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A IMORALIDADE EM CORINTOLição 05 – Autor: OsvarelaTexto Áureo: “
Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vossoespírito, os quais pertencem a Deus
”. I Co. 6.20Leitura bíblica em classe:I Co. 5.1-6;9-11.Verdade Prática:O repúdio ao pecado é uma reação natural da Igreja como Corpo de Cristo, assim como o livrar-se deum vírus o é para o corpo físico.“A questão da moralidade de um povo passa necessariamente, pela questão religiosa, pela teogonia oupelas crenças deste povo”.
Osvarela.
Fundamentos e referencias na Primeira epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios:O dever de purificar a igreja – 5.1 a 6.20.
o
 Da imoralidade – 5.1-13; 6.9-20.
o
 A liberdade e o amor (liberdade com responsabilidade – nos cultos pagãos haviae a imoralidade, sem regras) – 8.1-13.
o
Os alimentos sacrificados aos ídolos. – 2.1-16.
o
Sabedoria humana x sabedoria divina.
o
 Imoralidade e a Divisão: imaturidade e carnalidade – 3.1-4.
Verbetes:Argumento ontológico:- extraído do próprio ser do homem.
Teontologia - é o estudo do ser de Deus, a partir da revelação que ele faz de si mesmo.
Teogonia -Imiscuir - intrometerOntologia
 – filosofia que trata do ser, como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dosseres.
Adj.
 
Ontológico.
Cosmogonia
– narrativa ou doutrina da origem ou formação do universo conhecido, que cada povo, ou cultura,tem em sua cultura.
Cosmologia
– doutrina a respeito dos princípios que governam o universo., conforme o entendimento de cada povo ou cultura
Era
– ponto determinado do tempo, que se toma por base para contagem dos anos; Época.
Érebo
- Erebus era a personificação da escuridão; precisamente o criador das Trevas; ou Érebo nasceu com a Noite, e era o pai de Éter (a mais pura atmosfera) e Hêmera (Dia). A mitologia também descreve Érebo como aRegião Infernal abaixo da terra.
Gnose
– conhecimento esotérico da divindade.
Gnosticismo
– ecletismo que visa conciliar todas as religiões por meio da gnose.
Sarx
– carne, no sentido da substancia do corpo do ser humano; espiritualizando: a natureza mais baixa deuma pessoa, o lugar, [ou sede de onde provem], de desejos pecaminosos.
Pornéia
– 
uso literal:
relação íntima ilícita, incluindo prostituição, devassidão, incesto, libertinagem,adultério, imoralidade habitual. A palavra descreve tanto, a imoralidade física, quanto a espiritual [
uso nosentido metafórico
], significando a idolatria.
I - Introdução:Ao ler a Lição
deste domingo, sobre a imoralidade em Corinto, despertou-me a atenção a questão do contextohistórico e cosmopolita que cercava a Igreja de Corinto.Este contexto que o Apóstolo Paulo, bem conhecia era voltado para as práticas cultuais e religiosas sob afilosofia helênica, aqui filosofia como um conteúdo, ou caldo cultural, que o próprio Paulo experimentara noAreópago.
ATOS DOS Apóstolos 17.21.ss:
Ora, todos os atenienses, como também os estrangeiros que ali residiam, denenhuma outra coisa se ocupavam senão de contar ou de ouvir a última novidade. Então Paulo, estando de péno meio do Areópago, disse:
Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos;
1
 
Veja que Paulo consegue distinguir, seja por sua própria origem cultural, aos pés de Gamaliel, seja pelaoportunidade que se lhe apresentava para falar de Deus aos atenienses, o que era característica de seuministério, ou seja, falar de Cristo, a tempo ou fora de tempo.Com a frase final do
versículo 22
Paulo nos dá a medida exata do que queremos ensinar através destecomentário.a-A religiosidade helênica era embasada:
sobre mitos, e elementos místicos superiores.Ou seja, na formação do Panteão de deuses gregos, a interação entre os deuses era de toda a ordem
:
Vingativa;Criativa;Destrutiva;Permissiva;Traições;Concessão ou retirada de poderes.b- A religiosidade helênica e os padrões morais de Corinto.Somos seres morais bem como sociais.I Co.15. 33. Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.
“As circunstâncias conforme as quais ingressamos neste mundo e as inclinações que já trazemos desde o berço,conjugam-se de tal maneira que o estabelecimento da sociedade humana torna-se uma necessidade”.“As aves ajuntam-se em revoadas, as abelhas em enxames; os instintos foram adaptados às relações sociais queas espécies estabelecem”.“Para os seres humanos, que vivem em sociedade, os princípios morais são indispensáveis. Se cada membro dasociedade dos homens visse banidas as restrições que a sua própria consciência e o senso moral da comunidadelhe impõem, a terra ficaria desolada, ou tornar-se-ia um inferno”.
Isto é fundamental na doutrina paulina, como encontrado na Epístola aos Romanos.c-
Argumento ontológico
:- extraído do próprio ser do homem. Todo homem tem em si aquilo que osteólogos chamam de “senso de Deus” (
 sensus divinitatis
), isto é, a consciência de que deve existir alguémmaior do que ele e do que todas as coisas.Rm. 2. 14.ss. (
 porque, quando os gentios, que não têm lei,
fazem por natureza as coisas da lei,
eles, emboranão tendo lei,
para si mesmos são lei. pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os), no dia emque Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho.Judas ainda fala, corroborando Paulo, ao escrever sua Epístola Universal: 10.
Estes, porém, blasfemam detudo o que não entendem;
e, naquilo que compreendem de modo natural, como os seres irracionais,
mesmo nisso se corrompem.
d- A Educação, ensino e libertinagem que permeava a sociedade de Corinto:
Além de serem educadas através dos mitos, as famílias aristocráticas da Grécia, assim como os reis, e outrascategorias profissionais, como os médicos, possuíam a tradição de se ligarem genealógicamente a antepassadosmíticos, geralmente divinos, ou até mesmo heróicos.
Leia o texto bíblico:I Co.15.29.
De outra maneira,
que farão os que se batizam pelos mortos
? Se absolutamente os mortos nãoressuscitam, por que então se batizam por eles?
Atos 19. 35.ss.
Havendo o escrivão conseguido apaziguar a turba, disse: Varões efésios, que homem há que nãosaiba que a cidade dos efésios é a
guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que caiu deJúpiter?e- Os cultos individuais e das classes:A liturgia dos “cultos aos deuses”,
 pela permissividade, que em Corinto se realizavam no templo de Afrodite,ou seja, mulheres estabelecidas no templo faziam parte do ritual, com práticas carnais.
Os comerciantes
, em outras regiões helênicas, também cultuavam deuses,
como Hermes
, numa tentativa dedeixá-lo satisfeito, e assim conseguir bons resultados em suas vendas ou
como no texto acima – Atos 19.35.Além de serem habituados aos sacrifícios de animais e às orações
, os gregos antigos adotavam um deus particular ou um grupo deles para sua cidade, e os cidadãos construíam templos e o(s) venerava(m).
Essas cidades não possuíam qualquer organização religiosa oficial, mas honravam os deuses em lugaresdeterminados, como Apolo exclusivamente em Delfos.
2
 
