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(RE 80.004/SE), passou a considerar queuma lei interna revoga o tratado anterior.”
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1. Conceito:
“associação de sujeitos deDireito Internacional, constituída por meio detratado, criada para atingir objetivos especí-
cos no campo internacional, e que goza de
privilégios e imunidades, extensíveis a seusfuncionários (ex.: OIT, OACI e OCDE).”
2. Funções: 2.1.
desenvolvimento de meios
para dissuadir Estados a entrar em conito
armado;
2.2.
aumento da importância dasposições adotadas pelos países subdesen-volvidos, pois atuam como grupo de pressão;
2.3.
proteção aos direitos do homem;
2.4.
internacionalização dos problemas;
2.5.
contribuição para a criação de Estadosnovos;
2.6.
contribuição para criar normasinternacionais.
3. Forma de criação:
são criadas por meiode convenções ou tratados internacionaisque passam a ter um caráter de normaconstitucional de organização.
4. Classicação:
4.1. quanto à nalidade
:
4.1.1.
nalidades gerais, predominantemente
de natureza política (ex.: ONU);
4.1.2.
nali
-
dades especícas (ex.: OTAN, que tem ns
militares);
4.2. quanto à atuação territorial:
4.2.1.
regionais (ex.: OEA);
4.2.2.
quase-regionais (ex.: OTAN);
4.2.3.
parauniversais(ex.: ONU);
4.3. quanto à natureza dospoderes exercidos: 4.3.1.
organizaçõesintergovernamentais;
4.3.2.
organizaçõessupranacionais;
4.4. quanto aos poderesrecebidos: 4.4.1.
organizações de coope-ração;
4.4.2.
organizações de integração;
4.5. quanto à fiscalização a que estãosubmetidas: 4.5.1.
organizações indepen-dentes;
4.5.2.
organizações dependentes
(ex.: União Postal Universal, scalizada pelo
Governo Suíço).
5. Características dos tratados que ins
-
tituem as organizações internacionais:
5.1.
não têm prazo de duração;
5.2.
ainterpretação do tratado é feita pela própriaorganização;
5.3.
não podem os Estadosdenunciar os tratados se inexistir previsãopara tal;
5.4.
o tratado que institui prevalecesobre outros tratados.
6. Principais órgãos das organizaçõesinternacionais: 6.1. um conselho
– consti-tuído por alguns Estados e que possui funçãoexecutiva;
6.2. uma assembléia
– constitu-ída por todos os membros da organização;
6.3. um secretariado
– encarregado dostrabalhos burocráticos e administrativos.
OIT - Organização Internacional do Tra- balho, OACI – Organização da AviaçãoCivil Internacional, OCDE – Organização para a Cooperação e DesenvolvimentoEconômico, etc
1. Conceito:
são aquelas instituídas por acordos inter governamentais, vinculadas àsNações Unidas, porém autônomas, e dotadasde responsabilidade internacional delimitada por seus instrumentos básicos, atuan te noscampos cultural, educacional, econômico,sani tário, social ou outros de interesse da comu-nidade inter nacional.
2. Modos de manifestação da autonomia:
2.1.
elas têm sede diversa da ONU;
2.2.
seusmembros podem ou não pertencer à ONU;
2.3.
desenvolvem atividades próprias;
2.4.
estruturaadministrativa independe da ONU;
2.5.
pos-suem orçamento próprio;
2.6.
são dotadas depersonalidade internacional própria;
2.7.
elastêm o direito de solicitar pareceres à CIJ (CorteInternacional de Justiça), sempre que autorizadaspela Assembléia Geral.
3. Estrutura: 3.1.
conselho;
3.2.
assembléia;
3.3.
secretariado.
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1. Conceito:
segundo o artigo 2º da Convençãode Viena sobre Direito dos Tratados (23/05/1969),que entrou em vigor internacionalmente em27/01/1980, é “
um acordo internacional celebrado por escrito entre Estados e regido pelo DireitoInternacional, quer conste de um instrumento úni-
co, quer de dois ou mais instrumentos conexos,
qualquer que seja sua denomi nação particular
”.
2. Partes:
necessariamente pessoas jurídicasde Direito Internacional Público, ou seja, Esta-dos soberanos, Orga nizações Internacionais,Santa-Sé.
3. Condições necessárias para a celebraçãode um tratado: 3.1.
capacidade dos contratantespara celebrar tratados internacionais;
3.2.
habili-tação dos agentes signatários que pode ser:
3.2.1
originária:
pertence ao chefe do executivo; nocaso brasileiro, do Presidente da República, nosmoldes do art. 84, VIII, da Convenção de Viena,de 1969, bem como aos chefes das organizaçõesinternacionais;
3.2.2
derivada:
são aqueles querecebem poderes do chefe do Estado, para,em seu nome, assinar tratados. Normalmente,são os ministros das relações exteriores e oschefes de missão diplomática. São os chamados
plenipotenciários
, isso porque gozam de plenospoderes conferidos pelo chefe do exe cutivo por meio da carta de plenos poderes;
3.3.
mútuoconsentimento dos Estados;
3.4.
objeto lícito epossível: a matéria não pode ser proibida por norma anterior ou pelos costumes internacionaise deve ser juridicamente possível.
