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Guia Acadêmico - (Responsabilidade Civil)

Guia Acadêmico - (Responsabilidade Civil)

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05/31/2013

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1
1. Introdução: 
Os conceitos básicosde estruturação da responsabilidadecivil são extensíveis a toda disciplina.A culpa vai ser culpa em todo cânone,não interessa onde esteja situada.
 
Odano e o nexo de causalidade, também.
O que certamente vai se modicar é o
fato social. O papel dessa fase inicialde estudo da responsabilidade civil éprecisar os conceitos, é dizer o que éa responsabilidade civil nos termos de
sua estrutura cientíca. A casuística vaicar a critério de cada um ao lidar com
esse tipo de situação. Isso não quer dizer que se pode passar a defender qualquer tipo de tese. Há que se guiar 
pela estrutura cientíca, apesar de ser inegável a grande inuência da casuís
-tica nesse campo do Direito.
2. Elementos Essenciais:
a TeoriaGeral da Responsabilidade Civil tra-balha com quatro elementos funda-mentais:
ação ou omissão
(conduta,fato social),
culpa, dano
e
nexo decausalidade (entre a conduta e o dano)
.Apesar de ter crescido o número dehipóteses legais em que o elemento
culpa
é desnecessário para a congu-
ração da responsabilidade civil, o atualCódigo mantém como regra geral aresponsabilidade subjetiva, ou seja,a responsabilidade dependente da
existência de culpa (intencional ou por impru dência, negligência ou imperícia).
Essa regra geral encontra-se no art.186 do CC: “aquele que, por ação ou
omissão voluntária, negligência ou im
-
prudência, violar direito e causar dano
a outrem, ainda que exclusivamentemoral, comete ato ilícito”. De qualquer forma, é bom ressaltar que há duashipóteses de responsa bilidade objetivabastante abrangentes no atual CC. Sãoas do art. 927, parágrafo único, que adotaa Teoria do Risco-Proveito, dispondo queos danos causados por atividade de riscodão ensejo a responsabilidade independen-temente de culpa, e do art. 931, que dispõeo mesmo para as atividades de circulaçãode produtos.
1. Responsabilidade Civil Subjetiva:
oque caracteriza a responsabilidade civilsubjetiva é a presença de todos os ele-mentos fundamentais acima referidos, ou
seja, a existência de conduta, de culpa, de
dano e de nexo de causalidade (entre aconduta e o dano).
2. Responsabilidade Civil Objetiva:
nes-
ta não há a aferição da culpa. É sucientea existência de conduta, dano e vínculo
(nexo da causalidade)
.
Agora é preciso ter cuidado com essa exclusão da culpa, pois
ela é só “a priori”. É errada a armativa
segundo a qual na responsabilidade civilobjetiva não há culpa. O que a lei dispõe
é que não é necessária a sua existência
para haver responsabilidade civil inicial. Épossível até que o agente atue com culpa,mas isso não será rele vante para que sejaresponsabilizado. Todavia, numa eventualação regressiva, pode-se discutir o elemen-to
culpa
para que seja julgada procedente.Por exemplo: quando um funcionário pú-blico age e causa um dano a alguém, naação que a vítima moverá contra o Estadonão se discutirá culpa, pois este respondeobjetivamente. Mas, na ação regressivaque o Estado mover contra seu funcionário,a culpa será discutida, pois os funcionáriospúblicos respondem subjetivamente. Emverdade, a responsabilidade civil objetivase biparte. Ela tem uma fase em queé literalmente objetiva, onde não háque se falar em culpa, e pode ter umasegunda parte que consiste numaação regressiva, que só será julgada
procedente se vericada a existência
da culpa.
3. Responsabilidade Civil Contratual:
 
é aquela decorrente da violação de um preceito previamente combinado entreas partes
. Para sua conguração são
necessários dois requisitos, a saber:
3.1.
a existência de um vínculo anterior;
3.2.
o descumprimento de um dever deconduta previsto no contrato ou própriodaquele tipo de contrato.
4. Responsabilidade Civil Extracontra-tual:
 
