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Guia Acadêmico - (Proc. Civil - Cautelar)

Guia Acadêmico - (Proc. Civil - Cautelar)

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09/05/2012

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1
1. Constituição X Processo:
a CF/88 é opano de fundo de profundas transformações noprocesso. Fala-se num modelo constitucional deprocesso, na construção de um novo
 processocivil 
, a partir da compreensão do direito à tutela
 jurisdicional qualicada (
adequada, tempestivae efetiva
) dos direitos, nos moldes da melhor interpretação do art. 5º, XXXV, da CF/88. O atualmodelo, por outro lado, não deve desprestigiar as garantias constitucionais ligadas ao devidoprocesso legal, em especial o contraditório e aampla defesa.
2. O novo processo civil:
inuenciado por 
valores como efetividade e celeridade, este novo
 processo civil 
(resultado de inúmeras reformasainda inacabadas) é reexo do Estado Constitu-cional (
neoconstitucionalismo
). De modo geral,
busca satisfazer a máxima
chiovendiana
de que
o processo deve dar, a quem tem um direito,tudo aquilo e exatamente aquilo que ele tem odireito de obter 
. O processo é visto como instru-mento de realização das diversas modalidadesde direito material, em especial dos direitos fun-damentais, não admitindo dilações indevidas. O juiz tem postura mais ativa, comprometendo-secom os resultados da jurisdição. Prestigiam-se
a tutela preventiva (ex.: inibitória) e as tutelassumárias (ex.: cautelar), sem prejuízo da tutelareparatória clássica. Há, para ns de satisfa
-ção dos direitos, um só processo, que admite
providências de conhecimento, execução e deurgência (
 processo sincrético
).
3. Tutelas diferenciadas:
outra nota caracte-
rística são as tutelas diferenciadas, que fogemdo gurino da tutela comum ordinária (clássica).
Por vezes, visam reduzir o tempo necessário
à certeza do direito (ex.: títulos extrajudiciais,
tutela monitória, julgamento imediato de mérito
do art. 330 do CPC). Em outras oportunidades,
promove técnicas que combatem os efeitosnocivos do tempo sobre o processo, acelerando
providências sumárias. Nessa última perspec
-tiva, o novo processo civil acolhe as tutelas de
urgência (e de evidência).
1. Conceito:
são modalidades de tutelasdiferenciadas, submetidas, normalmente, àcognição sumária, que permitem a adoção provisória
de medidas conservativas ou satisfativas, com o m
de acelerar providências materiais para debelar osmales do tempo sobre o processo
. Visa, portanto,evitar o dano proporcionado pela demora do pro-
cesso (
dano marginal 
). Combate o tempo-inimigo.
Envolve providências emergenciais, em atenção ao
perigo da demora. Mas não só. Alcança tambéma necessidade de medidas rápidas, para tutelar o
direito evidente (ex.: liminar possessória ou a tutela
do art. 273, §6º, do CPC). De modo amplo, pode-sefalar em tutela de urgência, que abrange tanto astutelas de evidência quanto as emergenciais.
2. Fundamento constitucional:
art. 5º, XXXV, da
CF/88, que faz menção expressa a situações que
envolvam
ameaça a direito
. Conseqüência prática:
inconstitucionalidade, segundo circunstâncias docaso concreto, de normas restritivas de liminares ou
medidas de urgência (ex.: Lei 9494/97).
3. Liminares:
não devem ser confundidas comas tutelas de urgência. O termo
liminar 
signicaqualquer providência concedida no início, na porta,
no limiar do processo. Fora deste momento inicial,as medidas de urgência, tecnicamente, não são
liminares (ex.: tutela antecipada concedida após a