4. Espécies de Tratados ou ConvençõesInternacionais: 4.1. bilaterais:
realizadossomente por dois Estados
;
4.2. multilaterais:
pressupõe várias partes e a negociação realiza-se, normalmente, na sede de uma grandeorganização internacional
– ex.: ONU;
4.3.
tratados-contratos
(tratados especiais):
são
aqueles que regulam matérias especícas de in
-
teresse exclusivo dos Estados signatários, cujos
interesses eram primitivamente divergentes;
4.4.
tratados-lei
(tratados gerais):
são aqueles que
exprimem vontades coincidentes entre Estados,
sendo aberto à adesão de novos Estados.
5. Estrutura do tratado: 5.1. preâmbulo:
rol daspartes, motivos, circunstâncias e pressupostosdo ato;
5.2. parte dispositiva:
linguagem jurí-dica, pode conter anexos;
5.3. assinatura:
aassinatura é o aceite precário e formal que põe
m às negociações do instrumento convencional
(tratado). A assinatura não gera efeitos jurídicos.Trata-se de um aceite, tão-somente, de modoque atesta que o conteúdo do tratado redigidonão contém vícios.
6. Extensão dos efeitos de um tratado:
emprincípio, como todo acordo de vontades, umtratado somente produz efeitos entres aspartes contratantes, obrigando-as ao cum-primento do estipulado após a entrada emvigor do documento. Para terceiros, somentecriará obrigações mediante consentimentoexpresso.
7. Formas de manifestação do consenti
-
mento de um Estado em obrigar-se por meio de um tratado:7.1. Adesão ou aceitação:
é o ato por meiodo qual um Estado torna-se parte de umtratado de cuja nego ciação ele não parti-cipou, submetendo-se às obrigações neleestipuladas.
7.2. Raticação:
é o ato jurídico-administra-tivo mediante o qual o chefe do Estado quefoi parte na celebração de um tratado declarasubmeter-se às obrigações nele estipuladas.
A raticação é a conrmação da assinatura.
Trata-se de um ato externo, ou seja, queproduz efeitos externamente.
Características da raticação:
a)
validade:
a raticação gera efeitos “ex nunc”, ou seja,os tratados passam a valer a partir da rati
-cação e não a partir da assinatura;
b)irretro-
atividade:
da mesma forma, os tratados nãoretroagem à data de sua assinatura. Valem
da raticação em diante;
c)
irretratável:
quer
dizer que após a raticação não há possibi
-lidade de retratação; entretanto, um Estadopoderá deixar de ser parte de um tratado por meio da denúncia (ato unilateral por meio doqual o Estado deixa de ser parte de determi-nado compromisso internacional).
Casos em que se dispensa
:
a)
se o tratadodispuser nesse sentido;
b)v
ersar somentesobre matéria executiva;
c)
versar sobreassuntos meramente administrativos;
d)
somente estabelecer bases para futurasnegociações.
8. Momento da obrigatoriedade de cum
-
primento do tratado:
o cumprimento de umtratado será obrigatório após o registro nosecretariado do organismo internacional queo patrocinou (ex.:ONU) ou do depósito em umorganismo denominado
depositário
, que temautorização para proceder ao registro.
9. Casos de nulidade de um tratado: 9.1.
dolo;
9.2.
erro;
9.3.
coerção ou corrupção dosignatário;
9.4.
violação do direito vigente.
10. Principais modos de extinção de umtratado: 10.1
pela sua execução integral;
10.2.
pela impossibilidade de execução;
10.3.
pelo acordo entre as partes nesse sentido;
10.4.
pela renúncia unilateral por parte do
Estado exclusivamente beneciado;
10.5.
pela ocorrência de condição resolutória ex-pressamente prevista;
10.6.
pela inexecuçãodo tratado por um dos Estados contratantes;
10.7.
pela prescrição liberatória;
10.8.
peladenúncia unilateral;
10.9
pela guerra super-veniente entre os Estados contratantes.
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1.
Para o Direito Internacional Público, ochefe de Estado, quer se intitule imperador,rei, presidente da República ou chefe deGoverno, é, salvo declaração formal emcontrário, o órgão encarregado das relaçõesinternacionais dos Estados.
2. Aspectos do órgão encarregado dasrelações internacionais: 2.1.
não cabe aos
Organizações Internacio-nais EspecializadasTratado ou Convenção In- ternacionalRelações e ImunidadesDiplomáticasOrganizações Internacio-nais