Lua de Mel Edward e Bella -
(Créditos M.Pinheiro)
Eu ainda não acreditava que estava fazendo isso! Isso era completamente contra todos os meus princípios. Mas como eu poderia resistir? Por mais que tivesse diversos motivos para não ir em frente com toda essa maluquice, no momento em que olhava para os olhos de Edward perdia todos os meus argumentos. E além do mais, que diferença iria fazer? Eu amava o Edward com todo o meu ser. Tinha a absoluta certeza de que queria ficar com ele por toda a eternidade. O que significava um papel diante de tal sentimento?
Eu já estava convencida de que havia escolhido o melhor para mim. Até havia me empolgado com os preparativos, não tanto quanto Alice, lógico! Até me surpreendi com a animação de Rosalie, que já era expert em matéria de casamento. Com o Charlie as coisas ainda continuavam tumultuadas, mas minha mãe me garantiu que ele se conformaria. A cerimônia foi linda, simples, mas de bom gosto. Tudo conforme o figurino, mas isso...
O desejo dele agora não havia como ser negado. Eu lutava contra os botões absurdamente pequenos da sua camisa, ficando desconcertada ao ver que estava perdendo a batalha. Ele riu baixinho e se levantou. Eu protestei com um muxoxo. Ele riu novamente e abriu os botões da camisa ele mesmo. Edward me jogou na cama, desabotoando a camisa e se jogando sobre mim. Não havia mais receio em seus olhos, ele não tinha mais medo de me quebrar. Agora, havia outra coisa naqueles olhos de topázio. Eu podia ver o desejo também queimando em seus olhos. Eu apenas consigo imaginar o quanto eu estava dizendo com os meus. Ainda mais para ele, que conseguia me ler tão bem.
Sua boca encontrou a minha clavícula e fez um rastro de fogo até o meu pescoço. Ele subiu até encontrar a minha boca e mexeu seus lábios contra os meus. Pude ouvi-lo sussurrar um “Eu te amo” e eu estremeci embaixo dele. Senti seus lábios tremerem em um sorriso e eu procurei seu pescoço com a minha boca. Sua pele, antes tão gélida, agora era macia e quente aos meus sentidos. Meus dentes deram pequenas mordidinhas em seu pescoço. Ouvi suas risadinhas abafadas, provavelmente achando tudo aquilo muito irônico. Eu em contrapartida não estava achando graça. Eu estava inebriada demais com o seu cheiro, seu toque, sua presença pra sentir qualquer outra coisa que não fosse ele. Edward, Edward, Edward. Sua boca traçava o meu rosto e suas mãos delineavam meu corpo. Eu estava tendo dúvidas sobre a história dele nunca ter feito isso antes. Se bem que ele era bom em tudo. Perfeito demais. E meu. Só meu. Meu peito se aqueceu com o meu pensamento e minhas mãos se tornaram mais urgentes. Apesar de urgentes, minhas mãos tremiam. Não sabia por onde começar... A confusão era tanta que simplesmente me deixei guiar por suas mãos, por sua boca, sentindo a sua respiração, meus pêlos se eriçando ao mínimo toque. Era eletrizante. Nunca imaginei que só a expectativa pudesse fazer isso. E estava me matando. Ele parecia ter lido minha mente.
Me puxou pela cintura para ficarmos cara a cara. Me deu aquele seu sorriso torto e virou na cama king size me deixando por cima. O quê ele queria que eu fizesse? Minha respiração estava entrecortada. A dele permanecia estável, embora mais agitada que o normal. Suas mãos agora procuravam o zíper do meu vestido e em questão de segundos eu já podia sentir sua mão no meu colo. Um arrepio que não tinha absolutamente nada a ver com frio passou pelo meu corpo. Suas mãos em meu colo não eram apressadas. Percorriam cada centímetro de minha pele, como se a memorizando. Deslizou a mão pelas minhas costas, terminando de zipar meu vestido. Sua mão deslizava pelas minhas costas e a antecipação perpassava pelo meu rosto. Edward percebeu, parou suas mãos. Saiu de debaixo de mim, me colocando deitada na cama e começou a beijar o caminho que, antes, sua mão havia feito pelas minhas costas.
Eu suspirava ao seu toque e eu podia sentir que ele estava perdendo um pouco do cuidado. Suas mãos se tornaram mais urgentes no meu vestido. Sua boca estava em todo o lugar e eu tinha que constantemente lembrar de respirar. Morrer agora seria uma péssima idéia.A boca dele subiu pela minha barriga e sua língua traçou o meu colo com carinho. Não pude evitar um suspiro mais alto. Ele deu uma risadinha e me olhou com aqueles olhos profundos. Ele não precisava dizer nada. Estava estampado ali, tão claro quanto à epifania que eu tive dois anos atrás. Ele me amava. Tanto quanto eu o amava. Esse pensamento fez com que eu me sentisse mais segura. Eu o puxei para junto de mim e escorregava meus dedos pelo seu abdômem perfeito encontrando o meu primeiro desafio. O seu cinto.
