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- Abril 2009
FORMAÇÃO mISSIONÁRIA
Brasil na Missão Continentalé o novo Projeto Nacionalde Evangelização (Doc. 88da CNBB). Com o lema:“A alegria de ser discípulomissionário”, o projeto nasceinspirado na Conferência de Aparecidae foi assumido pelas novas DiretrizesGerais da Ação Evangelizadora da Igrejano Brasil (DGAE, Doc. 87 da CNBB)aprovadas na 46ª Assembleia Geralda CNBB, em abril de 2008.
O
O Brasil
na Missão Continental
“O ardor missionário dará à Igreja um dinamismo próprio, caracterizado peloespírito de abertura, universalidade, diálogo ecumênico, itinerância, serviço eradicalidade cristã”.
Texto e fotos de Jaime Carlos Patias
Respondendo ao que havia sidodeterminado em Aparecida, a Grande
Missão foi lançada ocialmente, em
nível continental, no encerramento do 3ºCongresso Americano e 8º CongressoLatino-Americano (CAM 3 – Comla 8),em Quito, Equador, no dia 17 de agostode 2008. Na ocasião, representantesdas diversas Conferências Episcopaisdo continente receberam do arcebispode Aparecida e presidente do ConselhoEpiscopal Latino-Americano, CELAM,dom Raymundo Damasceno Assis, umaBíblia e a Capelinha (Tríptico) do Cristoda Missão, dois símbolos do projeto. Apartir desse mandato as diversas Igrejasparticulares começaram a articulaçãopara implantar a Missão em cada país.A Comissão para a Missão Continentalno Brasil elaborou o projeto que, apesar de já estar em curso em algumas dio-
ceses, será lançado ocialmente na 47ª
Assembleia Geral da CNBB a realizar-se,em Itaici – Indaiatuba, SP, de 22 de abrila 1 de maio do corrente ano.O projeto “o Brasil na Missão Con-tinental” está em plena comunhão comtodas as Igrejas particulares da AméricaLatina e do Caribe e tem por objetivo“abrir-se ao impulso do Espírito Santo e
Dom Sérgio Castriani, dom Dimas Lara, dom Pedro Brito e dom Maria José Pinheiro durante lançamento ofcial da Missão Continental, Quito, Equador.
 
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incentivar, nas comunidades e em cadabatizado, o processo de conversão pes-soal e pastoral ao estado permanente deMissão, para a Vida plena”. Proporcionar a experiência do discipulado, no encontrocom Cristo; promover a formação emtodos os níveis para sustentar a con-versão pessoal e pastoral do discípulomissionário; repensar as estruturas denossa Ação Evangelizadora para umcompromisso de ir e atingir a quemnormalmente não atingimos; favorecer o acesso de todos, a partir dos pobres,à “atrativa oferta da vida mais digna emCristo” (cf.DA 361); aprofundar a Missãocomo serviço à humanidade; e discernir os sinais do Espírito Santo na vida daspessoas e na história, são alguns dos
objetivos especícos do projeto. Nesse
sentido a Missão Continental se torna umgrande projeto de Animação Missionáriaque desperta os cristãos, discípulosmissionários no continente para a missão
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,
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, além-fronteiras. Ébom lembrar que o continente america-no, com 46 países e uma população de910.000.000, entre os quais 490.000.000católicos (48% dos católicos no mundo)deixa a desejar quando se trata decontribuir com o envio de missionáriose missionárias, sacerdotes, religiosos,religiosas, diáconos, leigos e leigas paraos demais continentes. Se a Américado Norte recebe 1.645 missionários e
Capelinha Missionária
envia 8.193, a América Latina recebe12.011 missionários e envia apenas5.785. Diante desses números, de fatono continente americano a missão
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é essencial se quisermos que aMissão Continental se converta num
compromisso sério. Eis o maior desao do
projeto “O Brasil na Missão Continental”que deverá se desenvolver nas paróquiase dioceses, visando uma renovação dascomunidades e uma contribuição efetivacom a missão universal. A missão
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é parte constitutiva da próprianatureza da Igreja.
Jaime Carlos Patias, imc, é diretor da revista Missões,mestre em comunicação.
Bento XVI deixou aos países daAmérica Latina e do Caribe o presentede sua presença, de sua oração, de suas
palavras vivicantes e valentes. Junto
a isso está o dom deste Tríptico querepresenta o “Cristo do envio”. O povocrente o irá recebendo não só como umailustração de verdades. Talvez o façaseu e o transforme, pela oração, emum ícone de sua devoção fervorosa e
conante, em uma parábola iconográca
na qual se unem o credo da fé com apessoa do Sucessor de Pedro.A Igreja Latino-Americana e doCaribe considera como marco inicialde sua evangelização um ícone: a
gura mestiça de Maria de Guadalupe,
representada no manto de São JoãoDiego. Bento XVI retomou esta tradiçãoe entregou aos bispos participantesdo Encontro de Aparecida um Trípticoevangelizador e devocional.Nele estão contidos a espiritualidadee o programa pastoral característicosque propõe o lema da V Conferência:“Discípulos missionários de Jesus Cristo,para que nossos povos Nele tenhamvida”. “Eu sou o Caminho, a Verdade
e a Vida” (Jo 14, 6). O Tríptico ui da
tradição da arte cuzquenha (de Cusco,cidade peruana). Com ele se encontrasimbolicamente, em Aparecida, a cul-tura andina que partilham os países do
Oceano Pacíco com o mundo de língua
918234
O Tríptico do Cristo da Missão ou Capelinha Missionária é um dos símbolos da Grande MissãoContinental. Obra de Eduardo Velásquez, artista peruano, o Tríptico foi um presente do papa BentoXVI à Conferência de Aparecida.
(cf. DA, pág. 284)
.
 