defesa ou na sentença). A utilização do termo
liminar 
 é de pouca serventia, pois diz respeito ao momentoe não à natureza da medida.
4. Espécies:
tutela cautelar e tutela antecipada.
5. Algumas características5.1. Cognição sumária:
não exigem juízo de certe
-
za. A sumariedade da cognição conduz a juízos de
verossimilhança e probabilidade. O juiz pode decidir 
sem exame profundo do direito material, armando
apenas o provável.
 Alerta
: a tutela de urgênciatambém pode ser deferida quando já exaurida a
investigação probatória e o juiz estiver convicto do di-
reito (ex.: tutela antecipada concedida na sentença)
ou ainda mediante tutela sumária do direito evidente
(ex.: art. 273, §6º, e art. 928, ambos do CPC).
5.2. Provisoriedade:
até em razão da cogniçãosumária, as decisões concessivas de tutelas deurgência são provisórias, de modo que podem ser 
revogadas ou modicadas a qualquer momento.
Por tal razão, não ensejam a produção de
coisa julgada material 
.
 Alerta
: caminha-se, no futuro, para
a construção de uma
tutela de urgência satisfativae autônoma
, por meio de medidas como a estabili-zação da tutela antecipada.
5.3. Referibilidade:
sempre garantem a efetividadede outra tutela jurisdicional. Há, pois, umareferibilidade, que não é necessariamente aum outro processo, mas
sempre
a uma outra
tutela (denitiva). Vale lembrar que, hoje em dia,
até mesmo a tutela cautelar pode ser prestada
no próprio processo sincrético (art. 273, §7º,do CPC), sem que se exija referência a
outro
 processo principal.
5.4. Aceleração de providências práticas:
astutelas de urgência sempre permitem inovação
na situação existente no plano do direito mate
-rial, antes do tempo próprio. Algumas vezes,
asseguram a tutela nal sem satisfazer, como
ocorre com as medidas cautelares; outras ve-zes, satisfazem provisoriamente, no todo ou em
parte, o direito material (tutela antecipada).
5.5. Imediata executoriedade:
não admitem
procrastinação ou retardamento na executorie
-dade das decisões que as concedem. A urgênciaimpõe efetivação imediata das providênciasdeterminadas.
Link Acadmico 1
6. Alguns princípios processuais: aplicação
específca
6.1. Princípio da tutela efetiva e tempestiva:
decorre da inafastabilidade da jurisdição, que
garante o acesso a uma ordem jurídica justa (art.
5º, XXXV, da CF/88). Diante do risco provável deque a tutela jurisdicional não se efetive, lança-se mão de medidas de urgência para garantir a
futura execução ou mesmo antecipar os efeitosda decisão nal. Daí a íntima ligação entre
tutelas de urgência e o direito constitucional a
uma tutela efetiva e célere (ver também art. 5º,LXXVIII, da CF/88).
6.2. Juiz natural:
garante o julgamento pela
autoridade competente (art. 5º, LIII, da CF/88).
A afronta a tal postulado traz conseqüênciasgraves. No processo civil, são nulos os atos
decisórios emanados de juízo absolutamenteincompetente (art. 113, §2º, do CPC). Tal rigor 
é mitigado nas tutelas de urgência, admitindo-se
que, por amor à efetividade, juízo absolutamenteincompetente dera medida de urgência, sub
-sistindo esta
apenas
se houver a raticaçãopelo juízo natural.
6.3. Motivação:
como garantia do Estado
Democrático de Direito, as decisões judiciais
devem ser motivadas, sob pena de nulidade (art.93, IX, da CF/88), até como meio de permitir a
interposição de eventual recurso. Não se admite,
por exemplo, menção genérica à presença ou
ausência dos requisitos legais das tutelas de
O Noo Processo Ciil e asTutelas de Emergncia
Tutelas de Urgncia: Aspectos Gerais
PROCESSO CIvILTUTELAS DEURGêNCIA
 
