Welcome to Scribd, the world's digital library. Read, publish, and share books and documents. See more
Download
Standard view
Full view
of .
Save to My Library
Look up keyword
Like this
9Activity
0 of .
Results for:
No results containing your search query
P. 1
Guia Acadêmico - (Prática I)

Guia Acadêmico - (Prática I)

Ratings: (0)|Views: 968 |Likes:
Published by Janssen Khallyo

More info:

Published by: Janssen Khallyo on May 08, 2009
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

03/26/2013

pdf

text

original

 
1. Conceito:
a petição inicial é a peça inaugural do processopela qual o autor provoca a atividade jurisdicional que é inerte(Vide artigos 2º e 262 do CPC). É peça processual técnica e
formal, pelo qual é nela que se xam os limites da lide (CPC
128 e 460), devendo o autor deduzir toda a pretensão nestemomento.Possível, no entanto, o aditamento ou alteração do pedido(Art. 264 CPC) desde que não tenha havido a citação do réue em havendo, que ele consinta com as alterações ou inser-ções no pedido inicial. Adota a petição inicial a forma escrita,obrigatoriamente.
ATENÇÃO:
Pode alterar o pedido nas circunstâncias supra,mas, jamais a causa de pedir.
2. Requisitos da Petição Inicial:
o Código de Processo Civilenumera, didaticamente, todos os requisitos técnicos quedevem ser observados ao se redigir a petição inicial, deven-do estar, cumulativamente, presentes na peça, sob pena deinépcia o que poderá acarretar o impedimento do prossegui-mento do processo.
2.1. Endereçamento (Competência):
art. 282, I, CPC. Re-ferido inciso determina a indicação da Autoridade Judiciáriacompetente a que é dirigida a petição inicial, devendo obser-var os critérios legais para tanto.
Em primeiro lugar, deve ser vericada se a competência éda Justiça Brasileira(competência interna) art. 91 do CPC.
a)
 
Em seguida vericar se a competência é originária de tribunal
ou de órgão jurisdicional atípico (Senado Federal: CF 52 I e II;Câmara dos Deputados: CF art. 1º, I; Assembléia Legislativa
estadual para julgar governador do estado: v.g., CE-SP 49);
b)
em não sendo caso de competência originária de tribunalou de órgão especial, vericar se a questão é da esfera da
 justiça especial (eleitoral, militar ou trabalhista) ou comum;
c)
 
se competência da justiça comum, vericar se do âmbito fe
-
deral, se negativa, aplica-se a competência estadual;
d) 
dian-
te de hipótese de competência da justiça comum estadual,se deve buscar o foro competente, segundo os critérios de
-
nidos pelo CPC (classicando-a a competência em absoluta
e relativa, segundo o critério de ordem material, funcional,valor da causa e territorial); 
e)
com a determinação do foro
competente (local), há que ser identicado o juízo compe
-tente, mediante sistema processual brasileiro, pelas regrasde prevenção, distribuição e propositura da ação; além dasnormas estaduais de organização judiciária.
Considerando a regra da competência territorial, o Art. 94 do
CPC determina que, se a ação versar sobre direitos pessoaisou direitos reais sobre bens móveis a regra geral é de que aação seja proposta perante o foro do domicílio do Réu. Tra-
zendo nos artigos subseqüentes as exceções que excluem a
regra geral do artigo mencionado quais sejam:
a)
Se tratar dedireitos reais sobre bens imóveis, foro da situação da coisa.
ATENÇÃO:
Regra de competência absoluta na primeiraparte do art. 95 do CPC, o autor somente poderá optar pelo
foro de eleição ou do domicílio do réu desde que a lide nãotrate de direito de propriedade, vizinhança, servidão, posse,divisão e demarcação de terras e nunciação de obra nova;
b)
para processamento de inventário, três regras segundoo art. 96 do CPC:
b.1)
domicílio do Autor da herança,
b.2)
 situação dos bens, se o falecido não tiver domicílio certo,
b.3)
 local do óbito se, bem sem diversos locais e sem domicíliocerto;
c)
 