II - Concepções greco-romanas:
O mito era o coração da sociedade grega antiga;
Os gregos, crentes nas histórias e nas narrativas dos poetas, estabeleceram rituais, processos, sistemas, cultos e práticas cada vez mais fundamentadas nessas lendas heróicas, para eles, divinas e humanas.
A história mitológica do mundo pode ser dividida em 3 ou 4 grandes períodos:
1.
 Mito da origem ou da era dos deuses
: é a teogonia, o nascimento dos deuses, o mito sobre a origemdo planeta, dos deuses e da raça humana.2.
Era
em que os homens e os deuses se mesclam livremente:
histórias das primeiras interações entredeuses, semi-deuses e mortais juntos.3.
 Era dos heróis (era heróica)
, onde a atividade divina ficou mais limitada. As últimas e maioreslendas heróicas são da Guerra de Tróia e suas consequências (consideradas por alguns investigadorescomo um quarto período separado).Em
 Antiquitates Rerum Divinarum
o escritor Varrão (mas, tem inferência na obra
 De Civitate Dei
, deAgostinho, conserva seu foco), argumenta que, o homem supersticioso teme os deuses.Em sua obra, ele admitia três tipos de deuses:
Os deuses da natureza
: personificações de fenômenos como a chuva e o fogo;
Os deuses dos poetas
: inventados pelos bardos sem escrúpulos para incitar as paixões;
Os deuses da cidade
: inventados pelos sábios legisladores para iluminar e acalmar a população.Através dos mitos, e de outros aspectos de sua cultura, aos gregos antigos são creditadas muitas contribuiçõesao mundo Ocidental de hoje, dentre as quais:• o desenvolvimento harmonioso do corpo e da mente humana;
 
“mens sana in corpore sano”• a cidade autônoma [
a Urbis
];• a concepção da arte [
o belo
];
• a especulação filosófica [
a atividade científica, iniciada no pensamento filosófico
].Teologia:
 
 Nos termos modernos, os antigos gregos não tinham nada que se pudesse chamar de teologiasistematizada.
 
A arte, a literatura e até a arquitetura desse tempo abundava de imagens e descrições de deuses e heróis gregos.
Concepção de um templo grego, onde se reverenciava os deuses
: muitas dessas obras arquitetônicas daGrécia ainda estão preservadas no território do país.Embora muitas vezes confundida com a religião, a mitologia grega é umconjunto de crenças enraizadas em relatos fictícios e imaginários, enquanto queessa outra envolve rituais dentro de procedimentos com a finalidade deestabelecer vínculos com a espiritualidade. Enquanto que, na mitologia os gregosacreditavam que todas as coisas aparentemente inexplicáveis eram fruto dasações divinas de seres que ninguém era capaz de ver, ou então obra de heróis do passado,
a religião, para o homem da Grécia antiga, consistia em cultos aosdeuses do Olimpo, realizados em templos,
é possível concluir que a mitologiados gregos antigos é o conjunto das histórias fabulosas dos heróis e dos deuses (constituindo toda umaliteratura da Grécia), enquanto que a sua religião é, basicamente, os cultos e rituais que a constituem, sob afinalidade de estabelecer vínculos com as divindades da mitologia.Era esta parafernália cultural-filosófica que atingiu a Igreja de Corinto.A obra
Teogonia
de Hesíodo providencia-nos um mito da criação politeísta e uma ampla genealogia dos deusesgregos. Na tardia história da religião clássica, os neoplatonistas inclusive o imperador romano Juliano, o Apóstata,tentaram organizar as religiões clássicas num sistema de crença uniforme ao qual deram o nome de
 Hellênismos
.Juliano também tentou organizar os cultos helenistas e gregos numa hierarquia que se assemelhasse à docristianismo. Estes esforços não tiveram grande resultado.Finalmente, o culto público da religião grega foi considerado ilegal pelo imperador Teodósio I sendo tambémreforçado pelos seus sucessores.A religião grega, estigmatizada como paganismo, a religião do povo rural (
 pagani
), sobreviveu somente naszonas rurais e tendo sido absorvida em ritos e rituais cristianizados.
A - A falácia que queria engodar aos Corintos:
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