Um péssimo obstáculo para uma pessoa que arfava e mal conseguia enxergar nada devido ao desejo. Mas me empenhei na tarefa mesmo assim. Meus dedos trêmulos percorriam a fivela e tentavam, com a maior força que tinham, forçar a correia a atravessar a fivela para poder me ver livre desse empecilho. Edward só olhava para mim com um num misto de diversão e impaciência.
Seus olhos estavam se transformando em ônix, e isso me dizia tudo. Ele queria se livrar daquilo tanto quanto eu.
Com um ímpeto de controle das minhas funções motoras eu consegui desabotoar a fivela e puxar o cinto. Edward apressou minhas mãos e jogou o cinto para longe, que caiu com um estalido surdo no chão. Sua boca encontrou a minha e eu nunca senti ele tão urgente ou tão perto que nem agora. Ele falou em mais de uma ocasião que tinha perfeito controle dessa parte do seu ser, e eu nem ousava duvidar. E nem tinha como, quando eu olhava para os seus olhos cor de ônix.
Ele mordeu o meu lóbulo enquanto eu lutava com o botão da sua calça social. Mais facilmente do que eu podia esperar, o botão cedeu e eu senti a respiração do Edward ficando mais tensa. Eu nem sentia o ar nos meus pulmões. Tudo que eu sentia - e queria sentir - estava sobre mim, beijando meu lóbulo e arrancando um suspiro da minha boca.
Ele se inclinou sobre mim, de alguma forma selvagem, ainda que controlasse o seu peso e seus impulsos mais urgentes. Ele beijou meus lábios novamente por um breve momento, logo descendo eles pelo meu pescoço, traçando um caminho que eu sabia ficaria marcado na minha memória por toda a Eternidade. Eternidade. Eu sorri com o som dessa palavra na minha cabeça. Edward pareceu sentir a mudança no meu humor e apressou seus dedos ágeis no fecho do meu sutiã. Sua respiração ficou suspensa no ar por alguns breves segundos antes dele começar a beijar o meu colo. Estava ficando praticamente impossível não suspirar alto. Minhas mãos passavam pelas suas costas de maneira feroz, e tenho certeza de que se ele não fosse tão perfeitamente feito de mármore, ficaria com a marca das minhas unhas. Rapidamente ele estava sentado, com as costas apoiadas contra a cabeceira da cama. Com suas mãos fortes e macias ele me puxou contra ele. Movimentando seus lábios contra os meus, de uma maneira tão sem cuidado quanto à minha, enquanto ele deslizava o resto da minha lingerie pelas minhas pernas. Segurando-me contra o seu corpo e sem quebrar o beijo, ele me pôs deitada. Eu pude notar a grande luta interna que ele estava travando. De um lado o desejo de me ter mais inteiramente do que ele jamais teve - fisicamente falando. E do outro o desejo de me manter viva - mesmo que por alguns dias a mais - de impedir que eu me machucasse. Essa luta interna transpareceu em seus olhos que brilhavam com uma negritude que jamais tinha visto antes. Eu mergulhei naquela negritude no momento em que seus olhos fitaram os meus. Senti-me zonza, parecia que estava levitando, o mundo parecia não mais importar. Só fazia cair na imensidão daqueles olhos... foi aí que me dei conta que estava prendendo a respiração. Às vezes esqueço que o Edward tem esse efeito sobre mim. Pelo menos, com o meu transe, eu não tinha me sentido envergonhada pelo fato do Edward estar me encarando, me observando nua em pêlo em cima da cama.
Ele estendeu a mão e acariciou meu rosto com as costas da mão como sempre faz. Aquele toque era reconfortante, no entanto havia algo de diferente dessa vez. Seus dedos traçaram a linha dos meus lábios e desceram pelo meu pescoço. Pude notar que estavam tremendo, não podia distinguir se era ele ou eu. Deslizaram pelo meu ombro, escorregando pelas costelas, contornando o umbigo. Tudo muito calmo e devagar, mas, pela primeira vez na noite, seus dedos gélidos me deram um frio na espinha. Sua mão subiu pela minha barriga... Pela primeira vez na minha vida alguém me vira assim, me tocava assim. Edward acariciou delicadamente os meus seios, como se quisesse apreciar sua textura. Como ele conseguia ficar tão calmo assim? Preferiria ele enlouquecido, pelo menos não me daria tempo para pensar. Sua boca encostou no meu pescoço e começou a brincar com a língua em minha clavícula. Enrijeci. Comecei a ficar zonza de novo, mas dessa vez eu estava respirando, na verdade estava arfando. Uma mistura de pânico, desejo, necessidade e timidez tomaram conta de mim quando ele tomou meu seio em sua boca e deu leves sucções em meu mamilo. Eu não tinha mais nenhum controle do meu corpo. Meu coração martelava querendo sair pela boca, calafrios subiam e desciam a minha espinha. Enquanto isso, Edward fazia uma dança com a mão que ia do meu quadril até o joelho, fazendo o seu caminho pela minha perna, ora deslizando pelo lado externo da minha coxa, ora deslizando pelo lado interno. Não tinha mais noção de nada, pelo que sei essa dança pode ter levado dias, só o que me prendia a atenção era sua mão gelada no meu corpo em brasa. Comecei a sentir tremores por todo o corpo, agarrei os seus cabelos com força, mas, não me agüentando, soltei um gemido. Era um som estranho para mim, havia medo, excitação e súplica contidos nele. Edward parou tudo o que estava fazendo e olhou para mim com aquele sorriso torto. Ele estava satisfeito consigo mesmo. Ele pousou a mão no meu umbigo e olhou novamente para mim.