Incapacidade do Réu, art. 98 combinado com o Art.
76 do CC, domicílio do representante;
d)
Art. 100 do CPC,
competência relativa e prerrogativa do Autor que poderárenunciá-la ajuizando a demanda conforme regra do art. 94
 – domicílio do réu.
Tratando-se de incompetência absoluta (material ou funcio
-nal), o juízo destinatário deverá remeter os autos ao juízo
competente; tratando-se de incompetência relativa, não poderá o juiz pronunciar-se de ofício (STJ, 33), com exceção da hipótese do
Art. 112, parágrafo único, do CPC (foro de eleição), no mais, a não
argüição pelo interessado, por meio de exceção de incompetência
(CPC, 112), ou, omisso o réu, acarretará a prorrogação da compe-
tência (CPC, 114).
2.2. Nome e Qualifcação das partes:
CPC, 282, II – A m de que
a sentença possa obrigar pessoa(s) certa(s), a individualização daspartes se faz necessária na petição inicial. Entretanto, quando não
for possível a qualicação completa das partes, é suciente que asse individuem, ou seja, que se identiquem os envolvidos. Devem
constar da petição inicial: Nome completo do Autor, nacionalidade,
prossão, estado civil, Cédula de Identidade [nº] e do CPF [nº],residência e domicílio [endereço completo], Cidade. E do Réu, oseu nome completo, nacionalidade, prossão, estado civil, Cédulade Identidade nº. e do CPF [nº.], residente e domiciliado [endereçocompleto] e Cidade.
2.3. Representação Processual:
embora a necessidade de in-dicação do Réu seja obrigatória, ela não afasta a possibilidade de
qualicação incompleta do mesmo, sob pena de ofensa ao prin
-cípio constitucional de acesso ao Poder Judiciário (art. 5º XXXVda CF), haja vista os casos de esbulho nas ações possessóriasou de réus desconhecidos. Importante mencionar que o requisi-
to da qualicação das partes está intimamente ligado a uma das
condições da ação, legitimidade ativa e passiva, vez que, na sua
ausência o juiz poderá, liminarmente, indeferir a petição inicial, videart. 295, I CPC.
Parte é que pede a tutela jurisdicional e em face de quem se pede.A partir da caracterização da legitimidade dos envolvidos, mister se faz a averiguação da capacidade destes para a prática dosatos da vida civil, incluindo aí os atos processuais que lhe serão
exigidos ao longo do desenvolvimento processual. Neste sentido
temos que as pessoas enumeradas no artigo 3º. e 4º. do CC,embora tenham capacidade para ser parte não detém capacidadeprocessual para estar em juízo, necessitando de representaçãoque, no caso, é pressuposto processual de validade da relação jurídica processual. Se ausente, acarretará a inviabilidade do de-senvolvimento da ação proposta pelo Autor, no entanto, passívelde correção e suprimento do defeito (art. 301, VIII CPC).
2.4. Capacidade Postulatória:
presença do Advogado. Pressu-posto Processual de Validade e Regularidade da Relação Jurídica.O advogado representa a parte no processo, não só levando sua
pretensão a Juízo. Ao mesmo tempo em que presta assistênciatécnica ao cliente, o advogado exerce um munus público comoservidor ou auxiliar da Justiça à parte, que por lhe faltar capacidade
postulatória, necessita supri-la outorgando mandato ao advogado,o qual, ainda que, representando seu cliente, atua também paraque a tutela jurisdicional seja prestada com acerto e justiça.Sua presença, portanto, na relação processual, não é somente ado representante da parte, mas igualmente a de sujeito colocado
entre a parte e o juiz, para tratar com este e expor-lhe os pedi
-dos e deduções de seu constituinte. Sua legitimação postulatóriaadvém do mandato judicial, razão pela qual assim dispõe o art.37 do CPC. A habilitação é conferida somente aos inscritos nosquadros da Ordem dos Advogados do Brasil, como diz o art. 67do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. Para Humberto
Theodoro Júnior, para que o advogado possa exercer o “jus pos
-tulandi”, isto é, para que possa, em nome e no interesse da parte,
tratar diretamente com o juiz e expor-lhe seus pedidos e deduções,
será necessário que ele a represente no processo.A representação se formalizará por meio de mandato escrito,conferido a advogado legalmente habilitado. O art. 254 do CPCdispõe que é defeso distribuir a petição inicial desacompanhadada procuração. O mandato pode ser por instrumento público ou
particular. O mandato “ad judicia” com mais precisão e técnica,denominado de “procuração geral para foro”, confere “jus pos
-tulandi” ao advogado, habilitando-o a praticar todos os atos doprocesso, salvo para receber citação inicial, confessar, reconhecer 
a procedência do pedido, transigir, receber, dar quitação e rmar compromisso. Não havendo exigência expressa de poderes es
-
peciais, em texto legal, a procuração “ad judicia” somente sofre as
restrições previstas no art. 38, conforme seu parágrafo único.Entre o advogado e a parte, há um contrato de prestação de
serviços prossionais.
2.5. Procuração:
do latim “procurare”, signica cuidar, ad
-ministrar. A procuração é o instrumento do contrato de man-dato. Por seu intermédio comprova-se a celebração de um
pacto. A procuração judicial ou “ad judicia” passou a ter nova
denominação com o advento do vigente CPC, qual seja,procuração geral para o foro. Há, contudo, certos atos que
fogem do âmbito da cláusula “ad judicia” e que devem ser referidos expressamente no instrumento do mandato. Com
a procuração dotada de
cláusula “ad judicia” ca o advogado
habilitado a praticar todos os atos judiciais, em qualquer foroou instância, com ressalva dos poderes previstos no CPC; aprocuração
com a cláusula “ad judicia et extra” autoriza o pro
-
curador a praticar todos os atos extrajudiciais de representa
-ção e defesa, perante pessoas de direito público, seus ór-gãos, ministérios, desdobramentos e repartições de qualquer natureza, incluídas as autarquias e entidades paraestatais,bem como quaisquer, pessoas de direito privado, sociedadede economia mista ou pessoas físicas em geral.
2.6. Fatos e Fundamentos do Pedido:
art. 282 – III. Causade pedir. A petição inicial deverá indicar os fundamentos
de fato (causa de pedir próxima) e os fundamentos de
direito (causa de pedir remota) do pedido. O autor dever 
indicar o porquê de seu pedido. A causa de pedir se tra
-duz em fundamentos de fato e de direito do pedido. É arazão pela qual se pede.
Para identicação do pedido, seexige a dedução dos fundamentos de fato e de direito da
pretensão. Divide-se em:
 a)
causa de pedir remota: é odireito (material) que embasa o pedido do autor; o título jurídico que fundamenta o pedido. É a razão mediata dopedido; 
b)
causa de pedir próxima:
caracteriza-se peloinadimplemento do negócio jurídico pela lesão ou ameaçade lesão a direito. É a razão imediata do pedido. Os
fun-damentos de fato
compõem a causa de pedir próxima. É
a ameaça ou a violação do direito (fatos) que caracterizao interesse processual imediato, quer dizer, aquele queautoriza o autor a deduzir pedido em juízo. Daí porque a
causa de pedir próxima, imediata, é a violação do direito
que se pretende proteger em juízo, isto é, os fundamentosde fato do pedido.Os
fundamentos jurídicos
compõem a causa de pedir 
remota. É o que, após a ocorrência de um “fato”, autoriza
o pedido. O direito, o título, não pode ser a causa de pedir 
próxima porque enquanto não ameaçados ou violados
não ensejam ao seu titular o ingresso em juízo, ou seja,não caracterizam o interesse processual primário e ime-diato, que motiva o pedido.
2.7. Pedido:
art.282 - IV: O pedido e suas especicações.
Uma vez indicado o juízo competente, apontamento das par-tes, causa de pedir, fundamentos jurídicos há que se formu-lar o pedido. No sistema do CPC, o termo pedido tem como
sinônimas as expressões lide, pretensão, objeto, mérito.
É obem da vida pretendido pelo autor: a indenização, os alimen-tos, a posse, a propriedade, a anulação do contrato, etc.
O regime jurídico do pedido está no CPC, art. 286 a 294.
Divide-se em pedido imediato que é a prestação jurisdicional(sentença) que se invoca (condenatória, (des) constitutiva edeclaratória) e pedido mediato (bem da vida tutelado). As-sim, concluímos que ao autor compete formular o pedido deprolação de uma sentença (pedido imediato) que garanta aoautor o bem da vida pretendido (pedido mediato).De acordo com a sistemática processualística temos osseguintes pedidos: cumulados, alternativos, sucessivo, co-minatório, além da possibilidade de pleitear a antecipaçãode tutela vide art. 273 do CPC que visa o adiantamento dosefeitos da tutela jurisdicional pretendida na inicial e que, emtese, seriam concedidos apenas quando do momento deprolatação da sentença.
ATENÇÃO:
A antecipação da tutela
não é uma modalidade de pedido, tanto que não classicada
Prática deProcessoCivil I
PETIÇÃO INICIAL
 
