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De Maputo

De Maputo

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07/04/2013

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“De Maputo”
n'A Pequena GaleriaFotografias de José Cabral e Luís Basto, e também de Rogério Pereirae Moira Forjaz (duas pequenas homenagens)Entre o pioneiro Ricardo Rangel e os novos fotógrafos que têm passado peloBES Photo e o Próximo Futuro da Gulbenkian – Mário Macilau,Mauro PintoeFilipe Branquinho–, existem as obras dos que divergiram do que se podechamar a escola moçambicana de fotografia, a tradição fotojornalística ehumanista, que conta, aliás, com um número extenso de bons autores. JoséCabral (n. 1952, Maputo) é o homem da ruptura, que veio trazer ao colectivo dafotografia de Moçambique a necessidade do discurso pessoal, fundado numconhecimento alargado da fotografia internacional e na abertura a interessesculturais amplos, para além do quadro nacional e africano.A referência autobiográfica presente nas suas últimas três exposições (“AsLinhas da Minha Mão”, 2006 Maputo, 3º Photofesta; “Anjos Urbanos / UrbanAngels”, 2009, P4 Photography, Lisboa, eMaputo; “Espelhos Quebrados”, 2012,Maputo) é uma contribuição corajosa parapôr em evidência o papel e o lugar de quemobserva, e que assim, ao expor também asua história própria, intervém lucidamentecomo artista nos acontecimentos dopresente de um país em mudança. Durante edepois da dinâmica colectiva, com as suasvicissitudes imprevistas, e também terríveis,era tempo de cada um se interrogar a simesmo e ao possível sentido do percursocomum. Vêem-se agora em “De Maputo”obras escolhidas dessas três exposições: aantologia pessoal, as crianças (os filhos deCabral e os dos outros, com uma óbviadiferenciação de cor de pele e de meiossociais) e por fim os quase auto-retratos quesinalizam percursos de vida e relações(agora sob o título geral "De Perto").
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José Cabral é hoje a referência cultural e o mestre indisciplinado dos jovensfotógrafos, com uma extensa obra realizada desde que em 1975 começou atrabalhar como fotógrafo no Instituto Nacional de Cinema, a que se seguiramalguns poucos anos de repórter fotográfico de agência, depois no
 Notícias
e no
 Domingo
, com Rangel em 1981-82, mais tarde professor no Centro de FormaçãoFotográfica, de 1986 a 1990. Em 1996 publicou o primeiro livro
 A Guerra da Água
, edição da Ébano Multimédia associada ao filme de Licínio de Azevedocom o mesmo nome (a cores, com problemas de impressão). Tem tentado vivercomo fotógrafo em Maputo, o que é bem difícil.Luís Basto (n. 1969, Maputo) é igualmente um autodidacta, com um discursopróprio e reconhecido, que esteve presente em colectivas internacionais como“Africa Remix” (2004) e “SnapJudgments – new positions incontemporary africanphotography” (2006) de Orkui Enwezor,aqui como único representante deMoçambique. Ao mesmo tempo que temconstruído um grande banco de imagensdocumentais dopaís(www.mozambiquephotos.com
 
),
é umfotógrafo da cidade e da capacidade desobreviver que aí se refugia: "Os anosvazios passaram; com eles o destino deuma geração que deveria combater pelasrazões de outros homens. Muitos nascidosna paz não têm memória das vidasfragmentadas que inundavam a cidadecomo almas penadas. Donde viemos eonde estamos agora enquadra-se menosno tempo que nas dimensões de espaço dacidade. Estamos nas janelas, atrás dasportas, cidadãos reflectidos em todas asnossas contradições." – Berry Bickle eLuís Basto, em
 Luís Basto fotógrafo
,2004, Éditions de l’Oeil, Montreuil.
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Recuando no tempo, a exposição inclui duas obras de dois autores que, demodos diferentes, trouxeram a experiência adquirida na Rodésia e na África doSul para desenvolver em Maputo percursos originais e independentes nos anosposteriores à independência, depois interrompidos.
Rogério Pereira foi um fotógrafo e fotojornalista com itinerário na África do Sul(1968-1977), em Moçambique (1973-1979) e em Portugal (1979-1987), que sedestacou com uma produção politicamente empenhada e inquieta, de grandeexigência formal. Nasceu em 1942 em Lisboa, foi aos sete anos paraMoçambique, e morreu de cancro em Setúbal em 1987 com 45 anos. Em 1973expôs no Núcleo de Arte com Ricardo Rangel e Basil Breakey. Em 1981mostrou o seu trabalho na Fundação Gulbenkian (“Momentos”). Em 1990 foi-lhe dedicada uma retrospectiva em duas partes na Associação Moçambicana deFotografia com a colaboração de Ricardo Rangel, Kok Nam e José Pinto de Sá,que escreveu o texto do catálogo. Uma outra retrospectiva integrou o 1.ºPhotofesta, em 2002, com o título “Verdade”.Moira Forjaz é a autora de
 Muipiti, Ilha de Moçambique
(com texto de AméliaMuge, Imprensa Nacional, 1983 – editado sem a sua supervisão). Nasceu noZimbabwe em 1942; visitou Lourenço Marques desde 1961; com formação emGraphic Arts na Johannesburg School of Arts and Design, trabalhou comofotojornalista na África Austral desde 1964, e viveu em Maputo entre 1975 e1988; participou na formação da Associação Moçambicana de Fotografia em1981 e realizou dois filmes nesse mesmo ano. Outras publicações: Ruth First,
 Black Gold: The Mozambican Miner, Proletarian and Peasant 
, St. Martin’s
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