Então, sua mão deslizou para o meu baixo ventre. Eu segurei minha respiração. O toque gelado dele contra a parte interna da minha coxa fez com que eu expelisse todo o ar dos meus pulmões. Eu pude notar - entre meus lapsos de lucidez - que ele estava se redescobrindo como humano - como homem. Ele deslizou os seus dedos gélidos, contornando o meu sexo e eu não pude pensar em nada. Foi como um aneurisma cerebral. Eu me desliguei de tudo a não ser dele e do toque dele. Eu acho que ele ficou um pouco preocupado com alguma possível parada cardíaca da minha parte - já que meu coração parecia explodir, tão alto e forte que batia - e ele parou com a carícia e subiu com a mão e a boca trilhando caminhos no meu torso.
Ele empurrou o seu corpo contra o meu novamente e eu fiquei rígida novamente. Eu senti a boca dele na minha e após alguns segundos eu relaxei. O seu cheiro doce inebriava meus sentidos e eu senti ele empurrar o seu corpo contra o meu mais um pouco. Dessa vez não houve dor. Ele permaneceu imóvel por um tempo. Apenas beijando os meus lábios com carinho e seus dedos percorrendo os fios do meu cabelo.
Seus carinhos eram tão lentos quanto suas investidas para dentro de mim. Havia algo de tenso nele, seus desejos lutando com a sua cautela. Era um novo mundo para ele também e perceber isso me fez relaxar mais ainda, me fez amá-lo mais ainda.
Num movimento rápido e delicado Edward estava totalmente dentro de mim. Soltei um gemido de surpresa e dor, mas assim que seus lábios tocaram os meus, toda a dor desapareceu.
E ficamos assim, colados um no outro. Movimentando-nos em um só ritmo.
Nossas respirações entrecortadas. Nossos olhos fixos um no outro. Uma dança de corpos, de sensações, de desejos se complementando um no outro.
Sentia explosões por todo o corpo, a sensação de seu membro em mim era desconcertante. Me preenchia, me embebedava de prazer, não há palavras nesse mundo para descrever o que eu sentia.
De repente as sensações mudaram, tornaram-se crescente. Olhei para Edward e seus olhos estavam cerrados. Estava novamente lutando consigo mesmo. Seus movimentos tornaram-se mais rápidos. Mas mesmo assim não sentia dor. Só sentia um calor emanando da ponta dos pés até a o fio dos meus cabelos. Cada movimento irradiava correntes elétricas por lugares que nem sabia existir.Parecia que me aproximava de um precipício, a adrenalina corria a mil, as mãos de Edward me agarraram com força, uma força que ele nunca havia usado antes.
Mas não me importava, aquilo era grande demais, sentia vontade de gritar para aliviar toda aquela força que rompia dentro de mim. De repente, todo aquele estupor pareceu explodir. Um som gutural escapou da garganta de Edward, seus olhos irradiavam puro ouro, seu corpo enrijecido em cima do meu. Meus olhos enuviaram e me sentia atordoada por todas aquelas sensações estarem, aos poucos, abandonando meu corpo. Mas eu me sentia feliz, despreocupada e muito apaixonada. O Edward cumprira sua palavra, pude sentir que ele não se reprimiu, que confiou no nosso amor. Um sorriso estampou meu rosto. Edward sorriu de volta.
Ele relaxou e caiu ao meu lado. Olhando-me com ternura, ele tirou alguns fios de cabelos suados do meu resto. Minha respiração lutava para encontrar a normalidade. Eu olhei para rosto dele. Eu estava errada. Eu achava que não podia amar ele mais do que eu amava, e eu descobri que podia. Exponencialmente mais. Os olhos dele encontraram os meus e ele torceu a boca.
Ele riu no meu ouvido.
Ele começou a cantar a minha cantiga de ninar, e eu resmunguei.
Ele não me retorquiu. Só suspirou baixinho e recomeçou a cantar. Eu me aproximei mais dele e ele beijou minha cabeça. Não demorou muito para que eu caísse em um sono repleto de sonhos. De Edward, de mim, e da eternidade.
(Existem Duas versões da lua mel Leia a outra e tire suas conclusões...)