pelo CPC quando trata do pedido e suas especicações. É
uma faculdade concedida ao interessado em pedir sejamantecipados os efeitos da sentença que se pretende seja
prolatada ao nal da demanda.
Há de se considerar ainda o pedido implícito, embora a rigor 
do art. 293 do CPC o juiz deva interpretar restritivamente os
pedidos, não há como olvidar daqueles pedidos que já estão
inseridos no bojo do processo, mesmo sem pedido expresso
da parte como: os juros e correção monetária, honoráriosadvocatícios, bem como, quando a ação tratar de prestações
periódicas, por exemplo, parcelas de prestação alimentíciaestas estão consideradas incluídas no pedido, vide art. 290
do CPC.
Inobstante isso, é sempre prudente que o autor especique
todos os pedidos e pretensões que entende fazer jus na pe-tição inicial.
2.7.1. Requisitos do Pedido:
previsão do art. 286. O pedido
deve ser certo e determinado. A certeza diz respeito à clareza
do pedido, não se admitindo pedido implícito, tanto no quese refere ao tipo de provimento almejado (pedido imediato),como a qual bem da vida se espera obter (pedido mediato).
No tocante à determinação, esta se refere aos limites daquiloque o autor pretende, demonstrando sua extensão (assim,
o pedido deve ser determinado ou ao menos determinável)
com relação ao seu “quantum”.
2.7.2. Exceções à regra do artigo 286:
a certeza é condiçãotanto do pedido imediato, quanto do pedido mediato, sendo
impossível admitir-se pedido incerto. Quanto à determinaçãosempre deverá ser determinado, expressamente esclarecido
 já no início do processo (tipo de provimento almejado).Quan-to ao pedido mediato (que deve ser certo, quanto ao bem da
vida almejado), deve ser determinado quando a extensão dobem da vida postulado puder (“quantum”), desde logo, ser 
delimitada.Todavia pode o pedido mediato, quando não determinado
ser determinável, se tal xação do “quantum” for impossível
no momento da propositura da ação. A isso o Código cha-mou de
pedido genérico
e se dá quando o pedido mediato
(bem da vida), a despeito de certo (claro/expresso) não puder ser determinado (“quantum”) no momento da propositura da
ação. Neste caso poderá haver uma sentença ilíquida, no
tocante à quanticação. São hipóteses de pedido genérico,
segundo art. 286, I a III do CPC. 
3. Da antecipação de tutela (art. 273 e seguintes):3.1. Objetivo:
ao autor na inicial e ao réu em sede de recon-venção é possível pedir a antecipação total ou parcialmentedos efeitos que somente a sentença, quando for proferida enaquele momento oportuno (fase decisória) entregaria ao
 jurisdicionado. Tal modicação visa à celeridade na entrega
daquilo que ofereça ao julgador plausibilidade de certeza e
por isso quase certo seja raticado pela sentença ao nal da
demanda.
3.2. Requisitos para Pedido da Tutela Antecipada:
osrequisitos, para a concessão da entrega antecipada da pres-tação jurisdicional pretendida, são os tidos como obrigatóriospela norma em comento:
verossimilhança das alegaçõese prova inequívoca do alegado
, pela leitura do caput doart. 273 e devem concorrer para que haja a prestação ante-cipada pretendida.Além dos acima mencionados como obrigatórios, temos osrequisitos facultativos, para concorrerem ainda com os re-quisitos acima apontados como indispensáveis quando dopedido da antecipação da tutela jurisdicional, quais sejam:fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação oua caracterização do abuso do direito de defesa com manifes-to propósito protelatório.
3.3. Procedimento:
seja na petição inicial, na reconvençãodo réu ou a qualquer tempo, desde que preenchidos osrequisitos ensejadores de tal prestação antecipada, devemas partes criar um capítulo próprio na petição, indicando o
pleito da antecipação da tutela, expondo suas razões que
fundamentam o pedido e que dão azo a concessão anteci-patória da tutela jurisdicional pretendida, juntando provas querobusteçam e corroboram os fatos alegados, e convençamo julgado da impossibilidade da espera da sentença, e danecessidade de imediata entrega de um ou mais efeitos pre-
tendidos com o julgamento nal da lide.
3.4. Valor da causa:
art. 282, V - Indicativo econômico. Com
a nalidade principal de xação do valor das custas proces
-
suais e verbas de sucumbência, é necessário dar-se valor à
causa, ainda que ela não tenha conteúdo econômico imedia-to (CPC, 258), portanto, ainda que não se apure de imediato
um valor a ser atribuído à causa, o autor deverá indicar aonal da petição inicial um valor meramente estimatório.Tal regra de xação de valor pecuniário à causa está ligadaà denição de competência, procedimento, base de cálculo
para eventual multa a ser aplicada pelo juízo, etc.
Para se achar o valor da causa, ver o art. 259 do CPC, que trazum rol meramente exemplicativo, já que não exaure o assunto,uma vez que, em legislações extravagantes existirão critériosdenidores do valor a ser atribuído a demanda fora dos casosexpressos no CPC. Pro ex.: Lei do Inquilinato (Lei 8245/91) que
estima o valor da causa nas ações de despejo por falta de paga-mento em 12 vezes o valor do aluguel contratado.
3.4.1. Impugnação ao valor da causa:
nos termos do art. 261
é possível que o réu insurja-se em relação ao valor atribuído à
causa pelo autor, de forma que, em separado, deverá promover o que se chama de Impugnação ao Valor da Causa, mas de-talhadamente trabalhado quando da abordagem das respostasdo Réu.
LINK ACADÊMICO 1
1. Provas: 