é aquela decorrente da violaçãode um preceito genérico previsto em lei,consistente no dever que as pessoastêm de não causar dano aos outros.
Também chamada de responsabilidadecivil
aqui liana
.
Como se percebe, naresponsabilidade extracontratual, nãose tem vínculo jurídico anterior. Essaresponsabilidade é também conhecidacomo responsabilidade delituosa. Nãohá obrigatoriamente, com a violação
da norma, a conguração de um delito,
mas todas aquelas provenientes da prá-tica de um delito são extracontratuais,são
aquilianas
.
5. Responsabilidades Civis Espe-ciais:
como responsabilidade especialtem-se a
 por 
fato de terceiros
, queé a que tem os binômios empregado/empregador, pais/filhos, curadores/curatelados e tu tores/tutelados. Nes-ses casos uma pessoa responde pelaconduta de outra. Tem-se também aresponsabilidade
 por fato da coisa
.Aqui, uma pessoa responde por fatos de
Teori Ger d Reso-sbiidde CiiCssifcção d Resos-biidde Cii
RESpOnSaBIlIDaDECIvIl
 
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2
coisas ou de animais que estão sob suaresponsabilidade. Há também outroscasos particulares, em que há regras
especícas acerca da responsabilidade,
tais como de advogados, médicos,construtores etc.
lik acdêmico 1
1. Ação ou Omissão. 
Trata-se daconduta, ou seja, da atividade (humana)exteriori zada de alguma forma
. Mesmoquando há responsabilidade por fato dacoisa, es tá-se diante de uma presumidaconduta da pessoa responsável. Por exemplo, se o cachorro de alguémacaba por machucar uma pessoa, eseu dono não provar culpa exclusiva davítima ou força maior, ele responderá,presumindo-se uma
conduta
culposa desua parte. É impor tante ressaltar quenão é só uma ação (conduta comissiva)que pode gerar res ponsabilidade. Umaomissão, preenchidos outros requisitos,
também pode fazer congurá-la.
2. Culpa.2.1. Conceito:
é um fato subjetivo gera-dor de conseqüências jurídicas, consis-tente na intenção (dolo), na negligência,na im perícia ou na imprudência.
Dolo
é intenção.
Imprudência
é umaação exagerada, sem cautela (é umagir de mais).
 
Negligência
 
é uma falta,é um atuar descuidado (é um agir demenos)
. Já a
Imperícia
 
é um atuar sem o cumpri mento das regras de uma
 prossão ou ofício
. Ela se congurará
se a pessoa é perita na realizaçãodaquele ato e, por acaso, equivoca-se,deixando de cumprir regra básica desua atividade. Assim, uma pessoa quedirige um veículo e atropela outra depropósito age com dolo. Uma pessoaque está em alta velocidade e atropela
alguém age com imprudência (cuidado:
quem participa de “racha” e machucaalguém está agindo com dolo eventual,que é aquela situação em que a pes-soa aceita o risco de prejudicar outra).Uma pessoa que não troca o pneu docarro, já muito careca, e/ou não troca
o uido do freio, e não consegue frenar 
a tempo o veículo, machucando uma
pessoa, age com negligência (agiu
de menos). E uma pessoa que é médicae deixa de respeitar regra básica de umprocedimento cirúrgico, por exemplo, agecom imperícia.
A culpa em sentido amplo é gênero. O dolo
é uma de suas espécies. As outras espé-
cies (imprudência, negligência e imperícia)
são chamadas de
culpa em sentido estrito.
 Para o Direito Privado não importa se osatos foram cometidos com dolo ou comculpa. Normalmente não existe a grada-
ção do ato para vericar se haverá ou não
responsabilidade (há uma exce ção no que
se refere aos contratos bené cos - art. 392,
CC). O que importa para o Direito Civil é aindenização, e esta corresponde, como re-gra, à extensão do dano, e não à extensãoda culpa. Existem a indenização propria-mente dita e a indenização-compensação.Só que há outras for mas de indenização.Há a indenização compensatória, que éaquela em que jamais se conseguirá voltar ao “status quo” anterior, como no caso dosdanos morais, os quais, em verdade, não
são indenizáveis; eles são compensáveis. A
compensação é uma espécie de indeniza-ção. Um exemplo disso é o dano estético,porque jamais aquela pessoa vai voltar a
ter a aparência anterior; então, estaremos
diante de uma compensação, que é umaforma de indenizar, e que poderá levar em conta o grau de culpa, como meio de
desestimular o autor do dano a cometê-lo
novamente.
2.2. Ato ilícito.
Como se viu, o art. 186dispõe que a conduta que gera um danoe que é culposa, ou seja, praticada com
dolo, imprudência, negligência ou im-perícia, é denida como um
ato ilícito
. o art. 927 complementa a disposição paradizer que quem comete ato ilícito deverá
reparar o dano
. Assim, como regra, a res-ponsabilidade civil só existe se houver umato ilícito. O abuso de direito, por exemplo,é considerado ato ilícito e, portanto, gerao dever de indenizar (art. 187). Todavia,há situações nas quais, embora não hajao cometimento de ato ilícito (ato com doloou culpa em sentido estrito), mesmo assimquem pratica o ato deverá responder por ele. Trata-se da responsabilidade por atoslícitos. Um exemplo é o Estado, que, ape-sar de agir licitamente ao desapropriar umaárea, responderá pela indenização corres-pondente perante o proprietário do imóvel.Outro exemplo é o da responsabilidadeobjetiva. Como se sabe, não se discuteculpa neste tipo de responsabilidade.Entretanto, pode ser que o causa dor do dano, efetivamente, não tenha agidocom culpa alguma, mas, mesmo assim,terá que responder, o que caracte rizariauma responsabilidade por ato lícito. Oatual Código Civil traz uma série desituações de responsabilidade indepen-dentemente de culpa, tais como as dosarts. 927, parágrafo único, e 931.
2.3. Classifcação da culpa.
2.3.1.“in eligendo”:
 
