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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Em todo o mundo, pelo menos uma em cada três mulheres já foi espancada, coagidaao sexo ou sofreu alguma outra forma de abuso durante a vida. O agressor é, geralmente, ummembro de sua própria família. Cada vez mais, a violência de gênero é vista como um sério problema de saúde pública, além de constituir violação dos direitos humanos.A violência tem resultados devastadores para a saúde reprodutiva da mulher, além deafetar seu bem-estar físico e mental. Além das lesões físicas, a violência aumenta o risco, alongo prazo, de que a mulher tenha outros problemas de saúde, incluindo dores crônicas,incapacidade física, abuso de drogas e álcool, e depressão.As mulheres com histórico de agressão física ou sexual também correm maior risco deter uma gravidez indesejada, de contrair uma infecção sexualmente transmitida e de sofrer umresultado adverso em uma gravidez. No entanto, as vítimas de violência que buscamatendimento de saúde têm necessidade que os profissionais de saúde não reconhecem, nãoinvestigam e não sabem como abordar.A violência contra as mulheres adultas e jovens inclui a agressão física, sexual, psicológica e econômica. É conhecida como violência “de gênero” porque resulta, em parte,da condição subordinada que a mulher ainda tem na sociedade. Muitas culturas mantêmcrenças, normas e instituições sociais que legitimam e, portanto, perpetuam a violência contraa mulher. Os mesmos atos que seriam punidos se perpetrados contra um empregador, vizinhoou conhecido, com freqüência permanecem impunes quando perpetrados contra as mulheres,especialmente dentro de uma família.Duas das formas mais comuns da violência contra a mulher são a agressão de seu parceiro íntimo masculino e a coerção ao sexo, seja na infância, adolescência ou idade adulta.A agressão do parceiro íntimo – também e conhecida como violência doméstica, maus-tratosou espancamento da esposa – é quase sempre acompanhada de agressão psicológica e, de umaquarto a metade das vezes, também de sexo forçado.A maioria das mulheres que são agredidas por seus parceiros são violentadasrepetidamente. Na verdade, os relacionamentos abusivos desenvolvem-se geralmente em umambiente permanente de terror.
Como os profissionais de saúde podem ajudar
Os profissionais de saúde podem fazer muito para ajudar suas clientes vítimas daviolência de gênero. Mas, com freqüência, perdem as oportunidades de ajudar por semanterem desenformados, indiferentes ou preconceituosos. Quando recebem treinamento econtam com o apoio dos sistemas de saúde, os profissionais e os serviços de saúde podemfazer muito mais para responder às necessidades físicas, emocionais e de segurança demulheres adultas e jovens que são agredidas.Primeiramente, os profissionais e serviços de saúde devem aprender a abordar aquestão da violência com as mulheres de uma forma que as ajude ao mesmo tempo,demonstrando compreensão e oferecendo apoio. Eles podem prestar atendimento médico,documentar os ferimentos sofridos e encaminhar tais clientes aos serviços de assistência legale social.O planejamento familiar e outros serviços de saúde reprodutiva têm, particularmente, aresponsabilidade de ajudar, porque:
Asdio tem um impacto muito forte apesar de pouco reconhecimento na saúdereprodutiva das mulheres e no seu bem estar sexual;
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