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Campus Virtual Memes - Guia Acadêmico Direito - Direito Internacional Privado

Campus Virtual Memes - Guia Acadêmico Direito - Direito Internacional Privado

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Guia acadêmico para a cadeira de Direito Internacional Privado
Guia acadêmico para a cadeira de Direito Internacional Privado

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04/16/2014

 
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1
1. Expressões equivalentes:
Direito dasGentes
(época de Roma),
Direito dos Trata-dos, Direito Interestadual, Direito Plurinacio-nal ou Multinacional, Direito Superestatal.
2. Conceito:
sistema jurídico autônomo,onde se ordenam as relações entre Estadossoberanos.
3. Sujeitos: 3.1.
Estado (mais importante);
3.2.
organizações intergovernamentais (ex.:ONU);
3.3.
organizações não-governamen-tais (ex.: Greenpeace);
3.4.
indivíduo (espe-cialmente no plano dos direitos humanos);
3.5.
empresas multinacionais.
4. Classicação do Direito Internacional
Público: 4.1. Natural:
funda-se na razãohumana e nos princípios de Justiça quedevem reger as relações entre os povos;
4.2.Positivo:
resulta dos acordos rmados entre
os Estados ou de fatos jurídicos consagradospor uma prática habitual durante um longoperíodo de tempo.
5. Fontes do Direito Internacional Público:
5.1. Fontes formais:
são os procedimentosde elaboração do direito, ou seja, as diversastécnicas que autorizam a considerar queuma norma pertence ao direito positivo
;
5.2. Fontes materiais:
são os fundamentossociológi cos de normas internacionais, isto é,sua base política, moral ou econômica.
Segundo o art. 38 do Estatuto da CorteInternacio nal de Justiça, são fontes
formais
:
a)
tratados inter nacionais (geraise especiais);
b)
costume internacional;
c)
os princípios gerais do direito reconhecidospelos Estados.
Fontes materiais segundo o citadoartigo são
:
a)
atos unilaterais praticadospelos Estados;
b)
resoluções e decisões deorganizações internacionais;
c)
doutrina e jurisprudência internacionais.
5.3. Classicação hierárquica das fontesdo Direito Internacional Público: a)
fontesprincipais:
tratados internacionais, costu-mes internacionais e princípios gerais do di-reito;
b)
fontes secundárias:
 jurisprudênciainternacional (incluindo sentenças judiciais earbitrais), doutrina (elaborada pelos juristasdos mais diversos Estados), atos unilateraisdos Estados e decisões e resoluções dasorganizações governamentais;
c)fontescomplementares:
eqüidade (aplicação pelaCorte Internacional de Justiça das fontes prin-cipais e secun dárias se as partes estiveremde acordo).
6. Períodos de evolução do Direito Interna
-cional: 6.1.
da antigüidade até os Tratadosde Westfália (1648);
6.2.
de 1648 até aRevolução Francesa (1789) ou o Congresso deViena (1815);
6.3.
do Congresso de Viena até aPrimeira Guerra Mundial (1914-1918);
6.4.
de1918 até a Segunda Guerra Mundial (1939-1945);
6.5.
de 1945 até os dias de hoje.
7. Eventos ocorridos no século XIX quecontribuí ram para a consolidação do DireitoInternacional Público: 7.1.
1ª Convençãoda Cruz Vermelha Inter nacional (1864);
7.2.
declaração, em 1868, contra a fabricação e o
emprego de projéteis explosivos ou inamáveis;
7.3.
Conferência Africana de Berlim (1884-
1885), que redeniu fronteiras na África;
7.4.
Conferência de Bruxelas (1889-1890), contra o
tráco de escravos;
7.5.
Conferência de Paz emHaia (1899).
Link Acadêmico 1
1. Conceito:
O Estado é um agrupamentohumano, estabelecido em determinado territórioe submetido a um poder soberano que lhe dáunidade orgânica
” (Clóvis Beviláqua, citado por Sahid Maluf).
2. Elementos indispensáveis à formação doEstado: 2.1.
território (base territorial) – espaçoterrestre, marítimo e aéreo;
2.2.
população;
2.3.
governo;
2.4.
 
