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A inversão do discuso na apropriação das manifestações pela direita elitista e sua mídia

A inversão do discuso na apropriação das manifestações pela direita elitista e sua mídia

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É frenética a competição pela atribuição de sentido a manifestações deste junho que já não possuem sentido unívoco algum. Da tentativa de apropriação pela mídia conservadora, que obteve sucesso em pautar as demandas e insinuar o roteiro das caminhadas, às solenes reflexões sobre o aprofundamento da participação popular e o esgotamento da democracia representativa, nada faltou para obscurecer o já espinhoso desafio de compreender o sucesso e eventuais explosões de coletividades.
É frenética a competição pela atribuição de sentido a manifestações deste junho que já não possuem sentido unívoco algum. Da tentativa de apropriação pela mídia conservadora, que obteve sucesso em pautar as demandas e insinuar o roteiro das caminhadas, às solenes reflexões sobre o aprofundamento da participação popular e o esgotamento da democracia representativa, nada faltou para obscurecer o já espinhoso desafio de compreender o sucesso e eventuais explosões de coletividades.

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Published by: Carlos Antonio Guimarães on Jun 20, 2013
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06/20/2013

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A INVERSÃO DO DISCURSO NA APROPRIAÇÃO DAS
 
MANIFESTAÇÕES PELA DIREITA E SUA MÍDIA
 
CONTRABANDOS AUTORITÁRIOS EM BOA FÉ ALHEIA
 
porWanderley Guilherme dos SantosÉ frenética a competição pela atribuição de sentido a manifestações deste junho que jánão possuem sentido unívoco algum. Da tentativa de apropriação pela mídia conservadora,que obteve sucesso em pautar as demandas e insinuar o roteiro das caminhadas, às solenesreflexões sobre o aprofundamento da participação popular e o esgotamento da democraciarepresentativa, nada faltou para obscurecer o já espinhoso desafio de compreender o sucesso eeventuais explosões de coletividades. Até mesmo a subserviente beatificação da juventude pelosvelhotes assustados com o estigma de superados, caso não adotem o corte de cabelo à moicano,compareceu. Mas em seu tempo, a bem da verdade, nenhum deles foi preservado de cometersandices pela juventude de que desfrutavam.É razoável atribuir ao aumento nas tarifas dos transportes coletivos a força causal quepôs em movimento as primeiras manifestações. A repressão bruta, na cidade de São Paulo, àpasseata de quinta-feira, 13 de junho, forneceu uma razão suficiente para a velocidade inéditacom que manifestações semelhantes se disseminassem horizontalmente em várias capitais. Aosaírem às ruas, na segunda-feira, dia 17, o que as marchas conquistaram em adesão extensaperderam em unidade reivindicatória. Do mesmo modo, a causalidade que mobilizava opovaréu tornou-se múltipla e não automaticamente coerente. A lista de reivindicaçõesavolumou-se, fragmentando os grupos de interesse e anunciando o óbvio: é impossível atendercompleta e instantaneamente a todas as deficiências do país. Insistir nisso é torcer por umimpasse sem negociação crível. O clima ficou grávido de sinais disparatados, com a ausência decoordenação de legitimidade reconhecida. Paraíso para todos os oportunismos, charlatanices,além dos equívocos de boa fé.Nada a ver com os
“cara
 
pintadas”
do
“Fora
 
Collor”.
À época, todos foram às ruascom o mesmo e único propósito: o impedimento do presidente . Princípio causal único domovimento, indicava o que era apropriado e o que não era apropriado fazer. Não haviasentido, para o objetivo comum, promover depredações, alienar aliados ou desrespeitaradversários. Muito menos aproveitar a audiência para fazer propaganda de algum interessefaccioso. Agora, a que vem a PEC 37, por exemplo, nas manifestações sobre aumento depassagens de coletivos?
 – 
Trata-se de um aprofundamento do processo decisório, dirão alguns

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