 WWW.MEMESJURIDICO.COM.BR
2
urgência, sem real exame dos mesmos. Issoequivale à ausência de motivação, que nulica o
ato judicial. Admite-se, contudo, fundamentaçãoconcisa.
6.4. Demanda:
nas tutelas de urgência há uma
evidente mitigação do princípio da adstriçãoda decisão ao pedido, que proíbe que o juiz
decida fora dos limites do pedido. Nota-se umaespécie de poder geral de urgência, que permiteao juiz, dentro da proporcionalidade, conceder medida sumária diversa da que foi pedida. São,
portanto, amplos os atuais poderes atribuídos
ao juiz para prestar tutela de urgência.
6.5. Contraditório:
como fator de legitimaçãodas decisões judiciais, minimiza os riscos de-correntes da atividade judicial. O processo deveviabilizar um diálogo permanente entre o juiz e
as partes. As decisões devem ser construídas.Alguns já o compreendem como princípio da
não-surpresa, impondo que as partes sejamouvidas antes da tomada de qualquer decisão. A
regra, portanto, é o contraditório antecipado (“ex
ante”), devendo preceder à decisão. Quanto àstutelas de urgência, admite-se que o contraditó-rio seja transferido para um momento posterior,
concedendo-se a medida “inaudita altera parte”.Lícito, pois, o contraditório diferido (“ex post”),com a ressalva de que, sempre que possível, o
diálogo deve anteceder a decisão.
6.6. Proporcionalidade:
 é considerado postula-
do mais fácil de compreender do que denir. Odevido processo legal substancial exige decisõesrazoáveis e proporcionais. É princípio que orien
-ta a hermenêutica constitucional, promovendo
a harmonização de conitos entre princípiosconstitucionais. A só existência das tutelas de
urgência já decorre de uma harmonização entreos postulados da efetividade e da segurança
 jurídica. A proporcionalidade tem grande valor 
para as tutelas de urgência, permitindo que asdecisões reputadas desproporcionais possam
ser controladas em seu conteúdo.
6.7. Fungibilidade:
 representa uma manifesta-
ção do princípio da instrumentalidade das for 
-
mas. De um lado, justica a concessão judicialde medida diversa da pedida. Pode haver, p. ex.,
a concessão de medida inominada quando au-
sentes os requisitos da cautelar especíca pos
-tulada. Diante do art. 273, § 7ºdo CPC, tambémé permitida a fungibilidade entre as espécies detutelas de urgência, podendo-se conceder tutelacautelar incidentalmente no processo principal,nos moldes da tutela antecipada. Predomina,ainda, a idéia de que tal regra é uma via demão-dupla, admitindo também a concessãode tutela antecipada postulada via processocautelar. Não importa o meio, mas a prestaçãode uma tutela de urgência efetiva.
Link Acadmico 2
1. Noções iniciais e conceito:
foi a primeiramodalidade de tutela de urgência admitida
no direito pátrio, coexistindo com a tutela deconhecimento e de execução (vide Livro III do CPC).Tem uma nalidade própria, ligada à efetivação datutela jurisdicional denitiva.
 A tutela cautelar, semsatisfazer o direito material, visa garantir o resultadoútil da tutela de conhecimento ou de execução. Tem, portanto, a função de proteger, assegurar, prevenir 
a efetividade da tutela nal, retirando de situação
 periclitante as pessoas, as provas e os bens envol-vidos no processo, sem maiores incursões no direitodas partes
. Combate, portanto, o tempo-inimigo, os
riscos à prestação nal de uma tutela adequada,tempestiva e efetiva (art. 5º, XXXV, da CF/88).
2. Histórico:
foi estruturada, de início, para ser pres
-tada via processo autônomo. Recebeu tratamento
legislativo privilegiado (livro próprio), ao contrário deoutros países. Por reinar com exclusividade, serviu,com o tempo, de veículo para todas as tutelas de
urgência, admitindo-se, por razões práticas, as
cautelares satisfativas. Hoje, assume lugar denido:
serve para acautelar, não satisfazer 
. Não obstante,pode aparecer incidentalmente no processo sincré-
tico (ex.: art. 273, §7º, e art. 266, ambos do CPC).Pode, como de praxe, ser também veiculada via
processo autônomo. Nesta hipótese, seguirá, adepender do caso, o procedimento comum ou ritos
especícos.
3. Cautelar X tutela antecipada:
são espécies dogênero tutela de urgência, sendo, portanto, provisó-
rias, sumárias e fungíveis. Contudo, só a segunda
é satisfativa. Para a maioria, há diferenças quanto
às exigências legais.
4. Principais características4.1. Tutela o interesse processual:
 como diziaCarnelutti, a cautelar serve à tutela do processo enão ao direito material. Garante apenas a utilidade
do provimento nal, por meio de providências con
-servativas. Não se destina à atuação das normas
do ordenamento jurídico substancial, mas à garantiada tutela nal.
4.2. Instrumentalidade/Referibilidade:
como serve
à tutela denitiva, o provimento cautelar não é umm em si mesmo. É meio, instrumento de efetividade
processual.
Detalhe
: não se deve dizer, na linha
clássica, que a cautelar é
sempre
um instrumentode
outro
 