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FORMAÇÃO mISSIONÁRIA
e o solene encargo da Mãe do Senhor à sua Igreja.
2.
À luz do
milagre de Caná
seassinala catequeticamente o imperativo
pastoral de mobilizar o amor dos éis a
Maria e a uma obediência irrestrita aoquerer de Jesus “façam o que Ele vos
disser”. A gura dos esposos destaca a
grandeza do sacramento do matrimônio.As talhas de vinho expressam a alegriados discípulos que, pela manifestaçãode glória, creram nele.
3.
 
Vocação dos primeiros:
Pedro eAndré, Tiago e João são chamados. Aspalavras de eleição de Jesustêm uma réplica humilde dePedro que se sente indignopara seguir a vocação deapóstolo. Desde então serãopescadores de homens. Osquatro escolhidos aceitamremar mar adentro e lançar as redes só “em teu nome”.O resultado é uma abun-dância milagrosa. Deixamtudo. Começam a trilha doseguimento discipular.
4.
 
A multiplicação dos pães
. Overde da erva recorda que o fato ocorreuna primavera. Cristo desprega o poder de sua misericórdia fazendo abundanteo escasso alimento inicial. Mas não éEle quem entrega o pão à multidão –“dai-lhes vós mesmos de comer”. Osdiscípulos têm o encargo de atender aosnecessitados. Ressoa aqui uma urgênciainadiável. É o imperativo da Igreja Latino-Americana e do Caribe de atender aospobres e esquecidos, “seja no socorrode suas necessidades mais urgentes,como também na defesa de seus direitos”(Homilia aos bispos, 11/05).
5.
 
Encontro com os discípulos deEmaús.
Esta cena mostra como Jesusmesmo entra no dinamismo peregrinanteda Igreja. Durante o caminho Ele explicaas Escrituras. Na mesa, o Ressuscitado
parte e partilha o pão. Iconogracamente,
a atenção se foca na centralidade da Pa-lavra e da Eucaristia. O texto da legendaregistra a intensidade do encontro dodiscípulo com seu Mestre. É um ardor contemplativo que leva ao novo trajetomissionário para Jerusalém.
6.
 
A vinda do Espírito Santo.
Éo nascimento da Igreja. Os apóstolosse congregam em torno de Maria Mãe.Pedro tem as chaves como símbolo
de seu encargo especíco no ColégioApostólico. “Todos caram cheios do
Espírito Santo”. Aparecem as mulheres;delas fala o livro dos Atos. Unidade nacomunhão do Espírito Santo. Variedadede carismas. Só pelo vigor divino que oParáclito lhes concede podem assumir a missão recomendada.
7.
 
Os discípulos de Jesus evan-gelizam.
Sucede agora. Os discípulosentram na vida de “nossos povos”. Aevangelização ocorre no diálogo co-tidiano. Os discípulos e missionáriosdo século XXI prolongam o amor e ocompromisso de São João Diego deGuadalupe, com a Bíblia na mão. Noseu manto vai impresso pelo céu, aimagem da Virgem Maria, discípulaperfeita e sábia educadora dos eleitospor Jesus para evangelizar.
8.
 
O Pai Eterno e o Espírito Santo.
Coroa o Tríptico uma imagem do Paide Jesus Cristo, que se mostra unidoao Espírito e ao Senhor Ressuscitado.Com este detalhe, todo o ícone lograum marcado caráter trinitário, tal comoera usual nas imagens da primeiraevangelização. Indica-se, assim, qual éa fonte e o destino da história humana.Assim, o Deus Uno e Trino é propostocomo a suprema realidade de amor, naqual se sustentam e inspiram todas asformas de comunhão e solidariedadeque brotam do Evangelho.
9.
Nas esquinas superiores dospainéis laterais abertos, aparecem doissantos emblemáticos do primeiro séculodo cristianismo. Um é o grande missio-nário vindo da Espanha,
São Toríbiode Mogrovejo
: o bispo místico realizouuma gigantesca obra evangelizadora a
partir de sua sede limenha. A outra gura
é
Santa Rosa de Lima
: representa arecepção do Evangelho por parte dosnativos americanos; esta leiga, nascidade uma família de origem dominicana,chegou a um alto cume de intimidadeesposal com Cristo e de heroica cari-dade para com os pobres.
10.
Quando o Tríptico está fecha-do, aparece o escudo papal de BentoXVI e se vê a sua dedicatória com aexortação que assinala para o futuro:“Sejam discípulos e missionários deJesus Cristo, para que nossos povostenham vida. Aparecida, 13 de maio
de 2007”. O selo nal é a imagem de
Nossa Senhora Aparecida
. Em tornodela se congrega um cacho misturadocom diversos rostos dos povos que elaprotege e guia por estas latitudes.
Joaquín Alliende Luco, sacerdote da Academia Chilena de Línguas.Fonte: www.celam.org Tradução: Júlio César Caldeira, revista Missões.
portuguesa das costas do Atlântico,ao qual pertence o Santuário Nacionalmariano do Brasil.
O programa iconográco se abre
interiormente em oito quadros e emoutras imagens menores:
1.
O motivo central é ocupado por uma representação do
Cristo Ressus-citado
na hora do envio missionário
dos discípulos. A radiante gura de
Jesus preside a totalidade do Trípticocom a auréola de uma serena vitorio-sidade. Nos rostos dos enviados semanifesta a plural riqueza dopovo de Deus. Há homens emulheres. Alguns têm pelebranca. Outros rostos sãode mulatos, indígenas ou demestiços. Ao fundo se vê acena do Calvário e dois anjos.Na legenda se reproduz a
autodenição do Messias, as
palavras do envio discipular:“vão e façam discípulos atodos os povos” (Mt 28, 19)
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