphia
do
Commer~ln
Rua
da
Ferraria
n.
I~
a
112.
1867
 
INTROOUC~ÃO
Á
rRESENTE
EOI~ÃO
Em
novembro do
anno
passado escrevia
eu
o seguinte
á
illustrada
direcção do
Conune1·ciu
do
P01·to,
onde este romance foi originariamente pu-
blicado:
«:o póde o operario
das
lettras,
quando
em-
punha
a
penna,
deixar
de
pôr
a
mira n'algum
fi-
to prestadio; que a instittúção não consiste só
nas
declamações e maledicencias,
egualmente
malquis-
tadas
com a consciencia e o
bom
senso, de que seforma, com
raras
e honrosas excepções, o que en-
tre
nós se
chama
politica. Não falta,
é
verdade,
quem
inculque
ser
essa unicamente a imprensa,novo
poder
absoluto bastionado
de
não sei
queex-
cepcionaes immtmidades; soalheiro de chascos al-
vares
e critiquices
ignaras,
quando não de acha-vascadas perfidias; areopago tumultuoso que pelasínfimas plebeidades
da
phrase
boçal se conftmde
 
IY
com os mercados mais soltos de língua, e pela padrinhagem
da
fraude com as agencias de contrabando. 1\las isso,
já
se
vê,
não
é
mais do que perversão ephemera, desvio sordido, seguramente transitorio, a que o natural instincto de conservaçãosocial bem depressa
porá
cobro e
fará
austera
jus-
tiça
para
evitar
a dissolução
rapida
e tremenda.
Essa,
com se intitular imprensa e politica, a
meu
vêr
nem é politica
nem
imprensa;
é
uma
industria,
ainda
não
bem
classificada,
c~a
monstruosa historia algum dia esclarecerá
um
dos mais singulares períodos dos nossos delírios. A imprensa politica verdadeira, a proficua, a respeitavel, sabemno todos, é a dos publicistas sinceros que allumiam
as
questões, acatam a verdade, propagam e apu
ram
ideias, descriminam e sustentam princípios,estimulam a actividade
para
o bem, e procuram
guiar
os povos, não perturbai-os, promover os grandes interesses publicos, não suscitar
as
ruins paixões egoístas. Os orgãos
d'
esta imprensa, radiando cada dia sobre as turbas, são como os pharoesque se inflammam cada noute, estrellando as trevas,
para
assignalar o escolho e acautellar do naufragio. Os representantes da outra o como os
fo-
garéos, que a feridade selvagem accende nas praiasinhospitas,
para
illudir o nauta, attrahindo-o aoperigo que lhe entrega a fazenda e a vida
ás
mãosardilosas
da
cobiça desalmada.