 processo
, mas de
outra
 
tutela
, pois podeser concedida incidentalmente no processo principal,
sem exigir referência a
outro
 
 processo autônomo
.
4.3. Objetivos próprios (autonomia):
ainda quea autonomia procedimental tenha sido mitigada,a tutela cautelar continua com objetivos próprios,que independem do direito material. Fala-se numa
pretensão autônoma à segurança. Daí porque os
resultados da medida cautelar em nada afetam a pre-
tensão nal, exceto quando, por razões de economia
processual, acolhe-se decadência ou prescrição do
direito do autor (art. 810, 2ª parte, do CPC).
4.4. Provisoriedade:
como toda tutela de urgência,
as cautelares são provisórias, existindo, no máximo,até o momento da prestação da tutela denitiva.Têm uma existência limitada no tempo. Ademais, amedida cautelar pode ser substituída (art. 805, CPC),revogada ou modicada (art. 807 do CPC).
4.5. Cognição sumária:
não se submete a cognição
exauriente, exigindo apenas um exame supercial
da prova. A urgência não permite maior aprofun-
damento no exame do direito. Exige apreciação
apenas
do “fumus boni juris” e do “periculum in
mora”. Resultam, portanto, procedimentos maiscéleres e curtos que o tradicional.
5. Outras características5.1.
 Forma-se uma relação acessória, pois a
tutela cautelar é dependente da tutela nal (art.796, CPC), só existindo
em função e tendo emvista
esta última, sem prejuízo da nalidade
própria da cautela;
5.2.
 O processo cautelar, quando manejado,será autuado em apartado e apensado ao
processo principal (art. 809, CPC), embora a
tramitação procedimental seja independente.
6. Classifcação:
 
as cautelares podem ser:
6.1.
 
Preparatórias (antecedem a propositura da açãoprincipal) ou incidentais (no curso ou mesmo
no bojo da ação principal);
6.2.
 Nominadas ou
típicas (seguem procedimento previsto no CPC)e inominadas ou atípicas (baseadas no poder geral de cautela do juiz - art. 798 do CPC).
7. Competência:
 
o juízo competente paraa cautelar é o mesmo da ação principal (art.108 do CPC). Se for preparatória, o juízo ca
prevento para conhecer da futura ação principal,
exceto nas meramente conservativas de direitos(ex.: protestos, noticações, interpelações etc.).Interposto o recurso, a medida será requeridadiretamente no tribunal (art. 800, parágrafoúnico, CPC). Como já dito, em situações de
manifesta urgência, admite-se a concessão
de medida cautelar por juízo absolutamenteincompetente, cando a providência sujeita a
uma posterior apreciação do juiz natural.
8. Poder geral de cautela do juiz: aspectosiniciais8.1. Noções gerais e conceito:
tem base nos
arts. 798 e 799 (rol exemplicativo) do CPC.
Há situações cotidianas que pedem atuaçãocautelar do Judiciário e não se incluem no rol
das medidas cautelares típicas. Daí a previsão
do poder geral de cautela do juiz, que autoriza aconcessão de medidas cautelares diversas paradebelar situações de perigo não antecipadas
pelo legislador. Em suma,
o poder geral de cau-tela é aquele que permite o ajuizamento amplode ações cautelares inominadas, assim comoque providências cautelares sejam deferidasincidentalmente (art. 273, §7º, do CPC)
.
8.2. Admissibilidade e mérito:
 quandopostuladas via ação autônoma, as cautelares
inominadas exigem provocação (princípio da
demanda - art. 2º do CPC), submetem-se aos
pressupostos processuais de existência e vali
-
dade, às condições gerais da ação (legitimidade“ad causam”, interesse de agir e possibilidade jurídica do pedido), além de possuírem causade pedir (“fumus boni juris” e “periculum in
mora”) e pedido próprio. O pedido é o mérito dacautelar, consubstanciando-se numa pretensão
à segurança da tutela nal. Há, pois, mérito na
cautelar, embora não se possa falar em coisa
Tutela Cautelar:Teoria Geral e Ação Cau- telar Inominada
 