CPC, art. 282, VI - o autor deverá, desde logo, nainicial, requerer as provas com que pretende demonstrar os fa-tos constitutivos de seu direito (CPC art. 333). É sabido que, aoautor é dado o ônus da prova do fato constitutivo de seu direito,enquanto que ao réu cabe o ônus de provar os fatos impediti-
vos, extintivos e modicativos do direito do autor. É pacíco que
as provas são produzidas desde a instauração da ação, sendo
que com a petição inicial o autor deverá anexar todas as provas
documentais que lhe estejam ao seu alcance, especialmente em
atenção ao disposto no art. 283 do CPC, que se refere à juntadade documento essencial à propositura da ação. Por m, na prá
-tica redacional das petições iniciais é muito comum a indicaçãode requerimento genérico, sob a forma padrão de protestar pelosmeios de prova admitidos em Direito, de certo que, no momentooportuno, de acordo com a necessidade do caso, ser-lhe-á dada
oportunidade para especicação das provas que as partes pre
-tenderão produzir na fase instrutória.
2. Espécies de Provas:2.1. Prova Documental (art. 355 a 399 CPC):
tal prova, emtese e pela leitura do art. 283, deve estar presente nos autos já na fase postulatória, de modo que, compete ao autor instruir a petição inicial com os documentos que farão prova de seualegado e ao réu, juntá-los na contestação. Vale lembrar a fa-
culdade de juntar documento preexistente à época dos fatos e
da propositura ada demanda, porém, não se teve acesso ouconhecimento em tempo. Costumamos vulgarmente nos referir 
ao documento novo como sendo o documento “velho”, daí a exi
-
gência da característica de preexistência. Quanto à ecácia e
o valor probante de documentos há que estabelecer distinçõesentre o documento particular e o documento público, de formaque aos documentos públicos se aplica a presunção absolutade veracidade por deterem fé pública o escrivão, cartorário outabelião. No que tange ao documento particular a lei processualatribui presunção relativa, é o que depreendemos do art. 368do CPC, de forma que, a não autenticidade ou eventual ataque
à veracidade do conteúdo do documento caberá a parte contra
qual o documento foi produzido alegar.
a.1) Incidente de Falsidade:
procedimento a ser praticado si-multaneamente com a defesa pelo réu, se já ciente do fato emtal oportunidade, e pelo autor quando lhe couber se pronunciar acerca de documentos juntados aos autos ou ainda a qualquer tempo. A argüição da falsidade deve ser oferecida em petiçãoinicial separada, equiparando-se a ação declaratória incidentale determinará a suspensão do processo até que se decida oreferido incidente. Haverá contraditório para que a parte contráriase manifeste acerca do incidente ofertado, no prazo de 10 dias.Importante destacarmos que a esta é possível limitar-se a con-
cordância da extração do documento dos autos, extinguindo-se
aí o incidente de falsidade pela perda do objeto; caso contrário
prossegue-se até nal decisão após a realização de perícia téc
-
nica esclarecedora, por m, da autenticidade ou não do docu
-mento impugnado. A decisão proferida nos autos de incidente de
falsidade em apartado é sentença os termos do art. 269 do CPC,
com nítido caráter de ação declaratória incidental, impugnada,portanto, mediante o recurso de Apelação (512 e segs. do CPC),se proferida incidentalmente, assume caráter de decisão interlo-
cutória. Questão discutida na doutrina e na jurisprudência, sendo
para alguns, aplicável o princípio da fungibilidade recursal.
2.2 Depoimento Pessoal e Prova testemunhal:
são duasespécies do que chamamos de prova oral.
I) Depoimento pessoal:
é ônus de cada parte requerer o de-poimento pessoal da outra (sempre a parte contrária), pois,
visa a obtenção da conssão de fatos, que pode acontecer ex
-pressa ou tacitamente, dependendo da coleta de informaçõesno curso do depoimento, mostrando ser bastante comum a
evasiva de o depoente ser caracterizada como conssão cta.
Tudo aliado ao restante de provas já produzidas no bojo dosautos, considerando que o destinatário da prova é o julgador,a ele cabe a valoração das provas apresentadas pelas partes,bem como a análise do cumprimento ou não do ônus daprova cabível a cada uma.Destaquemos aqui a possibilidade de convocação deofício, pelo juiz da causa, para depoimento pessoal, setratarmos de questões relativas a direitos indisponíveisou em sendo de interesse do julgador, em atenção aoprincípio da livre apreciação das provas e da persuasão
racional que nesta hipótese se congura interrogatório
da parte.
II) Prova Testemunhal:
a oitiva de testemunha é a provamais comumente utilizada em processos, não impedindoo seu uso. Não será admitida, entretanto, quando for a
exclusiva forma de prova em casos de contrato ou ne
-
gócio jurídico que exceda o décuplo do salário mínimo
vigente, isto aliado com o art. 227 do CC, contratos estesque não tenha forma estabelecida em lei inobstante a lei
excepcionar tal regra. Admite-se, no entanto, a produção
da prova testemunhal caso haja início de prova escrita(documental) ou na hipótese de ao credor não ser pos-
sível a obtenção nem a exigência da prova escrita, nas
situações que o inc. II 402 do CPC chama de impossibili-dade por motivo moral ou material.Para a produção da prova testemunhal há que se cum-prir o prazo para requerimento da mesma, ou seja, a lei
processual xa prazo para arrolamento das testemunhas
cabendo aqui a distinção entre os procedimentos Ordi-nário, Sumário, e o dos Juizados Especiais Cíveis (Lei
9099/95).
 