soberania (governo soberano).
3. Principais direitos fundamentais do Esta
-
do: 3.1.
à independência;
3.2.
ao exercício dasua jurisdição no território internacional;
3.3.
àigualdade jurídica com os demais Estados;
3.4.
à legítima defesa.
4. Principais deveres do Estado perante acomunidade internacional: 4.1.
respeitar osdemais Estados;
4.2.
cumprir os tratados;
4.3.
não-intervenção;
4.4.
não-utilização da força,exceto em legítima defesa;
4.5.
não permitir queem seu território se prepare revolta ou guerracontra outro Estado;
4.6.
respeitar os direitos dohomem;
4.7.
evitar que em seu território sejampraticados atos contrários à paz ou à ordeminter nacional;
4.8.
resolver os litígios de forma
pacíca;
4.9.
não utilizar a força como ameaça àintegridade de outro Estado;
4.10.
não reconhe-cer aquisição de território havida pelo empregode ameaça à integridade de outro Estado;
4.11.
não utilizar a guerra como instrumento de políticanacional;
4.12.
não auxiliar Estado que tenhautilizado a guerra como instrumento de políticanacional;
4.13.
relacionar-se com a comuni dadeinternacional.
5. Conceito de Estado soberano:
é aquele cujogover no não se subordina a qualquer autoridadeque lhe seja superior; não reconhece, em últimaanálise, nenhum poder maior de que dependam a
denição e o exercício de suas competências.
6. Imunidade de Jurisdição.
6.1. Conceito:
é o direito de um Estadoindependente à não submissão às leis deoutro Estado.
6.2. Decorrência: 2.1.
independência;
2.2.
igualdade jurídica internacional.
7. Neutralidade Permanente.
7.1. Conceito:
é a restrição à soberania doEstado, que o sujeita aos deveres de não fa-zer guerra (tem direito a legítima defesa), denão concluir tratados que o levem à guerra, ede manter-se imparcial na condução de suas
relações exteriores.
7.2. Exemplos de países que atualmentetêm o Estatuto de Neutralidade Permanen
-te:
Suíça, Vaticano e Áustria.
7.3. Características: 7.3.1
“somente osEstados podem ter esse status”;
7.3.2
temorigem numa convenção.
7.3.3
tem duraçãoperpétua.
1. Conceito:
é o dever de reparação doEstado que pratica ato contrário ao DireitoInternacional (ilícito internacional), que con-siste em indenizar o Estado contra o qual foi o ato praticado.
2. Características: 2.1.
destina-se à repa-ração do dano;
2.2.
é de Estado a Estado;
2.3.
é consuetudinário;
2.4.
forte componentepolítico.
3. Espécies: 3.1. responsabilidade direta:
quando o ato ilícito internacional é praticadopelo Governo, por um órgão de Estado,ou por um de seus funcionários;
3.2. res-
ponsabilidade indireta:
quando o ato ilícitointernacional é cometido por uma coletividadesob tutela, ou por um Estado protegido;
3.3.
responsabilidade comissiva:
quando oato ilícito internacional resulta de uma ação;
3.4. responsabilidade omissiva:
quandoo ato ilícito internacional resulta da falta deprática de ato obrigatório perante o DireitoInternacional.
4. Conceito ilícito internacional:
é a viola-ção de uma norma de Direito Internacional que regulamenta interesses fundamentais dacomunidade internacional 
(ex.: escravidão,racismo, genocídio, crimes de guerra).
1. Conceito:
é medida repressiva, de caráter compul sório e coativo, imposta a alguém por violação da lei ou do contrato.
2. Finalidades: 2.1.
punição do culpado;
2.2.
reparação do dano em favor do ofendido.
3. Espécies
:
Direito Internacional Pú-blicoEstado como Sujeito deDireito InternacionalResponsabilidade Inter-nacional do EstadoSanção no Direito Inter-nacional Público
DIREITOINTERNACIONAL
 