 WWW.MEMESJURIDICO.COM.BR
3
 julgada material ou possibilidade de rescisória,consoante posição majoritária. Por outro lado,o pedido incidental de medida cautelar é maissimples e feito nos moldes do pedido de tutela
antecipada (art. 273, §7º, do CPC).
8.3. Limites:
o poder geral de cautela, emboraamplo, não é ilimitado tampouco arbitrário.
São seus principais limites:
8.3.1.
a medidainominada tem que ser necessária, provisóriae proporcional;
8.3.2.
não pode ser mais ampla
ou dissociada da tutela nal denitiva;
8.3.3.
não deve ser satisfativa, o que não signicadefender o culto ao formalismo (assim: se for 
feito pedido satisfativo via ação cautelar, o juizdeve aplicar a fungibilidade e promover a adap-tação procedimental);
8.3.4.
não deve substituir 
o procedimento de medida cautelar típica (ex.:
se, pela via da ação cautelar inominada, pede-se
medida identicada com o seqüestro, esta será
aproveitada, mas deverá seguir o rito dos arts.822 e seguintes).
8.4. Poder cautelar genérico:
 alguns autoresdefendem que o poder geral de cautela - conju-
gando-se os arts. 797 e 798 do CPC - autoriza
o juiz a conceder, quando necessário, medidas
cautelares “ex ofcio”, a partir de um verdadeiropoder cautelar genérico. Entende-se que, emcasos excepcionais, o juiz poderá determinar,de ofício, medidas cautelares incidentais (no
bojo de uma ação judicial). Outros, contudo,
restringem aos casos expressamente previstosem lei (ex.: art. 1001 do CPC).
9. Procedimento da ação cautelar inomi-nada9.1. Petição inicial:
 deve seguir os requisitos
do art. 801, combinados com o art. 282, ambosdo CPC. Exigem-se, pois, pedido, valor da
causa e requerimento de citação. Nas cautelarespreparatórias, deve-se fazer referência à ação
principal, pois é preciso identicar a lide principale seus fundamentos (art. 801, III, do CPC).
9.2. Medida cautelar “inaudita altera parte”:
 quando houver urgência tamanha que não su-porte esperar o procedimento mais célere das
cautelares, cabe pedir medida cautelar “inauditaaltera parte” (sem ouvir o requerido), que se
comporta como uma antecipação da tutela cau-
telar, mas não da tutela nal.
Detalhe
: condição
para tal pleito é que o réu, sendo citado, possa
tornar inecaz a medida, não sendo suciente o“fumus boni juris” e o “periculum in mora”. Contrao Poder Público vigem as limitações impostaspela Lei 8.437/92, que podem, à luz do caso
concreto, ser afastadas, em homenagem aodireito à tutela efetiva.
9.3. Contracautela:
 pode o juiz, diante dos ris-cos da liminar e da responsabilidade objetiva do
requerente (art. 811 do CPC), exigir contracau
-
tela, consistente em caução real ou dejussória,a m de garantir eventuais prejuízos advindos
da concessão da medida. A contracautela não
precisa de pedido da parte (o juiz pode agir deofício) e não exige as formalidades dos arts.
826 a 838 do CPC.
9.4. Citação:
deverá ser promovida pelo reque-rente, que precisa estar atento aos riscos do art.
811, II, do CPC.
9.5. Defesa:
 o prazo é de cinco dias, aplicando-se os
arts. 188 e 191, do CPC. Não se admite a reconven
-
ção, mas apenas contestação e exceções de incom
-petência relativa, impedimento e suspeição. Podem
incidir os efeitos da revelia (art. 803 do CPC).
9.6. Audiência de instrução:
é esporádica, poisnormalmente enseja julgamento antecipado. Se
existir, deverá envolver 
apenas
a prova da aparênciado direito e do perigo da demora. Cabe tentar a
conciliação (art. 125, IV, do CPC).
9.7. Sentença e recurso:
a sentença cautelar não
elimina o conito, somente examina a pretensão à
segurança, a não ser quando reconhece a decadên-cia ou prescrição do direito do autor, por razões de
economia processual. Desaa apelação recebidaapenas no efeito devolutivo (art. 520, IV, do CPC). A
sentença somente faz coisa julgada formal, segundoa maior parte da doutrina.
9.8. Efetivação:
 a efetivação da cautela é imediata,admitindo-se a utilização dos meios coercitivos e
executivos do art. 461, §§ 5º e 6º, do CPC, como a
multa periódica. A efetivação corre por conta e riscodo requerente, que responde objetivamente pelos
prejuízos (art. 811 do CPC).
10. Possibilidade de alteração:
diante da proviso-
riedade e fungibilidade, é ínsita à tutela cautelar apossibilidade de, a qualquer tempo, o juiz modicar (ampliar, reduzir ou trocar) ou revogar (tornar sem
