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Simulado 173 - PCF Área 6 - PF - CESPE 2

Simulado 173 - PCF Área 6 - PF - CESPE 2

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08/13/2013

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Simulado 173 para o concurso da Polícia Federal
Perito Criminal Federal
 –
Área 6
 –
Química / Engenharia Química
ResoluçõesElaboração das questões: Robson Timoteo Damasceno / John CoffeyResolução das questões: Robson Timoteo Damasceno / John Coffey
3 semanas!Concurseiro Robson
 
CONHECIMENTOS BÁSICOS
1
Fundada por Ptolomeu Filadelfo, no início do século III a.C., a biblioteca de Alexandriarepresenta uma epígrafe perfeita para a discussão sobre a materialidade da
4
comunicação. Asescavações para a localização da biblioteca, sem dúvida um dos maiores tesouros da Antiguidade,atraíram inúmeras gerações de arqueólogos. Inutilmente.
7
Tratava-se então de uma bibliotecaimaginária, cujos livros talvez nunca tivessem existido? Persistiam, contudo, numerosas fontesclássicas que descreviam o lugar em que se
10
encontravam centenas de milhares de rolos. E eis asolução do enigma. O acervo da biblioteca de Alexandria era composto por rolos e não por livros
pressuposição por 
13
certo ingênua, ou seja, atribuição anacrônica de nossa materialidade paraépocas diversas. Em vez de um conjunto de salas com estantes dispostas paralelamente eenfeixadas
16
em um edifício próprio, a biblioteca de Alexandria consistia em uma série infinita deestantes escavadas nas paredes da tumba de Ramsés. Ora, mas não era essa a melhor forma de
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colecionar rolos, preservando-os contra as intempéries? Os arqueólogos que passaram anossem encontrar a biblioteca de Alexandria sempre a tiveram diante dos olhos, mesmo ao
22
alcancedas mãos. No entanto, jamais poderiam localizá-la, já que não levaram em consideração amaterialidade dos meios de comunicação dominante na época: eles, na verdade,
25
procuravamuma biblioteca estruturada para colecionar livros e não rolos. Quantas bibliotecas de Alexandriapermanecem ignoradas devido à negligência com a materialidade dos
28
meios de comunicação?O conceito de materialidade da comunicação supõe a reconstrução da materialidadeespecífica mediante a qual os
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valores de uma cultura são, de um lado, produzidos e, de outro,transmitidos. Tal materialidade envolve tanto o meio de comunicação quanto as instituiçõesresponsáveis pela
34
reprodução da cultura e, em um sentido amplo, inclui as relações entre meiode comunicação, instituições e hábitos mentais de uma época determinada. Vejamos: para o
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entendimento de uma forma particular de comunicação
por exemplo, o teatro na Grécia clássicaou na Inglaterra elizabetana; o romance nos séculos XVIII e XIX; o cinema
40
e a televisão noséculo XX; o computador em nossos dias
, o estudioso deve reconstruir tanto as condiçõeshistóricas quanto a materialidade do meio de comunicação. Assim, no
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teatro, a voz e o corpo doator constituem uma materialidade muito diferente da que será criada pelo advento e difusão daimprensa, pois os tipos impressos tendem, ao contrário, a
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excluir o corpo do circuitocomunicativo. Já os meios audiovisuais e informáticos promovem um certo retorno do corpo, massob o signo da virtualidade. Compreender,
49
portanto, como tais materialidades influem naelaboração do ato comunicativo é fundamental para se entender como chegam a interferir naprópria ordenação da sociedade.
João C. de C. Rocha
. A matéria da materialidade: comolocalizar a biblioteca de Alexandria? In: João C. de C. Rocha(Org.). Interseções: a materialidade da comunicação. Rio deJaneiro: Imago; EDUERJ, 1998, p. 12, 14-15 (com adaptações).
Com relação às ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue ositens a seguir.
1
 –
Infere-se do texto que a descoberta arqueológica da tumba de Ramsés precede asinvestigações de arqueólogos acerca da biblioteca de Alexandria.Errado
É uma extrapolação das ideias do texto. A tumba foi descoberta durante as investigações e nãoantes.
2
 –
Depreende-se do texto que a pesquisa arqueológica deve prescindir de fontesdocumentais e concentrar-se na avaliação de achados materiais.Errado
Essa informação não é encontrada em nenhum local do texto.
 
3
 –
De acordo com o texto, após muitos anos de pesquisa frustrada, baseada empressupostos culturais equivocados, os arqueólogos encontraram as ruínas da bibliotecade Alexandria e os rolos que constituíam seu acervo.Errado
Em nenhum momento se fala que os rolos foram encontrados.Com relação às estruturas linguísticas do texto, julgue os itens seguintes.
4
 –
 
O trecho “jamais poderiam localizá
-
la” (
L.
22) poderia ser corretamente reescrito daseguinte forma: jamais a poderiam localizar.Correto
É uma redação adequada.
5
 –
A prepo
sição “para”, em “para a discussão” (
L.
3) e em “para colecionar livros” (
L.
25),introduz expressão que exprime finalidade.Correto
Exatamente.
6
 –
 
A partícula “se”, em “Tratava
-
se” (
L.
7) e em “se encontravam” (
L.
9-10), classifica-secomo pronome refl
exivo e retoma, respectivamente, “uma biblioteca imaginária” (
L.
7) e
“centenas de milhares de rolos” (
L.
10).Errado
No primeiro caso o “se” é Partícula de Indeterminação do Sujeito e no segundo caso é partícula
apassivadora.Com relação às estruturas linguísticas e à pontuação do texto, julgue os itens que se seguem.
7
 –
Na linha 40, é obrigatório o emprego da vírgula após o travessãoCorreto
Esta vírgula está separando a oração subordinada e é obrigatória.
8
 –
Sem prejuízo para a correção gramatical
do texto, o período “Tal materialidade (...) épocadeterminada” (
L.
32-36) poderia ser assim reescrito: O meio de comunicação, assim como asinstituições responsáveis por reproduzir a cultura, é compreendido por essa materialidade,que, em um sentido amplo, abrange as relações entre meio de comunicação, instituições ehábitos mentais de certa época.Correto
Nada a corrigir nesse caso.

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