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2
3.1. Embargo:
é o seqüestro, por um Estado,em tempo de paz, de navios estrangeiros ou de cargas, que se encontram em seus portos
ou águas territoriais, e que tem por nalidade
 pressionar o Estado cujos navios ou cargasforam seqüestrados.
3.2. Boicote:
é a interrupção de relações
econômicas e nanceiras com determinado
Estado.
3.3. Rompimento de relações diplomá
-ticas:
é a medida adotada pelo Estadoque considera infrutíferas e inúteis as ne-gociações diplomáticas com outro Estado,sendo manifestada pela retirada de todos osagentes diplomáticos acreditados no Estadoestrangeiro.
Obs:
é a sanção mais empregada no DireitoInternacional e tem natureza jurídica de
atounilateral e discricionário
, exceto quandofor ocasionada por previsão a respeito, emtratado internacional, caso em que seráobrigatória. Pode ser empregada quando háviolação dos direitos de um Estado por outro,e também para forçar o governo a adotar de-terminada atitude que favoreça o Estado quetomou a iniciativa de romper relações.
3.4. Retorsão:
é a aplicação, por um Esta-do, de medida ou processo a outro Estado,equivalente à sanção aplicada pelo segundoao primeiro. É medida de retaliação, como,
 por exemplo, aumento de impostos de
importação sobre produtos provenientes deoutro país, em resposta à mesma medida,anteriormente adotada por aquele.
3.5. Represália:
é a aplicação de sanção aum Estado, como retaliação a determinadamedida adotada por este.
Obs: diferença entre retorsão e repre
-
sália:
na retorsão a sanção é aplicada emconformidade com a norma internacional,motivada por ato que o Direito não proíbeao Estado estrangeiro, mas que prejudica ooutro Estado. Consiste geralmente em sim-ples medidas legislativas ou administrativasadotadas sempre em tempo de paz. Já arepresália é medida aplicada em violação ànorma internacional, em tempo de paz ou deguerra, baseada na prática de ato injusto ouem violação à norma jurídica. A represália éefetivada com recurso à força, por meio deatos violentos.
3.6.
 
Bloqueio pacífico ou comercial:
éespécie de represália que consiste em inter-rupção, com o emprego das forças armadas,das comunicações com portos ou com acosta de um país com o qual não se está emguerra, com o objetivo de forçá-lo a praticar 
ou a deixar de praticar determinado ato.
3.7. Exclusão de entidade internacional:
medida aplicada por qualquer organizaçãointernacional, que costuma ser efetivadaquando um Estado-membro viola gravementeas suas regras.
Há casos em que a exclu sãoé mera conseqüência de interesses políticos,como ocorreu com a China Nacionalista(Taiwan), excluída da ONU, quando da ad-missão da República Popular da China.
3.8. Intervenção:
é ato pelo qual um Estadointer vém, por meio da força, nos negóciosinternos de outro Estado.
Só é consideradalegal, conforme o Direito Internacional, quan-do realizada por organismo internacional, noscasos expressamente pre vistos.
Link Acadêmico 2
1. Conceito:
é a área sobre a qual o Estado
exerce soberania, ou seja, é o domínio de
validade da ordem jurídica de cada Estado
.O território de um Estado é uno, embora por razões de cunho didático seja costume dividi-loem aéreo, marítimo e terrestre.
2. Elementos que constituem o território a
partir do século XX: 2.1.
domínio terrestre;
2.2.
domínio marítimo;
2.3.
domínio aéreo;
2.4.
plataforma submarina;
2.5.
subsolo do mar.
3. Modo de separação dos territórios:
osterritórios são separados por limites, isto é, por 
linhas traçadas em cartas geográcas.
4. Importância da delimitação dos territó
-rios: 4.1.
constitui fator de paz e estabilidade nasrelações internacionais;
4.2.
denota autonomiae independência dos Estados limítrofes;
4.3.
confere segurança às populações que neleshabitam.
5. Critérios utilizados para delimitar territó
-
rios: 5.1. articial:
baseado em longitudes elatitudes;
5.2. natural:
leva em consideraçãoos acidentes geográficos, como montanhas,lagos e rios.
6. Domínio terrestre:
o domínio terrestre do Es-tado
compreende o solo e o subsolo da parte dasuperfície do globo circunscrita pelas suas fron-teiras e, também, as ilhas que lhe pertencem
.
7. Domínio uvial:
o domínio uvial do Estado
é constituído pelos rios e demais cursos deágua que, dentro de seus limites, cortam o seuterritório.
8. Lagos e rios internacionais.8.1. Conceito:
são aqueles que, da nascente atéa foz, cortam mais de um território, ou seja, partede seu curso se dá dentro de um Estado e parteem outro, ou por vezes em um terceiro.
8.2. Espécies
:
8.2.1.
rio internacional contí-guo:
 