efeito) a providência concedida, pois as situações derisco são altamente mutáveis. A maioria da doutrina
exige que sejam noticiados fatos novos para ensejar 
a alteração. Outra possibilidade é a substituição,
de ofício ou a requerimento das partes, da medida
cautelar deferida pela prestação de caução ou outra
medida menos gravosa para o requerido (art. 805
do CPC).
11. Substituição (art. 805) X contracautela (art.804):
a referida substituição não se confunde com acontracautela, pois esta é prestada pelo requerentee não anula a medida deferida, mas soma-se a ela
para garantir eventuais prejuízos. Já a substituiçãoda providência cautelar signica que a caução ou
outra medida menos gravosa irá tomar o lugar da
cautelar concedida, que deixará de existir.
12. Efcácia e extinção:
as medidas cautelares,
de regra, conservam sua ecácia, desde sua efe-tivação até a prestação da tutela denitiva, perdu-
rando, salvo decisão judicial em contrário, durante
a suspensão do processo (art. 807, parágrafo único,do CPC). Normalmente se extinguem com o m darelação processual onde prestada a tutela denitiva(art. 808, III, do CPC). Extingue-se também quando:
I)
não proposta a ação principal no prazo de trintadias, contados da data da
efeti vação
da medida, enão de sua concessão;
II)
não houver a efetivação,
por desídia do requerente, da medida cautelar 
deferida, no prazo de trinta dias.
Importante:
extintaa medida, não é possível reiterar o pedido, salvopor novo fundamento (art. 808, parágrafo único,
do CPC).
Link Acadmico 3
1. Considerações iniciais:
ao prever proce-
dimentos cautelares especícos, o CPC não
se vale de boa técnica. Promove verdadeiramiscelânea, ao tratar de procedimentos verda-
deiramente cautelares (ex.: arresto e seqüestro),além de outros que exigem rito mais célere, mas
não possuem natureza propriamente cautelar 
(ex.: alimentos provisionais) ou mesmo conten
-
ciosa (ex.: protestos, noticações, justicaçãoetc.). Há, ainda, alguns de natureza híbrida,com feição cautelar ou satisfativa (ex.: busca
e apreensão). A todos se aplicam, naquilo quecouber, as disposições gerais do processocautelar, já estudadas.
2. Peculiaridades:
é preciso atenção à
expressão “naquilo que couber”, isto porquealguns procedimentos especícos não seguemo regime jurídico da tutela assecuratória. Emcertos casos: não há necessidade de ajuiza
-mento de ação principal; não há prevenção da
competência; inexiste cognição sumaria; há
satisfação do direito, apesar de seguirem rito
cautelar; há denitividade etc. É o que ocorre
com medidas urgentes satisfativas, como a do
art. 888, VIII, do CPC.
3. Tratamento específco:
 ante a limitação deespaço, nem todas as cautelares nominadasserão detalhadas. Daremos especial atenção
às seguintes medidas de urgência: o arresto,
o seqüestro, a busca e apreensão, a produçãoantecipada de prova, os alimentos provisionaise o atentado.
4. Arresto
4.1. Noções gerais e fnalidade:
trata-se de
genuína cautelar, pois viabiliza o resultado útil
de processo que envolve obrigação de pagar,assegurando futura penhora.
Com o arresto,há a apreensão judicial provisória de bensindeterminados e penhoráveis (de qualquer natureza) do devedor, impedindo dilapidaçãodo patrimônio deste e, assim, favorecendo a penhora e satisfação futura de eventual direitode crédito
. Combate, pois, uma possível insol
-vência deliberada do devedor, apta a frustrar o pagamento de débito. Segue basicamenteo procedimento das cautelares inominadas,
com as poucas ressalvas dos arts. 813 a 821,
todos do CPC.
4.2. Requisitos:
são rigorosos, a saber:
4.2.1.
 prova literal 
da dívida líquida e certa (“fumus
boni juris”);
4.2.2.
demonstração de uma das
situações do art. 813 do CPC (“periculum in
mora”). Vê-se, assim, a necessidade de um
credor qualicado e um devedor desqualicado.Para o credor, não importa se a dívida não éexigível, bastando seja líquida e certa (como abrandamento do art. 814, parágrafo único,
do CPC). Se ajuizada sem satisfação dosrequisitos, o juiz pode aplicar a fungibilidade ereceber como cautelar inominada ou, se for ocaso, como busca e apreensão, impedindo a
alienação injusticada de bens.
ProcedimentosCautelares Específcos

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