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Apolonio de Tiana

Apolonio de Tiana

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06/23/2013

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APOLÔNIO DE TIANA
O Filósofo, Explorador e Reformador Socialdo Primeiro Século depois de Cristo
G.R.S.Mead
Edição de 1901
 
Tradução de
 
Ricardo A. Frantz
 
CONTEÚDO
 
Para o estudioso das origens do Cristianismo naturalmente não há período nahistória ocidental de maior interesse e importância do que o primeiro século denossa era; e mesmo assim quão comparativamente pouco é conhecido sobre ele denatureza realmente definida e confiável. Se já é tão lamentável que nenhum escritor não-Cristão do primeiro século tenha tido intuição suficiente do futuro para registrar sequer uma só linha de informação referente ao nascimento e crescimento do queviria a ser a religião do mundo ocidental, igualmente desapontador é encontrar tãopouca informação definida sobre as condições sociais e religiosas gerais da época.Os governantes e as guerras do Império parecem ter constituído o interesseprincipal dos historiógrafos do século seguinte, e mesmo neste departamento dehistória política, ainda que os atos públicos dos Imperadores possam ser bastantebem conhecidos, pois os podemos averiguar por registros e inscrições, quandopassamos aos seus atos e motivos privados já não nos encontramos mais noterreno da história, mas geralmente na atmosfera do preconceito, escândalo eespeculação. Os atos políticos dos Imperadores e seus oficiais, entretanto, podem
 
no máximo lançar só uma tênue luz sobre as condições sociais gerais da época,mas já não iluminam nada das condições religiosas, exceto até onde de algummodo estas contatem o âmbito da política. Também poderíamos tentar reconstruir uma imagem da vida religiosa da época a partir dos atos e editos Imperiais tantoquanto poderíamos formar alguma idéia da religião privada deste país a partir deum estudo dos estatutos e anais das sessões do Congresso. As chamadas Histórias Romanas, com as quais estamos bem familiarizados, nãopodem nos ajudar na reconstrução de uma imagem do ambiente onde, de um lado,Paulo conduziu a nova fé na Ásia Menor, Grécia e Roma; e onde, de outro lado, já aencontramos estabelecida nos distritos margeando o sudeste do Mediterrâneo. Ésomente reunindo laboriosamente migalhas isoladas de informação e fragmentosde inscrições que nos tornamos cônscios da existência da vida de um mundo deassociações religiosas e cultos privados que existiam neste período. Não quemesmo assim tenhamos qualquer informação muito direta do que ocorria nestasassociações, guildas e irmandades; mas temos evidências suficientes para fazer-nos lamentar agudamente a ausência de um conhecimento adicional.Mesmo que este seja um campo difícil de lavrar, é extraordinariamente fértil eminteresse, e é de lastimarmos que comparativamente tão pouco trabalho tenha sidofeito nele até agora; e que, como ocorre tão amiúde, em sua maior parte sejainacessível ao leitor em português. O trabalho que já foi feito sobre este assunto emespecial pode ser conferido através da nota bibliográfica anexa a este ensaio, naqual é dada uma lista de livros e artigos tratando das associações religiosas entreos gregos e entre os romanos. Mas se procurarmos obter uma visão geral dasituação dos assuntos religiosos no primeiro século, nos encontramos desprovidosde um guia confiável; pois tratando deste assunto particular há só poucos livros, eneles aprendemos pouco, que não interessa diretamente, ou imagina-se queinteresse, ao Cristianismo; enquanto que, no nosso caso, é justamente sobre oestado do mundo religioso não-Cristão que desejamos ser informados.Se, por exemplo, o leitor dirigir-se a trabalhos de história geral como o de Merivale,
History os the Romans under the Empire (História dos Romanos sob o Império –Londres, 1865),
ele encontrará, de fato, no capítulo iv, uma descrição do estado dareligião até a morte de Nero, mas aprenderá pouco de seu estudo. Se ele recorrer à
Geschichte der römischen Kaiserreichs unter der Regierung des Nero (História doImpério Romano sob o Reinado de Nero
 – Berlin, 1872), de Hermann Schiller, eleencontrará muitas razões para abandonar as opiniões vulgares sobre osmonstruosos crimes imputados a Nero, como de fato poderia fazer pela leitura doartigo de G.H.Lewes
Was Nero a Monster? (Nero foi um Monstro?
Cornhill Magazine
, julho de 1863) – e ele também encontrará no livro IV, capítulo III, umavisão geral da religião e da filosofia da época que é muito mais inteligente que a deMerivale; mas tudo ainda é muito vago e insatisfatório, e nos sentimos fora da vida

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