é aquele que empresta o leito para dividir oterritório de dois ou mais Estados
. Ex.: Rio Para-ná (Brasil/Paraguai) e Rio Grande (EUA/México);
8.2.2.
rio internacional sucessivo:
é aqueleque simplesmente cruza o território de dois ou mais Estados, sem lhes servir como fronteiranatural.
Ex.: Rio Tejo (nasce na Espanha e a fozé em Portugal), Rio Amazonas e Rio Nilo (nasceno Lago Vitória e atra vessa Uganda, Sudão e oEgito, e acaba no Mar Mediterrâneo).
9. Domínio marítimo:
o domínio marítimo doEstado abrange hoje em dia diversas áreas,ou seja, as águas interiores, o mar territorial, azona contígua, a zona econômica exclusiva e aplataforma continental.
9.1. Águas interiores:
são as localizadas en-tre a costa e o limite interior do mar territorial,entendendo-se por limite interior a linha de base
que serve de referência para a determinação da
largura do mar territorial, em direção ao alto-mar.
 A linha de base normal é demarcada ao longo dacosta, no baixo-mar.
9.2. Mar territorial:
faixa de mar que se estende
desde a linha de base até uma distância que não
deve exceder 12 milhas marítimas da costa esobre a qual o Estado exerce a sua soberania,
com algumas limitações deter minadas peloDireito Internacional.
Direitos que tem o Estado em decorrênciade sua soberania sobre o mar territorial:
omais importante é o direito de exclusividadesobre a pesca, além dos direitos sobre o solo eo subsolo do mar territorial, bem como sobre oespaço aéreo sobre ele. O Estado também pode,na zona do mar territorial, estabelecer controlessanitários, adotar medidas de segurança e dedefesa, além de ditar a regulamentação sobrenavegação nessa região. Compete ainda aoEstado exercer a jurisdição civil e penal sobrenavios e pessoas que se encontrem em seumar territorial.
9.3. Zona Econômica Exclusiva:
é denida
no artigo 55 da
Convenção de Montego Bay 
 como: “
uma zona situada além do mar ter-ritorial e a este adjacente, sujeita ao regime jurídico estabelecido na presente Parte,segundo o qual os direitos e a jurisdição doEstado costeiro e os direitos e as liberdadesdos demais Estados são regidos pelas dispo-sições pertinentes da presente Convenção
”;a largura da ZEE “
não se estenderá além
de 200 milhas marítimas
” (art. 57), mas aprópria Convenção prevê o direito do Estadocosteiro de ampliar tal limite na hipótese de arespectiva plataforma continental se estender além das 200 milhas, mas nunca além de350 milhas.
9.4. Plataforma continental:
é o leito do mar e o subsolo das regiões submarinas adjacen-
tes de 200 metros, ou, além deste limite, até
o ponto em que a profundidade das águassobrejacentes permita o aproveitamento dosrecursos naturais das referidas regiões. É ofundo do mar propriamente dito.
9.5. Alto-mar:
tem início no ponto em que ter-
mina a zona econômica exclusiva
. O trânsitoe a exploração comercial de seus recursos élivre. É considerado de uso comum, sendoque o seu uso obedece à regulamentação es-
pecíca sobre a exploração da fauna marinha
e dos recursos naturais não renováveis.
10. Domínio aéreo:
é determinado pelasuperfície terrestre e marítima do Estado, projetando-se até o limite da atmosfera
. OEstado exerce plena soberania sobre osares situados acima de seu território e deseu mar territorial.
1. Principais diferenças entre as ordens jurídicas internacional e nacional: 1.1.
naordem internacional, o principal sujeito dedireito internacional é o Estado; na ordem in-terna, é o homem;
1.2.
o Direito InternacionalPúblico tem por fonte a vontade coletiva dosEstados, que se manifesta de forma expressanos tratados, e de forma tácita no costumeinternacional; o Direito interno resulta davontade de um único Estado;
1.3.
a ordeminternacional baseia-se numa relação decoordenação; a ordem interna, numa relaçãode subordinação.
2. Teoria da Incorporação:
estabeleceque, para que uma norma internacional sejaaplicável no plano interno de um Estado,deve ser transformada em norma de direitointerno desse Estado.
3. Correntes doutrinárias que explicam aincorporação da norma internacional aodireito interno: 3.1. Dualista:
considera anorma internacional e a interna como autôno-mas, sendo necessário que um procedimentolegislativo complexo autorize a norma inter-nacional a vigorar no ordenamento jurídicointerno;
3.2. Monista:
sustenta a unidadeda ordem jurídica, razão pela qual a normainternacional é imediatamente aplicável noordenamento interno.
4. Posição dos tribunais brasileirosquanto à matéria:
Desde 1 de junho de1977, o Supremo Tribunal Federal, em umadecisão em sede de recurso extraordinário
Território
Relações entre oDireito Internacional eo Direito dos Estados
 