ATENÇÃO:
Assim temos que, no procedimento ordinário,
após a fase de saneamento do processo e vericando-sea necessidade de dilação probatória caberá às partes,após despacho, especicar as provas que pretendemproduzir; neste momento o juiz pode xar prazo para as
partes arrolarem as testemunhas, as quais pretendem
sejam ouvidas em juízo, ou designando audiência de ins
-trução e julgamento sem assinalar prazo para oferta derol de testemunhas. Quando então prevalecerá o prazode dez dias da norma processual (art. 407 CPC).Desta feita, cabe salientarmos que estaremos diante deprazo judicial no primeiro caso e de prazo legal na segun-da situação. Em ambos os casos, a parte não ofertandoo rol de testemunhas no tempo assinalado gerará preclu-são do direito de produzir a prova.
ATENÇÃO:
Audiência que não se realiza, como por exemplo, em caso de adiamento, gera novo prazo para
arrolamento de testemunhas, em virtude de ato proces-
sual não existente até então, posto que, não se realizou.
III) Número de Testemunha:
segundo a norma que dis-ciplina o assunto a parte pode, para a prova de cada fato,
arrolar até três testemunhas num total de 10 (dez) (art.
407 § único CPC).
2.3 Prova Pericial:
 toda vez que o fato a ser provado
exigir conhecimento técnico ou cientíco, estaremos
diante da necessidade da prova técnica pericial, que
também podemos chamar de “olhos técnicos” do juiz.
Serão periciados objetos, pessoas ou coisas nos termosda lei processual. Será mediante vistoria quando se pre-
tende observação analítica de bens imóveis, exames
que podem ser médicos/clínicos em pessoas, ou de
outra ordem em coisas, p.ex. o exame topográco numadeterminada área rural e avaliação que tem nalidade de
apuração econômica, pecuniária de determinada coisa.Para que ela seja realizada, mister se faz a necessidade
de prová-la por meio de conhecimento de prossional
especializado porque de outro modo não será possível
a obtenção da prova ou vericação de fatos.
Se deferida, porque imprescindível a prova pericial nos
autos, o juiz nomeará perito judicial e às partes cará de
-
ferido o direito de indicar assistente técnico de conança
para acompanhamento dos trabalhos e elaboração delaudo paralelo no prazo de 05 dias sob pena de preclu-
são do direito de fazê-lo. Ao juiz caberá a xação de prazo para entrega do laudo,
arbitramento de honorários periciais após intimação emanifestação prévia do perito nomeado de modo que,na prática há arbitramento dos chamados honoráriosprovisórios para início dos trabalhos e com a conclusão
do laudo, a xação dos honorários denitivos que, comexceção da hipótese de parte beneciada pela gratuida
-de da justiça, suportará a parte que requerer tal prova
as despesas xadas. A prova pericial, em decorrênciada ausência de hierarquia entre as provas não torna o
 juiz vinculado ao seu resultado, devendo aplicar ao julga-mento da lide o princípio do livre convencimento motiva-do e persuasão racional ao proferir a sentença.
2.4 Depoimento Pessoal e Prova testemunhal:
Artigo 275 e seguintes CPC: importante frisar nesta ocasião que,
PROVAS
 
