Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
0Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
As Teorias Raciais

As Teorias Raciais

Ratings: (0)|Views: 4 |Likes:

More info:

Published by: Mariana Milbradt Correa on Jun 20, 2013
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/20/2013

pdf

text

original

 
AS TEORIAS RACIAIS, UMA CONSTRUÇÃO HISTÓRICA DE FINAIS DO SÉCULO XIX. OCONTEXTO BRASILEIROLilia Mortiz Schwarcz
A antropóloga Lilia M SchawarczNaturalizaçãoda diferença, se dá no fato de que no século XIX, quando se negou o prinmcipiobásico da filosofia da Revolução Francesa, que tentou estabelecer a igualdade entre oshomens, em contextos de conflitos étnicos muito evidentes.O liberalismo teria naturalizado a igualdade ao impô-la em um contexto de profundaafirmação das diferenças. Mas se chegarmos ao século XIX, veremos que o momento é bemdiferente. No final desse século temos uma burguesia orgulhosa com seus avanços e quepretende conquistar tudo. Tratava-se de um momento em que ninguém duvidava doprogresso. Um progresso que caminha rumo à Europa Ocidental, à monogamia, aoindividualismo, à tecnologia, e que não vê mais a noção de perfectibilidade como uma via demão dupla. A ideia de progresso esta ligada a ideia de civilização e o orgulho diante daferrovia.Outro local em que essa burguesia representava seu poder era nos domínios da ciência. Umaciência determinista e positiva, que passava a classificar todos os homens, os animais de formaabsolutamente totaritária. A humanidade progredia em etapas, e os homens faziam parte,cada grupo à sua maneira, de determinados estágios da civilização.Exposições universaus aconteciam com freqüência na década de 70. Nelas cada país espunha oque podia e conhecia, os países europeus apresentavam sua tecnologia, AA África suabarbárie, e o Brasil sua face ao mesmo tempo civilizada e exótica. Afinal a barbárie de uns e acivilização de outros tinham que ser explicadas cientificamente.Tomava força um grande debate que opunha dois grandes grupos: os teóricos domonogenismo e os do poligenismo. Os monogenistas eram os que referendavam asinterpretações da Biblia e da própria revolução Francesa e acreditavam na existência deapenas uam origem. O homens não seriam diferentes, mas apenas desiguais, já que asvariações poderiam ser superadas, na medidae m qye teriam partido do mesmo esteio, de ummesmo núcleo. Sua humanidade não era, portanto negada . Já a interpretação poligenista addiferença afirmavam que os hiomens teriam diferentes origens, teriam partido de diferentescentros de criação, e que eles teriam gerado humanidades plurais e cindidas.De certa forma Darwin da um ponto final nessa discussão.; Mas também deu conceitos como asobrevivência do mais apto, a luta das espécies e adaptação, que começam a naturlizarquestões que eram de ordem social, econômica e política.O que importa pensar é que a humanidade passava a ser dividida. Morgan a dividia emselvageria, barbárie e civilização.O determinismo racial contasta a ideia do individualismo da ilustração, pois não se analisa maiso individuo mas sim o grupo. A relação enre atributos externos, a completa diferença entre

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->