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3
(RE 80.004/SE), passou a considerar queuma lei interna revoga o tratado anterior.” 
Link Acadêmico 3
1. Conceito:
“associação de sujeitos deDireito Internacional, constituída por meio detratado, criada para atingir objetivos especí-
cos no campo internacional, e que goza de
privilégios e imunidades, extensíveis a seusfuncionários (ex.: OIT, OACI e OCDE).”
2. Funções: 2.1.
desenvolvimento de meios
para dissuadir Estados a entrar em conito
armado;
2.2.
aumento da importância dasposições adotadas pelos países subdesen-volvidos, pois atuam como grupo de pressão;
2.3.
proteção aos direitos do homem;
2.4.
internacionalização dos problemas;
2.5.
contribuição para a criação de Estadosnovos;
2.6.
contribuição para criar normasinternacionais.
3. Forma de criação:
são criadas por meiode convenções ou tratados internacionaisque passam a ter um caráter de normaconstitucional de organização.
4. Classicação:
 
4.1. quanto à nalidade
:
4.1.1.
 
nalidades gerais, predominantemente
de natureza política (ex.: ONU);
4.1.2.
nali
-
dades especícas (ex.: OTAN, que tem ns
militares);
4.2. quanto à atuação territorial:
4.2.1.
regionais (ex.: OEA);
4.2.2.
quase-regionais (ex.: OTAN);
4.2.3.
parauniversais(ex.: ONU);
4.3. quanto à natureza dospoderes exercidos: 4.3.1.
organizaçõesintergovernamentais;
4.3.2.
organizaçõessupranacionais;
4.4. quanto aos poderesrecebidos: 4.4.1.
organizações de coope-ração;
4.4.2.
organizações de integração;
4.5. quanto à fiscalização a que estãosubmetidas: 4.5.1.
organizações indepen-dentes;
4.5.2.
organizações dependentes
(ex.: União Postal Universal, scalizada pelo
Governo Suíço).
5. Características dos tratados que ins
-
tituem as organizações internacionais:
5.1.
não têm prazo de duração;
5.2.
ainterpretação do tratado é feita pela própriaorganização;
5.3.
não podem os Estadosdenunciar os tratados se inexistir previsãopara tal;
5.4.
o tratado que institui prevalecesobre outros tratados.
6. Principais órgãos das organizaçõesinternacionais: 6.1. um conselho
 – consti-tuído por alguns Estados e que possui funçãoexecutiva;
6.2. uma assembléia
 – constitu-ída por todos os membros da organização;
6.3. um secretariado
 – encarregado dostrabalhos burocráticos e administrativos.
OIT - Organização Internacional do Tra- balho, OACI – Organização da AviaçãoCivil Internacional, OCDE – Organização para a Cooperação e DesenvolvimentoEconômico, etc 
1. Conceito:
são aquelas instituídas por acordos inter governamentais, vinculadas àsNações Unidas, porém autônomas, e dotadasde responsabilidade internacional delimitada por seus instrumentos básicos, atuan te noscampos cultural, educacional, econômico,sani tário, social ou outros de interesse da comu-nidade inter nacional.
2. Modos de manifestação da autonomia:
2.1.
elas têm sede diversa da ONU;
2.2.
seusmembros podem ou não pertencer à ONU;
2.3.
desenvolvem atividades próprias;
2.4.
estruturaadministrativa independe da ONU;
2.5.
pos-suem orçamento próprio;
2.6.
são dotadas depersonalidade internacional própria;
2.7.
elastêm o direito de solicitar pareceres à CIJ (CorteInternacional de Justiça), sempre que autorizadaspela Assembléia Geral.
3. Estrutura: 3.1.
conselho;
3.2.
assembléia;
3.3.
secretariado.
Link Acadêmico 4
1. Conceito:
segundo o artigo 2º da Convençãode Viena sobre Direito dos Tratados (23/05/1969),que entrou em vigor internacionalmente em27/01/1980, é “
um acordo internacional celebrado por escrito entre Estados e regido pelo DireitoInternacional, quer conste de um instrumento úni-
co, quer de dois ou mais instrumentos conexos,
qualquer que seja sua denomi nação particular 
”.
2. Partes:
necessariamente pessoas jurídicasde Direito Internacional Público, ou seja, Esta-dos soberanos, Orga nizações Internacionais,Santa-Sé.
3. Condições necessárias para a celebraçãode um tratado: 3.1.
capacidade dos contratantespara celebrar tratados internacionais;
3.2.
habili-tação dos agentes signatários que pode ser:
3.2.1
originária:
pertence ao chefe do executivo; nocaso brasileiro, do Presidente da República, nosmoldes do art. 84, VIII, da Convenção de Viena,de 1969, bem como aos chefes das organizaçõesinternacionais;
3.2.2
derivada:
são aqueles querecebem poderes do chefe do Estado, para,em seu nome, assinar tratados. Normalmente,são os ministros das relações exteriores e oschefes de missão diplomática. São os chamados
 plenipotenciários
, isso porque gozam de plenospoderes conferidos pelo chefe do exe cutivo por meio da carta de plenos poderes;
3.3.
mútuoconsentimento dos Estados;
3.4.
objeto lícito epossível: a matéria não pode ser proibida por norma anterior ou pelos costumes internacionaise deve ser juridicamente possível.
4. Espécies de Tratados ou ConvençõesInternacionais: 4.1. bilaterais:
realizadossomente por dois Estados
;
4.2. multilaterais:
 pressupõe várias partes e a negociação realiza-se, normalmente, na sede de uma grandeorganização internacional 
– ex.: ONU;
4.3.
tratados-contratos
(tratados especiais):
são
aqueles que regulam matérias especícas de in
-
teresse exclusivo dos Estados signatários, cujos
interesses eram primitivamente divergentes;
 