apesar das regras técnicas da petição inicial serem aplicadas atodo e qualquer procedimento previsto na legislação brasileira, háde se considerar que, no que se refere ao Procedimento Sumá-rio, bem como, aos processos que tramitam perante os Juizados
Especiais (Lei 9099/95), as partes deverão especificar as provas
em ocasiões específicas, sob pena de preclusão. Para o autor, napetição inicial e para o réu, na peça de contestação. Assim, tere-mos que, na hipótese de necessidade das provas testemunhaise periciais as partes interessadas deverão, obrigatoriamente, nostermos do artigo 276, 277do CPC, apresentar o rol de testemu-nhas e qualificação das mesmas na petição inicial, no caso daprova testemunhal e, na hipótese da prova pericial, indicar assis-tente técnico e ofertar quesitos para os peritos.
LINK ACADÊMICO 2
1. Citação do réu:
 282, VII: requerimento e modalidade. Arelação processual (triangular) só se aperfeiçoa com a cita-ção do réu, motivo pelo qual o autor deverá requerer essa
providência já na inicial. O autor, portanto, é obrigado a dirigir sua ação contra determinado réu que ele deva especicar.
Daí a necessidade de a citação ser requerida para poder ser deferida pelo juiz.
1.1 Custas e Despesas processuais:
art. 19 a 35 CPC. Alegislação pátria determina à parte que tenha que praticar 
determinado ato processual que arque com as despesas domesmo. A prestação da atividade jurisdicional é remunerada,estará isento dos pagamentos dos encargos processuais e
da custas apenas o beneciário da justiça gratuita, nos ter 
-mos da Lei, a saber, Lei nº. 1060/50 no artigo 2º, em atençãoao disposto no artigo 5º, inciso LXXIV da CF que determina
a assistência judiciária gratuita em cumprimento ao princípiodo acesso à Justiça. Ambos são garantias fundamentais
do cidadão. Para o pedido de concessão da gratuidade da justiça, mister se faz a juntada de declaração de condição
de hipossuciência rmada pelo requerente (parte) nos ter 
-mos do artigo 4º, § 1º da Lei 1060/50. Em São Paulo e emalguns estados da Federação há a Defensoria Pública que
presta assistência judiciária gratuita aos comprovadamentecarentes, mediante critérios denidos pelo ente mencionado,atualmente denido o teto de até três salários mínimos de
renda familiar.
LINK ACADÊMICO 3
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITODA____VARA CÍVEL DO FORO (região da Comarca se sub-
dividida em foros regionais ou foros distritais, por exemplo)
(OU APENAS) COMARCA DE.(Espaçamento 10 a 12 linhas)
(Nome do (a) Autor (a), brasileiro (a), estado civil, prossão,
portador (a) da Cédula de Identidade RG nº.). ____________inscrito (a) no CPF/MF sob o nº._____________ , residente edomiciliado (a) na Rua_________ n, Bairro, Cidade, por seuadvogado constituído, mediante instrumento de procuração
em anexo (Doc. 01) vem, respeitosamente, à presença deVossa Excelência, propor AÇÃO DE ________________,
pelo rito ......................, em face de (Nome do (a) Réu),
nacionalidade, estado civil, prossão, portador da Cédu
-la de Identidade RG nº. ____________inscrito no CPF/MF sob o nº._____________ , residente e domiciliada naRua_________ n, Bairro, Cidade, pelos motivos de fato e de
direito adiante expostos:
DOS FATOS
1.
Narrativa dos fatos: Causa de Pedir Remota e Próxima de
acordo com os apontamentos anteriores.
2.
Consubstanciado nas provas que pretende provar o quantoalegado no corpo da argumentação, as quais deverão estar 
anexadas à petição inicial.
1. Do direito1.1.
Apontamento dos fundamentos jurídicos, bem
como indicação dos dispositivos legais atinentes à es
-pécie. Argumentação jurídica a desenvolver de acordocom as normas que amparam os fatos narrados, a si-
tuação do cliente e o direito que arma existir em favor 
deste
2. Pedido:
pedido imediato, tutela jurisdicional: “diantedo exposto pede-se que seja julgado procedente o pe
-dido (é o pedido que deve ser julgado procedente e nãoa ação!
) a m de declarar ou condenar, constituir, etc.”(que é o pedido imediato correspondente exatamente
ao que se pretende com a demanda).
3. Requerimento:
autor apresenta os requerimentos,que independem do pedido, quais sejam: 1.Requerimentode citação e modalidade, 2. Intervenção do Ministério Pú-blico nos casos do art. 82 do CPC, 3. Requerimento do be-nefício da justiça gratuita (se for o caso) 4. Protesto padrãopelas provas que deverão ser produzidas (no caso de proce-dimento ordinário, como já tratado) 5.Apontamento do valor 
atribuído à causa.Termos em que, Pede Deferimento. São Paulo, dia, mês e
ano. Advogado/OAB
1. Espécies:
o réu pode se manifestar de diversas formas noprocesso, seja por meio da contestação, que é a defesa clássica;contra-atacar a pretensão do autor pleiteando em seu favor tutela jurisdicional por meio da reconvenção (art. 315 do CPC); discu-tir o direito sobre o qual se funda a ação do Autor provocando a
abrangência da providência jurisdicional, por meio da
Ação Decla-ratória Incidental, art. 5º CPC; ofertar 
Exceções
para impugnação
da competência do juízo (competência relativa) ou imparcialidade
do juiz (suspeição e impedimento). Ou ainda, refutar o valor dacausa e a concessão da justiça gratuita eventualmente concedidaem despacho inicial. Além destas formas técnicas e processuaisprevistas no ordenamento processual, há a possibilidade de reco-nhecimento jurídico do pedido que é a submissão total ou parcial
à pretensão do Autor, sujeitando-se ao réu as conseqüências doalegado pelo autor na inicial, assumindo-as, como ex. tomemos
a ação de cobrança em que o réu admite o débito do valor pre-tendido. O reconhecimento jurídico do pedido pode ser parcial ouintegral.
2. Prazo e Forma:
a legislação processual, nos procedimentosordinários outorga o prazo de 15 dias para oferta da contestaçãoe outras modalidades de defesa pelo réu nos autos. Devendo ser apresentada em peça escrita. Nos demais ritos, a contestação há
de ser apresentada em audiência.No rito sumário, o réu tem o dever de comparecer à audiência pre
-liminar art. 277, 278 do CPC; nas ações de procedimento especial,consideradas estas as previstas no Livro IV do CPC (Procedimen-tos especiais) e aquelas regradas por lei própria, o réu apresentaráa sua resposta, dentro das espécies já previstas e aceitas pelo
procedimento da ação, algumas em audiência de conciliação ouem audiência considerada una, na qual se promoverá a tentativade conciliação, instrução e julgamento. Com o é o caso, por ex. da
ação de alimentos promovida pelo rito da Lei 5478/68.
3. Espécies de Respostas3.1 Contestação:
a contestação é ônus do Réu, de modo que,em não oferecendo em tempo hábil, poderão ser aplicados os
efeitos da Revelia, que é a ausência de contestação, conforme art.319 e seguintes do CPC.
3.2 Conteúdo da Contestação:
 o princípio da Eventualidade
previsto no artigo 302 do CPC exige (determina) que o réu apre
-sente, na oportunidade da contestação, toda a matéria de defesaque lhe caiba falar (deduzir) na oportunidade, sob pena de pre-clusão consumativa, salvo nos casos do art. 303 do CPC (direitosuperveniente) e as matérias tratadas no art. 301, § 4º do CPC,matérias que o julgador poderá conhecer de ofício sem provoca-ção da parte.
3.3 Defesas processuais:
as chamadas preliminares ou ques-tões processuais
que podem acarretar a extinção do processo,
obstando o conhecimento da ação, produzindo tão somente coisa julgada formal. Estão elencadas no art. 301 do CPC. São clas-
sicadas em defesas dilatórias e peremptórias.As primeiras nãoensejam de imediato a extinção do processo, mas apenas a suadilação, enquanto que, as segundas poderão provocar a extinçãodo feito como, por exemplo, se caracterizada a carência de ação,
art. 301, X combinado com o artigo 267, VII todos do CPC.
3.4 Defesa Direta –Resistência ao Mérito:
o réu apenas nega
o direito do autor, não traz outro fato, ex.: se o réu nega o fato,
impugna diretamente o pedido do autor. Deve se evitar a simplesnegativa por parte do réu.
3.5 Defesa de Mérito indireta:
na contestação que traz tal conte-údo de defesa, o réu não se limita a negar os fatos alegados comona defesa direta de mérito
, mas argüi fatos extintivos, modicativos
ou impeditivos dos fatos alegados pelo autor. O ônus da prova édo réu, conforme art. 333, II do CPC. Nesta forma de defesa o réu
reconhece o direito do autor, mas traz fato que impeça, modiqueou extinga o direito do autor. Ex.:
a)
reconhece a dívida, mas alega
ter havido transação, é fato extintivo do direito do autor. O réu traz
fatos novos, inclusive junta documentos.
b)
exemplo de fato impe
-ditivo: prescrição. Esta não corre contra o menor: numa ação deusucapião um dos réus é menor não pode correr os anos de perdada posse contra este, portanto, impede o direito de usucapir doautor.
c)
se houve compensação de créditos pode ser argüido fato
modicativo do direito do Autor. Algumas defesas prévias ou pre
-
liminares processuais apontam para a ocorrência da decadência
e prescrição e são consideradas defesas preliminares de mérito,embora alegadas em caráter preliminar, não tem o mesmocondão daquelas defesas meramente processuais, porqueacarretarão se acolhidas,
a extinção do processo com reso
-
lução do mérito, art. 269 do CPC
. Vale dizer, são defesas
indiretas (extintivas do direito do autor).
3.6 Ação Declaratória Incidental:
o réu impugna o direitoem que se funda a ação, nos termos do art. 325 do CPC.Ataca, portanto, a causa de pedir (a remota), porque se falaem direito no artigo e não em fatos. Lembrando que causade pedir remota é o fundamento jurídico da ação e não o fato
sobre o qual ela se funda. Ex: Ação de despejo, réu alega
ser relação de comodato, não há relação locatícia, não há,portanto, que se falar em despejo, nunca houve cobrança
de alugueis, não há inadimplência. Outro ex.: Em uma ação
de cobrança, há uma cláusula nula no contrato que impededita cobrança. A alegação de nulidade da cláusula faz com
que inexista o direito A declaratória incidental, nesta hipótese,visa à declaração da nulidade da cláusula para afastamentodo direito de cobrar do Autor, que passa a congurar 
questãoprejudicial – antecedente lógico e necessário para resoluçãoda questão subseqüente. Daí a faculdade atribuída ao réu dopedido de declaração incidente em favor do Réu. Convémressaltarmos que a Ação Declaratória Incidental é pertinen-
te também ao autor, através do que se extraí do art. 4º do
CPC.
3.7 Reconvenção:
é verdadeira ação do réu contra o autor,
desde que a defesa seja conexa ou vinculada com a matériade defesa, não pode ser estranha à matéria da demanda do
autor. Não tem caráter de defesa (espécie), mas, de verda-
deiro exercício do direito de ação, sob a forma de respostado réu (gênero) em razão da pretensão do réu ofertada nos
autos do processo da ação do Autor, observando o princípioda economia processual.
Exigências:
processo pendente, identidade de procedimen-
tos, conexidade, competência do juízo. É possível o ajuiza
-mento de reconvenção contra apenas um dos litisconsortes,ou seja, há possibilidade de diminuição do pólo passivo nareconvenção, no entanto, não será possível a ampliação dopólo, de modo que, apenas quem já é parte no processopoderá reconvir. Por outro lado, o reconvinte (réu da recon-venção) será quem já faz parte da demanda, não podendoinovar nos pólos da ação.
3.7.1 . Procedimento:
 a Reconvenção, assim como qual-
quer outra ação que se propõe, exige o recolhimento de cus
-tas processuais, capacidade postulatória; tendo como únicodiferencial do procedimento da ação principal, a dispensa decitação do Autor que passará a ser denominado de reconvin-do, já que este será intimado na pessoa de seu advogado(art. 316 CPC) já constituído na ação principal, enquanto oRéu passa a receber o tratamento de reconvinte.O julgamento da reconvenção será feito na mesma oportu-nidade da ação principal, sendo julgados, ambos, por umaúnica sentença já que elementos derivados de um únicoprocedimento.
4.Exceções:
ao lado da contestação e da reconvenção,
existem ainda as exceções, também denominadas de ritu
-
ais, pois dependem de rito apropriado e forma especíca de
oferecimento.São elas:
exceções de impedimento e suspeição,
estas
de caráter subjetivo porque atacam a gura do
 julgador,no quesito da imparcialidade, sendo que o impedimento édecorre da literalidade da norma processual (art. 134 CPC),
gurando como verdadeira objeção ao processo, podendo
inclusive, ser causa de ação rescisória (art. 485, V CPC) eneste sentido, não produz preclusão, já que se trata de cir-cunstância em que o julgador está proibido de atuar, e que detão grave o vício, é passível sua argüição em sede preliminar de defesa. Já a suspeição é verdadeira causa subjetiva, pois
exige a suspeita do envolvimento pessoal do julgador com a
demanda sob seu crivo (art. 135 CPC), dependendo semprede argüição do interessado, concluindo que, poderá gerar preclusão a não argüição nos 15 dias seguintes ao conhe-cimento do fato provocador da suspeita de parcialidade domagistrado.Importante destacarmos aqui que, estas modalidades deresposta podem ser manejadas tanto pelo autor como réu,
 já que se apuradas a sua existência podem comprometer o
resultado do julgamento para qualquer das partes.
4.1 Procedimento: a)
exceção de Incompetência discute(questiona) a competência do
 juízo, do órgão julgador. Nela é
possível argüir apenas a incompetência relativa (critérios ter 
-
ritorial ou valor), devendo ser promovida exclusivamente pelo
réu, no prazo de 15 dias, sob pena de preclusão e conse-
qüente prorrogação da competência. O réu elaborará em pe
-
tição separada a exceção, na modalidade que lhe aprouver,
mediante os argumentos de fato e direito, passando a adotar a terminologia de
excipiente – para quem oferta a exceção e
ESTRUTURA DA PETIÇÃOINICIAL
CITAÇÃORESPOSTA DO RÉU

Activity (9)

You've already reviewed this. Edit your review.
1 hundred reads
1 thousand reads
Everthon Melo liked this
Nina Silva liked this
Nina Silva liked this
Lu Bueno liked this

You're Reading a Free Preview

Download
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->