[bella] Nada do que eu tinha imaginado em tantas noites insones poderia ter me preparado paraesse momento. Apesar de evitar pensar sobre isso, meu próprio corpo rebelde tinhadecidido ir até o fim o mais rápido possível. Eu não gostava de pensar, me deixavaembaraçada, mas o desejo que eu sentia por Edward se tornava cada dia mais latejante,mais impossível de ignorar. As noites insones se tornavam mais freqüentes, particularmentequando as coisas entre nós ficavam mais intensas, e ele inevitavelmente parava, e seafastava. Nessas horas meu corpo reclamava, pulsando, doendo, ardendo por umasatisfação que me era desconhecida, sobre a qual eu só lera em livros de biologia eromances. Mas aquela necessidade era real. E tão intensa, que, se Edward pudesse ler meus pensamentos – e felizmente ele não conseguia – talvez então ele conseguisse entender minha pressa, minha angústia.E mesmo essa ansiedade, expectativa, necessidade... Nada disso tinha me preparado para afome que se apossou de mim no momento em que nossos corpos se tocaram, livres dasroupas pela primeira vez, no calor da água morna. Todas as células do meu corpo estavamintensamente conscientes da presença dele, do seu cheiro inebriante, da beleza perfeita einfinita do corpo molhado e iluminado pelo luar. Tudo nele me atraía, para cada vez mais perto, como se meu corpo quisesse se fundir ao dele, atingindo assim sua própria perfeição.Eu só podia existir sendo parte dele. Eu pertencia a ele. E eu tinha fome. Tinha pressa. Masele não. Nesses momentos a pressa não existia para Edward Cullen. O tempo parecia seestender, se alongar. Nunca imaginei que em um segundo cabiam tantas coisas, tantarealidade, tanto dele. Em câmera lenta, Edward me levou junto a ele até um ponto mais profundo da praia, e meu coração disparou enlouquecido. Ele não iria desistir, como eutemia. Senti um pouco de culpa, a culpa familiar, sabendo que ele só estava fazendo isso porque eu insistira tanto, sabendo que ele tinha medo das conseqüências, muito mais do queeu, porque ele se responsabilizaria por qualquer coisa que acontecesse. Mas esses pensamentos desapareceram assim que ele me estabilizou em pé na areia, colou novamenteseu corpo ao meu e buscou meu pescoço com os lábios frios.“Devagar agora, Bella,” eu ouvi sua voz rouca e entrecortada. “Eu quero ver, conhecer você. Sonhei muitas vezes com isso.” As palavras foram acompanhadas pelo deslizar desuas mãos pelas minhas costas enquanto os lábios se colavam aos meus novamente. Fogo egelo se mesclavam em mim; era impossível não perceber como sua pele, lábios e línguaeram frios ao toque. A sensação de que eles queimavam sobre mim era de um prazer inigualável, porém o rastro que deixavam ao mudar de lugar não era de frio ou de dor, e simde um calor impossível. Arrepios surgiam nos pontos em que ele me tocava, e se alastravam pelo meu corpo, me causando arrepios e tremores. Enquanto me beijava lentamente,saboreando cada toque, com paciência, as pontas de seus dedos exploravam minhas costasda base da nuca até a curva dos quadris. A língua percorria meus lábios sem pressa,entreabrindo-os e tocando minha própria língua, fazendo movimentos de reconhecimento,de invasão, o que espalhou um calor já familiar no centro de meu corpo, no estômago, eentre as pernas. Ele arriscou uma leve mordida em minha língua. Me senti desfalecer por alguns segundos, respirei mais profundamente, buscando o ar que me faltava. Ele pareceu perceber, e parou por um momento, pousando as palmas da mão em meus quadris,