é a derivada deuma má escolha de alguém, sendocomum entre as pessoas jurídicas eseus prepostos.
2.3.2.“in vigilando”:
 
é a derivadada fal ta de cumprimento do dever devigilância.
2.3.3.“in omitendo”:
é a derivada dainação, da omissão.
2.3.4.“in comitendo”:
é a derivadada comissão, da ação, da atuação positiva.
2.3.5.“in custodiendo”:
é a derivadado dever de vigilância, mas não emrelação a pessoas, mas a animais ea coisas.
2.4. Gradação da culpa
A culpa também pode ser divididaem
grave
(ou lata),
leve
e
levíssima
.
Como regra, essa classicação não
faz diferença, vez que o art. 944 do CCestabelece que “a indenização mede-sepela extensão do dano”, e não pelo grauda culpa. Todavia, o atual CC dispõeque “se houver excessiva desproporçãoentre a gravidade da culpa e o dano,poderá o juiz reduzir, eqüitativamente,a indenização” (art. 944, parágrafo úni-co). Há também outra exceção, no quese refere ao incapaz, que, apesar deresponder pelos prejuízos que causar,preenchidos determinados requisitos, aindenização que deverá suportar deveser “eqüitativa” (art. 928).
2.5. Culpa concorrente
A culpa concorrente
é aquela em quedois ou mais agentes atuam culposa-mente num dado evento que caracterizeato ilícito
. Nesse caso, a indenizaçãopelos danos causados aos agentesserá compartilhada. Todavia, se apenasum dos agentes culpados for vítima, a
sua indenização será xada tendo-se
em conta a gravidade de sua culpa emconfronto com a do autor do dano (art.945, CC).
Eemetos Esseciis dResosbiidde Cii
 
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2.6.Culpa contratual e culpa extracon-tratual
Como se viu,
a responsabilidadecontratual ocorre no contexto em que previamente existe um vínculo contra-tual entre as pes soas, ao passo que aextracontratual ocor re num contexto emque não há vínculo jurídico prévio entrevítima e causador do dano.
Importa ago-ra saber como se de senvolve a “culpacontratual e a extracontratual. No casoda primeira, o descumprimento de umacláusula contratual presume a culpa. Ouseja, se alguém não pa gar a prestaçãode um contrato em dia, presume-se queo fez culposamente, sendo desneces-sária a prova de uma conduta culposaem juízo. Já, se alguém esbarrar emoutra pessoa na rua e esta vier a sofrer danos, como não há vínculo anterior (questão extracontratual), há de se pro-var em juízo a culpa de quem esbarrouna vítima para que o primeiro respondacivilmente.
3. Dano.3.1. Conceito:
é um prejuízo a umbem jurídico de uma pessoa.
Essebem jurídico pode ser tanto material(prejuízo econô mico) como imaterial(prejuízo moral). O estudo do dano éimportante, pois nosso sistema jurídicoé voltado para acepção do dano, quer dizer, nossas indenizações, em regra,são graduadas pela extensão do dano,
e não pela violência da culpa.
3.2. Espécies:3.2.1.Dano Material:
é o prejuízoeconômico sofrido pela vítima
. Há asseguintes subespécies:
a)danos emergentes:
são os quedecor rem imediatamente do eventodanoso
. Envolve tudo o que efetiva-mente será gasto para voltar ao estadoanterior.
b)lucros cessantes:
são os que avítima deixa de receber por conta doevento danoso
. Por exemplo, no caso
de um prossional liberal, os honoráriosque deixa de ganhar com o fato de car 
internado ou em repouso, sem poder trabalhar.
3.2.2.Dano Moral:
é a mácula ao espí-rito humano, um ofender à honra objeti-va ou subjetiva do ser.
A CF assegura aindenização por danos morais (art. 5º,V e X). É preciso a justa compreensão
de que não é qualquer atitude que con
-gura dano moral indenizável, porque nemtoda atitude causa esta mácula ao espíritohumano, seja a reputação que se tem pe-rante a sociedade (honra objetiva), sejaa auto-estima (honra subjetiva). No casoda pessoa jurídica, só há falar em honraobjetiva, que diz respeito à imagem da pes-soa perante o mercado. Tal entendimentogerou a Súmula 227 do STJ, segundo aqual “a pessoa jurídica pode sofrer danomoral”. Também cabe pedir indenização por danos morais em caso de violação a direitode personalidade de pessoa já falecida,tais como sua honra, sua voz (gravada),
sua imagem (fotografada ou lmada). A
indenização reverterá, em regra, para as
pessoas a que faz referência os arts. 12
e 20 do CC.
3.2.3.Dano Estético:
 
