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Moderna

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Published by: Mariana Milbradt Correa on Jun 20, 2013
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06/20/2013

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1.1- Transformações ocorridas nas relações de produção na Europa na transição do feudalismopara o capitalismo na Europa.O fim da idade Média foi marcado por diversas convulsões, entre elas a crise geral no modo deprodução feudal, que foi na realidade resultado entre outros motivos: da escacasses de grãos,devido ao mau trato do solo; da diminuição da mão de obra, como resultado das constantesfomes e da peste negra; e da crise monetária, uma vez que a moeda ia substituindo aos poucosas outras formas de pagamento.Nesse momento de instabilidade a cidade servia como um chamariz de liberdade para osservos, que viam nesta uma fonte de novas oportunidades ( o ar da cidade faz livre). Aos poucosa mão de obra servil se tornava mais cara e ia conquistando o direito de se libertar da terra, noentanto ainda detinha o direito de posse sobre esta. Essa fase ficou conhecida como um períodoem que a mão de obra era não capitalista, pois embora não pudesse mais ser considerada servil,o trabalhador ainda tinha acesso aos meios de produção e a terra não configurando portanto amão-de-obra capitalista, com o tempo cada vez mais o trabalhador foi sendo privado destes eforçado a ir buscar os produtos necessários no mercado, quando isso se perpetua, se concretizapropriamente a passagem do modo de produção feudal para o capitalista. A Idade Moderna é, por tanto, uma fase, que pode ser considerada de transição, em quesubsistiram muitas das características do modo de produção feudal, convivendo com a crescenteutilização da mão de obra assalariada. Essa especificidade pode ocorrer pelas características docapital mercantil ou manufatureiro, que não exigiam, por si só a ruptura radical com a ordemagraria feudal, Assim podiam se desenvolver dentro dos limites estabelecidos por um feudalismoreorganizado.1.2- o processo de centralização do poder na construção dos Estados Modernos: A centralização do poder nas mãos do monarca não foi certamente um processo fácil ou rápido,foi na realidade resultado da crise geral que havia se instaurado no século XIV que trouxegrandes alterações a sociedade feudal. Nesse período de instabilidade ficou claro que o sistemapolítico feudal não estaria apto a controlar as revoltas dos plebeus, ou ainda de garantir o modode vida da aristocracia, que cada vez mais ficava dependente dos produtos de luxo que a cidadeoferecia ao mesmo tempo em que perdia renda com a crise no modo de produção feudal. Assima concentração do poder no rei foi a solução encontrada, nesse processo os Estados modernospassam a se moldados, tanto em suas dimensões físicas, através das conquistas feitas parachegar a unidade estatal, quanto na construção de seu aparato administrativo, onde a nobreza ealta burguesias se associavam a cargos burocráticos, através de uma rede de privilégios. Atravésda centralização foram introduzidos: os exércitos regulares, uma burocracia permanente, osistema tributário nacional , a codificação do direito e os primórdios de um mercado unificado,todas essas, conquistas dos Estado Modernos.1.3- O papel dos reis da burguesia e dos nobres nesse processo As alterações no quadro econômico advindo da crise do século XIV abalaram seriamente osproprietários e detentores da posse da terra que dependiam da renda senhorial. A fim de resolver os problemas advindos da crise, muitos aristocratas negociaram com o monarca direitos políticos,
 
 jurídicos e até econômicos (fiscais). Obviamente não foi um processo fácil, muitos aristocratasforam contrários em ceder seus direitos, muitos mantiveram ainda algum poder residual. Aburguesia foi nesse sentido muitas vezes beneficiada, mas longe de ocorrer uma aliança rei-burguesia, como muitas vezes já foi ensejado. Acontece que a unificação favorecia a burguesia,ao mesmo tempo em era uma nova organização política para garantir o poder da própriaaristocracia, como uma forma de repressão a população que cada vez mais se insurgia emrebeliões. Foram então lentamente sendo reservadas ao rei as prerrogativas que antes eramdivididas entre os senhores feudais, até que o próprio monarca fosse à representação final doEstado. Quanto a aristocracia, percebe-se que ela foi à realidade promotora da centralização, vezque era com o objetivo de preservar seus poderes que o Estado teve que se reorganizar em umanova ordem política. Quanto à burguesia ela foi certamente beneficiada com a centralização dopoder, em primeiro lugar porque gerava inúmeras oportunidades de lucro oferecidas pelosnegócios com os monarcas e também representava o fim de inúmeros obstáculos feudais ecorporativos que dificultavam e oneravam o transito de mercadorias.2. Escreva um texto sobre o humanismo e o Renascimento, analisando seu contexto histórico eas várias faces da visão antropocêntrica de mundo que eles trouxeram (relação home com anatureza, com a igreja, com a história, as utopias e o período renascentista)O humanismo foi um movimento que iniciou como uma reivindicação de professores quequeriam uma modificação nos padrões de estudo tradicionalmente ministrados, essemovimento acabou por se transformar em algo muito mais abrangente, que criticava a própriacultura tradicional, em que se tentava criar um novo código de comportamentos, centrado noindividuo e em suas capacidades físicas e psíquicas. Ao ver que o homem possuía umacentelha do divino, permitiram que o homem se transformasse a própria natureza, em buscado controle do seu destino, induzia o homem a aumentar suas forças, criando e produzindo,agindo sobre o mundo para transformá-lo de acordo com seu interesse e vontade.
 
No campo da fé pregavam a interiorização e individualização da experiência religiosa, nãoeram ateus e muitos iluministas lutavam por uma religião renovada, mas era comum que suasconstatações fossem contrarias aos dogmas da igreja, além disso, criticavam constantementea igreja por incitar a superstição da população.Quanto sua relação com a história, os humanistas buscaram inspiração na cultura clássica, edescartaram a tradição intelectual medieval, nesse processo passaram a considerar ascircunstâncias dos períodos em que foram escritos os textos e a estudar as característicasdas sociedades e civilizações antigas, aos poucos iniciaram o estudo histórico a respeito dasnovas sociedades urbanas e dos novos Estado monárquicos. As utopias foram recorrentes durante toda idade média, em meio a toda sociedade de medoque se vivia imaginava-se chegar a um local onde houvesse fartura e felicidade, e esseslocais existiam, na imaginação da população, só precisavam ser encontrados. Já as utopiasmodernas eram locais a serem construídos, a sociedade que se vivia era cheia de defeitos,mas poderia ser organizada e funcionar como uma utopia, descrita por exemplo por ThomasMorus, bastava que os homens a construíssem, pois eles tinham capacidade para tanto. Assim as utopias representavam a abolição da imprevisibilidade histórica e dos conflitossociais.O renascimento foi um movimento artístico, patrocinado pelos mecenas e príncipes, que tevena pintura sua principal representante. O renascimento promovia os novos hábitos, valores e

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