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critério científico para distinguir a prescrição da decadência e para identificar as ações imprescritíveis

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Texto clássico do professor Agnelo Amorim Filho
Texto clássico do professor Agnelo Amorim Filho

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01/13/2014

 
 
1Critério científico para distinguir a prescrição da decadência e paraidentificar as ações imprescritíveisAgnelo Amorim Filho(Professor da Faculdade de Direito da Universidade da Paraíba)I – O PROBLEMA EM FACE DA DOUTRINA E DA LEIII – CRITÉRIOS QUE TÊM SIDO APRESENTADOS PARA DISTINGUIR APRESCRIÇÃO DA DECADÊNCIAIII – A MODERNA CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS E DOS DIREITOSPOTESTATIVOSIV – CRÍTICAS FEITAS À EXISTÊNCIA DOS DIREITOS POTESTATIVOSV – FORMAS DE EXERCÍCIO DOS DIREITOS POTESTATIVOSVI – MODERNA CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕESVII – AÇÕES CONSTITUTIVASVIII – FUNDAMENTOS E EFEITOS DA PRESCRIÇÃOIX – FUNDAMENTOS E EFEITOS DA DECADÊNCIAX – CASOS ESPECIAIS DE AÇÕES CONSTITUTIVASXI – AÇÕES DECLARATÓRIASXII – AÇÕES APARENTEMENTE DECLARATÓRIASXIII – O PROBLEMA DA IMPRESCRITIBILIDADE DAS AÇÕESXIV – CONCLUSÕESI – O PROBLEMA EM FACE DA DOUTRINA E DA LEIA questão referente à distinção entre prescrição e decadência – tãovelha quanto os dois velhos institutos de profundas raízes romanas –continua a desafiar a argúcia dos juristas. As dúvidas a respeito doassunto são tantas e vêm se acumulando de tal forma ao longo dosséculos que, ao lado de autores que acentuam a complexidade damatéria, outros, mais pessimistas, chegam até a negar – é certo que comindiscutível exagero – a existência de qualquer diferença entre as duas
 
 
2principais espécies de efeitos do tempo sobre as relações jurídicas. É oque informa DE RUGGIERO (Instituições de Direito Civil, vol. 1º, pág. 335da tradução portuguesa). BAUIDRY-LACANTINÉRIE e ALBERT TISSIERdeclaram que são falíveis, ou imprestáveis, os vários critérios propostospara distinguir os dois institutos. Acentuam, ainda, que não se pode, aprincípio, estabelecer diferença entre prescrição e decadência, e simexaminar caso por caso, para dizer, ao depois, se o mesmo é deprescrição ou de decadência. CLÓVIS BEVILÁQUA, por sua vez, afirmaque “
a doutrina ainda não é firme e clara neste domínio
” (Teoria Geral,pág. 367 da ed.). Para AMÍLCAR DE CASTRO, é
uma das mais difíceise obscuras tarefas essa de distinguir a prescrição da decadência
” (Revistados Tribunais, 156/323). GIORGI diz que a ciência ainda não encontrouum critério seguro para distinguir a prescrição das caducidades (Teoria deLas Obligaciones, vol. 9º, pág. 217). E CÂMARA LEAL, inegavelmente oautor brasileiro que mais se dedicou ao estudo do assunto, chegandomesmo a elaborar um método prático para se fazer a distinção entre osdois institutos, diz que esse é “
um dos problemas mais árduos da teoriageral do direito civil 
” (Da Prescrição e da Decadência, 1ª ed., pág. 133).É incontestável, porém, que as investigações doutrinárias, confirmadaspela maioria da jurisprudência, já conseguiram, pelo menos, chegar auma conclusão: a de que os dois institutos se distinguem. Desse modo,falta apenas encontrar uma regra, um critério seguro, com base científica,para se fundamentar tal distinção, de modo a se tornar possívelidentificar, de início, os prazos prescricionais e os decadenciais, o que,sem dúvida, não constitui empreendimento fácil. também um outroproblema de capital importância, intimamente relacionado com aquele dadistinção entre prescrição e decadência, e ao qual não se tem dispensadoa necessária atenção. É o que diz respeito às denominadas açõesimprescritíveis. Como identificar tais ações? Ou reunindo os doisproblemas – como saber se determinada ação está subordinada a umprazo de prescrição, a um prazo de decadência (por via indireta), ou seela é imprescritível?
 
 
3II – CRITÉRIOS QUE TÊM SIDO APRESENTADOS PARA DISTINGUIR APRESCRIÇÃO DA DECADÊNCIAO critério mais divulgado para se fazer a distinção entre os doisinstitutos é aquele segundo o qual a prescrição extingue a ação, e adecadência extingue o direito. Entretanto, tal critério, além de carecer debase científica, é absolutamente falho e inadequado, uma vez quepretende fazer a distinção pelos efeitos ou conseqüências. O critérioapontado apresenta-se, assim, com uma manifesta petição de princípio,pois o que se deseja saber, precisamente, é quando o prazo atinge a açãoou o direito. O que se procura é a causa e não o efeito. Processoindiscutivelmente mais vantajoso do que aquele é o sugerido por CÂMARALEAL, assim resumido pelo seu autor: “
É de decadência o prazo estabelecido pela lei, ou pela vontade unilateral ou bilateral, quando prefixado ao exercício do direito pelo seu titular. E éde prescrição, quando fixado, não para o exercício do direito, mas para oexercício da ação que o protege. Quando, porém, o direito deve ser exercido por meio da ação, originando-se ambos do mesmo fato, de modoque o exercício da ação representa o próprio exercício do direito, o prazoestabelecido para a ação deve ser tido como prefixado ao exercício dodireito, sendo, portanto, de decadência, embora aparentemente se afigurede prescrição
” (CÂMARA LEAL, Da Prescrição e da Decadência, 1ª ed.,págs. 133 e 134). Todavia, o critério proposto por CÂMARA LEAL,embora muito útil na prática, se ressente de dupla falha: em primeirolugar, é um critério empírico, carecedor de base científica, e isso éreconhecido pelo próprio CÂMARA LEAL, pois ele fala em “
discriminação prática dos prazos de decadência das ações
” (obra citada, pág. 434).Com efeito, adotando-se o referido critério, é fácil verificar, praticamentena maioria os casos, se determinado prazo é prescricional ou decadencial,mas o autor não fixou, em bases científicas, uma norma para identificaraquelas situações em que o direito nasce, ou não, concomitantemente

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