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organizações governamentais e não-governamentais, associações patronais esindicatos se uniram e estão tentando erradicar esse trabalho ilegal. Melhorando acompreensão da sociedade e mostrando o quanto o trabalho infantil atrapalha aeducão e o desenvolvimento das criaas. Outro avanço do rum é odesenvolvimento de formas de prevenção e combate ao trabalho infantil. Para issoo governo federal criou o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil),que visa erradicar esse trabalho por meio do financiamento de bolsas-escola,ampliando as atividades extra-escolares (atividades de cultura, esporte, reforço,etc) para crianças oriundas do trabalho infantil e de programas que capacitam egeram renda aos seus pais.Em 15 anos, o Brasil conseguiu reduzir pela metade o número de criançasde 5 a 17 anos exploradas nas lavouras, carvoarias, nos lixões, na produção desapatos. Em 1992, quase 10 milhões de crianças com idade entre 5 e 17 anostrabalhavam. O PETI, criado em 1996, atende hoje 931 mil crianças, garantindo àsfamílias de baixa renda uma bolsa mensal para que mantenham suas crianças naescola.É importante ainda combater formas de exploração do trabalho infantilespecialmente difíceis de serem erradicadas ou de pouca visibilidade. Entre essasformas, estão o trabalho infantil doméstico e a exploração sexual comercial decrianças e adolescentes. Na área da exploração sexual, o UNICEF apóia a idéia que todo municípioe estado desenvolva seu próprio Plano Integrado de Enfrentamento à ViolênciaSexual de Crianças e Adolescentes através de ações concretas de investigação, prevenção, atendimento e repressão.
Trabalho Infantil não é brincadeira! Denuncie!
Foi criado o SOS-Denúncia (0800.11.16.16), para o recebimento dedenúncias das vítimas do trabalho infantil. Mas não basta tirar a criança dotrabalho, é necessário proporcionar à família do menor condições para mantê-lofora do mercado de trabalho.
Diferentes graus de nocividade
Embora o trabalho infantil, como um todo, seja visto como inadequado eimpróprio para os menores abaixo da idade mínima legal, as Nações Unidasconsideram algumas formas de trabalho infantil como especialmente nocivas ecruéis, devendo ser combatidas com prioridade.A Convenção n.º 182 da OIT, de 2000, classifica como "as piores formasde trabalho infantil" o trabalho escravo ou semi-escravo (em condição análoga àda escravidão), o decorrente do tráfico de crianças ou do uso de crianças em
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conflitos armados, o que visa a prostituão ou a prodão de material pornográfico, e aquele decorrente da produção e do tráfico de drogas, bem comode quaisquer atividades ilícitas.Tamm se enquadram nesta categoria os trabalhos consideradosinsalubres, perigosos, penosos, com jornadas extenuantes ou que atentem contra amoralidade do menor. No Brasil, algumas das formas especialmente nocivas de trabalho infantilsão: o trabalho em canaviais, em minas de carvão, em funilarias, em cutelarias(locais onde se fabricam instrumentos de corte), na metalurgia e junto a fornosquentes, entre outros.
Dados estatísticos sobre trabalho infantil
Estimativas da UNICEF (Fundo das Nações Unidas pela Infância):
trabalho infantil em todo o mundo - 246 milhões de crianças eadolescentes até 14 anos;
no mundo, 171 milhões trabalham em condições consideradasnocivas - dentro de minas, manuseando produtos químicos e pesticidas na agricultura ou operando máquinas e engrenagens perigosas.
70% do trabalho infantil está concentrado na agricultura
trabalho escravo ou semi-escravo infantil, incluindo a servidão por débito - 5,7 milhões;
tráfico de crianças - 1,2 milhão;
 prostituição e pornografia de menores - 1,8 milhão;
recrutamento como soldado em conflitos armados - 300 milO trabalho infantil ainda é muito utilizado, por ser mão-de-obra mais barata do que a mão-de-obra adulta, pois as crianças recebem menos e não possuem direitos trabalhistas.
Trabalho infantil: as cifras da vergonha
Um informe preparado pela OIT mostra que 8.400.000 criaas seencontram envolvidas nas formas "inquestionavelmente piores do trabalhoinfantil", como são a escravidão, o tratamento dados às crianças, o recrutamentoforçado, a prostituição, a pornografia e outras atividades ilícitas.Uma olhada geopolítica permite ver que o trabalho infantil afeta sobretudoas regiões mais pobres e atrasadas do planeta.
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