é o decorre do pre juízo aparente e duradouro ao corpode uma pessoa
. O dano estético mesclao dano material e o dano moral. Detalhe:não é toda vez que o dano estético vaigerar esse tipo de situação, até porque odano estético, via de regra, gera afetaçãomoral.
3.2.4.Dano Ambiental:
 
é o que ofendebens jurídicos relacionados ao meio am-biente
. Há duas diferenças aqui. A primeiraé que a reparação do dano ambiental, deacordo com a Lei 9.605/98, deve ser es-
pecíca, ou seja, deve importar em efetivo
retorno da coisa ao estado anterior, salvoimpossibilidade, hipótese em que a repa-ração se limitará a indenizações e condu-tas compensatórias. A segunda é que otitular do direito à não causação de danoambiental é toda a coletividade (interessedifuso), e não só uma pessoa, de modoque há várias pessoas que podem pedir a reparação de um dano ambiental, o quepoderá ser feito pela propositura de açãopopular (art. 5, LXXIII, CF)
3.2.5.Dano Pré-negocial:
 
é vinculado auma expectativa de direito quanto à cele-bração de um negócio jurídico.
Ele não éaquiliano, porque no dano pré-negocialse está com a intenção de contratar, masacontece algum problema e o contrato nãose efetiva
.
Há de se tomar cuidado com amera negociação. Esta não tem o condãode gerar responsabilidade pré-contratual.O dano pré-negocial é típico daquelas
situações em que as partes já têm um
pré-contrato ou nível de negociação tãoavançado que está claro que o objetivode ambas é celebrar o contrato, e nãocometer uma ruptura abrupta e injus-
ticada.
3.2.6.Liquidação de danos:
a indeni-zação mede-se pela extensão do dano,devendo ser integral,ainda que setrate de culpa levíssima. Em princípioo grau da culpa não repercute no valor da indenização, porém o art. 944 CCexpeciona essa regra e autoriza o juizreduzir equitativamente a indenizaçãocaso haja excessiva desproporção en-tre a gravidade da culpa e o dano.
Sobre a quanticação do dano moral,
são dois os sistemas de indenização, o
aber to (o valor da indenização é xadopelo juiz) e o tarifado (a lei xa um teto
máximo de indenização). Deve prevale-cer o sistema aberto sob pena de violar o princípio da proporcionalidade entre aofensa e o dano (art. 5º,V,CF), qualquer 
lei que xe teto indenizatório deve ser 
tida como incons titucional.
Na xação do valor da indenização o
 juiz deve levar em conta a compensa-ção do lesado e o sancionamento dolesante.
4. Nexo de Causalidade4.1. Conceito:
 
é o liame, o vínculoentre a conduta (ação ou omissão) eo dano
.
4.2.Teorias4.2.1.Teoria da equivalência dascausas:
 
é a que arma que é causa de
um dano toda ação ou omissão sem aqual o resultado não teria ocorrido
. As-sim, todas as pessoas que, de algumaforma, concor rem para a geração dodano, devem ser acionadas. Por essateoria, a família de uma pessoa que élevada a um hospital em virtude de umpequeno acidente de trânsito e que, naclínica, acaba sofrendo uma infecçãoem virtude de erro grave do médico,pode acionar o motorista que cau sou oacidente originário. Essa teoria não seaplica ao Direito brasileiro, justamentepelo fato de o nosso Direito não per mitir a indenização do dano indireto.
4.2.2.Teoria da causalidade ade-quada:
é a que arma que a causa é
apenas o comportamento adequado a produzir o resultado, segundo a análisede um homem de mediana prudênciae discerni mento.
Para essa teoria nãobasta que com a eliminação mental

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