4.4.
tratados-lei
(tratados gerais):
são aqueles que
exprimem vontades coincidentes entre Estados,
sendo aberto à adesão de novos Estados.
5. Estrutura do tratado: 5.1. preâmbulo:
rol daspartes, motivos, circunstâncias e pressupostosdo ato;
5.2. parte dispositiva:
linguagem jurí-dica, pode conter anexos;
5.3. assinatura:
aassinatura é o aceite precário e formal que põe
m às negociações do instrumento convencional
(tratado). A assinatura não gera efeitos jurídicos.Trata-se de um aceite, tão-somente, de modoque atesta que o conteúdo do tratado redigidonão contém vícios.
6. Extensão dos efeitos de um tratado:
emprincípio, como todo acordo de vontades, umtratado somente produz efeitos entres aspartes contratantes, obrigando-as ao cum-primento do estipulado após a entrada emvigor do documento. Para terceiros, somentecriará obrigações mediante consentimentoexpresso.
7. Formas de manifestação do consenti
-
mento de um Estado em obrigar-se por meio de um tratado:7.1. Adesão ou aceitação:
é o ato por meiodo qual um Estado torna-se parte de umtratado de cuja nego ciação ele não parti-cipou, submetendo-se às obrigações neleestipuladas.
7.2. Raticação:
é o ato jurídico-administra-tivo mediante o qual o chefe do Estado quefoi parte na celebração de um tratado declarasubmeter-se às obrigações nele estipuladas.
 
A raticação é a conrmação da assinatura.
Trata-se de um ato externo, ou seja, queproduz efeitos externamente.
Características da raticação:
a)
validade:
a raticação gera efeitos “ex nunc”, ou seja,os tratados passam a valer a partir da rati
-cação e não a partir da assinatura;
b)irretro-
atividade:
da mesma forma, os tratados nãoretroagem à data de sua assinatura. Valem
da raticação em diante;
c)
irretratável:
quer 
dizer que após a raticação não há possibi
-lidade de retratação; entretanto, um Estadopoderá deixar de ser parte de um tratado por meio da denúncia (ato unilateral por meio doqual o Estado deixa de ser parte de determi-nado compromisso internacional).
Casos em que se dispensa
:
 a)
se o tratadodispuser nesse sentido;
 b)v
ersar somentesobre matéria executiva;
 c)
 versar sobreassuntos meramente administrativos;
d)
 somente estabelecer bases para futurasnegociações.
8. Momento da obrigatoriedade de cum
-
primento do tratado:
o cumprimento de umtratado será obrigatório após o registro nosecretariado do organismo internacional queo patrocinou (ex.:ONU) ou do depósito em umorganismo denominado
depositário
, que temautorização para proceder ao registro.
9. Casos de nulidade de um tratado: 9.1.
dolo;
9.2.
 erro;
9.3.
coerção ou corrupção dosignatário;
9.4.
violação do direito vigente.
10. Principais modos de extinção de umtratado: 10.1
pela sua execução integral;
10.2.
pela impossibilidade de execução;
10.3.
pelo acordo entre as partes nesse sentido;
10.4.
pela renúncia unilateral por parte do
Estado exclusivamente beneciado;
10.5.
pela ocorrência de condição resolutória ex-pressamente prevista;
10.6.
pela inexecuçãodo tratado por um dos Estados contratantes;
10.7.
pela prescrição liberatória;
10.8.
peladenúncia unilateral;
10.9
pela guerra super-veniente entre os Estados contratantes.
Link Acadêmico 5
1.
Para o Direito Internacional Público, ochefe de Estado, quer se intitule imperador,rei, presidente da República ou chefe deGoverno, é, salvo declaração formal emcontrário, o órgão encarregado das relaçõesinternacionais dos Estados.
2. Aspectos do órgão encarregado dasrelações internacionais: 2.1.
 não cabe aos
Organizações Internacio-nais EspecializadasTratado ou Convenção In- ternacionalRelações e ImunidadesDiplomáticasOrganizações Internacio-nais

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marlonmaguiar liked this
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admilsonmunis added this note|
por que nao liberar este material para a gente baixar, já que vivemos sempre em claboração reciproca pessoal?

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